domingo, 18 de setembro de 2011

A veneração dos santos na Sagrada Escritura


Exemplos de fé, tirados da história primitiva

Hebreus 11, versículo 1: “A fé é o fundamento das coisas que se esperam, e uma demonstração das coisas que não se vêem.(…) Pela fé reconhecemos que os séculos foram formados pela palavra de Deus; de sorte que o visível fosse feito do invisível”.

O primeiro exemplo, citado por São Paulo, é Abel, que ofereceu um sacrifício aceito por Deus (c. 11, 4): “Pela fé ofereceu Abel a Deus sacrifício melhor que Caim; por ela foi declarado justo, tendo Deus aprovado os seus dons; e por ela fala ainda depois de morto (por meio dos seus exemplos)”.

Em seguida fala de Henoc, Noé, Abraão, Isaac e Jacó (c. 11, 13-16): “Na fé morreram todos estes sem terem ainda recebido as coisas prometidas, mas de longe vendo-as e saudando-as, e confessando serem peregrinos e hóspedes sobre a terra. Porque os que falam assim mostram bem que buscam a sua pátria. E por certo, se eles tivessem na mente aquela donde saíram, tinham na verdade tempo de voltar a ela; mas é uma pátria melhor, isto é, a pátria celeste que eles desejam. Por isso Deus não se dedigna de se chamar seu Deus, porque lhes preparou uma cidade.”

Depois faz ponderações a respeito de Moisés e tudo o que ele renunciou para ganhar esta herança gloriosa no céu; Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas que pela fé conquistaram reinos, receberam promessas, detiveram leões, escaparam da espada, tornaram-se poderosos na guerra, fizeram os exércitos inimigos fugir. Todos os grandes feitos são relembrados para inspirar uma fé, esperança e amor maiores nas gerações futuras.

Nos versículos 36-40: “Outros sofreram ludíbrios e açoites, e, além disto, cadeias e prisões; foram apedrejados, foram serrados, foram tentados, foram mortos ao fio da espada, andaram errantes, cobertos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, angustiados, aflitos; eles, de quem o mundo não era digno, errando pelos desertos, pelos montes, pelas covas e pelas cavernas da terra. E todos estes, louvados (por Deus) com o testemunho prestado à sua fé, não receberam (imediatamente) o objeto da promessa, tendo Deus disposto alguma coisa melhor para nós, a fim de que eles, sem nós, não obtivessem a perfeição da felicidade”.

Assim, o advento de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a economia da Nova Aliança, trouxe uma benção e glória para esses santos do Antigo Testamento maior do que a que eles receberam quando morreram. Algo novo foi inaugurado quando Cristo Nosso Senhor ressuscitou e subiu aos céus. Ele abriu um novo panorama, uma nova porta, a porta de entrada para o céu. Neste reino glorioso foram colocados tronos e neles estão sentados esses grandes santos, bem como os santos da Nova Aliança. Eles testemunham para servir a Cristo e para rezar em nosso favor.

São Paulo relembra esses personagens e esses fatos para nos inspirar a seguir o exemplo deles. Exemplos heróicos inspiram virtudes heróicas.

Hebreus, 12,1-3: “Por isso nós também, estando cercados por uma tão grande nuvem de testemunhas, deixando todo o peso que nos envolve, corramos com paciência na carreira que nos é proposta, pondo os olhos no autor e consumador da fé, Jesus, o qual tendo-lhe sido proposto gozo, sofreu a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que sofreu tal contradição dos pecadores contra si, para que não vos fatigueis, desfalecendo em vossos ânimos”.

Os santos do Antigo Testamento tiveram que esperar pelo Messias. Depois foram levados para o Céu e lá estão com a multidão dos santos que faleceram posteriormente. No Céu todos eles intercedem por nós. Temos o exemplo e a ajuda deles. Mas, para isso precisamos querer imitá-los na luta pela vitória daqueles que praticam o bem e pela derrota e destruição daqueles que promovem a iniqüidade.

(Fonte: Resumo de http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com/AASCJ

sábado, 17 de setembro de 2011

Propaganda irreverente com imagem do Sagrado Coração de Jesus é proibida na Inglaterra


Eis aqui o Coração que tanto amou os homens, que não poupou nada até esgotar-se e consumir-se, para testemunhar-lhes seu amor; e, por reconhecimento, não recebe da maior parte deles senão ingratidões, por suas irreverências, sacrilégios e pelas indiferenças e desprezos que têm por Mim no Sacramento do amor”. Assim lamentou Nosso Senhor em sua aparição a Santa Margarida Maria Alacoque, em 1675.

Nas imagens católicas, Nosso Senhor é apresentado, segundo o relato de Santa Margarida, apontando com a mão esquerda para seu Divino Coração e com a outra abençoando, simbolizando, com três dedos levantados, a Santíssima Trindade.

Segundo o jornal Libération (7/9/2011), o órgão regulador de publicidade da Inglaterra, ASA (Advertising Standards Authority), proibiu, na última quarta-feira, o uso de uma caricatura do Sagrado Coração de Jesus (figura abaixo) em uma propaganda da operadora de telefone 4 U.

O anúncio publicitário da companhia foi divulgada em diversos jornais ingleses durante a páscoa deste ano. Nela, o Redentor Divino é apresentado ao público com um sorriso no rosto, piscando o olho, fazendo sinal de positivo com a mão esquerda e com a direita apontando para o produto da empresa.

Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. [Gl 6.7]
Para a ASA, tal caricatura é “desrespeitosa á fé cristã”. A empresa pediu desculpas e disse que apenas queria “mostrar uma imagem positiva e contemporânea” da Religião.

Na aparição de 1675, Nosso Senhor reclamava, entre outras coisas, das “irreverências e sacrilégios” cometidos contra seu Sagrado Coração. O que se soma a esse ato lamentável é que haverá muitos católicos que não concordarão com a proibição. Para eles vale outra queixa de Jesus a Santa Catarina: “Mas o que Me é ainda mais penoso é que corações que Me são consagrados agem assim”.

Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira/AASCJ

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MATERNIDADE ESPIRITUAL PARA OS SACERDOTES


A vocação de ser mãe espiritual para os sacerdotes é muito pouco conhecida, insuficientemente compreendida e portanto pouco vivida, apesar da sua vital e fundamental importância. Esta vocação muitas vezes está escondida, invisível ao olho humano, mas voltada a transmitir vida espiritual. Disto tinha a certeza o Papa João Paulo II: por isso ele quis no Vaticano um mosteiro de clausura onde fosse possível rezar pelas suas intenções como sumo Pontífice.

“O QUE ME TORNEI E COMO, O DEVO À MINHA MÃE!”, disse S. Agostinho

Independentemente da idade e do estado civil, todas as mulheres se podem tornar mãe espiritual de um sacerdote e não somente as mães de família. É possível também a uma mulher doente, a uma jovem solteira ou a uma viúva. Em particular isto vale para as missionárias e as religiosas que oferecem inteiramente a própria vida a Deus para a santificação da humanidade. João Paulo II agradeceu até mesmo a uma menina pela sua ajuda materna: “Exprimo a minha gratidão também à beata Jacinta de Fátima pelos sacrifícios e orações oferecidas pelo Santo Padre, que ela tinha visto em grande sofrimento” (13-5- 2000)

Cada sacerdote é precedido por uma mãe, que amiúde também é uma mãe de vida espiritual para os seus filhos. Giuseppe Sarto, o futuro Papa Pio X, logo após ser consagrado bispo foi visitar a sua mãe, na época com setenta anos de idade. Ela beijou respeitosamente o anel do filho e de repente, tornando-se pensativa, indicou o seu pobre anel nupcial de prata: “Sim, Peppo, mas tu agora não estarias a usar esse anel se eu antes não tivesse usado o meu anel nupcial”. S. Pio X, justamente, confirmava a partir da sua experiência: “Cada vocação sacerdotal vem do coração de Deus, mas passa através do coração de uma mãe!”.
Uma óptima prova disto é a vida de S. Mónica. Santo Agostinho, seu filho, que aos dezenove anos como estudante em Cartago havia perdido a fé, escreveu nas suas ‘Confissões’:
“... Tu estendeste a tua mão do alto e tiraste a minha alma destas densas trevas, pois a minha mãe, tua fiel, chorava por mim mais do que choram as mães pela morte física dos filhos
… e no entanto, aquela viúva casta, devota, das que são tuas predilectas, já mais animosa graças à esperança, mas nem por isso menos dada ao pranto, não cessava de chorar frente a ti, em todas as horas de oração”. Após a conversão ele disse com gratidão:
“A minha santa mãe, tua serva, nunca me abandonou. Ela deu-me à luz com a carne para a vida temporal e com o coração para a vida eterna. O que me tornei e como, o devo à minha Mãe!”.
Durante as suas discussões filosóficas, Santo Agostinho queria sempre que a sua mãe estivesse ao seu lado; ela escutava atentamente, às vezes intervinha com um parecer delicado ou, para assombro dos sábios presentes, dava respostas a questões abertas. Portanto não surpreende que Santo Agostinho se declarasse seu ‘discípulo em filosofia’!
Fonte: JAM

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

VIRGEM DAS DORES

Nossa Senhora das Dores


A festa de hoje liga-se a uma antiga tradição cristã. Contam que, na Sexta-feira da Paixão, Maria Santíssima voltou a encontrar-se com Jesus, seu filho. Foi um encontro triste e muito doloroso, pois Jesus havia sido açoitado, torturado e exposto à humilhação pública. Coroado de espinhos, Jesus arrastava até ao Calvário a pesada cruz, para aí ser crucificado. Sua Mãe, ao vê-lo tão mal tratado, com a coroa de espinhos, sofre de dor. Perdendo as forças, caiu por terra, vergada pela dor e pelo sofrimento de ver Jesus prestes a morrer suspenso na cruz. Recobrando os sentidos, reuniu todas as suas forças, acompanhou o filho e permaneceu ao pé da Cruz até o fim.

