sábado, 16 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

ANIVERSÁRIO DO PADRE ZÉZINHO


PARABENS!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Uma refeição pode ser comunhão


Pensemos na quantidade de seres e de pessoas que trabalham para a nossa alimentação. Os momentos de nossas refeições são sagrados, pois o alimento é fonte de sustentação da vida física, psíquica e, por que não, da espiritual? Os preparativos dos alimentos, do ambiente, as pessoas que partilham de nossa refeição fazem parte de um ritual de vida.

Preparando a refeição
Na escolha do que comer, optamos também pelas consequências da ingestão desses alimentos. Seleccionar com cuidado e atenção, considerando a quantidade, a variedade e o valor nutritivo dos alimentos é valorizar a vida. Experimentemos, durante algum tempo, anotar o quê e quando comemos, o que sentimos e o que nos leva a comer. Saímos à procura de alimentos por fome ou por mero hábito? Dar-nos-á um balanço de como lidamos com uma das áreas instintivas mais básicas da vida.

Durante a refeição
Prestemos atenção ao que comemos. Observemos as cores, o cheiro e as texturas dos alimentos. Estejamos "presentes", por inteiro, em nossas refeições, sem permitir que a imaginação "viaje" nos problemas, nos sonhos. Fiquemos atentos a esse momento tão sagrado da vida. Permanecer em silêncio, falar de assuntos agradáveis ou ouvir música suave, durante a refeição, auxilia uma boa digestão. Quando possível, partilhemos de nossas refeições com os menos favorecidos.

Após a refeição
Pensemos no Criador de tudo e na cadeia de seres que trabalhou em nossos alimentos. Consideremos como passam a fazer parte de nós e agradeçamos.
Observemos como nos sentimos após cada refeição. Registemos as nossas reacções. Alimentos diferentes provocam sensações diferentes. Eles podem ser nossa farmácia natural se observarmos como reagimos a eles. Toda refeição deve ser um ato sagrado de comunhão com o Criador, connosco mesmos, com nosso corpo, com os seres que nos trouxeram o alimento, com os que consentiram fazer parte de nós.

Toda a refeição pode ser comunhão e deve ser fonte de alegria e vida!

Fonte:JAM

terça-feira, 12 de julho de 2011

Beatos Luis e Zélia Martin, esposos e pais


Pais de Santa Teresa do Menino Jesus, viveram uma vida exemplar como cristãos, como casal e como pais preocupados com a santidade dos filhos. Foram beatificados por Bento XVI a 19 de Outubro de 2008.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

São Bento, abade, patrono da Europa, +547


São Bento nasceu em Núrsia, na Úmbria, por volta do ano 480.

Após concluir os seus estudos em Roma, retirou-se para o monte Subíaco e entregou-se à oração e à penitência. É o fundador do célebre mosteiro do Monte Cassino. Escreveu ali a sua famosa Regra. É considerado o pai do monaquismo no Ocidente.

Morreu no dia 21 de Março de 547. Duzentos anos após a sua morte, a Regra Beneditina havia-se espalhado pela Europa inteira, tornando-se a forma de vida monástica por toda a Idade Média.

Os monges beneditinos exerceram papel importante na evangelização e nos evangelizadores da Europa medieval.

"Orar e trabalhar, contemplar e agir" é a síntese da Regra Beneditina. A vida religiosa não é privilégio exclusivo de seres excepcionais e bem dotados espiritualmente. É possível a todos os que queiram buscar a Deus. Moderação é a tónica geral. Nela já não se fala de mortificação e de penitências: um bom monge era aquele que não era soberbo nem violento, "não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não murmurador ..."

Não é de estranhar que o emblema monástico tenha passado a ser a cruz e o arado ...

Com S. Cirilo e S. Metódio, S. Bento foi declarado patrono da Europa.

domingo, 10 de julho de 2011

Santa Felicidade e seus sete filhos, mártires, +162


Felicidade foi martirizada em Roma durante o reinado de Marco Aurélio, depois de ter animado e exortado ao martírio seus sete filhos, Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vital e Marcial.

A respeito da heróica matrona, assim escreveu Pedro Crisólogo: "No meio dos cadáveres mutilados e sangrentos daquelas ofertas queridas, passava mais alegre do que antigamente ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé uma palma em cada ferida, em cada suplício uma recompensa e sobre cada vítima uma coroa".

sábado, 9 de julho de 2011

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus


Hoje comemoramos a santidade de vida da naturalizada brasileira Amábile Lúcia Visintainer que nasceu no ano de 1865 e partiu para a Glória em 1942. Nascida em Vigolo Vattaro (Itália), com apenas 10 anos de idade emigrou com seus pais para o Brasil dirigindo-se para o Estado de Santa Catarina, no sul do país.

Santa Paulina, antes de entrar para a vida consagrada, dedicou-se religiosamente em cuidar de uma senhora com câncer e a partir desta experiência caridosa deu-se a descoberta do Carisma que fora reconhecido em 1895 pelo Bispo de Curitiba, Paraná, com o nome de Filhas da Imaculada Conceição.

Na oração litúrgica da Igreja é pedido a Deus para nós fiéis a virtude do serviço, motivado pelo amor, a qual mais brilhou no coração da virgem Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Santa Paulina, rogai por nós!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Maria Santíssima, Arca da Aliança, Mãe do Filho de Deus


A arca da aliança: prefigura da Virgem Maria

Tão misteriosa e sagrada Arca, construída pela mão do próprio Deus para sua habitação e propiciatório de seu povo, deveria ficar no Templo, onde se encontrava a outra arca material do Antigo Testamento. Por esta razão, Deus ordenou que Maria Santíssima fosse apresentada ao Templo aos três anos de idade. Ali permaneceu até os 13 anos e meio.

Os sacerdotes do Templo, movidos por inspiração divina, julgaram que, conforme o uso da época, deviam estabelecer Maria no estado do matrimônio.

Consultada por um dos sacerdotes do Templo, ela declarou: Quanto à minha vontade, sempre desejei guardar perpétua virgindade, dedicando-me a Deus e ao seu serviço neste santo Templo. Vós, porém, que estais no lugar de Deus, me ensinareis o que for de sua santa vontade.

Com um milagroso sinal, o céu indicou São José como o escolhido para desposar a puríssima jovem, a futura esposa do Espírito Santo e mãe do Filho de Deus.

Maria Santíssima confiou a São José seu voto de perpétua castidade, dizendo-lhe: “Meu senhor e esposo, em meus primeiros anos consagrei-me a Deus com perpétuo voto de ser casta de alma e corpo. Para cumpri-lo, quero que me ajudeis, e no mais, serei vossa fiel serva”.

Repleto de júbilo pelas palavras de sua Esposa, o castíssimo São José lhe respondeu: “Quero que saibais, Senhora, que aos doze anos, também eu fiz promessa de servir ao Altíssimo em castidade perpétua. Confirmo-a agora e prometo ajudar-vos quanto estiver em minhas forças para que, em toda pureza o ameis e sirvais. Serei vosso fidelíssimo servo e guarda”.

