segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Por que sofremos?


E como enfrentar as situações de dor e sofrimento?

Esta é uma pergunta que atormenta a nossa humanidade. Para Victor Frankl, médico e psiquiatra austríaco, fundador da escola da Logoterapia, o sentido da vida humana pode ser encontrado mediante a realização de alguma coisa, mediante um acolhimento à beleza da natureza ou das artes, por meio das quais a pessoa se realiza e se sente plena. Podemos citar o exemplo de pessoas que enfrentam escaladas a altas montanhas e ao atingir o cume, saboreiam uma sensação de plenitude. E por último, mediante o enfrentamento de limitações da vida, as quais abrem um incalculável leque de possibilidades diante de situações limites, como as doenças.
A questão é que temos a tendência de exagerar o lado positivo ou negativo da vida, pois exageramos o tom do prazer ou do desprazer em nossas vivências. Dependendo do grau de importância que atribuímos a esses aspectos (positivos ou negativos), caímos na reclamação, na murmuração da vida e, muitas vezes, tornamo-nos amargos.
O sofrimento, assim como o prazer e a alegria, faz parte da vida. Não podemos fugir das situações de sofrimento, e muito menos impedir que as pessoas que amamos sofram. Portanto, precisamos de aprender a aproveitar as situações que nos fazem sofrer da forma mais positiva possível.
Anselm Grun diz no seu livro “O céu começa em ti” o seguinte: “Onde está o maior dos meus problemas, ali está também a maior de todas as chances, ali está também o meu tesouro. É ali que eu entro em contacto com a minha verdadeira essência. E é ali que alguma coisa poderá ganhar vida e desabrochar”.
Enfrentar ou suportar a dor e o sofrimento é atitude que nos é custosa; não é fácil, requer garra, escolha e perseverança. Enfrentá-los não faz com que saiamos das situações ilesos, sem marcas, mas podemos sair renovados, com um novo sentido para a nossa vida.
Mas como enfrentar as situações de dor e sofrimento? Aí seguem algumas dicas que nos podem ajudar nesses momentos: em primeiro lugar, precisamos de encarar essas situações como parte do ciclo da vida e como ciclo, manter a certeza de que elas irão passar. É importante darmos sentido ao sofrimento que enfrentamos para que ele não passe em vão, e assim não caiamos no perigo de perder a oportunidade de crescer como pessoas.
A segunda dica é buscarmos manter um olhar positivo e a confiança de que vamos superar essa adversidade, mudando o que é possível mudar, aceitando o que não pode ser mudado, mas em tudo e sempre mantendo o olhar de esperança.
A terceira dica é fundamental: precisamos de manter a nossa fé firme em Deus, buscando no Senhor forças e inspiração, buscando n’Ele a graça de visualizarmos novas possibilidades diante da situação que enfrentamos. Ao pedirmos esta graça a Deus, precisamos de dar outro passo.
A quarta dica é: precisamos de nos manter abertos para mudanças, seja de rotina das nossas vidas ou qualquer outra mudança que a situação irá exigir. Por fim, a quinta dica é: não podemos deixar de buscar o apoio das pessoas com as quais convivemos e amamos, familiares, amigos, as pessoas do grupo de oração ou da paróquia na qual participamos, pois este apoio é fonte de força e perseverança.
Precisamos de guardar na nossa mente e no nosso coração que as situações de sofrimento fazem parte da vida, e nelas estão escondidas inúmeras possibilidades, por meio das quais podemos crescer como pessoa, pois como diz Goethe: “Não há nenhuma situação que se não possa enobrecer, o que quer que seja realizando ou suportando”.

“Deus não criou o sofrimento, mas criou-nos a todos como criaturas livres e capazes de amar e sofrer. Para que fôssemos capazes de amar e sofrer dignamente e com valor redentor deu-nos um exemplo, o exemplo de Jesus. Quem aceita livremente o sofrimento, torna-se vencedor dos poderes do Mundo, faz parte do mistério redentor de Deus, entra nele e torna-se capaz de vencer as estruturas do próprio pecado”.

Jesus não elimina o sofrimento, mas ensina-nos a carregá-lo com amor e esperança, para que dê frutos de vida eterna…
Deus nunca nos abandona… Resta-nos confiar nele.
Os cristãos não descobriram o caminho para evitar o sofrimento.
Sofrem como os outros e, às vezes, até mais do que os outros,
mas descobriram que a Cruz de Jesus Cristo é redentora.
Carregar a cruz sozinhos é desesperador…
Mas unidos a Cristo, todo o sofrimento é salvador, inclusive o nosso.

domingo, 23 de outubro de 2011

São João de Capistrano, religioso, +1456


São João de Capistrano nasceu nos Abruzzos, no ano 1386. Além de gramática e letras, estudou também Direito Canónico e Direito Civil, na cidade de Perusa. Por algum tempo foi oficial de juiz. Ingressou, então, na Ordem dos Franciscanos. Ordenado sacerdote, São Capistrano peregrinou por toda a Europa a pé ou a cavalo, desde a Espanha até a Sérvia, da França até a Polónia. Em suas viagens apostólicas, procurou fortalecer a moral cristã e refutar os erros dos heréticos. Deixou uma obra escrita em dezassete volumes e foi um homem que participou activamente da angústia de seu tempo. Tempo este em que a religião católica se encontrava em crise e a paz ameaçada pelas guerras (Guerra dos Cem Anos) e pela iminente invasão dos turcos. Além disso, a peste negra assolava toda a Europa, dizimando muitos. Morreu em Villach, na Áustria, no ano 1456, aos 71 anos de idade. Os luteranos desenterraram-no e atiraram-no ao Danúbio; felizmente foi encontrado pelos católicos que o levaram para Elloc, junto de Viena de Áustria onde se conserva religiosamente, honrado com a muita devoção dos fiéis. João foi beatificado pelo papa Leão X e foi solenemente canonizado pelo papa Alexandre VIII, no ano de 1690.

Cardeal Cañizares: É recomendável comungar na boca e de joelhos


Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos comunguem na boca e de joelhos.

Assim indicou o Cardeal espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi breve e singela: “é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos”.

Do mesmo modo, ao responder à pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo Papa Bento XVI de fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve “ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus”.

“Trata-se simplesmente de saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele veio a nós e que nós não o merecemos”, afirmou.

O Cardeal disse também que comungar desta forma “é o sinal de adoração que necessitamos recuperar. Eu acredito que seja necessário para toda a Igreja que a comunhão se faça de joelhos”.

“De fato –acrescentou– se se comunga de pé, é preciso fazer genuflexão, ou fazer uma inclinação profunda, coisa que não se faz”.

O Prefeito vaticano disse ademais que “se trivializarmos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é o de comungar, como é o de reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores como cantamos em uma canção espanhola”.

Ao ser consultado pela ACI Prensa sobre os abusos litúrgicos em que incorrem alguns atualmente, o Cardeal disse que é necessário “corrigi-los, sobre tudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos”.

Esta formação, explicou, deve fazer que “celebre-se bem, para que se celebre conforme às exigências e dignidade da celebração, conforme às normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia”.