Inicialmente, esta festa foi celebrada com o título de "Nossa Senhora da Piedade" e "Compaixão de Nossa Senhora". Depois, Bento XIII (1724-1730) promulgou a festa com o título de "Nossa Senhora das Dores".

Somos convidados, hoje, a meditar os episódios mais importantes que os Evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus: a profecia do velho Simeão (Lucas 2,33ss.); a fuga para o Egipto (Mateus 2,13ss.); a perda de Jesus aos doze anos, em Jerusalém (Lucas 2,41ss.); o caminho de Jesus para o Calvário (João 19:12ss.); a crucificação (João 19,17ss.); a deposição da cruz e o sepultamento (Lucas 23,50ss.).

Sudão: Igreja precisa de fundos para enfrentar violência


A Igreja no Sudão precisa de fundos para enfrentar a emergência humanitária provocada pela reactivação da violência no estado do Nilo Azul, fronteira com o novo país, Sudão do Sul.

D. Daniel Adwok, bispo auxiliar de Cartum, lançou este apelo através da Fundação AIS, instituição que tem apoiado o trabalho da pastoral da Igreja no Sudão, tendo já canalizado para este país, nos últimos 5 anos, mais de 4 milhões de euros.

Durante os primeiros dois dias de Setembro, guerrilheiros do Sudan People's Liberation Movement (SPLM), fiéis ao governador Malik Agar, e tropas regulares do exército enfrentaram-se na cidade de Damazin.

Houve ataques armados, de que resultaram as mortes de 17 pessoas. Estes actos violentos alimentaram um clima de grande tensão que afectou também o vizinho estado de Kordofan do Sul, e obrigaram o governo sudanês a declarar o estado de emergência no Nilo Azul e a destituir o governador Malik Agar.

Para socorrer os milhares de deslocados, D. Adwok colocou em marcha um plano de acolhimento, oferecendo-lhes refúgio na paróquia de Singa. Para apoiar este plano, destinou-se 15 mil euros, que serão geridos pela Igreja para prestar ajuda nesta emergência.

“Graças a esta ajuda – declarou o prelado –, a paróquia de Singa poderá assistir as vítimas dos conflitos de Damazin, oferecendo-lhes alimento e o dinheiro necessário para irem a Cartum, Renk ou El Obeid. Estas pessoas tiveram de abandonar a cidade, sem poderem levar nada consigo.”

Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Matrimônio de Tobias e Sara: exemplos de santidade!


No Antigo Testamento há um livro chamado Tobias. A leitura de tal livro pode nos ser útil para perseverarmos na santidade do sacramento matrimonial e no caminho de Deus.

Tobias e Sara descendiam de famílias que serviam a Deus. Eram filhos obedientes e tementes a Deus, que seguiam os ensinamentos de seus pais. O pai de Tobias era um homem de muita fé e seus conselhos ao filho eram providos de muita sabedoria! (Ver Tobias 4, 2-20).

Tobias, filho, cresceu numa família que louvava, bendizia e amava muito a Deus e sempre ouviu com muita atenção as sábias palavras de seu pai que, aos 56 anos de idade, ficou cego. Por isso e por perseguições ocorridas, devido serem uma família “de Deus”, passaram muitas dificuldades, em especial no tempo em que o pai não podia trabalhar.

Sara, na sua adolescência, também passara por momentos muito difíceis, pois casou-se legitimamente sete vezes, e todos os maridos morriam na primeira noite de núpcias, devido a ação de um demônio que perseguia a jovem após uma maldição que fora feita a ela.

Sara e Tobias finalmente foram unidos por Deus, graças ao anjo que guiou Tobias ao encontro de Sara e os dois permaneceram a vida inteira juntos, como marido e mulher.

Um aspecto relevante da história deles é o fato de não terem deixado a paixão da carne ser mais forte que a obediência aos preceitos do Senhor.

A santidade vivida pelos seus pais estendeu-se a eles. Sara, mesmo diante de todos os acontecimentos passados, manteve-se confiante que Deus a destinava ao jovem Tobias. E Tobias cumpriu todas as recomendações de seu pai e do anjo São Rafael, enviado por Deus para ser seu guia, embora Tobias julgasse tratar-se de apenas um amigo que falava sabiamente das coisas “de Deus”.

Graças à atenção dada às recomendações de “seu amigo”, Tobias e Sara ficaram os três primeiros dias de sua vida matrimonial em castidade e constante oração, pois assim foi revelado a eles que era a vontade do Senhor para que toda maldição saísse de suas vidas.

Somente depois, no momento em que Deus permitiu, eles uniram-se como marido e mulher, claramente muito mais para que dessem continuidade a uma família que teme e louva ao Senhor do que pelo ímpeto da paixão.

Tobias e Sara, mesmo tendo passado por muitas provações durante a adolescência, continuaram fiéis a Deus e isto serviu de exemplo para manter no bem muitas gerações: “Toda a sua parentela e toda a sua descendência perseveraram numa vida íntegra e santo procedimento, de modo que foram amados tanto por Deus como pelos homens e por todos os seus compatriotas” (Tobias 14, 17).

Exemplo para os casais de hoje

A vida de Tobias e Sara serve de exemplo também para os dias atuais, de constantes tribulações e provações, devido ao egocentrismo, despudor, imoralidade e falta de temor de Deus.

Nosso Senhor em tudo quer nosso bem e, se deixou ensinamentos, exemplos e mandamentos a seguir, não foi para nos aprisionar e, sim, pelo contrário, para nos livrar dos enganos deste mundo, que são as invejas e as paixões desenfreadas que sufocam e aprisionam. Porque todo o bem que há na vida vem da fé, vem da fidelidade aos preceitos de Deus e à Igreja. Sem isso – ou seja, fé e fidelidade aos preceitos de Deus e da Igreja – bem nenhum dura. Fica como uma planta cortada de sua raiz. Secará fatalmente dentro de mais tempo ou menos tempo. Poderá ser um “cadáver verde”, mas é um cadáver. Poderá ter um resto de perfume, mas é a exalação de uma flor que dá o seu último suspiro porque vai morrer. Cortado dos ensinamentos, preceitos e bênçãos da Santa Igreja, nada é nada, absolutamente nada…
Fonte: AASCJ

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Anunciada descoberta do túmulo de São Felipe


Os arqueólogos asseguram que se trata do túmulo do apóstolo Felipe, um dos 12 discípulos que acompanharam Jesus.

A descoberta aconteceu em Pamukkale, antiga Hierápolis, em Anatólia Ocidental (Turquia), cidade em que Felipe morreu, depois de ter pregado na Grécia e na Ásia Menor.
A descoberta foi realizada pela missão arqueológica italiana empreendida desde 1957, composta hoje por uma equipe internacional, dirigida desde o ano 2000 por Francesco D’Andria, professor da Universidade de Salento.
Um resultado importante na busca da tumba de São Felipe – recorda L’Osservatore Romano –, já tinha sido alcançado em 2008, quando a equipe encontrou a rua que os peregrinos percorriam para chegar ao sepulcro do apóstolo. Agora se chegou a esta nova meta.
“Junto ao Martyrion (edifício de culto octogonal, construído no lugar onde Felipe foi martirizado), encontramos uma basílica do século V de três naves”, explica o diretor da missão.
“Esta igreja foi construída ao redor de um túmulo romano do século I, que evidentemente gozava da máxima consideração, já que mais tarde se decidiu edificar ao seu redor uma basílica. Trata-se de uma tumba em forma de nicho, com uma câmara funerária.”
Colocando em relação esses e muitos outros elementos, “chegamos à certeza de ter encontrado a tumba do apóstolo Felipe, que era meta de peregrinação a este lugar”, afirma D’Andria.
No século IV, Eusebio de Cesareia escreveu que duas estrelas brilhavam na Ásia: João, sepultado em Éfeso, e Felipe, “que descansa em Hierápolis”.
A questão ligada à morte do apóstolo suscita controvérsia. Segundo uma antiga tradição, de fato, ele não teria morrido martirizado. Já os evangelhos apócrifos contam que ele teria sofrido martírio sob os romanos.
Fonte: ZENIT/AASCJ

Frase do Dia

"Se a sociedade está em nível moral tão baixo, será só por culpa dos maus? Não será também por culpa dos bons que não são tão bons como deveriam ser?"