Sobre estes divinos alicerces – ou seja, virgindade ilibada, oração, humildade, concórdia – fundou-se o lar e a união da santíssima Virgem Maria e do castíssimo São José.

Assim foram sendo preparados para o mistério da Encarnação do Verbo, missão para a qual Deus os havia destinado.

(Fonte: “Mística Cidade de Deus” – Volume II)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Beato Diogo de Carvalho, presbítero, mártir, +1624


Nasceu em Coimbra onde se fez jesuita apenas com 16 anos, mas foi em Macau que terminou os estudos de teologia e foi ordenado sacerdote. Em 1609 era missionário no Japão.

A fim de poder evangelizar em tempo de grande perseguição, refugiou-se numa região mineira até ao dia em que umas pegadas na neve o denunciaram e foi preso com 10 dos seus fiéis seguidores. No inverno de 1624, foram os onze prisioneiros submetidos ao tormento dos tanques de água gelada, morrendo um após outro. O Padre Diogo de Carvalho sobreviveu ainda cinco dias à morte do último.

Pio IX beatificou-o em 1867.

cf. Pe. José Leite, s.j., "Santos de Cada Dia"

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Santa Maria Goretti, virgem, mártir, +1902


Santa Maria Goretti ou Marieta, como também era chamada, foi uma daquelas santas que morreram pelo facto de não quererem cometer pecado. Nascida na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália, Maria Goretti e sua família foram obrigados a mudar-se para o inóspito Agro Pontino, na localidade de Ferrieri di Conca, em busca de trabalho.

Seus pais trabalhavam na lavoura enquanto Maria cuidava dos seus quatro irmãos mais novos.

Poucoo tempo depois, quando a menina tinha dez anos, seu pai morreu de doença grave. Sua mãe, Assunta, trabalhava duramente no campo para ganhar o sustento da casa. Além de cuidar da casa e dos irmãos, Maria aproveitava o tempo que lhe restava para correr até à Igreja mais próxima e aprender o catecismo. Aos doze anos, num domingo de Maio, pôde fazer a primeira comunhão. Apesar de ter somente doze anos, Maria Goretti era muito crescida, o que chamou a atenção de um jovem garoto de 18 anos, Alexandre Serenelli. Um dia, aproveitando um momento em que Maria estava sozinha com sua irmã mais nova, Alexandre procurou seduzí-la. Diante da resistência da jovem menina, Alexandre apunhalou-a com vários golpes. A santa foi transportada ao hospital e antes de morrer perdoou ao assassino com as seguintes palavras: "Por amor a Jesus perdôo e quero que venha comigo para o paraíso". Alexandre foi condenado a trabalhos forçados até os 27 anos, altura em que foi absolvido por boa conduta. Ele conta ter tido uma visão da pequena mártir, que o fez mudar de vida. Maria Goretti foi canonizada em 1950.

Carta chocante de uma jovem...


Fui à festa, mãe. Fui à festa, e lembrei-me do que me disseste. Pediste-me que eu não bebesse álcool, mãe... Então, bebi uma 'Sprite'. Senti orgulho de mim mesma, exactamente o modo como me disseste que eu me sentiria. E que não deveria beber e de seguida conduzir. Ao contrário do que alguns amigos me disseram. Fiz uma escolha saudável, e o teu conselho foi correcto. Quando a festa finalmente acabou e o pessoal começou a conduzir sem condições, fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz... Eu nunca poderia esperar... Agora estou deitada na rua e ouvi o policia dizer: 'O rapaz que causou este acidente estava bêbado'. Mãe, a voz parecia tão distante... O meu sangue está por todo o lado e eu estou a tentar com todas as minhas forças não chorar... Posso ouvir os paramédicos dizerem: 'A rapariga vai morrer'... Tenho a certeza de que o rapaz não tinha a menor ideia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e conduzir!! E agora eu tenho que morrer. Então... Porque é que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas? A dor está a cortar-me como uma centena de facas afiadas. Diz à minha irmã para não ficar assustada, mãe, diz ao pai que ele tem que ser forte. Quando eu partir, escreva 'Menina do Pai' na minha sepultura... Alguém deveria ter dito àquele rapaz que é errado beber e conduzir. Talvez, se os pais dele o tivessem avisado, eu ainda estivesse viva... Minha respiração está a ficar mais fraca mãe, e estou a ficar realmente com medo. Estes são os meus momentos finais e sinto-me tão desesperada... Gostaria que tu pudesses abraçar-me mãe, enquanto estou aqui esticada a morrer, gostaria de poder dizer que te amo mãe... Então... Amo-te Adeus...' ________________________________________

Estas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o jornalista ia anotando... Muito chocado. Este jornalista iniciou uma campanha. Se esta mensagem chegou ate ti e tu a apagares, podes estar a destruir uma boa forma de consciencializar um grande número de pessoas; fazendo com que a tua vida, TAMBÉM CORRA PERIGO!!!!!!!!!!!

Com este pequeno gesto podes marcar a diferença.

Então, partilha com todas as pessoas que conheces.