Finalmente o Cardeal Cañizares disse à agência ACI Prensa que nesta tarefa de formação para celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, “os bispos têm uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que a Eucaristia se celebre bem será fazer que na Eucaristia se participe bem”.

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jul. 11 / 01:27 pm (ACI/EWTN Noticias)

Colaboração José Tiago Fernandes Monteiro/AASCJ

sábado, 22 de outubro de 2011

Paquistão: Asia Bibi terá sido torturada na prisão


Após terem circulado algumas notícias de que Asia Bibi teria sido alvo de tortura na cadeia de Sheikhupura, onde se encontra detida após ter sido condenada por blasfémia, surge a primeira referência ao caso pela voz do ministro para a Harmonia.

O católico Akram Gill, que ocupa actualmente o cargo de ministro de Estado federal para a Harmonia inter-religiosa e, interinamente, para as minorias religiosas, afirmou ontem que escreveu uma carta e contactou com o superintendente da prisão no Punjab onde se encontra Asia Bibi, e que pediu garantias específicas sobre a sua situação.

A resposta é a confirmação possível das notícias da alegada tortura. “Recebi respostas e garantias de que o incidente foi superado com a suspensão da agente da polícia envolvida e de que as autoridades na prisão farão de tudo para garantir a Asia Bibi as melhores condições possíveis e a plena segurança, monitorizando constantemente sua saúde física e psicológica”.

De facto, nos últimos dias surgiram algumas notícias dando conta de maus tratos de que a cristã Asia Bibi estaria a ser sujeita, havendo relatos que apontavam mesmo para actos de tortura.

Departamento de Informação da Fundação AIS

Oração de louvor a Virgem Maria


Ó Virgem Maria, abençoada sois Vós pelo Senhor Deus Altíssimo entre todas as mulheres da terra. Vós sois a glória de Jerusalém, Vós a alegria de Israel, Vós a honra do nosso povo.

Salve, ó Virgem, honra de nossa terra, a quem rendemos um culto de piedade e veneração, a quem chamamos com o belo nome de Aparecida.

Quem poderá contar, ó doce Mãe, quantas graças, durante tantos anos, Vós dispensastes ao povo brasileiro, compadecida de nossos males?

Quisemos cingir Vossa cabeça sagrada com uma coroa de ouro que Vos é devida por tantos títulos. Continuai a dobra-Vos benignamente às nossas preces.

Quando erguemos ao céu nossas mãos suplicantes, ouvi clemente os nossos rogos, ó Virgem; conservai nossas almas afastadas da culpa, e, por fim, conduzí-nos ao céu.

Salvação, honra e poder aquele que Uno e Trino, nos fulgores do Seu trono celeste, governa e rege todo o universo. Amém.

V. A Vossa Imaculada Conceição, ó Virgem Mãe de Deus.

R. Anunciou a alegria ao mundo todo.

Oremos- Deus, que, por intermédio da Mãe Imaculada de Vosso Filho, multiplicastes os dons de Vossa graça em favor de nós, Vossos servos, concedei-nos propício que, celebrando na terra os louvores da mesma Virgem pelas Suas maternas preces mereçamos alcançar o prêmio eterno do céu. Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amém.

Fonte: Extraída do “Devocionário de 1959 – Venha a nós o Vosso Reino, Manual de Piedade para as alunas das Irmãs Missionárias zeladoras do Sagrado Coração de Jesus/ADF

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Nossa Senhora das Graças e a conversão do hebreu Ratisbonne (3)


Continuação do post anterior

Ao deixar o Padre Villefort, fomos dar graças a Deus, em primeiro lugar em Santa Maria Maggiore, nossa cara basílica da Santíssima Virgem, e depois na de São Pedro.

É impossível transmitir uma idéia do transporte de Ratisbonne quando esteve nessas igrejas.

“Ah”, dizia ele, apertando minhas mãos, “agora eu entendo o amor dos católicos por suas igrejas, e a devoção que os leva a embelezá-las e adorná-las! Como é bom estar aqui! Querer-se-ia nunca deixá-las! Aqui não estamos mais na terra, é o vestíbulo do céu ...”

Diante do altar do Santíssimo Sacramento, a Presença Real de Jesus o impressionava de tal maneira que ele ficaria quase fora de si se não fosse afastado logo e levado para longe. Ficava aterrorizado pela idéia de comparecer perante o Deus vivo maculado como estava pelo pecado original. Apressou-se a se refugiar na capela da Virgem.

‒ “Aqui”, ele me disse: “não posso ter medo. Sinto-me sob a proteção de uma misericórdia ilimitada”.

Ele rezou com grande fervor diante do túmulo dos santos Apóstolos. A história da conversão de Paulo, que eu lhe narrei, o fez derramar lágrimas abundantes.

Ele ficou admirado pelo poderoso afeto, aliás póstumo, para usar sua própria expressão, que o unia a M. de Laferronnays, e pretendia passar a noite ao lado de seus restos mortais, pois, dizia ele, este era seu dever imposto pela gratidão. Mas o padre Villefort, vendo que ele estava exausto de fadiga, contrariando este desejo piedoso, aconselhou-o prudentemente a não permanecer além das 22 horas.

Em seguida, Ratisbonne nos disse que na noite anterior não havia sido capaz de dormir, que ele tinha sempre diante dos olhos uma grande cruz, de uma forma peculiar, sem a imagem de Cristo que ficava constantemente diante dele.

‒ “Eu fiz”, disse ele, “esforços incríveis para afastar essa visão, mas todos foram infrutíferos”.

Algumas horas depois, observando casualmente o reverso da Medalha Milagrosa, ele reconheceu a mesma Cruz!


Afonso (em pé) e seu irmão Teodoro, sacerdotes
Enquanto isso, eu estava muito impaciente querendo voltar a ver a família Laferronnays. Eu levava notícias consoladoras para eles no momento em que se despediam dos restos venerados daquele que eles choravam.

Entrei na câmara mortuária em um estado de agitação, quase se poderia dizer de alegria, que chamou a atenção de todos os presentes porque compreenderam que eu tinha algo gravemente importante para comunicar. Todos eles me acompanharam até uma sala adjacente, e eu às pressas relatei o acontecimento.

Eu tinha trazido boas novas do Céu. As lágrimas de dor em um momento foram transformadas em lágrimas de gratidão. Aqueles pobres corações aflitos podiam agora suportar com perfeita resignação cristã o mais cruel dos sacrifícios que cobra a morte, o último adeus aos restos daquele que eles tinham amado...

Mas eu estava ansioso para voltar a ver o filho que o Céu tinha acabado de me dar. Ele me implorou para não deixá-lo sozinho porque precisava de um amigo em cujo coração derramar as profundas emoções daquele dia.

Igreja do Miracolo
Sant'Andrea delle Frate, Roma
Perguntei-lhe uma e outra vez as circunstâncias da visão milagrosa. Ele próprio não sabia explicar como ele passou do lado direito da igreja para a capela que está à esquerda, sendo que entre a capela e o local onde estava se encontravam os preparativos para o serviço fúnebre.