S. João Bosco

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Santíssimo Nome de Maria


DO MISTERIOSÍSSIMO, EFICACÍSSIMO, E DULCÍSSIMO NOME DE MARIA

Foi imposto este nome à Senhora não casualmente ou por arbítrio humano, senão (como dizem os Santos) por disposição divina e instinto do Espírito Santo; e por ventura foi anunciado à S. Ana por algum Anjo, como foi o do Precursor a seu pai Zacarias. Considera, pois, neste nome, as suas significações.

Quanto às significações, tocaremos só em três das mais principais. A primeira é que Maria, na língua Síria (que era a mais usada naquele tempo em Palestina), quer dizer Senhora. O que bem quadra este nome à Virgem, pois é Senhora absoluta, soberana e pacífica de todas as criaturas no Céu, na terra e debaixo da terra! Os mais sublimes Serafins, aquelas essências mais puras, que servem de lugares à presença de Deus, iluminam, reconhecem, e adoram a esta Princesa; as nações, os reinos e os impérios dependem do seu aceno e favor, tremem da sua ausência e desvio.

Outra significação do nome MARIA na língua hebraica é Estrela do mar; e com este apelido a invoca a Igreja: Ave Maris Stella. Também lhe vem mui próprio, por estrela, e estrela do mar. Por estrela primeiramente: porque a estrela, sem diminuição sua, nos produz o raio luminoso e a Virgem, permanecendo Virgem, nos gerou Cristo, que é luz do mundo. Além disso, porque as estrelas presidem às trevas da noite; e a Virgem é refúgio de pecadores, em que ainda não reina o Sol da graça.

A terceira significação, e de todas a mais própria e digna, é, conforme diz S. Ambrósio, MARIA, isto é, Deus da minha geração. Ó imensa glória! Ó altíssima dignidade! Ó ventura imponderável! Senhora, Deus de vossa geração! O que tudo criou ser de ti gerado! O que gerou o Eterno Pai ab æterno, antes de todos os séculos, nos geraste por obra do Espírito Santo, no meio dos séculos! Maravilhosa definição encerram cinco só letras do nome MARIA; idest Deus ex genere meo.

Pe. Manuel Bernardes

domingo, 11 de setembro de 2011

Lei da homofobia no reino dos bichos (I)


Depois de contemplar as variedades quase sem fim das perfeições existentes na natureza criada por Deus – como as cores da aurora e do ocaso, a gradação matizada das cores das aves e dos pássaros, e, sobretudo as belezas e qualidades do homem – algum leitor ou já tentou hierarquizá-las e sistematizá-las?
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Detenhamo-nos por alguns instantes na beleza das feições humanas; por exemplo, no lado delicado, frágil, maternal, afetivo, além da aparência física característica da mulher. Por que foi ela criada assim? – Para que o homem pudesse ser atraído por suas qualidades e construir o seu lar pelos laços invioláveis do matrimonio indissolúvel.
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O homem, chefe da casa, e a mulher, rainha do lar – na verdade um só após o casamento conforme as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo – se complementam para a perpetuação da espécie, sendo os filhos príncipes herdeiros de seus pais, portanto merecedores da atenção e amparo para a formação do caráter.
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Uma curiosidade da natureza – que até costuma ser motivo de brincadeira de homens e mulheres – pode ser observada na índole puramente animal das aves e dos pássaros, em que o macho é sempre mais bonito que a fêmea. No caso dos homens isso não se passa, pois Deus quis que os homens fossem atraídos para o sexo feminino.
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Os pássaros, como todos os animais, seguem a lei inviolável da natureza através dos instintos. Já o homem – inteligente e dotado de vontade – deve controlar suas paixões e impulsos administrando seu corpo e sua alma e direcionando axiologicamente suas idéias e desejos no sentido de amar a Deus sobre todas as criaturas.
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O homem não pode amar uma criatura acima de Deus, sob pena de comprometer sua salvação; muito menos erigir leis atentatórias a Deus, Ser pessoal, absoluto, transcendente e imutável; não pode, por exemplo, confundir liberdade com libertinagem.
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Com efeito, não há entre os animais irracionais opção ou atração preferencial de um bicho para outro do mesmo sexo. Caso haja tal disfunção, ela será conseqüência de um desequilíbrio qualquer na natureza dele. Pois Deus, ao criar macho e fêmea, o fez para a propagação da espécie.
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Figuremos a hipótese de os animais poderem decidir sobre o uso do sexo, rompendo com as regras postas por Deus na natureza deles. O que ocorreria com essas espécies? Tal anomalia resultaria na extinção delas em razão de preferências sexuais e os seus partidários proibidos de assim agir pela suprema corte animal.
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Será que a lei da homofobia animal encontraria ressonância no reino dos bichos?
continua amanhã…

Fonte: http://www.padredavidfrancisquini.com/

sábado, 10 de setembro de 2011

Citações sobre Nossa Senhora, que satanás realmente odeia ouvir


Nossa Senhora está destinada desde o início dos tempos a derrotar a serpente maligna. Interceda junto a Ela por proteção contra as artimanhas do diabo Clique aqui e acenda sua vela virtual

São Luis Maria de Montfort escreve no Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem:

“Deus não pôs somente inimizade, mas inimizades, e não somente entre Maria e o demônio, mas também entre a posteridade da Santíssima Virgem e a posteridade do demônio”.

“A humilde Maria será sempre vitoriosa na luta contra esse orgulhoso, e tão grande será a vitória final que ela chegará ao ponto de esmalhar-lhe a cabeça, sede de todo o orgulho.”

Santo Afonso Maria de Ligório acrescenta: “Fica claro que Deus devia preservá-la (a Santíssima Virgem) do pecado original, pois Ele a destinou para esmagar a cabeça da serpente infernal, quando disse “Porei inimizades entre ti e a mulher, e entre tua posteridade e a posteridade dela. Ela te pisará a cabeça.”

São Maximiliano Kolbe nos diz: “Há muito mal no mundo, mas não nos esqueçamos que a Imaculada é mais poderosa ainda, e que ela esmagará a cabeça da serpente infernal.”

Papa São Pio X: “A tempestade e fúria escureu o céu, mas não estejamos desanimados; se confiarmos em Maria, como devemos, iremos reconhecer que Ela, a Virgem poderosa, com seu pé virginal, esmagará a cabeça da serpente”.

Nossa Senhora em Fátima, em 1917: “Por fim meu Imaculado Coração triunfará!”

Fonte: http://americaneedsfatima.blogspot.com/ADF

Valor incrível de uma “Ave Maria”


Nossa Senhora se apresentou aos pastorinhos de Fátima como “a Senhora do Rosário”.
O bem-aventurado Alan de la Roche diz que uma freira, que sempre teve grande devoção ao Santo Rosário, apareceu depois da morte a uma de suas irmãs na congregação religiosa, e lhe disse:

“Se me fosse permitido voltar ao meu corpo para ter a possibilidade de rezar uma única Ave Maria — mesmo se eu a rezasse rapidamente e sem grande fervor — alegremente passaria mais uma vez o sofrimento que tive durante a minha última doença, para ganhar o mérito dessa oração.”

Isto é tanto mais convincente pelo fato de ela, antes de morrer, ter ficado acamada e sofrido dores atrozes durante vários anos.

(De São Louis Grignion de Montfort, em o “Segredo do Santo Rosário”)/ADF

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Diário de um bebê que está por nascer


5 de outubro: Hoje começa minha vida, meu pais ainda não sabem. Sou tão pequena quanto uma semente de maçã, mas já existo e sou única no mundo e diferente de todas as demais. E, apesar de quase não ter forma ainda, serei uma menina. Terei cabelos loiros e olhos azuis, e sei que gostarei muito de flores. Os cientistas diriam que tudo isto já tenho impresso no meu código genético.