Por: João Marques
In: facebook

terça-feira, 5 de julho de 2011

Gênesis, 30


1. Raquel, vendo que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã: “Dá-me filhos, disse ela ao seu marido, senão morro!”
2. E Jacó irritou-se com ela. “Acaso, disse ele, posso eu pôr-me no lugar de Deus que te recusou a fecundidade?”
3. Ela respondeu: “Eis minha serva Bala: toma-a. Que ela dê à luz sobre os meus joelhos e assim, por ela, terei também filhos.”
4. Deu-lhe, pois, por mulher sua escrava Bala, da qual se aproximou Jacó.
5. Bala concebeu e deu à luz um filho a Jacó.
6. Disse então Raquel: “Deus fez-me justiça. Ele ouviu minha voz e deu-me um filho.” Por isso ela o chamou Dã.
7. Bala, escrava de Raquel, concebeu de novo e deu à luz um segundo filho a Jacó.
8. Raquel disse: “Lutei contra minha irmã junto de Deus, e venci!” E deu ao menino o nome de Neftali.
9. Lia, vendo que não concebia mais, tomou sua escrava Zelfa e deu-a por mulher a Jacó.
10. Zelfa, escrava de Lia, deu à luz um filho a Jacó.
11. Lia disse: “Que sorte!” E chamou-o Gad.
12. Zelfa, escrava de Lia, deu à luz um segundo filho a Jacó.
13. Lia disse: “Que felicidade! As mulheres me chamarão ditosa.” E chamou-o Aser.
14. Um dia, por ocasião da ceifa, Rubem saiu ao campo e, tendo encontrado umas mandrágoras, levou-as à sua mãe Lia. Raquel disse a Lia: “Rogo-te que me dês as mandrágoras do teu filho.”
15. Lia respondeu: “Já não é bastante o teres tomado meu marido, para que queiras ainda as mandrágoras do meu filho?” “Pois bem, tornou Raquel, em troca das mandrágoras do teu filho, que ele durma contigo esta noite.”
16. À noite, quando Jacó voltou do campo, Lia saiu-lhe ao encontro: “Vem comigo, disse-lhe ela, eu te aluguei em troca das mandrágoras do meu filho.” E Jacó dormiu com ela aquela noite.
17. Deus ouviu Lia, que concebeu e deu à luz um quinto filho a Jacó.
18. “Deus, disse ela, recompensou-me por eu ter dado minha escrava ao meu marido.” E o chamou Issacar.
19. Lia concebeu ainda e deu à luz um sexto filho a Jacó.
20. E disse: “Deus deu-me um belo presente; agora meu marido habitará comigo, pois que lhe dei à luz seis filhos.” E o chamou Zabulon.
21. Depois disso, deu à luz uma filha, a quem chamou Dina.
22. Lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e tornou-a fecunda.
23. Raquel concebeu e deu à luz um filho. “Deus, disse ela, tirou o meu opróbrio.”
24. E chamou-o José, dizendo: “Dê-me o Senhor ainda outro filho!”
25. Tendo Raquel dado à luz José, Jacó disse a Labão: “Deixa-me partir para a minha casa, na minha terra.
26. Dá-me minhas mulheres e meus filhos, pelos quais te servi, a fim de que eu me vá; tu sabes quanto tempo servi em tua casa.”
27. Labão respondeu-lhe: “Se achei graça aos teus olho... reconheço que o Senhor me abençoou por causa de ti.
28. Fixa-me o que devo dar-te, ajuntou ele, e dar-te-ei.”
29. Jacó disse-lhe: “Tu sabes como te tenho servido, e como aumentaram os teus rebanhos graças a mim.
30. Tinhas pouca coisa, antes de minha chegada, e tudo aumentou depois. O Senhor abençoou-te a cada um dos meus passos. Agora, quanto a mim, quando trabalharei eu para minha casa?”
31. “Que te hei de dar?”, disse Labão. Jacó respondeu: “Não me darás nada. Se aceitas o que te vou propor, continuarei a apascentar e guardar o teu rebanho.
32. Vou hoje passar pelo meio de todos os teus rebanhos e pôr à parte, entre os cordeiros, todo o animal manchado, malhado ou negro, e entre as cabras, tudo o que é manchado ou malhado: isto será o meu salário.
33. Minha justiça testemunhará em meu favor para o futuro, quando vieres verificar o meu salário: tudo o que não for malhado ou manchado entre as cabras e negro entre os cordeiros, considerar-se-á como roubado.”
34. “Está bem, disse Labão, seja como dizes.”
35. Naquele mesmo dia, pôs ele à parte os bodes malhados e manchados, todas as cabras malhadas ou manchadas, todas aquelas que estavam marcadas de branco, e todos os cordeiros negros; confiou-os aos seus filhos,
36. e pôs à distância de três dias de jornada entre ele e Jacó, o qual apascentava o resto do rebanho de Labão.
37. Jacó tomou então varas verdes de álamo, de amendoeira e de plátano; tirou-lhes parte da casca, fazendo faixas brancas e deixando a nu o samo.
38. Colocou as varas assim preparadas sob os olhos das ovelhas, nas pias e nos bebedouros onde vinham beber. Indo a beber, entravam em calor.
39. E como entrassem no calor do coito diante dessas varas, concebiam cordeiros riscados, manchados e malhados.
40. Jacó punha-os à parte, e voltava a face dos animais para o que era malhado e negro no rebanho de Labão. Constituiu assim rebanhos para si, que não se misturaram aos de Labão.
41. Além disso, Jacó só punha suas varas nos bebedouros sob os olhos das ovelhas em calor, a fim de que seu coito se fizesse perto das varas, quando se tratava de ovelhas vigorosas.
42. Quando eram fracas, não punha as varas, de sorte que os cordeiros raquíticos eram para Labão e os vigorosos para ele.
43. Este homem tornou-se assim extremamente rico, e teve muitos rebanhos, escravas e escravos, camelos e jumentos.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Provérbios, 1


1. Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel,
2. para conhecer a sabedoria e a instrução, para compreender as palavras sensatas,
3. para adquirir as lições do bom senso, da justiça, da eqüidade e da retidão;
4. para dar aos simples o discernimento, ao adolescente a ciência e a reflexão.
5. Que o sábio escute, e aumentará seu saber, e o homem inteligente adquirirá prudência
6. para compreender os provérbios, as alegorias, as máximas dos sábios e seus enigmas.
7. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução.
8. Ouve, meu filho, a instrução de teu pai: não desprezes o ensinamento de tua mãe.
9. Isto será, pois, um diadema de graça para tua cabeça e um colar para teu pescoço.
10. Meu filho, se pecadores te quiserem seduzir, não consintas;
11. se te disserem: Vem conosco, faremos emboscadas, para (derramar) sangue, armaremos ciladas ao inocente, sem motivo,
12. como a região dos mortos devoremo-lo vivo, inteiro, como aquele que desce à cova.
13. Nós acharemos toda a sorte de coisas preciosas, nós encheremos nossas casas de despojos.
14. Tu desfrutarás tua parte conosco, uma só será a bolsa comum de todos nós!
15. Oh, não andes com eles, afasta teus passos de suas sendas,
16. porque seus passos se dirigem para o mal, e se apressam a derramar sangue.
17. Debalde se lança a rede diante daquele que tem asas.
18. Eles mesmos armam emboscadas contra seu próprio sangue e se enganam a si mesmos.
19. Tal é a sorte de todo homem ávido de riqueza: arrebata a vida àquele que a detém.
20. A Sabedoria clama nas ruas, eleva sua voz na praça,
21. clama nas esquinas da encruzilhada, à entrada das portas da cidade ela faz ouvir sua voz: e até quando os que zombam se comprazerão na zombaria?
22. Até quando, insensatos, amareis a tolice, e os tolos odiarão a ciência?
23. Convertei-vos às minhas admoestações, espalharei sobre vós o meu espírito, ensinar-vos-ei minhas palavras.
24. Uma vez que recusastes o meu chamado e ninguém prestou atenção quando estendi a mão,
25. uma vez que negligenciastes todos os meus conselhos e não destes ouvidos às minhas admoestações,
26. também eu me rirei do vosso infortúnio e zombarei, quando vos sobrevier um terror,
27. quando vier sobre vós um pânico, como furacão; quando se abater sobre vós a calamidade, como a tempestade; e quando caírem sobre vós tribulação e angústia.
28. Então me chamarão, mas não responderei; procurar-me-ão, mas não atenderei.
29. Porque detestam a ciência sem lhe antepor o temor do Senhor,
30. porque repelem meus conselhos com desprezo às minhas exortações;
31. comerão do fruto dos seus erros e se saciarão com seus planos,
32. porque a apostasia dos tolos os mata e o desleixo dos insensatos os perde.
33. Aquele que me escuta, porém, habitará com segurança, viverá tranqüilo, sem recear dano algum.