Tudo o que ele sabia era que se viu de repente de joelhos, prostrado diante desse altar.

De início, ele pôde ver claramente a Rainha do Céu em todo o esplendor de sua beleza imaculada, mas seu olhar não conseguiu suportar o brilho daquela luz divina.

Busto no local da conversão.
Três vezes ele tentou olhar mais uma vez a Mãe de Misericórdia, e três vezes só foi capaz de elevar seus olhos até suas mãos abençoadas, a partir das quais brotava uma torrente de graças em forma de feixes luminosos.


‒ “Ó meu Deus”, exclamou ele, “mas eu, que meia hora antes estava blasfemando ainda! Eu, que sentia um ódio tão violento contra a religião católica!... Mas todos os que me conhecem sabem muito bem que, humanamente falando, eu tinha os mais soberbos motivos para continuar a ser um judeu... Minha família é judaica, minha noiva é judia, meu tio é um judeu... Ao me tornar católico, eu rompo com todos os interesses e todas as esperanças que tenho na terra e, entretanto, eu não sou louco, vê-se claramente que eu não sou louco, que eu nunca fui louco! Portanto, devem acreditar em meu testemunho”.


(Fonte: Theodore de Bussières, “La conversione di Alfonso Maria ratisbonne”, Ed. Amicizia Cristiana, 2008, Chieti, 63 p., páginas 18-25.)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A sociedade ideal é aquela em que todos os membros são bons católicos


O ideal cristão da perfeição social

Se admitirmos que em determinada população a generalidade dos indivíduos pratica a Lei de Deus, que efeito se pode esperar daí para a sociedade? Isto equivale a perguntar se, em um relógio, cada peça trabalha segundo sua natureza e seu fim, que efeito se pode esperar daí para o relógio? Ou, se cada parte de um todo é perfeita, o que se deve dizer do todo?

Há sempre algum risco em exemplificar com coisas mecânicas, em assuntos humanos. Atenhamo-nos à imagem de uma sociedade em que todos os membros fossem bons católicos, traçada por Santo Agostinho: imaginemos “um exército constituído de soldados como os forma a doutrina de Jesus Cristo, governadores, maridos, esposos, pais, filhos, mestres, servos, reis, juízes, contribuintes, cobradores de impostos como os quer a doutrina cristã! E ousem (os pagãos) ainda dizer que essa doutrina é oposta aos interesses do Estado! Pelo contrário, cumpre-lhes reconhecer sem hesitação que ela é uma grande salvaguarda para o Estado, quando fielmente observada” (Epíst. CXXXVIII al. 5 ad Marcellinum, cap. II, n. 15).

E em outra obra o Santo Doutor, apostrofando a Igreja Católica, exclama:

“Conduzes e instruis as crianças com ternura, os jovens com vigor, os anciãos com calma, como comporta a idade não só do corpo mas da alma. Submetes as esposas a seus maridos, por uma casta e fiel obediência, não para saciar a paixão, mas para propagar a espécie e constituir a sociedade doméstica.

Conferes autoridade aos maridos sobre as esposas, não para que abusem da fragilidade do seu sexo, mas para que sigam as leis de um sincero amor. Subordinas os filhos aos pais por uma terna autoridade. Unes não só em sociedade, mas em uma como que fraternidade os cidadãos aos cidadãos, as nações às nações, e os homens entre si, pela recordação de seus primeiros pais. Ensinas aos reis a velar pelos povos, e prescreves aos povos que obedeçam os reis. Ensinas com solicitude a quem se deve a honra, a quem o afeto, a quem o respeito, a quem o temor, a quem o consolo, a quem a advertência, a quem o encorajamento, a quem a correção, a quem a reprimenda, a quem o castigo; e fazes saber de que modo, se nem todas as coisas a todos se devem, a todos de deve a caridade e a ninguém a injustiça” (De Moribus Ecclesiae, cap. XXX, n. 63).

Seria impossível descrever melhor o ideal de uma sociedade inteiramente cristã. Poderia em uma sociedade a ordem, a paz, a harmonia, a perfeição ser levada a limite mais alto? Uma rápida observação nos baste para completar o assunto. Se hoje em dia todos os homens praticassem a Lei de Deus, não se resolveriam rapidamente todos os problemas políticos, econômicos, sociais, que nos atormentam? E que solução se poderá esperar para eles enquanto os homens viverem na inobservância habitual da Lei de Deus?

A sociedade humana realizou alguma vez este ideal de perfeição? Sem dúvida. Di-lo o imortal Leão XIII: operada a Redenção e fundada a Igreja, “como que despertando de antiga, longa e mortal letargia, o homem percebeu a luz da verdade, que tinha procurado e desejado em vão durante tantos séculos; reconheceu sobretudo que tinha nascido para bens muito mais altos e muito mais magníficos do que os bens frágeis e perecíveis que são atingidos pelos sentidos, e em torno dos quais tinha até então circunscrito seus pensamentos e suas preocupações. Compreendeu ele que toda a constituição da vida humana, a lei suprema, o fim a que tudo se deve sujeitar, é que, vindos de Deus, um dia devamos retornar a Ele.

“Desta fonte, sobre este fundamento, viu-se renascer a consciência da dignidade humana; o sentimento de que a fraternidade social é necessária fez então pulsar os corações; em conseqüência, os direitos e deveres atingiram sua perfeição, ou se fixaram integralmente, e, ao mesmo tempo, em diversos pontos, se expandiram virtudes tais, como a filosofia dos antigos sequer pôde jamais imaginar. Por isto, os desígnios dos homens, a conduta da vida, os costumes tomaram outro rumo. E, quando o conhecimento do Redentor se espalhou ao longe, quando sua virtude penetrou até os veios íntimos da sociedade, dissipando as trevas e os vícios da antigüidade, então se operou aquela transformação que, na era da Civilização Cristã, mudou inteiramente a face da terra” (Leão XIII Encíclica “Tametsi futura prospiscientibus”, I-XI-1900).

Fonte: http://americaneedsfatima.blogspot.com/AASCj

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Reze pelos cristãos suiços – Islâmicos pedem tirar a Cruz da bandeira da Suíça


Second@s Plus, associação de imigrantes islâmicos na Suíça anunciou uma campanha nacional visando remover a Cruz branca da bandeira nacional, informou o Hudson Institute, secção de New York, especializado em geoestrategia.

O grupo argumenta que é um “símbolo cristão que não mais corresponde à Suìça multicultural de hoje”. Ivica Petrusic, vicepresidente do grupo muçulmano, explicou que a Cruz ofende os imigrantes maometanos e que os suíços, portanto, deveriam escolher outro símbolo.

Para Petrusic, “é necessário separar a Igreja do Estado”. Ele ainda escarneceu dos suíços dizendo que não acreditam mais na Cruz.

O líder islâmico propôs uma bandeira verde, vermelha e amarela, mais parecida com as da Bolivia e de Ghana. Na verdade, é um meio termo rumo a uma futura bandeira com as cores rituais islâmicas: verde, vermelho, preto e branco.