19 de outubro: Cresci um pouco, mas ainda sou muito pequena para poder fazer algo por mim mesma. A mamãe faz tudo por mim. Mas o mais engraçado é que nem sabe que está me carregando consigo, precisamente debaixo de seu coração, alimentando-me com seu próprio sangue.

23 de outubro: Minha boca começa a tomar forma. Parece incrível! Dentro de um ano, mais ou menos, estarei rindo, e mais tarde já poderei falar. A partir de agora sei qual será minha primeira palavra: Mamãe: Quem se atreve a dizer que ainda não sou uma pessoa viva? É claro que sou, tal como a diminuta migalha de pão é verdadeiramente pão.

27 de outubro: Hoje meu coração começou a bater sozinho. De agora em diante baterá constantemente toda minha vida, sem parar para descansar. Então, depois de muitos anos, se sentirá cansado e irá parar e eu morrerei de forma natural. Mas agora não estou no final, e sim no começo da minha vida.

2 de novembro: A cada dia cresço um pouquinho, meus braços e pernas estão tomando forma. Mas quanto terei de esperar até que minhas perninhas me levem correndo para os braços da minha mãe, até que meus braços possam abraçar meu pai!

12 de novembro: Em minha mãos começam a se formar alguns pequeninos dedos. É estranho como são pequenos; contudo, como serão maravilhosos! Acariciarão um cachorrinho, lançarão uma bola, irão recolher flores, tocarão outra mão. Talvez algun dia meus dedos possam tocar violino ou pintar um quadro.

20 de novembro: Hoje o médico anunciou a minha mamãe pela primeira vez, que eu estou vivendo aqui debaixo do seu coração. Não se sentes feliz mamãezinha? Logo estarei em teus braços!

25 de novembro: Meus pais ainda não sabem que sou uma menina, talvez esperam um menino. Ou talvez gêmeos! Mas lhes darei uma surpresa; quero me chamar Catarina, como minha mãe.

13 de dezembro: Já posso ver um pouquinho, mas estou rodeada ainda pela escuridão. Mas logo, meus olhos se abrirão para o mundo do sol, das flores, e dos sonhos. Nunca vi o mar, nem uma montanha, nem mesmo o arco iris. Como serão na realidade? Como é você, mamãe?

24 de dezembro: Mamãe, posso ouvir teu coração bater. Você pode ouvir o meu? Lup-dup, lup-dup…, mamãe você via ter uma filhinha saudável. Sei que algumas crianças têm dificuldades para entrar no mundo, mas há médicos que ajudam as mães e os recém nascidos. Sei também que muitas mães teriam preferido não ter o filho que levam no ventre. Mas eu estou ansiosa para estar nos teus braços, tocar o seu rosto, olhar nos teus olhos, Você me espera com a mesma alegria que eu?

28 de dezembro: O que está acontecendo? O que estão fazendo? Mamãe, não deixe que me matem! Não, não!

Mamãe, por que você permitiu que acabassem com minha vida? Teríamos sido tão felizes…

FONTE: Site de Ohio Right to Life. Extraído com permissão desta organização a Vida Humana Internacional. via Blog Vocacionados Menores/ADF

Natividade de Nossa Senhora


Natividade de Nossa Senhora

A Natividade de Nossa Senhora é a festa de seu nascimento. É celebrada desde o início do cristianismo, no Oriente. E, no Ocidente, desde o século VII. O profundo significado desta festa é o próprio Filho de Deus, nascido de Maria para ser o nosso Salvador.

No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Pe. António Vieira diz: "Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes: para Senhora da Paz; os desencaminhados: para Senhora da Guia; os cativos: para Senhora do Livramento; os cercados: para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes: para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos: para Senhora da Graça; e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus". (Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.).

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Saudação a Nossa Senhora


Nossa Mãe Santíssima merece toda nossa honra. Pouco antes de expirar, no Calvário, Cristo outorgou à Santíssima Virgem a missão de protetora dos homens; ao dizer, na terceira palavra: “Mulher, eis ai o teu filho; “Eis a tua Mãe” (São João, 19, 26-27).

Momento terno e majestoso: entrega à Nossa Senhora a humanidade, fazendo dela a Mãe espiritual de todos os homens.

É o Redentor que designa Maria Mãe dos Homens.

A tarefa dada à Maria Imaculada sucede em momento especialíssimo: quando o Calvário se torna o primeiro Templo da Cristandade, protótipo e modelo de todos os templos, que substitui o Templo Judaico do Antigo Testamento. No Calvário, o Redendor une os homens, dando-lhes a própria mãe como mãe de todos, tornando-A eixo de fé e de esperança.

A missão de Maria Imaculada principiou no Paraíso, quando Deus falou que a mulher esmagaria a cabeça do réptil, como participante da missão redentora. No anúncio do Arcanjo São Gabriel: “Bendita és Tu entre as mulheres”.

A virgem do anúncio tornou-se mais tarde a “Stabat” do Calvário. Na visitação, Maria Santíssima viu-se enaltecida pelo mensageiro do Altíssimo: será chamada bem-aventurada. Em Caná, realiza publicamente a primeira missão, ao dirigir-se ao Filho e suplicou-lhe intervenção: “não há mais vinho” e, virando-se para os servos: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Vinte séculos Maria Santíssima intercede, ajuda, suplica e ganha a graça de Deus para todos os homens. Em Pentecostes, lá está Ela na apresentação da Igreja ao mundo. No Apocalipse, é a mulher misteriosa que tem a lua por escabelo, vestida de sol, adornada de estrelas.

Nas crises mais dilacerantes da Igreja, no curso do tempo, aparece Maria Imaculada, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos homens, para reconciliar a todos e indicar-lhes os caminhos do céu.

Quando a Igreja necessita de sacerdotes e de religiosos, Maria Auxiliadora alimenta as vocações. Quando a fé titubeia, aparece para fortalecer.

Com inarredável procedência, alinhou ALVES MENDES, notável orador lusitano:

“Descerra-se no céu das nossas crenças essa Imaculada, resplendor eterno do eterno sol, que por entre negrumes da vida, nos instila n’alma os mais vividos lampejos da perfeição sobrenatural e nos infiltra no peito as mais deliciosas esperanças da proteção divina”(“Discursos”, pág. 204).

Maria Santíssima, concebida sem pecado, sobrepõe miraculosamente à grinalda de virgem a coroa de Mãe; torna-se lúcido assento e formoso habitáculo ao verbo Divino; vê nascer de seu límpido seio o criador como se fora produção da criatura; desentranha de si, feito homem, o Filho de Deus, que vinha redimir os homens; e, sobre-angélica, inigualável, singular, mais pura que a estrela, mais nítida que a neve, mais bela que a flor, varre os miasmas do erro, saneia as feridas do mal, ilumina as inteligências, virtualiza os corações, sublima a fé, sobredoura a esperança, constela a caridade e, vencendo os abismos tenebrosos rasgados pela culpa primitiva, levanta-se, colosso de graça e santidade. (idem, p. 205).


Maria, que magnitude! Toma o globo inteiro. Que altura! Chega da terra ao céu no mistério da Assunção. Que majestade! Enche toda a História. Que moldura! Cerca todos os povos nas imensas amplidões do espaço, enquadramento estupendo, harmonioso, concordantíssimo de todos os séculos, de todos os continentes, de todas as gerações, da humanidade toda!

Maria que, em hebraico, significa estrela do mar, estrela de incomensurável grandeza, estrela bonançosa, estrela propícia que, por entre as caliginosas tormentas da terra, nos transmuda em suavíssimas influições do céu.

Maria, virgem do anúncio de Gabriel, Mãe do presépio, confiante em Caná, dolorosa na “via crucis”, Mãe do Calvário e Rainha do Cenáculo!

Maria realizou o prodígio dos prodígios: gera o Ingenito, cria o Increado, concretiza o Incompreensível, temporifica o Eterno, consubstancia o Imortal, limita o Imenso, penetra o Insondável e localiza o Infinito.

Maria é luz coada pelo éter celestial, esbatida pelos angélicos, misteriosa, saneantíssima que, nas suas rutilações, nos envia calor e magnetismo e no magnetismo fortaleza, na fortaleza expansão, na expansão a vida, na vida luz que eterniza todas as grandezas, luz que transfigura as almas e vaporiza as lágrimas.

Fato histórico relevante testemunha a mediação de Maria. Em 1570, o poder otomano agride a Europa, caindo reinos e tronos, uns após dos outros. Quando tudo parecia devastar o continente, Pio V invoca a proteção de Maria, em alarma dilacerante, dando-lhe o titulo de “Auxilium christianorum”, no que foi atendido, salvando-se a civilização crista do fatalismo oriental.