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domingo, 3 de julho de 2011

A Boa Vontade


Para se santificar, a alma só tem necessidade de boa vontade. Guardá-la intacta e desenvolvê-la sem cessar, tal deve ser o fim constante e único de sua vida. “A boa vontade, dizia santo Alberto Magno, supre tudo, está cima de tudo” (De adherendo Deo, cap. VI).

A boa vontade entrega o homem inteiro a Deus, por um ato muito simples de amor; abandona o passado à sua misericórdia; confia o futuro à sua bondade; e só reserva para si o presente para santificá-la.

A boa vontade é uma orientação, em tudo, do homem para seu Deus, uma coordenação de todas suas faculdades para Ele, uma restauração da harmonia entre a criatura e o Criador, uma volta amorosa do filho para seu Pai celeste.

Ela é uma resolução generosa da alma de se consagrar à gloria do divino Mestre e de procurar o bem do próximo na medida de suas forças.

Ela é uma renúncia completa de tudo aquilo que está em desacordo com a ordem divina, um sacrifício de todo o interesse próprio, um esquecimento interior e uma despreocupação constante de si mesmo.

Essa boa vontade conserva-se a mesma tanto na aridez e penúria como na consolação e abundância; na tribulação e inquietação como na paz e tranqüilidade; nos embaraços e multiplicidade de ocupações como na doçura e gozos da oração.

Seu ato é um movimento simples do coração que se entrega por completo, disposto a tudo aceitar, a tudo sofrer, desde que o divino beneplácito lhe seja manifestado.

A boa vontade permanece sincera, não obstante as fraquezas e as inconstâncias da alma, as faltas veniais passageiras, as quedas ofensivas do amor próprio.

A alma não se santifica em um dia. A vida inteira é concedida para este fim. Depois de cada recaída, a vontade entrega-se com simplicidade a Deus, mais uma vez abandona-se humildemente a Ele, até que se ache fixada definitivamente nEle. A boa vontade não depende da vivacidade da imaginação, da penetração da inteligência, das qualidades naturais do seu coração, das vantagens da fortuna, da situação ou do nascimento. Ela é um ato essencialmente espiritual da livre vontade, um movimento simples para Deus, um olhar amoroso para Ele.

Está no poder de toda pessoa que tenha uma vontade livre e que é ajudada pela graça, obtida pela intercessão da Santíssima Virgem, por meio da oração constante.

Fonte: A Boa Vontade – Editora Vozes – Petrópolis – RJ – 1937. /AASCJ

sábado, 2 de julho de 2011

Oração de Consagração ao Imaculado Coração de Maria


“Doce e Imaculado Coração de Maria, eu me consagro a vós. Guardai-me de todo mal, de todo pecado e restabelecei em mim a paz e a harmonia interior. Fazei de mim, minha Mãe, verdadeiro (a) devoto(a) do vosso Imaculado Coração e daí- me, por esta santa devoção, a graça da pureza e da santidade. Que a vosso exemplo, o meu coração possa também guardar todas as palavras de vosso Filho Jesus. Rogai por mim, ó Mãe Santíssima, Para que eu seja digno(a) de vosso amor e das promessas de Jesus. Amém

Um Coração Materno, cheio de ternura


Primeira parte | Segunda parte

Por que devoção ao Imaculado Coração é tão

necessária em nossos dias

Seria impossível em um artigo curto enumerar todos os aspectos do Imaculado Coração. Mas não se pode deixar de recordar que é um coração maternal cheio da ternura que a melhor de todas as mães podia ter para com o melhor de todos os filhos. Esta sensibilidade se reflete no amor, cheio de misericórdia, que ela tem por nós, que é por isso invocado como Mater Misericordiae.

A devoção adequada aos nossos dias

Encontramo-nos hoje num tempo em que o sentimento de afeição está morrendo e as relações entre as pessoas são cada vez mais dominadas pela brutalidade, pelo cinismo, egoísmo e sensualidade.

Basta pensar no aborto! É este a supressão, de modo mais cruel e brutal, do mais nobre de todas as afeições, que é o amor maternal? Esse amor é muitas vezes substituído pela preferência de uma carreira profissional ou uma relação transitória promíscua!

Não estará acontecendo algo semelhante ao amor paterno? Não é este o egoísmo trágico que destrói as relações familiares e, assim, a própria família, espalhando-se a todos os outros tipos de relações humanas? Assim se compreende a sabedoria da Mãe Santíssima quando, em 1917, em Fátima, profetizou a morte desse sentimento.

Portanto, o remédio para a imensa crise em que nos encontramos é a devoção àquele Coração venerável e mais sagrado, capaz de restaurar os verdadeiros sentimentos de amor, afeição e misericórdia e pureza, de que nossos tempos são tão necessitados. O Imaculado Coração é a fonte, transbordando de amor maternal, de quem é “cheia de graça”. 6

(Traduzido de http://americaneedsfatima.blogspot.com)/ADF

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Salve Rainha, uma oração profunda, formosa e simples


Depois do Padre Nosso e da Ave Maria, não há oração tão profunda, formosa e simples como a Salve Rainha.

Desde os primeiros momentos de sua aparição, em fins do século X, foi recebida pela Igreja e adotada pela Cristandade, e se reza a cada dia em todos os lares e em todos os templos católicos, desde os mais suntuosos até os mais humildes.

Esta preciosa oração reúne as condições para ser perfeita, segundo a doutrina do Anjo das Escolas [São Tomás de Aquino]: pedir com instância uma graça determinada e estar ela ordenada à vida eterna (cfr. Suma Teológica, IIa IIae, q. 83, a. 17).

Por meio dela, sempre que nos sentimos angustiados pelas provas e amarguras da vida, recorremos ao trono celestial da Virgem, tesouro inesgotável de proteção e de consolo, saudando-a:

Primeiramente com aquelas invocações de Rainha e Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, que resumem todos os motivos que temos para acudir a ela com filial e ilimitada confiança; expondo-lhe depois nossa triste condição de desterrados neste vale de lágrimas, através do qual caminhamos dolorosamente, como Ela caminhou um dia;
Pedindo-lhe, por último, que nos proteja com o dulcíssimo olhar dos seus olhos misericordiosos, e no final de nossa peregrinação mostre-nos Jesus, que é a ressurreição e a vida eterna.
Tantas são, com efeito, as belezas desta oração, tão profundos seus pensamentos, tão felizes suas expressões, que historiadores da Idade Média, mais artistas que críticos, tais como João Eremita e Alberico de Trois Fontaines (aos quais mais tarde seguiram-se o grande canonista Alpizcueta e a Venerável Maria de Ágreda), acreditaram que tivesse origem angélica.

Até a hora presente não há mais que três escritores que podem aspirar à honra de terem composto a Salve Rainha: o germânico Hermann Contractus, o francês Aymar de Puy e o espanhol São Pedro de Mezonzo.