Símbolos corânicos figuram nas bandeiras de muitos países islâmicos e quem falasse em remové-los poderia ser judicialmente condenado à morte.

E naqueles onde há minorías cristãs, ninguém ousa falar em multiculturalismo. Pelo contrário, só se houve falar em perseguição religiosa.

O conservador Partido do Povo Suíço (SVP), o maior do país, recusou a proposta como “totalmente inaceitável”. Termos análogos foram empregados pelos porta vozes do Partido Democrata Cristão (CVP) e Liberal.

A reação imediata dos grandes partidos foi um sinal que eles perceberam a periculosidade da proposta e as conotações explosivas que a envolvem.

Na Suíça há por volta de 400.000 muçulmanos, que possuem 200 mesquitas e 1.000 locais de culto. Eles promovem uma infinidade de processos jurídicos para impor os preceitos islâmicos nos costumes do país.

O chefe da comunidade islâmica da Basiléia foi processado por pregar a implantação da Lei Islâmica (sharia) no país e a flagelação pública de mulheres, tendo sido liberado em nome da “liberdade de expressão”. Nos países islâmicos, um pregador público do Evangelho pode ser condenado à morte.

Em 2009 os suíços aprovaram em plebiscito a proibição constitucional dos minaretes, e em 2010 exigiram pelo mesmo processo regras severas contra os imigrantes condenados por crimes graves.

Por causa dessas decisões livres e democráticas de bom senso, o país foi vituperado pelas esquerdas internacionais, inclusive as católicas “ecumênicas”. Hoje, a referida absurda exigência de abolir a Cruz, símbolo nacional, agrada às mesmas esquerdas laicistas e anticristãs.

Fonte: Blog Luz de Cristo/ADF

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Renasceu em mim a fé


Renasceu de novo em mim a fé…

No Evangelho segundo São Marcos capítulo 10, 46 ss, encontramos a história de um homem que teve a sua fé renovada, transformada!
Como o próprio Evangelho narra, Bartimeu vivia à beira do caminho, numa atitude de desistência da vida, dele mesmo e de Deus. Porém, o dia reservava algo de diferente para Bartimeu: o Filho de Deus iria passar perto dele.
Bartimeu – cansado da rotina, de tantos problemas, tantas situações que ainda não foram resolvidas – ouve dizer que o Filho de Deus vai passar por ali a qualquer momento. Ele poderia ter pensado: “O Filho de Deus passando por aqui? Não acredito. E mesmo se passar, por quê vai perder tempo com um cego que vive mendigando à beira do caminho?” Ou seja, o cego não tinha esperança. No entanto, aquele momento da passagem de Jesus era a sua única chance de “ver” alguma mudança na sua vida. E essa mudança aconteceu!
É exactamente o que acontece connosco. Muitas vezes pensamos que Jesus não vai parar para nos ouvir, muitas vezes achamos que as pessoas nos vão calar, mas esquecemos que o Senhor escuta a voz do coração!
Jesus certamente ouviu as pessoas mandando o cego ficar calado, mas porque o Senhor já o conhecia, assim como nos conhece, mandou-o chamar, pois ouviu o grito da alma de Bartimeu.
Acreditamos que mudar de casa, de emprego, de amizades, comprar algo novo, realizar mais um sonho, que estas atitudes mudam a nossa vida. Bartimeu também procurou muitas coisas para solucionar a sua condição de cegueira – não só a física mas a cegueira da alma, que já estava insensível às coisas e a Deus – no entanto, é a visita do Senhor que realiza tudo isto.
Hoje, nalgum momento do dia, o Filho de David vai passar e este será o momento de tu gritares.
A esperança visitou o seu coração e o sopro de Deus levantou aquele homem que vivia à beira do caminho. E Jesus realizou em Bartimeu aquilo que o seu coração queria: VER!
É isso mesmo que o Senhor quer realizar na minha e na tua vida hoje: levanter-nos! Fazer-nos VER a vida a partir deste encontro!
Não importa se pelo cansaço e decepções da vida acabamos por ficar à beira do caminho. Não importa se na nossa fraqueza e limitação deixamos o nosso coração insensível e desesperançoso. O que importa é que, hoje, nalgum momento do dia, o Filho de David vai passar e esse será o momento de tu gritares: Jesus Filho de David, tem compaixão de mim!
Pode ser agora mesmo. É o próprio Senhor quem te está a lembrar que é só gritar, é só chamá-Lo que Ele está disposto a ouvir-te!
Tenta! Experimenta! Nunca ficou decepcionado quem gritou pelo Senhor!
Vai à Santa Missa, procura um sacerdote para a confissão, um grupo de oração, encontra-te com o Senhor!
Levanta-te! Deita a capa fora, a capa da tristeza, dos vazios interiores, das carências e grita para Deus te ouvir. Se não podes gritar de onde estás, o Senhor escuta o grito da tua alma! Tem a certeza disto!
É esta fé adormecida que o Senhor quer fazer renascer no meu e no teu coração!

Fonte JAM

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Diálogos com São Tomás de Aquino – Criação e queda dos anjos


DA CRIAÇÃO DOS ANJOS

- Criou Deus imediatamente a todos os anjos?

- Sim, Senhor; porque todos são espíritos puros, e não podiam de outro modo vir à existência (LXI,1).

- Quando foram criados?

- No princípio dos tempos e no mesmo instante que os elementos do mundo material (LXI,3).

- Foram criados os anjos nalgum lugar corpóreo?

- Sim, Senhor; porque assim convinha aos desígnios da divina Providência.

- Como chamamos o lugar em que foram criados?

- Chamamo-lo ordinariamente céu e também céu empíreo (LXI,4).

- Que coisa é o céu empíreo?

- Um lugar ameníssimo, pleno de luz e resplendor, resumo e compêndio das maiores delícias do mundo corporal (Ibid).

- O céu empíreo é o mesmo que o céu bem-aventurados, ou simplesmente céu?

- Sim, Senhor (Ibid).

DA TENTAÇÃO DOS ANJOS

- Em que estado foram creidos os anjos?

- No estado de graça (LXII,3).

- Que entendei quando afirmais que foram criados em estado de graça?

- Que no primeiro instante da sua criação, receberam, conjuntamente com a natureza, a graça santificante que os fazia filhos adotivos de Deus e, por seu mérito, podiam alcançar a glória eterna (LXII,1,2,3).

- Foi necessário que os anjos merecessem a glória por virtude de algum ato livre?

- Sim, Senhor (LXII,4).

- Em que consistiu aquele ato de seu livre alvedrio?

- Em seguir o movimento da graça que os inclinava a submeter-se a Deus por inteiro, para receberem Dele com acatamento e ação de graças, o dom da glória que lhes havia prometido (Ibid).

- Necessitaram muito tempo para escolher, debaixo do influxo da graça, a submissão ou a rebeldia?

- Um só instante.

- Feita a devida escolha, foram imediatamente admitidos ao gozo da Bem-aventurança?

- Sim, Senhor (LXII,5).