Maria, companheira inapartável, que recebe diversos nomes, de concerto com as circunstâncias: Imaculada Conceição, Dores, Piedade, Paixão, Auxiliadora, Assunção, Parto, Visitação, Carmo, Luz, Mercês, Navegantes, Lourdes, Fátima, Guadalupe, Aparecida, Sallete, Mãe dos Homens, Rainha do Céu e da Terra.

Maria aceita a missão, no anúncio do anjo, por isso ela oferece a Deus, com suas puríssimas mãos, a hóstia de propiciação pelas iniqüidades do gênero humano e oferece o Filho, entre lágrimas, angústias e sofrimentos. Por obséquio disso, tronou-se a mais nobre criatura humana, plenitude da perfeição, plenitude da santidade, plenitude sobrenatural.

O amor de Maria Santíssima a Deus é incomparável, maior de todos, acima dos anjos, dos santos, dos apóstolos e dos mártires.

Mãe dos homens, eterna Mãe, que se não acaba como as nossas mães, das quais recordamos no gemido de saudade, mas Mãe que nos acompanha eternamente, seja na terra, seja no céu. A maternidade de Maria é singular: não começou em Nazaré, porque iniciada antes dos tempos; não terminou no Calvário, porque é eterna.

As lágrimas de Maria misturam-se com o sangue teândrico de Cristo, para a salvação da humanidade, daí ser co-redentora. Cooperou com a obra messiânica de Cristo, tornando-se o único tabernáculo humano. Deu sangue e deu carne ao corpo do Redentor. E isso é mistério, inatingível pela nossa razão. Tão nobre e tão elevada a sua participação no processo redentivo que se tornou “Sacerdo Virgo”.

Em síntese, definitiva e inarredável, Maria Santíssima cupulisou a grandeza do seu destino e assumiu o coronal de sua importância histórica.

Ave, Maria!

Fonte:http://www.catequisar.com.br/ADF

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O aborto, sinal de coisa pior?


Professor de Ética fala da perda de humanidade

O aborto é um sinal de alarme que indica um perigo onipresente na sociedade: a perda de identidade humana.

É uma observação do padre Robert Gahl, professor adjunto de Ética na Universidade Pontifícia da Santa Cruz.

O padre Gahl falou com o programa de televisão “Deus chora na Terra”, da Catholic Radio and Television Network (CRTN) em colaboração com Ajuda à Igreja que Sofre.

- O aborto é um sofrimento universal: 53 milhões de abortos no mundo. Por que essas questões ficaram tão presentes hoje: aborto, eutanásia?

Padre Gahl
- Padre Gahl: Bom, é um paradoxo, triste, que evoca o pecado original. Adão e Eva tentaram ficar no lugar de Deus, ser deuses no lugar dele. Os seres humanos tentam dominar o poder divino, o poder sobre a origem da vida, e controlar o começo da vida de um jeito que é contrário ao desígnio de Deus. E eles se sentem poderosos durante um instante. Pode ser até que eles achem que conseguiram. Mas logo depois eles sentem a frustração e a negação da sua própria identidade, porque eles foram feitos para o amor. O nosso coração foi feito para o amor. Mas em vez de apertar os nossos laços familiares, nós viramos meros construtores, gente que controla produtos. Se o nosso poder de dar vida é simplesmente produzir elementos que se encaixam no “fui produzido”, ou no “sou só o final da linha de um sistema de produção mecanizado”, isso é a negação da minha própria dignidade como filho de Deus. E como filho dos meus pais.

- Olhando para trás, qual foi o momento em que surgiu no horizonte essa aceitação do aborto, da pesquisa com células-tronco, da eutanásia?

- Padre Gahl: O aborto, infelizmente, é tão estendido por tantas partes do mundo que, hoje, muita gente, até os documentos da ONU, acham que ele é um direito reprodutivo. A origem disso é a revolução sexual, que não foi uma revolução de libertação, mas uma revolução do narcisismo, do desespero, de cortar laços, afeto, amizade e amor pelos outros. E no centro dessa revolução nós tínhamos o desenvolvimento dos anticoncepcionais químicos, que permitiram o sexo sem bebês, ou seja, as pessoas podiam ter o prazer da sexualidade só como uma busca egoísta. E eles desconectaram a ordem intrínseca, orientada ao dom da vida; desconectaram a sexualidade dos compromissos sérios de formar uma família, e, claro, de ser pais e mães. É uma diminuição da dignidade humana. Eu considero que o problema do aborto é que é um sinal de alerta. É uma luz vermelha que está arrancando vidas, mas que indica uma coisa que é mais onipresente ainda, e que está mais profundamente enraizada na nossa sociedade do que você possa imaginar.

- E o que é?

- Padre Gahl: É a perda da própria identidade. Da nossa identidade que participa do poder criador de Deus, e que chama a pessoa a ser pai e mãe.

“O verdadeiro amor humano é incondicional. Quando você ama alguém, não interessa o que acontece. Não interessa, você vai cuidar”.

- O aborto é justificado quase sempre como o direito de escolha. Mas também como um apelo ao amor. Por exemplo, algumas pessoas dizem que acham melhor abortar do que criar um filho sem amá-lo. Como é que nós chegamos a esta situação invertida, em que a morte é justificada por amor?

- Padre Gahl: O verdadeiro amor humano é incondicional. Quando você ama alguém, não interessa o que acontece. Não interessa, você vai cuidar. Se ele fica doente, se ele fica paralisado por causa de um acidente de carro, você vai cuidar dele pelo resto da vida. Naquele outro tipo de amor, que é uma forma de amor egoísta, você só se entrega a alguém enquanto quer. O aborto, nesse tipo de amor manipulado, vira um meio de saída. Nós temos que mudar completamente e dizer que precisamos aceitar a todos, toda vida humana. Não existem filhos não desejados; se existe uma criança que alguém diz que não é desejada, alguém pode cuidar dela, porque alguém deseja essa criança. E essa é a verdade. Se alguém foi capaz de dizer que o aborto nos permite agir com um cuidado altruísta, porque evita dificuldades, esta lógica nos leva de um modo trágico, eu até diria de um modo assassino, a afirmar que os deficientes não deveriam existir. Isso é a negação de toda dignidade humana.

- Nós passamos da vida como algo intrinsecamente importante a enfatizar a qualidade de vida. A mudança para a qualidade de vida coloca a pergunta: Qual é a minha qualidade de vida? Eu estou tendo qualidade de vida? Isto aponta para os deficientes: eles estão tendo a qualidade de vida que deveriam ter? Isso não coloca em questão a própria vida deles?

- Padre Gahl: Claro. Uma parte dessa lógica aberrante leva também a julgar cada um de nós com base no nosso rendimento. O meu valor se baseia no que eu posso fazer pela sociedade. Se num dado momento os meus resultados são decepcionantes, por doença, por um erro, por estar num setor da economia que o consumidor não deseja mais, então eu não seria mais necessário, e, aí, deixaria de ser importante.

- O maior dom de Deus à humanidade foi o dom de co-criar a vida com Ele. O que faz o aborto ao quebrar esta relação entre o homem e Deus?

- Padre Gahl: Nos esquecemos às vezes, devido ao “cientificismo” – que reduz tudo ao fato científico – que o começo de uma nova vida humana não só vem de um homem e uma mulher, mas também de Deus. Exige a participação de três pessoas, porque a alma humana é imaterial. É a alma espiritual que é criada direta e imediatamente por Deus. Por isso, quando um homem e uma mulher unem-se para ter um filho, é também – tanto ou mais – filho de Deus. Daí que, se quisermos recuperar este respeito pela vida, será porque teremos voltado a tomar consciência do papel de Deus ao dar a vida e, pelo mesmo, deste poder que temos dentro de nós. Trata-se de um poder criador pelo qual quase temos Deus na palma da mão, porque podemos dizer-lhe, em certo sentido, quando criar uma nova alma humana. Portanto, se renovarmos esse respeito pela intervenção de Deus, Ele nos ajudará também a nos respeitarmos uns aos outros como imagens de Deus.

- Em países como a Rússia, mais de 70% das mulheres abortaram. A proporção de abortos em algumas províncias russas pode alcançar os oito ou dez abortos por mulher, porque o utilizam como um meio de controle de natalidade. Na China, a política de um só filho obriga as mulheres a abortar. Que impacto espiritual e psicológico tem isso na sociedade?

- Padre Gahl: No leste europeu, onde vemos índices tão altos de abortos, que frequentemente se associam a altos índices de suicídios, alcoolismo e depressões graves, há uma sensação de niilismo, de perda total do sentido da vida. Isso ocorre em uma sociedade que não se baseia no amor a seus filhos. É necessário que isso mude. Graças a Deus, em alguns desses países está-se notando uma tendência na direção correta. Na Federação Russa, por exemplo, tem havido ultimamente um aumento na taxa de natalidade. A proporção de abortos continua muito alta, mas fica a esperança de que este aumento da taxa de natalidade continue, de modo que o índice de abortos caia.