Oração da Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,
vida, doçura, esperança nossa, salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e
chorando neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa, esses
vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
bendito fruto de vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Fonte: Pe. Dr. Javier Vales Failde, La Salve Explicada, Tipografia de “El Eco Franciscano”, Santiago de Compostela, 1923./ADF

terça-feira, 28 de junho de 2011

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


Na ilha de Creta havia um quadro da Virgem Maria muito venerado devido aos estupendos milagres que operava. Certo dia, porém, um rico negociante, pensando no bom preço que poderia obter por ele, roubou-o e levou-o para Roma. Durante a travessia do Mediterrâneo, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por terrível tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, sem saber da presença do quadro, recorreram à Virgem Maria. Logo a tormenta amainou, permitindo que a embarcação ancorasse, sendo salva num porto italiano. Algum tempo depois, o ladrão faleceu e a Santíssima Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava a pintura em sua casa, avisando que a imagem de Santa Maria do Perpétuo Socorro deveria ser colocada numa igreja. O milagroso quadro foi então solenemente entronizado na capela de São Mateus, em Roma, no ano de 1499, e aí permaneceu recebendo a homenagem dos fiéis durante três séculos, até que o templo foi criminosamente destruído. Os religiosos dispersaram-se e a imagem caiu no esquecimento. Finalmente em 1866 a milagrosa efígie foi conduzida triunfalmente ao seu actual santuário por ordem do Santo Padre, que recomendou aos filhos de Santo Afonso de Ligório: - "Fazei que todo o mundo conheça o Perpétuo Socorro".

Verdadeiro amor a Deus


Não me move, meu Deus, para querer-te
O céu que me hás um dia prometido:
E nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de ofender-te.

Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
Cravado nessa cruz e escarnecido.
Move-me no teu corpo tão ferido
Ver o suor de agonia que ele verte.

Moves-me ao teu amor de tal maneira,
Que a não haver o céu, ainda te amara
E a não haver o inferno te temera.

Nada me tens que dar porque te queira;
Que se o que ouso esperar não esperara,
O mesmo que te quero te quisera.

(Santa Tereza de Jesus)

Fonte: blog Almas Castelos (cortesia)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

ENCONTRO MARAVILHOSO


Um dia, levantei-me de manhã cedo para assistir o nascer do sol. A beleza da criação divina estava além de qualquer descrição. Enquanto eu assistia, louvei a Deus pelo Seu belo trabalho. Sentado lá, senti a presença de Deus comigo. Ele me perguntou: “Você me ama?”- Eu respondi: -“É claro, Deus! Você é meu Senhor e Salvador!”

Então, Ele perguntou: -“Se você tivesse alguma dificuldade física, ainda assim me amaria?

Eu, fiquei perplexo! Olhei para meus braços, pernas e para o resto do meu corpo e me perguntei quantas coisas eu não seria capaz de fazer, às coisas que eu dava por certas.

E, eu, respondi: - “Seria difícil, Senhor, mas eu ainda te amaria.”

Então o Senhor disse: - “Se você fosse cego, ainda amaria minha criação?”

Como eu poderia amar algo sem possibilidade de vê-lo? Então, pensei em todas as pessoas cegas no mundo, e quantos deles ainda amaram Deus e Sua criação!

Então, respondi: -“É difícil pensar nisto, mas, eu ainda Te amaria.”

O Senhor então, perguntou-me: - “Se você fosse surdo, ainda ouviria minha palavra?”

Como poderia ouvir algo, sendo eu surdo? Então, entendi. Ouvir a palavra de Deus, não é simplesmente usando os ouvidos., mas nossos corações.

Então, eu respondi: - “Seria difícil, mas eu ainda ouviria a Tua palavra.”

O Senhor, então perguntou-me: - “Se você fosse mudo, ainda louvaria Meu nome?”

Como poderia louvar sem uma voz?! Então me ocorreu; Deus quer que cantemos de toda nossa alma e todo nosso coração.. Não importa como possa parecer. E, louvar a Deus, não é sempre com uma canção, mas, quando somos oprimidos, nós louvamos a Deus com nossas palavras de gratidão.

Então, eu respondi: - “Embora eu não pudesse fisicamente cantar, eu ainda louvaria teu nome.”

E o Senhor perguntou: - “Você realmente Me ama?”

Com coragem e forte convicção, eu respondi, seguramente: - “Sim, Senhor! Eu Te amo. Tu és o único e verdadeiro Deus!!”

Eu pensei Ter respondido bem, mas... então, Deus perguntou-me: - “ENTÃO, PORQUE PECAS?”

Eu respondi: - “Porque sou apenas um humano, não sou perfeito.”

“ENTÃO, PORQUE EM TEMPOS DE PAZ, VOCÊ VAGUEIA AO LONGE? PORQUE SOMENTE EM TEMPOS DE PROBLEMAS, VOCÊ ORA COM FERVOR?”

Sem respostas, somente lágrimas...

E o Senhor continuou: -“Porque cantas somente nas confraternizações e nos retiros? Porque Me buscas somente nas horas de adoração? Porque Me perguntas coisas tão egoístas? Porque Me fazes perguntas tão sem fé?”

As lágrimas continuavam a rolar em minha face...

“Porque você está com vergonha de mim? Porque você não está espalhando as boas novas? Porque em tempos de opressão, você chora aos outros, quando eu ofereço Meu ombro para você chorar nele? Porque cria desculpas, quando lhe dou oportunidade de servir em Meu nome? Você é abençoado com vida. Eu não lhe fiz para que jogasse este presente fora. Eu lhe abençoei com talentos para Me servir, mas, você continua a se virar. Eu revelei Minha palavra a você, mas você não progride em conhecimentos. Eu falei com você, mas seus ouvidos estavam fechados. Eu mostrei minhas bênçãos, mas seus olhos se voltavam para outra direcção. Eu lhe mandei servos, mas você se sentou ociosamente, enquanto eles eram afastados. Eu ouvi suas orações e respondi todas elas.”

Eu tentei responder, mas, não havia resposta a ser dada…

Então o Senhor perguntou-me : - “Você verdadeiramente Me ama?”

Eu não pude responder… como eu poderia? Eu estava inacreditavelmente constrangido, eu não tinha desculpas. O que eu poderia dizer? Quando meu coração chorou e as lágrimas brotaram, eu disse: -“Por favor, perdoa-me Senhor! Eu não sou digno de ser seu filho.”

O Senhor respondeu: - “Esta é Minha graça, minha criança... Porque você é Minha criação. Você é Minha criança. Eu nunca te abandonarei. Quando você chorar, Eu terei compaixão e chorarei com você. Quando você estiver alegre, Eu vou rir com você. Quando você estiver desanimado, Eu te encorajarei. Quando você cair, Eu vou te levantar. Quando você estiver cansado, Eu te Carregarei. Eu estarei contigo até o final dos tempos, e Te amarei para sempre.”