QUEDA DOS ANJOS

- Permaneceram fiéis todos os anjos na prova meritória, a que Deus os submeteu?

- Não, Senhor (LXIII,2,3).

- Por que recusaram alguns submeter-se a Deus?

- Por sentimento de orgulho, por quererem ser como Deus e gozar a felicidade, independentemente das divinas disposições (LXIII,2,3).

- Este ato de soberba foi pecado grave?

- Foi tão grande que provocou imediatamente a ira divina.

- E Deus, justamente indignado, que fez para castigá-los?

- Precipitou-os no inferno para que ali padeçam tormentos eternos (LXIV,4).

- Que nome têm os anjos rebeldes e condenados ao inferno?

- Chamam-se demônios (LXIII,4).

SALVÉ RAINHA

domingo, 16 de outubro de 2011

Por que fazer promessas a santos?


Procissão do Círio de Nazaré em Belém do Pará. Os devotos pagam promessas segurando a corda do sírio, levando nas costas objetos representando as graças alcançadas e etc…
A prática de promessas feitas a Deus ou aos santos tem fundamento na Sagrada Escritura (cf. Gn 28,20-22; 1Sm 1,11). Contudo verifica-se que os autores bíblicos faziam advertências aos fiéis no sentido de não prometerem o que não pudessem cumprir (cf. Ecl 5,4).No Novo Testamento, São Paulo quis submeter-se às obrigações do voto do nazireato (cf. At 18,18; 21,24). Portanto, a prática das promessas como tal não é má.

É certo, porém, que as promessas não obrigam a Deus Nosso Senhor a conceder, obrigatoriamente, o que se lhe pede, pois nem sempre aquilo que é solicitado fará bem à santificação da pessoa. Nesse caso, a Bondade divina – que nunca deixa de atender nossos pedidos, sobretudo se feitos por intermédio de Nossa Senhora – atende-os da forma que for mais conveniente ao fim para o qual nascemos: conhecer, a amar e servir a Deus aqui na terra e assim salvar nossa alma.

Algumas pessoas não têm noção clara do porquê das promessas ou prometem sacrifícios que elas acabam não podendo cumprir. Daí surgem duas obrigações para quem tem o encargo de orientar as almas:

1) mostrar-lhes que as promessas não se destinam a dobrar a vontade de Deus, como se Senhor Jesus Cristo pudesse ver-se obrigado a atender pedidos dos quais provenham com efeitos maus para quem solicita. O próprio Nosso Senhor nos ensinou: “Se for possível, afaste de mim esse cálice”;

2) procurar incutir confiança, força e perseverança, com a noção de que o católico é filho de Deus, Nossa Senhora é nossa Mãe, e, por isto, devemos rezar com um amor filial.

A Sagrada Escritura nos mostra pessoas que, em situações difíceis, prometeram fazer algo, caso fossem ajudadas pelo Senhor. Por exemplo, Jacó ao fugir para a Mesopotâmia, exclamou: “Se Deus for comigo, se me proteger na viagem que empreendi, e se me der pão para comer, e vestido para me cobrir, e eu voltar felizmente à casa de meu pai, o Senhor será o meu Deus, e esta pedra, que erigi em padrão, será chamada casa de Deus; e de todas as coisas que me deres te oferecerei o dízimo” (Gn 28, 20-22).

Ana, mãe de Samuel, era estéril e fez a seguinte promessa: “Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição da vossa serva e… lhe derdes um filho varão, eu o darei ao Senhor durante todos os dias de sua vida e não passará navalha sobre a sua cabeça” (1Reis 1,11).

A própria Escritura Sagrada chama a atenção com respeito à prudência necessária no tocante às promessas: “É muito melhor não fazer promessas do que, depois de as fazer, não as cumprir” (Eclesiastes 5,4). Havia também quem quisesse cumprir as suas promessas oferecendo o que tinha de menos digno ou valioso.

É o que observa o Senhor por meio do profeta Malaquias: “Trazeis animal roubado, coxo ou doente e o ofereceis em sacrifício. Posso eu recebê-lo de vossas mãos, com agrado?… Maldito seja o homem enganador, que tem no seu rebanho um animal são, e fez voto dele ao Senhor, e lhe sacrifica um doente” (Ml 1, 13s).

Com o tempo os mestres de Israel procuravam restringir a prática das promessas, pois podiam tornar-se um entrave para a verdadeira piedade. Todavia não consta que Nosso Senhor tenha condenado o costume de fazer promessas como tal; ao contrário, no Novo Testamento consta a prática de S. Paulo, que terá sido a dos católicos da Igreja já naquela época: “E (São) Paulo, navegou para a Síria (e com ele Priscila e Áquila), depois de ter cortado o cabelo em Cencris, porque tinha feito um voto” (At 18,18). “Disseram os judeus a Paulo: “Temos aqui quatro homens, que têm um voto sobre si. Toma-os contigo, e santifica-te com eles; e faze por eles os gastos (dos sacrifícios) a fim de que rapem as cabeças; e saberão todos que é falso o que ouviram de ti, e que caminhas ainda guardando a lei” (At 21, 23s).

Em síntese, a prática de promessas não é má, pois a S. Escritura não a rejeita, mas, ao contrário, torna-se objeto de determinações legais, como consta de alguns textos.

Por exemplo, Números 30,4-6: “Se um homem fizer um voto ao Senhor ou se obrigar com juramento, não faltará à sua palavra, mas cumprirá tudo o que prometeu. Se uma mulher fizer um voto e se obrigar com juramento, estando em casa de seu pai e ainda em idade jovem, se o pai teve conhecimento do voto que ela fez e do juramento com que se obrigou, e não disse nada, ela está obrigada ao seu voto; cumprirá de fato tudo o que prometeu e jurou fazer”.

As promessas ou votos não são feitas para atrair favores de Deus como se atrairia de uma pessoa poderosa capaz de ser aliciada por médio de dádivas. Todavia, ao determinar que nos daria as graças necessárias, Deus quis incluir no seu desígnio a colaboração do homem, levando em conta as orações que Lhe fazemos. As promessas e os sacrifícios são o testemunho da nossa devoção.

Há pessoas que, depois de receber as graças pedidas a Deus, se vêem em dificuldades e até mesmo impossibilitadas de cumprir o que prometeu. Nesse acaso deve procurar um sacerdote e pedir-lhe que troque a matéria da promessa. Esta solução condiz com os textos sagrados que, de um lado, exortam a não deixar de cumprir o prometido (cf. Ecl 5,3), e, de outro lado, prevêem a situação dos fiéis e a possibilidade de comutação das promessas por parte dos sacerdotes.

Entre as práticas que mais se podem recomendar, estão as três clássicas que o Evangelho mesmo propõe: a oração, a esmola e o jejum (cf. Mt 6,1-18).

Com efeito, a Santa Missa é o centro e o manancial, por excelência, da vida cristã, vida cristã que se nutre da oração; a esmola manifesta a caridade para com os necessitados (cf. 1Pd 4,8; Tg 5,20; Pr 10,12); o jejum e a mortificação purificam-nos das más paixões e nos fortalecem na prática da virtude. Se a promessa levar-nos ao exercício destas boas obras, certamente será salutar.