- Que mais a Igreja pode fazer neste tema?

- Padre Gahl: Em primeiro lugar, quando pensamos na “Igreja”, tendemos a pensar na hierarquia – em nós, sacerdotes, bispos, o Papa –, mas na realidade a Igreja é o conjunto de todos os cristãos batizados. A Igreja é uma família, por isso precisamos que todos – todos os cristãos batizados – aceitem a vida com amor. Precisamos também de ajuda nos centros para mulheres grávidas. A Igreja, evidentemente, tem de ser também coerente com os princípios da teologia moral católica sobre o tema.

A vida então não será jamais considerada só um produto, como os bebês que são feitos num tubo de ensaio segundo os desejos de algum fabricante.

Voltando atrás, gostaria de acrescentar que precisamos recuperar a moralidade, e precisamos, portanto, viver a modéstia e o respeito pela vida conjugal com castidade e fortaleza, de modo que nos preparem para dar vida dentro da estrutura da família.

Fonte: http://www.zenit.org/ADF

A MINHA MISSÃO DE MÃE


É minha missão de Mãe a de levar Jesus a vós e a de levar-vos todos a Jesus.
Sou a estrada que deveis percorrer, se quiserdes alcançar o vosso Senhor e Salvador.

EU VOS LEVO A JESUS, VOSSA VERDADE.
Eu intervenho com as minhas numerosas e extraordinárias manifestações, para conduzir-vos todos à plena verdade do Evangelho.

EU VOS LEVO A JESUS, VOSSA VIDA.
Eis porque hoje, quando muitos caem na treva do pecado e da morte, com a minha forte presença entre vós, ajudo-vos a viver na graça de Deus, a fim de que possais participar, também vós da própria vida do Senhor Jesus.

EU VOS LEVO A JESUS, VOSSO CAMINHO.
Jesus é a Imagem perfeita do Pai. É o seu Filho unigénito. É o Verbo consubstancial a Ele. É o Reflexo da sua beleza. É a Revelação do seu amor.
Jesus e o Pai são uma única coisa.

sábado, 3 de setembro de 2011


S. Gregório Magno, Papa, Doutor da Igreja, +604


São Gregório Magno, nasceu em Roma no ano de 540. A familia Anícia, à qual pertencia, era uma das principais de Roma. Quando seu pai morreu, Gregório, ainda muito jovem, era prefeito da cidade. O historiador protestante Harnack admira "a sabedoria, a justiça, a mansidão, a força de iniciativa, a tolerância" e Bossuet considera-o o "modelo perfeito de como se governa a Igreja". É considerado um dos mais célebres Papas da história da Igreja, e seu pontificado durou 14 anos (de 3 de Setembro de 590 a 12 de Março de 604), é marcada por coisas incríveis: organiza a defesa de Roma ameaçada por Aginulfo, com quem reata depois relações de boa vizinhança; administra os bens públicos com religiosa equidade, suprindo o descanso dos funcionários imperiais; favorece o progresso dos agricultores eliminando todo o resíduo de escravidão da gleba; animado pelo zelo, promove a missão de Santo Agostinho de Cantuária na Inglaterra e é o primeiro a usar o nome de servo dos servos de Deus.

O epistolário (chegaram a nós 848 cartas) e as homilias ao povo dão-nos farto testemunho de suas múltiplas actividades, deixando a sua marca em toda parte: lembramos por exemplo, o campo litúrgico, com a promoção do canto gregoriano, o direito canônico, a vida ascética monacal, a pastoral e o apostolado leigo. A sua familiaridade com a Sagrada Escritura aparece nas Homilias sobre Ezequiel e sobre o Evangelho, enquanto os Moralia in Job atestam a sua admiração por Santo Agostinho.

Era admirador excepcional figura de São Bento, fundou sete mosteiros, seis na Sicília e um em Roma. Profunda influência exerceu, juntamente com a Vida de São Bento, o seu livro Regra pastoral, válido ainda hoje.

A ciência de Nossa Senhora – Nossa Senhora, Sede da Sabedoria


“Deus tinha cumulado Nossa Senhora de todos os dons da ciência. Não havia um mistério que não fosse conhecido, tanto quanto poderia sê-lo por uma simples criatura. Não havia uma passagem da Escritura que Ela não compreendesse. Muitos escritores eclesiásticos acrescentam que não havia uma ciência natural que Ela ignorasse. E por que não seria assim, uma vez que esse favor tinha sido feito a Salomão e, como diz o Apóstolo, “as coisas criadas são outros tantos meios de nos elevar para as incriadas e invisíveis a fim de contemplar aquilo que cai debaixo de nossos sentidos em direção às verdades eternas?”

Esse trecho foi extraído de um excelente livro de autor anônimo, de 1869, indicado apenas como sendo “un docteur em théologie”, falando da ciência de Nossa Senhora.

A ciência se distingue e não se confunde com a sabedoria. A ciência é um conhecimento prodigioso de todas as coisas, por meio do qual a pessoa é capaz de, depois, dar uma ordenação sapiencial a esse conhecimento. Poder-se-ia dizer que a ciência é uma “matéria prima” da sabedoria. É o conhecimento dos fatos ou coisas, que a sabedoria depois ordena para um fim a ser alcançado.

Assim como há a virtude natural da ciência pela qual o homem, por sua natureza racional, conhece muitas coisas, assim existe o dom da ciência que vem do divino Espírito Santo, que é um fortalecimento e uma ilustração da inteligência do homem, pelo qual ele se torna capaz de conhecer, e efetivamente conhece, muito mais do que, pela sua natureza, ele não conheceria.

Então, o autor sustenta que, no que diz respeito ao dom de ciência, Nossa Senhora tinha toda a ciência sobrenatural que uma mera criatura possa ter. Tudo aquilo que Deus pode dar de sobrenatural como conhecimento a uma criatura, a respeito da religião, Deus deu a Ela.

Quer dizer que as Sagradas Escrituras, que apresentam tantos trechos sublimemente difíceis – a respeito dos quais a Providência permitiu que até grandes teólogos entrassem em discussão entre si – para Ela não havia nenhuma dificuldade. Tudo quanto diz respeito a Deus e à ordem da salvação eterna, Nossa Senhora conhecia tanto quanto uma criatura pode conhecer.

Ademais, como dizem os teólogos, Nossa Senhora tinha também toda a ciência natural. Quer dizer, além de conhecer as verdades da religião, da Revelação e da graça, Ela conhecia completamente todos os segredos da natureza. Ela tinha uma ciência inteira da criação.

A Sagrada Escritura diz que Salomão, antes de sua prevaricação, conheceu todos os segredos da natureza. Então não é crível que Deus tenha negado a Nossa Senhora algo que deu a uma pessoa que Ele amou muito, mas que era incomparávelmente inferior a Nossa Senhora, porque todo o mundo é incomparavelmente inferior a Ela. Se Ele deu para quem era tão pouco, porque não daria para quem era tanto?

Ademais, a Escritura diz também que cada criatura é um meio que nós temos de subir até Deus. Desde a natureza dos caramujos, até as ondas hertzianas ou qualquer outro elemento da natureza, tudo serve para a pessoa subir até Deus.

Assim, a pessoa sublimemente reta e sobrenaturalizada, quanto mais conhece a criação natural, mais meios tem de subir até Deus. Ora, Deus recusaria a Nossa Senhora algum conhecimento natural que era um meio para subir até Ele? Certamente não. Então, Nossa Senhora tinha o dom de ciência universal. Ela conhecia tudo, nada havia que para Ela não fosse inteiramente notório.

Para os idólatras do progresso material, faria bem imaginar que Nossa Senhora conhecia, por exemplo, tudo quanto diz respeito a rádio, e que Ela entendia de rádio incomparavelmente mais do que os “prêmios Nobeis” de hoje, de amanhã ou depois de amanhã. Para Ela eles são umas “crianças” em comparação da imensidade do que Ela sabia.

Em relação, por exemplo, aos segredos do Egito, e como aqueles faraós construíam aqueles monumentos, Nossa Senhora tinha conhecimentos tais que aquilo era o balbucio da arte em comparação com o que Ela sabia. Em relação aos oceanógrafos, que descobrem um novo tipo de animal ou de uma nova planta submarina, Nossa Senhora tinha o “inventário” completo e tudo conhecido pela sua natureza intrínseca.