Eu jamais chorara daquela maneira antes, como pude ter sido tão frio? Como pude ter magoado Deus como fiz? Então perguntei a Deus: - “Quanto me amas?”

Então, o Senhor esticou Seu braço e eu vi suas mãos com enormes buracos sangrentos. Logo, curvei-me aos pés de Jesus Cristo, Meu Salvador, e, pela primeira vez, eu orei verdadeiramente...

( Desconheço o autor)

domingo, 26 de junho de 2011

S. José Maria Escrivá, presbítero, fundador, +1975


Josemaría Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha) no dia 9 de Janeiro de 1902. Os pais chamavam-se José e Dolores que deram aos filhos uma profunda educação cristã.

Em 1915 faliu o negócio do pai, que era um industrial de tecidos, e ele teve de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro trabalho. Nessa cidade, Josemaría apercebe-se da sua vocação pela primeira vez: depois de ver na neve umas pegadas dos pés descalços de um frade, intui que Deus deseja qualquer coisa dele, embora não saiba exactamente o que é. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote e começa a preparar-se para tanto, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. Estuda Direito como aluno voluntário. O pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de Março de 1925 e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça.

Em 1927 muda-se para Madrid, com autorização do seu bispo, com o objectivo de se doutorar em Direito. Aí, no dia 2 de Outubro de 1928, no decorrer de um retiro espiritual, vê aquilo que Deus lhe pede e funda o Opus Dei. Desde então começa a trabalhar na fundação, ao mesmo tempo que continua exercendo o ministério sacerdotal, especialmente entre pobres e doentes. Além disso, estuda na Universidade de Madrid e dá aulas para manter a família.

Quando rebenta a guerra civil encontra-se em Madrid, e a perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diversos lugares. Exerce o ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid. Depois de ter atravessado os Pirenéus, fixa residência em Burgos.

Acabada a guerra, em 1939, regressa a Madrid e obtém o doutoramento em Direito. Nos anos que se seguem dirige numerosos retiros para leigos, para sacerdotes e para religiosos.

Em 1946 fixa residência em Roma. Faz o doutoramento em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário de Sua Santidade. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa - e em 1970 ao México -, a fim de impulsionar o estabelecimento e consolidação do Opus Dei nessas regiões. Com o mesmo objectivo, em 1974 e em 1975, realiza duas longas viagens pela América Central e do Sul, onde, além disso, tem reuniões de catequese com grupos numerosos de pessoas.

A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida interior. O sentido profundo da sua filiação divina, vivido numa contínua presença de Deus Uno e Trino, levava-o a procurar em tudo a mais completa identificação com Jesus Cristo, a uma devoção terna e forte a Nossa Senhora e a S. José, a um trato habitual e confiado com os Santos Anjos da Guarda e a ser um semeador de paz e de alegria por todos os caminhos da terra.

Mons. Escrivá oferecera a sua vida, repetidas vezes, pela Igreja e pelo Romano Pontífice. O Senhor acolheu esta oferta e Mons. Escrivá entregou santamente a alma a Deus, em Roma, no dia 26 de Junho de 1975, no seu quarto de trabalho.

sábado, 25 de junho de 2011

Os sete dons do Espírito Santo


Inspirada no Livro do Profeta Isaías (Is 11, 2-ss) a tradição da Igreja nos ensina que o Espírito Santo dá à humanidade 7 dons.

Para que servem os dons do Espírito Santo? Os dons do Espírito Santo servem para nos confirmar na Fé, na Esperança e na Caridade, e para nos tornar solícitos para os atos das virtudes necessárias para conseguir a perfeição da vida cristã.

São eles:

1) SABEDORIA - dom que nos faz perceber e conhecer os caminhos de Deus para nossa salvação e elevação de nossas mentes ao desejo das coisas eternas, isto é, a Verdade, que é Deus, no qual pomos nossa complacência.

2) ENTENDIMENTO – dom que nos faz entender as sublimes verdades da salvação e dos divinos mistérios, os quais não podemos alcançar com as luzes naturais da razão humana.

3) CONSELHO - dom que nos faz saber escolher, nos diversos passos da vida humana, a direção ou atitude que mais convém à glória de Deus, à nossa salvação e ao bem do próximo.

4) FORTALEZA - dom que nos incute energia e coragem para observar fielmente a santa Lei de Deus e da Igreja, vencendo todos os obstáculos e os assaltos dos nossos inimigos (o mundo, o demônio e a imoralidade).

5) CIÊNCIA - dom que nos possibilita conhecer e julgar rectamente das coisas criadas, o modo de bem usar delas e de as dirigir ao último fim, que é Deus.

6) PIEDADE - dom pelo qual veneramos e amamos a Deus, a Virgem Maria e aos Santos, e conservamos ânimo bondoso e benévolo para com o próximo, por amor de Deus.

7) TEMOR A DEUS - dom que nos incita à prática do bem e a nos afastar do mal, levando-nos a reverenciar a Deus e ter receio de ofender a sua Divina Majestade.

Fonte: http://amaivos.uol.com.br/AASCJ

São Máximo, bispo de Turim, +séc. V


São Máximo, bispo de Turim, que nasceu mais ou menos nos meados do século IV no Piemonte e morreu entre 408 e 423, é considerado o fundador da diocese de Turim, erigida pela iniciativa de santo Ambrósio e de santo Eusébio de Vercelli, de quem o próprio São Máximo se declarava discípulo. Do seu grande empenho apostólico dão testemunho os numerosos sermões e homilias, escritos com estilo claro e persuasivo, nos quais se percebe um caráter manso e benévolo, que sabe todavia reprovar e advertir com firmeza e às vezes com sutil ironia. Ele exorta seus fiéis, amedrontados pela aproximação do exército dos bárbaros a empunhar as armas do “jejum, da oração e da misericórdia” e aos medrosos que se apressavam a fugir da cidade diz: “É injusto e ímpio o filho que abandona a mãe no perigo. A pátria é sempre uma doce mãe.” Quando tratava dos temas de catequese dogmática, a sua palavra iluminadora hauria plenamente das páginas da Sagrada Escrituras, que interpretava com perfeita ortodoxia.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Gênesis, 4