Fonte: excertos de Vocacionados Menores/ADF

Santa Edviges, viúva, +1243


Santa Edviges é a padroeira dos pobres e endividados. Ela nasceu em Baviera, Alemanha no ano de 1174 . Casou-se com o duque da Silésia, Henrique I, quando tinha apenas 12 anos de idade, tendo com ele seis filhos. Foi uma mulher marcada pelo sofrimento, pois acompanhou a morte de um a um de seus filhos, restando-lhe apenas a filha Gertrudes. Como esposa Edviges soube ser exemplo e com dedicação, conseguiu conciliar os seus deveres e a sua dedicação ao serviço dos necessitados: protegia os órfãos e as viúvas, visitando hospitais, amparando a juventude carente, educando e instruindo-a na fé cristã. Contam os historiadores que Santa Edviges destinava quase tudo que tinha para socorrer os pobres e necessitados. Após a morte do marido, retirou-se para o convento onde a sua filha Gertrudes era abadessa, dedicando o resto dos seus dias à austeridade. Santa Edviges morreu no Mosteiro de Trebnitz, consumida pela penitência no dia 15 de Outubro de 1243.

sábado, 15 de outubro de 2011

O sim de Maria nos chama para a oração do Rosário


A festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo Papa São Pio V, em 1571, em comemoração e agradecimento pela vitória dos católicos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.

No Rosário contemplam-se os mistérios da nossa Redenção, conduzindo-nos ao centro da Fé, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, justificando a célebre expressão “Tudo por Jesus e nada sem Maria”. Em todos os mistérios contemplados, a Santíssima Virgem está em união com Jesus e com o Pai, sendo que a ação é obra do Espírito Santo. Por isso, antes da contemplação de cada mistério, se louva o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Deus nos ama e nos dá Maria Santíssima por mãe para que possamos conseguir forças para vencer em nossos trabalhos diários. Depois que Nosso Senhor Jesus Cristo foi para o céu, os apóstolos, juntamente com Nossa Senhora e as santas mulheres, permaneceram reunidos em oração.

Deus veio habitar entre nós por meio da Santíssima Virgem. Devemos aprender dEla, a humilde serva do Senhor , ser mais compreensivos e cumpridores dos ensinamentos e recomendações de Jesus Cristo. Deus, para intervir favoravelmente nos acontecimentos, espera nossos ardentes pedidos, como os de Nossa Senhora para vinda do Redentor Salvador da humanidade.

O reino de Deus precisa de operários zelosos e ardentes de zelo pela Sua glória. Se quisermos estar sempre perto de Deus, devemos pertencer à escola de Maria, rezar o terço, receber de maneira digna a Sagrada Eucaristia.

Baseado no blog Vocacionados Menores/ADF

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O demônio esclareceu


Nem o demônio é ateu, pois ele viu Deus. Mas uma coisa é certa: a maior "armadilha" do demônio é fazer crer que ele mesmo não existe. Por isso ele se esconde, não quer aparecer, apesar do seu desejo profundo: ser "senhor" deste mundo. Se ele aparecesse, certamente os homens veriam que ele existe e portanto se converteriam e isso o demônio jamais quereria. Por isso, se ele aparecesse, deveria aparacer como um "homem bom", para que pudesse atrair o maior numero de pessoas para suas falsas doutrinas (muito bem pensadas e articuladas). Portanto, não se iludam com as aparencias, não se iludam com "charmes" ou "cara de bonzinho". AS VERDADES DE SEMPRE SÃO ETERNAS. Deus não muda - diz Santa Teresa.

Recebí um e-mail muito interessante, embora não dissesse o autor do texto, resolvi publicá-lo:

Entrevista com o demônio:

QUEM O CRIOU?
Lúcifer : Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da criação do homem. [Ezequiel 28:15]

COMO VOCÊ ERA QUANDO FOI CRIADO?
Lúcifer : Vim à existência já na forma completa e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas “vestes” foram preparadas com pedras preciosas. [Ezequiel 28:12,13]

ONDE VOCÊ MORAVA?
Lúcifer : No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus. [Ezequiel 28:13]

QUAL ERA SUA FUNÇÃO NO REINO DE DEUS?
Lúcifer: Como serafim, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Varri, com minha calda, um terço deles e os atirei à terra. [Ezequiel 28:14; Apocalipse 12:4]

ALGUMA COISA FALTAVA A VOCÊ?
Lúcifer : (reflexivo, diminuiu o tom de voz) Não, nada!

O QUE ACONTECEU QUE O AFASTOU DA FUNÇÃO DE MAIOR HONRA QUE UM ANJO PODERIA TER?
Lúcifer : Não aconteceu de repente. Um dia eu me vi, como num espelho, e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em inteligência, beleza e força. Comecei então desejar ser adorado como deus. Do desejo passei à revolta contra Deus, com o brado “Non serviam” (Não servirei). Travei, com meus seguazes, uma enorme batalha no Céu, contra São Miguel e seus seguidores. Num determinado instante fomos precipitados para a terra e para o inferno, expulso do Santo Monte de Deus. [Isaías 14:13,14; Ezequiel 28: 15-17]

O QUE DETONOU FINALMENTE A SUA REBELIÃO?
Lúcifer : Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por conseqüência, superior a mim, não consegui aceitar. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu espírito. [Isaías 14:12-14]

O QUE ACONTECEU COM OS ANJOS SEUS SEQUAZES?
Lúcifer : Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos, juntos, o império das trevas. [Apocalipse 12:3,4]

COMO ENCARAS O HOMEM?
Lúcifer : (com raiva) Tenho ódio de toda criatura humana e faço tudo para perdê-las, pois eu as invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus. [1Pedro 5:8]

QUAIS SÃO SUAS ESTRATÉGIAS PARA PERDER OS HOMENS?
Lúcifer : Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas idéias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a verdadeira mensagem de Jesus Cristo pareça anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para desvirtuar e enfraquecer a verdadeira igreja, lançando divisões, desânimo, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de dedicação (ri às escaras). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho. [1Pedro 5:8; Tiago 4:7; Gálatas 5:19-21; 1 coríntios 3:3; 2 Pedro 2:1; 2 Timóteo 3:1-8; Apocalipse 12:9]

E SOBRE O FUTURO?
Lúcifer : (com o semblante de ódio) Eu sei que não posso vencer a Deus e por fim irei definitivamente ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco. [Ezequiel 28:19; Judas 6; Apocalipse 20:10,15]

Fonte: Blog Almas Castelos (cortesia)

Estados Unidos: Bispos lançam comité para discutir liberdade religiosa no país


A liberdade religiosa está ameaçada nos Estados Unidos, ao ponto de justificar um novo comité ad hoc para enfrentar esta preocupação crescente, sustentam os bispos americanos. A Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB) anunciou a instituição do Comité Ad Hoc para a Liberdade Religiosa, presidido por D. William Lori, de Bridgeport (do Estado de Connecticut).