A respeito do corpo humano, todas as doenças, todas as curas, toda a singularidade, Nossa Senhora conhecia mais do que todos os médicos somados, do passado, presente e do futuro, mais do que todos os anjos que conhecem plenamente a natureza. Por que? Porque Ela tinha um conhecimento tão profundo quanto a mera criatura poder ter.

Dessa forma, podemos imaginar a cena de Nossa Senhora folheando e examinando algum papiro da Sagrada Escritura, e fazendo uma meditação profundíssima. Ou olhando para alguma plantinha, alguma flor, de algum jardim, e pensando numa célula que está ali dentro, no que se diferencia de todas as outras células, e dando glória a Deus pelo esplendor único que aquela célula tem e que nenhuma outra célula do gênero tem, ou terá, dentro da insondável coleção de células vegetais que Deus criou desde o começo até o fim do mundo.

Com isso, naturalmente, pode-se imaginar as elevações naturais e sobrenaturais de Nossa Senhora na proporção de seu conhecimento do passado e do futuro, e então calcular sua inundação de santidade, de ciência e de sabedoria. É a grande “catedral” de Deus, a criatura que satisfez a Ele completamente, na proporção e na medida de uma criatura.

O que é mais extraordinário é que, conhecendo tudo, entretanto um “véu” encobria determinados aspectos. Ela não percebia que seria convidada para ser a Mãe de Deus. Foi preciso o anjo anunciar. Ela até queria ser a escrava da Mãe de Deus. Teve inclusive a impensável glória de praticar a devoção a Si mesma, sem saber que Ela era objeto da Sua própria devoção. Nossa Senhora foi sublime até no que Deus Lhe ocultou. Naquelas coisas únicas que Deus lhe ocultou, foi mais bela do que se Ela tivesse sabido!

Essas considerações nos mostram como Nossa Senhora é o “palácio”, a “catedral”, o “jardim” de Deus, perfeitamente perfeito, e com tais graus de beleza, que é absolutamente insondável. Só no céu é que vamos compreender inteiramente o que é Nossa Senhora. Aí compreenderemos a frase de Nosso Senhor: “serei Eu mesmo a vossa recompensa demasiadamente grande”. Porque, se quase não cabemos dentro de nós mesmos de tanto contentamento ao pensar na honra e alegria em estar com Nossa Senhora, o que dizer de quando pudermos contemplar Nosso Senhor Jesus Cristo, a natureza divina, a essência divina, face a face? Estaremos saturados de ordem, saturados de sublimidade, saturados da santidade, saturados de paz, não no sentido de dizer que não agüentamos mais, mas no sentido de plenos e replenos disso, com a plenitude que não podemos nem sequer imaginar.

Aí temos um pouco uma idéia do céu. E podemos percebem também como as pessoas, se aplicassem mais a considerações dessa ordem, teriam mais esperança no futuro e mais ânimo para a prática da virtude!

Peçamos, por fim: Coração de Maria, espelho de todas as perfeições divinas, rogai por nós!

(Cor Mariae, spéculum ómnium divinárum, ora pro nobis)

Fonte: ADF

TER ESPERANÇA


Enchei-me, Senhor,
Do conhecimento da Vossa Vontade
E da prática do Amor,
Com toda a sabedoria
E inteligência espiritual,
A fim de caminhar com dignidade,
Dê bons frutos e seja leal,
No amor e na fidelidade.
Que eu me deixe fortalecer na sabedoria,
Viva na constância,
Paciência e temperança
E caminhe na alegria,
Para merecer a Vossa herança.
Ajudai-me a ter confiança
E saber viver na esperança
Do Vosso perdão
Que nos destes com a Vossa Paixão .
In: facebook

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Das quatro coisas que produzem grande paz de alma


Jesus: Vou agora te ensinar o caminho da paz de alma e da verdadeira liberdade.

A alma: Fazei, Senhor, o que dizeis, que muito grato me é ouvi-lo.

Jesus: Deseje sempre e roga que se cumpra plenamente em ti a vontade de Deus. O homem que assim procede penetra na região da paz e do descanso.

A alma: Senhor, este vosso discurso é breve, mas encerra muita perfeição. Poucas são as palavras, cheias, porém, de sabedoria e de copioso fruto. Se eu as praticasse fielmente, não me deixaria perturbar com tanta facilidade. Pois, todas as vezes que me sinto inquieto e aflito, verifico que me desviei desta doutrina. Vós, porém, que tudo podeis e desejais sempre o progresso da alma, aumentai em mim a graça, para que possa guardar vossos ensinamentos e levar a efeito minha salvação.

Oração contra os maus pensamentos:

Senhor, meu Deus, não vos aparteis de mim, meu Deus dignai-vos socorrer-me (Sl 70,13). Pois me invadem vários pensamentos, e grandes temores afligem minha alma. Como escaparei ileso, como poderei vencê-los?

Fazei Senhor, conforme dizeis e dissipe vossa presença todos os maus pensamentos. Esta é a minha única esperança e consolação: a vós recorrer em toda tribulação, em vós confiar, invocar-vos de todo o coração e com paciência aguardar a vossa consolação. Amém.

Oração para pedir o esclarecimento do espírito:

Iluminai-me, ó Jesus, com a claridade da luz interior e dissipai todas as trevas que reinam em meu coração. Refreai as dissipações nocivas e rebatei as tentações que me fazem violência. Pelejai valorosamente por mim, e afugentai as más feras, essas traiçoeiras concupiscências, para que se faça a paz por vossa virtude, e ressoe perene louvor no templo santo, que é a consciência pura. Mandai aos ventos e às tempestades; dizei ao mar: aplaca-te, e ao tufão: não sopres; e haverá grande bonança.

Enviai vossa luz e vossa verdade (Sl 42,3), para que resplandeçam sobre a terra; porque sou terra vazia e estéril, enquanto não me iluminais. Derramai sobre mim vossa graça e banhai o meu coração com o orvalho celestial; abri as fontes de devoção, que reguem a face da terra, para que produza frutos bons e perfeitos. Erguei meu espírito abatido pelo peso dos pecados e dirigi meus desejos paras as coisas do céu, para que, antegozando a doçura da suprema felicidade, me aborreça em pensar nas coisas da terra.

Desprendei-me e arrancai-me de toda transitória consolação das criaturas, porque nenhuma coisa criada pode consolar-me plenamente ou satisfazer meus desejos. Uni-me convosco pelo vínculo indissolúvel do enlevo, porque só vós bastais a quem vos ama, e sem vós tudo o mais é vaidade. Amém.

[Fonte: Imitação de Cristo – Cap. 23]/AASCJ

Santa Doroteia, mártir, séc. II


Santa Doroteia nasceu em Cesaréia da Capadócia. Seus pais foram martirizados. De educação esmerada, aliava à riqueza invejáveis dotes e era sumamente bela. A jovem vivia em jejum e oração.
O governador Fabrício havia recebido ordens do imperador para exterminar todos os cristãos. Denunciada, ela foi uma das primeiras vítimas: apesar de não aparecer muito em público, era considerada uma verdadeira apóstola de Cristo, pelas actividades que desenvolvia junto aos cristãos. Foi intimada, perante o governador, a oferecer sacrifício aos deuses. Movida pela ousadia, ela confessou a sua fé destemidamente. Fabrício irritado ordenou que fosse estendida no cavalete, esbofeteando-a. Vendo que ela continuava a manifestar a sua alegria, formulou a sentença: "Ordenamos que Doroteia, jovem repleta de orgulho, que recusou sacrificar aos deuses imortais e conservar assim a sua vida, desejosa de morrer por um homem chamado Jesus Cristo, morra à espada."
Ao sair do pretório, um advogado, chamado Teófilo, à sua passagem lhe disse: "Doroteia, esposa de Cristo, envia-me do jardim de teu Esposo frutos ou rosas." Ela respondeu: "Crê de todo o coração no Deus por cujo nome sofro tudo isto, e te enviarei o que pedes." Chegando ao lugar do martírio, pediu ao carrasco instantes para rezar, e percebendo na multidão um menino, chamou-o e entregou-lhe em mãos suas o lenço com que enxugava o rosto, dizendo: "Toma este lenço, e entrega-o ao Teófilo, o advogado, dizendo: Dorotéia, a serva do Senhor, te envia frutos do jardim do Cristo, seu Esposo e Filho de Deus, conforme teu pedido." O menino entregou o lenço na hora em que Doroteia foi decapitada. Teófilo, pegando entre as mãos o lenço, começou a dar graças a Deus. Tendo confessado Jesus Cristo, foi também condenado à decapitação, indo alegre para o suplício.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011


Santa Beatriz da Silva


Virgem e Fundadora

(Fundadora das Irmãs
Clarissas Concepcionistas)

* * * * *

Santa Beatriz da Silva nasceu em Ceuta, quando esta cidade pertencia a Portugal.
Possuía descendência real luso-espanhola, pertencendo à mais alta nobreza da Corte.
Como Condessa, costumava subir com muita frequência ao monte Hacho, com a finalidade de venerar Nossa Senhora de África, pois, desde a mais tenra idade, nutria grande veneração e amor à Imaculada Conceição.
Tinha 10 anos, quando o seu pai regressou a Portugal.