1. Adão conheceu Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz Caim, e disse: “Possuí um homem com a ajuda do Senhor.”
2. E deu em seguida à luz Abel, irmão de Caim. Abel tornou-se pastor e Caim lavrador.
3. Passado algum tempo, ofereceu Caim frutos da terra em oblação ao Senhor.
4. Abel, de seu lado, ofereceu dos primogênitos do seu rebanho e das gorduras dele; e o Senhor olhou com agrado para Abel e para sua oblação,
5. mas não olhou para Caim, nem para os seus dons. Caim ficou extremamente irritado com isso, e o seu semblante tornou-se abatido.
6. O Senhor disse-lhe: “Por que estás irado? E por que está abatido o teu semblante?
7. Se praticares o bem, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo.”
8. Caim disse então a Abel, seu irmão: “Vamos ao campo.” Logo que chegaram ao campo, Caim atirou-se sobre seu irmão e matou-o.
9. O senhor disse a Caim: “Onde está seu irmão Abel?" – Caim respondeu: “Não sei! Sou porventura eu o guarda do meu irmão?”
10. O Senhor disse-lhe: “Que fizeste! Eis que a voz do sangue do teu irmão clama por mim desde a terra.
11. De ora em diante, serás maldito e expulso da terra, que abriu sua boca para beber de tua mão o sangue do teu irmão.
12. Quando a cultivares, ela te negará os seus frutos. E tu serás peregrino e errante sobre a terra.”
13. Caim disse ao Senhor: “Meu castigo é grande demais para que eu o possa suportar.
14. Eis que me expulsais agora deste lugar, e eu devo ocultar-me longe de vossa face, tornando-me um peregrino errante sobre a terra. O primeiro que me encontrar, matar-me-á.”
15. E o Senhor respondeu-lhe: “Não! Mas aquele que matar Caim será punido sete vezes.” O Senhor pôs em Caim um sinal, para que, se alguém o encontrasse, não o matasse.
16. Caim retirou-se da presença do Senhor, e foi habitar na região de Nod, ao oriente do Éden.
17. Caim conheceu sua mulher. Ela concebeu e deu à luz Henoc. E construiu uma cidade, à qual pôs o nome de seu filho Henoc.
18. Henoc gerou Irad, Irad gerou Maviael; Maviael gerou Matusael, Matusael gerou Lamec.
19. Lamec tomou duas mulheres, uma chamada Ada e outra Sela.
20. Ada deu à luz Jabel, que foi pai daqueles que moram em tendas, entre os rebanhos.
21. O nome de seu irmão era Jubal, que foi o pai de todos aqueles que tocam a cítara e os instrumentos de sopro.
22. Sela, de seu lado, deu à luz Tubal-Caim, o pai de todos que trabalham o cobre e o ferro. A irmã de Tubal-Caim era Noema.
23. Lamec disse às suas mulheres: "Ada e Sela, ouvi a minha voz: mulheres de Lamec, escutai as minhas palavras: Por uma ferida matei um homem, e por uma contusão um menino.
24. Se Caim será vingado sete vezes, Lamec o será setenta e sete vezes."
25. Adão conheceu outra vez sua mulher, e esta deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Set, dizendo: “Deus deu-me uma posteridade para substituir Abel, que Caim matou.”
26. Set teve também um filho, que chamou Enos. E o nome do Senhor começou a ser invocado a partir de então.

Bíblia Ave Maria - Todos os direitos reservados.

O maior dos Mandamentos


Todos nós conhecemos o texto evangélico em que o doutor da lei, tendo sabido que Nosso Senhor reduzira ao silêncio os saduceus, tentando-o, perguntou-lhe: “Mestre, qual é o grande mandamento da lei?”

Nosso Senhor Jesus Cristo respondeu-lhe: “O maior mandamento é este: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o máximo e o primeiro mandamento.” E continuou: “E o segundo é semelhante a este: amarás o teu próximo como a ti mesmo”. E concluiu: “Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas”. É a narração de São Mateus (Cf. 22,34-41) e São Marcos (Cf. 12, 28-34) com pequenas nuances.

São Lucas (Cf. 10,25-37), por sua vez, descreve a atitude desse doutor da lei. Tendo sido elogiado por Nosso Senhor pelo fato de ter respondido com acerto às perguntas que lhe foram feitas, o doutor da lei encheu-se de soberba e julgou que ninguém pudesse ser seu próximo, como se não houvesse ninguém que pudesse comparar com ele na justiça (ou seja, nas suas atitudes da vida). O doutor da lei caiu, nessa circunstância, em dois vícios alternadamente: depois da falácia com que havia perguntado para tentar Nosso Senhor, caiu na arrogância…

Segundo comenta São Cirilo, ao perguntar “Quem é o meu próximo” já se mostrava vazio do amor ao próximo. E, por conseqüência, mostrou-se também vazio do amor divino, porque não amando ao próximo, a quem vê, não pode amar a Deus, que não vê? Por outro lado, como o doutor da lei, antes, não quis ver Deus em Nosso Senhor Jesus Cristo, conseqüentemente não poderia também ver corretamente quem seria seu próximo.

Mas mesmo assim, Nosso Senhor, bondosamente, apresenta ao doutor da lei a parábola do bom samaritano: um homem que, numa viagem, foi assaltado, deixando-o os assaltantes quase morto à beira da estrada. Por ele passou muita gente (especificadamente um sacerdote e levita) e ninguém lhe deu atenção. Somente um samaritano teve a coragem e a ousadia de se inclinar sobre ele e dar-lhe todo o socorro.

Ora, igualmente muitas pessoas fazem a si mesmas essa pergunta: “quem é o meu próximo?”

Encontrar a resposta verdadeira virá como conseqüência para quem, em espírito e em verdade, procurar amar a Deus sobre todas as coisas. Ou seja, procurar obedecer a Santa Igreja, seguindo as suas leis, os seus ensinamentos transmitidos pelos autênticos doutores e exemplo dos santos.
fonte: AASCJ

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sudão: situação humanitária grave em Abyei


"Famílias inteiras continuam a caminhar sem rumo, sem assistência humanitária, e continuam os bombardeamentos por parte da aviação governamental”.

A revelação é da Irmã Carmen, uma missionária comboniana mexicana que trabalha na área dos Montes Nuba, que fazem parte do Kordofan do Sul, onde continuam os combates entre os exércitos do norte e sul do Sudão. À agência Fides disse que "estamos preocupados pelos novos confrontos, mas esperamos ainda que a comunidade internacional possa vir a o nosso socorro”.

O aumento das forças militares faz temer uma nova ofensiva por parte de Cartum. Na outra área disputada pelo norte e sul do Sudão, Abyei, não se verificam combates, mas também aqui a situação humanitária permanece grave. “A população está ainda deslocada de Abyei e recebe alguma ajuda esporádica. As chuvas continuam caindo incessantemente na área e os deslocados estão sem protecção”, explica D. Roko Taban Mousa, administrador apostólico de Malakal.

"As crianças e os idosos são os primeiros atingidos por esta situação dramática: a malária e a diarreia continuam a semear vítimas. Não existem melhorias significativas das condições humanitárias. Em Abyei não estão a ocorrer combates nem bombardeamentos, mas a cidade foi ocupada pelo exército de Cartum e a população tem medo que os combates e bombardeamentos regressem”, concluiu o administrador apostólico.

Departamento de Informação da Fundação AIS

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Corpus Christi


O ciclo pascal é concluído liturgicamente com a festa de PENTECOSTES. O povo judeu celebrava pentecostes, inicialmente, a festa da colheita; depois celebrava a festa da chegada do Povo de Deus no Sinai, onde foi entregue, por Deus, os 10 mandamentos da aliança.