O apoio ao trabalho do comité incluirá a incorporação de dois membros, a tempo inteiro, à equipa da USCCB: um advogado especialista no direito relativo à liberdade religiosa e um representante de um grupo de pressão, que levantará as questões que têm a ver tanto com a liberdade religiosa e com o matrimónio.

Para D. Lori, de 60 anos, “este comité pretende enfrentar as crescentes ameaças à liberdade religiosa na nossa sociedade, de maneira que a missão da Igreja possa acontecer sem impedimentos e de forma também a que os direitos dos crentes qualquer religião, ou de nenhuma, possam ser respeitados”, acrescentou.

Na sua carta aos bispos, para anunciar a instituição do comité, D. Timothy Dolan, presidente da USCCB, afirmou que a liberdade religiosa, “para os cristãos e as pessoas de fé, está sempre sob ataque na América, de formas sem precedentes”. “Isso é sobretudo por um número cada vez maior de programas e de políticas do governo federal que violariam o direito de consciência das pessoas de fé ou prejudicariam o princípio de base da liberdade religiosa”, observou.

O arcebispo acrescentou que “a instituição de um comité ad hoc é um elemento que marcará um momento novo na história da nossa Conferência”. “Nunca antes havíamos enfrentado este tipo de desafio à nossa capacidade de comprometer-nos no âmbito público como pessoas de fé e prestadoras de serviços. Se não agirmos agora, as consequências serão graves.”

Departamento de Informação da Fundação AIS

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

38% dos europeus têm distúrbios mentais. Fruto do afastamento da religião?


38% da população da União Européia (EU) sofre de distúrbios mentais e doenças cerebrais, revelou um estudo do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia (ENCP, em inglês), segundo noticiou “The Telegraph” de Londres.

“As desordens mentais se tornaram o maior desafio à saúde na Europa do século XXI”, dizem os autores.

Apenas um terço dos doentes recebe a terapia ou medicação necessária. Porém, as repercussões econômicas negativas dessas doenças são calculadas na ordem de centenas de bilhões de euros, pela incapacitação física e mental dos doentes.

Grandes laboratórios farmacêuticos desenvolvem caríssimos projetos financiados pelos governos para encontrar remédios que contenham o progresso dessas doenças.

“Precisamos fechar o abismo aberto pelas desordens mentais”, disse Hans Ulrich Wittchen, diretor do Instituto de Psicologia e Psicoterapia Clínica da Universidade de Dresden, Alemanha, e chefe do estudo dos pesquisadores europeus.

O estudo do ENCP analisou 30 países europeus – os 27 da UE, a Suíça, a Islândia e a Noruega – que somados atingem uma população de 514 milhões de pessoas.

A equipe do Dr. Wittchen considerou perto de 100 doenças que incluem a totalidade das maiores desordens psicológicas, desde a ansiedade e a depressão até a esquizofrenia, a epilepsia, Parkinson e esclerose múltipla.

A conclusão do ENCP é de que há um nível altamente excessivo de desordens mentais e doenças cerebrais nos países estudados.

As doenças mentais se tornaram a principal causa de morte, incapacitação e um dos maiores ônus econômicos para os serviços de saúde no mundo inteiro.

A Organização Mundial da Saúde prediz que por volta de 2020, a depressão será causa da segunda maior despesa em doença de todas as épocas. Mas, para a UE, segundo o Dr. Wittchen, o futuro chegou mais cedo.

As quatro doenças que mais inabilitam pessoas são a depressão, a demência, a dependência alcoólica e os AVCs.

Estudo análogo anterior apontou que em 2005 a percentagem deste tipo de doentes da UE atingia 27%, tendo aumentado até 38% em 2011.

A tentativa de construir uma super-organização em bases puramente materiais que ignoram – e até hostilizam – o lado espiritual e a religião do homem, não será uma das causas mais profundas desses desarranjos mentais?

Nesse sentido, atentar contra os fundamentos cristãos da civilização acaba sendo uma das maiores loucuras e um dos maiores fatores de enlouquecimento.

Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira/ADF

Beata Alexandrina Costa, virgem, +1955



Beata Alexandrina, rogai por nós!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MÃE


Mãe carinhosa, mãe dengosa
Mãe amiga, mãe irmã
Mãe sem ter gerado é a mãe de coração
Mãe solidão,
Mãe de muitos, mãe de poucos
Mãe de todos nós, Mãe das mães
Mãe dos filhos
Mãe-pai: duas vezes mãe
Mãe lutadora e companheira
Mãe educadora, mãe mestra
Mãe analfabeta, sábia mãe
Mãe dos simples e dos pobres
Mãe dos que nada têm e dos que tudo têm
Mãe do silêncio, mãe comunicação
Mãe dos doentes e dos sãos
Mães dos que plantam e dos que colhem
Mãe de quem nada fez e de quem compra feito
Mãe de quem magoou e de quem perdoou
Mãe rica, mãe pobre
Mãe dos que já foram, mãe dos que ficaram
Mãe dos guerreiros e dos guerreados
Mãe que sorri, mãe que chora
Mãe que abraça e afaga
Mãe presente, mãe ausente
Mãe do sagrado, mãe da luz
Mãe de Jesus e mãe nossa.

Mãe, simplesmente mãe.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Mercador de Sonhos


Entrei e no meio da sala, mal iluminada e forrada de tapetes amarelos, avistei um homem alto, pálido, de barbas grisalhas, que se dirigiu para mim vagarosamente. Ostentava largo turbante de seda branca, onde cintilava uma pedra que não pude classificar. No seu semblante havia cansaço e esse não sei quê de misterioso notado em todos quantos mercadejavam com a magia. Era o famoso feiticeiro hindu. Os marroquinos do bairro, com aquela precisão com que o vulgo geralmente apelida os tipos populares, haviam-no denominado “o mercador de sonhos”.

— Que desejais, ó jovem? — perguntou, fitando em mim os seus olhos negros e perspicazes.

— Afirmaram-me — respondi — que o senhor possui, graças a certos fluidos mágicos, o estranho poder oculto de fazer com que uma pessoa tenha o sonho que quiser. Sou curioso. Quero experimentar os encantos de sua magia, a força de seus fluidos maravilhosos. Quero sonhar.

— É verdade! É verdade — confirmou o mago indiano. — Tenho, realmente, esse dom raro e precioso de poder proporcionar às pessoas que me procuram todas as alegrias e todos os prazeres de um sonho desejado.

E, apontando para uma larga poltrona escura que estava a um canto, disse-me com gentileza:

— Senta-te e dize-me: com quem desejas sonhar? Que espécie de sonho mais te agrada, ó maometano?

Contei-lhe então o motivo único da minha visita àquele antro misterioso da magia-negra.