Foi no ano de 1447, que despediu-se do solar da família Ruiz da Silva e Meneses, com a finalidade de acompanhar, na qualidade de Dama de Honra, a Princesa Isabel de Portugal, que partiu para Castela, a fim de contrair Matrimónio com o Rei daquela nação, D. João II de Castela.

A Corte não tinha um lugar fixo, variando conforme as circunstâncias.
Às vezes, residia em Madrigal de Altas Torres, onde viria a nascer a princesa Isabel, a Católica.
Outras vezes, residia em Tordesilhas.
Tudo dependia das circunstâncias do ambiente cortesão, onde existia um clima de alguns perigos e intrigas.

Beatriz da Silva era uma pessoa de deslumbrante beleza.
Apesar de possuir sangue real, era uma graciosa donzela, que excedia todas as demais de seu tempo, em formosura e gentileza.
Isto fez com que a própria Beatriz se desse conta de que a sua rara beleza passara a ser motivo involuntário de constantes rivalidades entre os seus apaixonados pretendentes.

Muitos condes e duques tencionavam pedir a sua mão em casamento.
Havia acaloradas disputas e lances de amor por sua causa.
Mas Beatriz refugiava-se e permanecia em oração e silêncio.
Diante dessa incómoda circunstância, expressou que trocaria a sua aparência pela da mulher mais feia do mundo.

Pela sua extrema piedade, não tardou que o poder do mal, contra ela, lançasse seus furores.
Boatos maldosos surgiram, ao ponto de colocarem em dúvida as virtudes de Beatriz.
Foi quando começou a crescer na rainha ideias fantasiosas, acerca da fidelidade conjugal do Rei, que poderia deixar-se levar pela formosura de Beatriz e pela sua "má índole", cujas mentes maliciosas caluniosamente haviam propagado.

Cega de ciúmes, a rainha, extremamente encolerizada, decidiu investir contra ela de maneira violenta.
Um dia, fez-se acompanhar de Beatriz a um sótão escuro e empurrou-a para dentro dum grande cofre, que foi fechado à chave.
Dias depois, abriu a arca e, esperando encontrar um cadáver, achou Beatriz viva e com perfeita saúde.
Este cofre encontra-se preservado, até hoje, junto ao Convento de Santa Clara, em Tordesilhas.

Então, Beatriz decidiu fugir das intrigas da corte.
Dirigiu-se a Toledo e foi aceite no Mosteiro de S. Domingos.
Não abraçou a vida monástica, mas seguiu o mesmo estilo de vida das monjas, durante um período de 30 anos.

Nessa época, Isabel (a Católica), na condição de nova rainha, que às vezes acompanhava a sua mãe, em Arévalo, costumava, embora com alguma dificuldade, visitar Beatriz.
Nutrindo grande admiração por ela, concedeu-lhe o Palácio de Galiana e o Mosteiro de Santa Fé.

Foi neste mosteiro que Beatriz ingressou, com doze religiosas, depois de 30 anos de espera, com o nome de Maria Imaculada, onde fundou a sua Ordem contemplativa e franciscana da Concepção (Clarissas Concepcionistas).
A Congregação expandiu-se rapidamente, tanto na Europa quanto na América.

O Papa Inocênio VII foi quem aprovou a Bula, no ano de 1489.
Em 1491, a Bula foi levada solenemente da Catedral de Toledo até ao Mosteiro de Santa Fé.

Poucos dias depois, Beatriz caiu gravemente enferma.
Apenas no seu leito de morte, recebeu o hábito religioso e pronunciou os Votos, como Madre Fundadora da Ordem.
Ao ungirem a sua fronte, milagrosamente apareceu uma estrela, sendo este o motivo porque, nos quadros e imagens, a sua figura de Santa é representada com uma estrela na testa.

Santa Beatiz partiu para a Eternidade em 17 de Agosto de 1491.
Foi declarada Beata por Pio XI, em 1926, e canonizada cinquenta anos depois, em 1976, pelo Papa Paulo VI.

* * * * *

R E F L E X Õ E S

A vida de Santa Beatriz e o meio em que ela viveu, as lutas que travou, a sua humildade e paciência, proporcionaram à humanidade o desabrochar duma Ordem Religiosa extraordinária.
Dotada de grandes Virtudes cristãs, permaneceu, desde criança até à morte, em fidelidade extrema aos ensinamentos cristãos, nutridos pelo grande amor que tinha pela Imaculada Conceição de Nossa Senhora.
E ainda antes de se lhe fecharem os olhos deste mundo, viu a sua Ordem Religiosa, recém-fundada, a ser aprovada canonicamente.

Santa Beatriz, nas adversidades, procurava o recolhimento e a oração.
E não se deixou levar: nem pelas honrarias, nem pelos prazeres da vida, nem pela sua extrema beleza.
A sua Vida foi de total entrega aos Preceitos cristãos, reforçada pelo Amor ardente que tinha à Santíssima Virgem.

As circunstâncias especiais da sua geração e origem levam-nos a perguntar, hoje:
Onde estão todos os condes e duques, que perderam o seu precioso tempo, não só cobiçando, mas entregando-se em acaloradas disputas e rivalidades, por causa das apaixonadas pretensões que tinham por Santa Beatriz?
Onde estão os membros da corte real, os reis e rainhas da sua época?
Em contrapartida, onde está agora Santa Beatriz, assim como todas as Irmãs que um dia fizeram parte do grémio da Congregação das Concepcionistas?

Aprofundemo-nos mais um pouco:
Onde estão todas as pessoas que, já tendo falecido, se divertiram, brigaram, casaram, separaram, trabalharam, entregando-se a vícios e paixões; ou que, pelo contrário, viveram santamente?

Não é verdade que todos esses corpos, desde a Criação do mundo até há uns anos atrás, viraram cadáveres, mas cujas almas partiram, umas para a Vida eterna, outras para a perdição eterna?

A vida terrena é muito curta.
Se tivermos sorte, conseguiremos chegar aos efémeros 80 anos.
Mas daqui a não muito tempo, tal como todas pessoas que nos precederam, iremos também tombar na terra, desaparecendo neste mundo, indubitavelmente.

Jesus Cristo não veio ao mundo por acaso, nem se deixou crucificar por brincadeira, mas encarnou, sofreu e morreu, por uma causa importantíssima!
Verdadeiramente, Ele veio trazer-nos todos os meios e instrumentos de Salvação eterna.
Não percamos, pois, nenhum minuto do nosso preciosíssimo tempo, com paixões, contendas, rivalidades inúteis, apegos materiais, prazeres e vaidades ilusórios e passageiros.

Só uma coisa nos deve importar:
Praticarmos os ensinamentos de Cristo e vivermos os ensinamentos da Santa Igreja, transmitindo este precioso Tesouro aos nossos filhos, assim como a outras pessoas em geral.

Quem se entrega só ou principalmente às coisas vãs e terrenas, também deixará aos seus filhos essa mesma herança, que apenas pertence à terra, onde todos seremos sepultados.
O nossa alma segue para a Eternidade, mas todos os bens materiais permanecem na terra, perdendo-se com o tempo.

Quem, porém, procura praticar e ensinar os Preceitos de Deus e da Igreja, deixa aos filhos a mesma herança divina, abrindo-lhes o caminho para a Vida eterna.
Não pode haver, portanto, maior tesouro e melhor herança!

Santa Beatriz da Silva, assim como todos os Santos, desprezou as coisas terrenas e mesquinhas, porque a sua alma estava voltada só para os bens eternos e divinos.

* * *

Peçamos à Santíssima Virgem, de quem Santa Beatriz era fiel devota, que interceda junto ao Divino Espírito Santo, a fim de nos proporcionar um claro discernimento entre as coisas da terra e as coisas do Alto, entre a santidade e o pecado, entre a vida e a morte, entre a verdade e a mentira, entre o bem e o mal.
Peçamos-lhe, enfim, para que a nossa visão não se deixe ofuscar pelas coisas efémeras, mas para que seja cristalina para as coisas de Deus, a fim de podermos ser uma lâmpada sobre a mesa, alumiando todas as pessoas do nosso convívio.
Luz como a Estrela que foi Santa Beatriz, escolhida por Deus para iluminar o mundo.
Assim seja.

+ Santa Beatriz da Silva, rogai por nós!

Fonte: Blog Nova Evangelização Católica

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