Com o envio do Espírito Santo, prometido por Jesus, sobre os apóstolos reunidos no cenáculo com Maria Santíssima, inicia-se a realização da MISSÃO da Igreja. Hoje a Igreja está espalhada pelo mundo inteiro transmitindo os ensinamentos e ministrando os Sacramentos de Cristo Nosso Senhor, que é o mesmo de ontem, de hoje e de sempre.

No livro dos Atos dos Apóstolos, São Lucas descreve o fato solene e extraordinário, acontecido na cidade de JERUSALÉM, na festa judaica de Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa dos Judeus. Mas agora tem a presença santificante de Nosso Senhor Jesus Cristo através do Espírito Santo que anima e fortalece cada fiel.

Todos são convidados a pertencer à Igreja. O Espírito Santo nos dá a alegria e a esperança do Reino que já se manifesta onde houver a verdadeira caridade, que é a prática do amor de Deus.

Com a vinda do Espírito Santo, o “homem velho”, decaído pelo pecado, renasce como “homem novo” pela ação da graça. Assim, todos nós temos a força Espírito Santo que veio até nós pelo Batismo. E, pelo Crisma, somos constituídos soldados de Cristo. Nós somos, pois, missionários do Senhor. Dessa forma, em todos os lugares onde estivermos, devemos evangelizar pela manifestação de nossa Fé e pelo exemplo de nossa vida, servindo de nossas habilidades, dos dons e carismas que o Espírito dá a cada um de nós.

Fonte: Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus

terça-feira, 21 de junho de 2011

Tire suas dúvidas sobre o 1º Dogma Mariano: Maternidade Divina


Maternidade Divina - ou seja, mãe de Deus.

Alguns ainda têm dúvidas sobre Nossa Senhora ser a mãe de Deus.

Claro que sim, Deus preparou-a como sua mãe. Jesus nunca foi meio homem e meio Deus, nem nunca foi duas pessoas ao mesmo tempo. Ele é verdadeiro homem e verdadeiro Deus(João 5, 20).

Então ela é mãe de Jesus, mãe de Deus, Deus pôde escolher sua mãe, pois Ele é todo poderoso. Se formos considerar como alguns falam que ela é mãe só da “carne” de Jesus, então podemos dizer que a carne de Jesus não morreu, pois ressuscitou. Então, Maria ainda é mãe do verbo encarnado, porque a carne existe, vivo está Jesus.

Nas palavras de Santa Isabel também é fato constatar a sua maternidade divina: “mãe de meu Senhor”(Lc 1, 43). Em uma de suas aparições famosíssimas, em Guadalupe (Mexico), Maria afirma ao índio que é mãe do Criador. Com isso, não há a menor dúvida quanto a veracidade de ser mãe de Deus, Deus a fez como sua mãe, as graças de Deus são derramadas por Maria, o Verbo se fez carne,através de Maria. Sacrário vivo de Jesus, Maria foi a primeira a receber o corpo de Cristo, em si mesma.

Os três reis magos também fizeram o seguinte comentário na manjedoura: “viemos adorar ao rei”(Mateus 2,2), portanto ela é mãe do rei dos reis, único adorado.

O fundador do protestantismo, Matinho Lutero, afirmou em uma de suas cartas: “o artigo que afirma que Maria é mãe de Deus está em vigor na igreja desde o começo,e o Concílio de Éfeso não o definiu como novo, porque é uma verdade já sustentada no Evangelho e na Sagrada Escritura”.

Estas palavras “Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó” e “Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei” (Lucas 1,32; Gálatas 4,4) sustentam com muita firmeza que Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus.

Se não acreditarmos que Maria é mãe de Deus, logo não acreditamos que Jesus é Deus filho.

Quando rezar Ave Maria então, reze com bastante convicção.

Santa Maria Mãe de Deus!

Este dogma foi declarado em 431 d.c.

Fonte: Blog Cotidiano Espiritual/ADF

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Por que rezar pelas almas do Purgatório?


Vamos entender um pouco mais sobre o Purgatório.

O purgatório é um lugar de sofrimentos em que as almas se purificam, solvendo suas dívidas, antes de serem admitidas no céu, onde só entrará quem for puro. Sua existência se baseia no testemunho da Sagrada Escritura e da Tradição. Vários Concílios o definiram como dogma; Santos Padres e Doutores da Igreja o atestam a uma voz. Há uma prisão da qual não se sairá senão quando tiver pago o último centavo. (Mal. 18).

A Igreja, querendo que não nos esqueçamos das almas do purgatório, consagrou um dia inteiro todos os anos à oração pelos finados. Determinou que em todas as missas houvesse uma recomendação e um momento especial pelos mortos. Ela aprova, sustenta e estimula a caridade pelos falecidos.

Como são esquecidos os mortos! Exclamava Santo Agostinho! E no entanto acrescenta S. Francisco de Sales, em vida eles nos amavam tanto. Nos funerais: lágrimas, soluços, flores. Depois, um túmulo e o esquecimento. Morreu… acabou-se!

Se cremos na vida eterna, cremos no purgatório. E se cremos no purgatório, oremos pelos mortos. O purgatório é terrível e bem longo para algumas almas, por isso devemos rezar muito pelas almas, socorrendo as almas, praticando a caridade em toda sua extensão. A devoção às almas do purgatório, diz São Francisco de Sales, encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural, nos há de merecer o céu.

A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do calvário, que salvou o gênero humano. A cada Missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. Depois da Missa…

A Comunhão. A Sagrada Eucaristia é um Sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. E o mesmo afirmam São Cirilo e São João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos. O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes. Temos também as indulgências que entregamos a Deus para solver as dívidas das almas. Recitemos pequenas jaculatórias indulgenciadas. É tão fácil repeti-las em toda hora.

Acenda velas para as almas que estão no Purgatório. É uma mina de ouro que está a nossa disposição. Nossas orações são um meio de ajudar a salvar almas do purgatório.

São João Damasceno diz que há muito testemunho encontrado na vida dos Santos que provou claramente as vantagens da oração que se fazem pelos defuntos. Nossos sofrimentos junto a prece tem uma eficácia extraordinária para obter de Deus todas as graças. Aliviemos as almas do purgatório’, com tudo que nos mortifica. A Via Sacra é uma prática das mais ricas de piedade. O Rosário é a rainha das devoções indulgenciadas.

Santa Gertrudes afirmava que uma palavra dita do fundo do coração e animada de sólida devoção tem mais eficácia que grande número de orações, feitas com pouco fervor.

Mais uma forma de ajudar as almas é dar esmola ao pobre em sufrágio das almas benditas. As lágrimas que vossas esmolas enxugarem, o alívio que tiverdes dado aos que padecem fome, sede e frio, serão o alívio no purgatório para as almas sofredoras. É uma dupla caridade, socorrer os pobres por amor das almas. É dar duas vezes. Socorre os vivos e os mortos.

Fonte: Últimas e derradeiras graças/ADF

sábado, 18 de junho de 2011

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