— Antes de tudo — comecei — devo dizer-lhe que sou um indivíduo excessivamente romântico e idealista. Sempre senti a forte atração das fantasias. Ultimamente, durante uma festa militar em Marraqueche, conheci certa jovem cristã, filha de um francês de alta linhagem, que exerce funções diplomáticas na corte do sultão. Apaixonei-me loucamente por ela, mas não sei ainda se sou correspondido. Não obstante, desejo sonhar uma vez ao menos com a minha amada, um sonho claro e perfeito! Nesse sentido já fiz o possível, mas os meus sonhos povoam-se de imagens quase sempre desconexas, em meio das quais nunca vislumbrei a dona dos meus enlevos, a inspiradora do meu grande amor!

— E qual é o nome dessa jovem ideal? — perguntou-me o feiticeiro.

— Susana de Plassy.

— Curioso — observou o famoso ocultista, passando vagarosamente a mão larga pela testa bronzeada — muito curioso! Ontem, ao cair da tarde, fui procurado por uma jovem cristã que aqui apareceu acompanhada por uma escrava moura: a minha formosa visitante pediu-me que a fizesse sonhar com um dos oficiais da guarda do sultão, Omar Ben-Riduan! Indaguei do seu nome e soube que a jovem se chamava Susana de Plassy!

Ao ouvir semelhante revelação, um frêmito me percorreu o corpo todo e levantei-me como se fosse impelido por alguma possante mola de aço.

— Omar Ben-Riduan? Omar Ben-Riduan é o meu nome! Omar Ben-Riduan sou eu! Se ela pediu que a fizesse sonhar comigo, é certo que me ama também.

— Felicito-o, ó jovem — replicou o indiano, batendo-me, carinhoso, no ombro. — É muito raro ver-se uma formosa cristã apaixonada por um muçulmano. Bem sabes o imenso abismo que separa os adeptos de Mafoma daqueles que professam a religião de Jesus!

Louco de alegria, atirei um punhado de ouro ao velho feiticeiro e corri para casa. Sentia-me alucinado como se estivesse sob a ação perturbadora de forte dose de haxixe.

Reuni alguns de meus mais íntimos, contei-lhes o que havia ocorrido e pedi-lhes que me ajudassem a encontrar uma solução para o meu caso sentimental.

El Hadj Ben Cherak, homem sensato e muito relacionado na alta-sociedade marroquina, disse-me, sem hesitar:

— Conheço muito bem o pai de tua apaixonada. É um cristão mau como um emir e mais orgulhoso do que um paxá. Detesta os árabes e jamais consentirá que sua filha se case com um muçulmano! Só vejo, portanto, uma solução: terás de raptar a jovem Susana! E isso só conseguirás com a sua cumplicidade!

Seguindo o conselho do prudente Ben-Cherak, fiz, naquela mesma tarde, os preparativos para a minha fuga.

Já tarde da noite, chegou à minha casa, de volta, o portador que eu enviara ao rico palacete do nobre francês. Fui então informado de que Susana oito dias antes havia partido para a Europa, a fim de lá se casar com um fidalgo escocês.

Percebi, no mesmo instante, que fora vítima de vergonhosa mistificação do indiano.

Revoltado e furioso por causa do papel ridículo que havia feito, voltei novamente ao antro do intrujão, resolvido a tirar tremenda desforra.

O velho hindu — depois de atender a vários clientes que o esperavam — recebeu-me calmo, cínico, o semblante plácido de quem nunca praticara ação censurável.

Gritei-lhe, ameaçando-o com o punho fechado:

— Miserável! Por que mentiu? Susana nunca veio aqui a este antro nojento!

— Vamos devagar, meu jovem amigo — replicou o charlatão, imperturbável, segurando-me pela mão que o ameaçava. — Não fiz senão o que tu me pediste. Vi, casualmente, o teu nome gravado no cabo do rico punhal que trazes à cinta. Jogando facilmente com o teu nome, pude proporcionar-te o encanto de uma ilusão efêmera. Menti para que pudesses não somente sonhar com um amor impossível como também acreditar nele!

E concluiu, sardônico, terrível:

— Afinal, o que vieste buscar aqui? Não foi um sonho? Não foi uma ilusão? Pois bem, eis, precisamente, o que te vendi: Um sonho... uma ilusão...

(Fonte: Minha Vida Querida – Os segredos da alma feminina nas lendas do Oriente – Malta Tahan.)

(Ilustrações de : Calmon Barreto, Solon Botelho e Renato Silva)
Nota: Blog Almas Castelos (cortesia)

HISTÓRIAS LINDAS!


Era um dia quente de verão no sul da Flórida. Uma criança decidiu ir nadar, na piscina atrás de sua casa. O menino saiu pela porta das traseiras, saltou para dentro da piscina e pôs-se a nadar, com satisfação.
A sua mãe observava-o a partir de casa, pela janela, e viu imediatamente, com horror, o que lhe estava a acontecer.

Não perdeu tempo. Correu veloz para o seu filho gritando o mais alto que podia.
Ouvindo-a, a criança ficou alarmada e nadou em direcção à sua mãe, mas parecia ser tarde demais.
A mãe agarrou com força o menino pelos braços, ao mesmo tempo que um crocodilo agarrava as suas pernas. A mulher puxava o filho, determinada, com toda a determinação do seu coração.
O crocodilo era mais forte, mas aquela mãe era ainda mais determinada e o seu amor não ia permitir que desistisse da tentativa de salvar aquela criança indefesa.

Entretanto, um homem ouviu os gritos, correu para lá com uma arma e matou o crocodilo.
A criança foi salva e apesar das suas pernas terem ficado gravemente feridas, era capaz de andar novamente.

Quando saiu do hospital, um jornalista perguntou ao menino se ele lhe queria mostrar as cicatrizes nas suas pernas. O menino levantou o cobertor e mostrou-lhas.
Mas, logo em seguida, com muito orgulho, arregaçou as mangas e disse:
"Mas estas aqui são as que você deve realmente ver".
Eram as marcas das unhas da sua mãe, que o tinha agarrado e puxado com muita força.
"Eu tenho estas cicatrizes porque a minha mãe não me largou e salvou a minha vida."

***
Também nós temos as cicatrizes de um passado doloroso. Algumas são causadas pelos nossos pecados, mas muitas outras são as marcas, as “impressões digitais” de Deus, quando nos agarrou e defendeu com força para não nos deixar cair nas garras do mal.

Lembra-te que se, por vezes, a tua alma sofreu... é porque Deus te agarrou demasiado forte por forma a que não caísses!

Fonte: Facebook - Maria José Gusmão (cortesia)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

BRAÇOS NO AR - BANDA JOTA

Para entrar no Reino dos céus


Humildade: porta para o Reino de Deus

Quando Nosso Senhor Jesus Cristo começou a pregar, falou muito sobre o Reino de Deus. “Não andeis demasiadamente inquietos nem com o que vos é preciso para alimentar a vossa vida, nem com o que vestir o vosso corpo. Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem fazem provisão nos celeiros, e contudo vosso Pai celeste as sustenta. Porventura não sois vós muito mais do que elas?” (Mt 6,25-26). “Buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo” (Mt 6,33).

Às vezes, põe-se-nos a pergunta:
“Será que vale a pena trabalhar para o Reino de Deus, suportar críticas e perseguições?”

Nosso Senhor responde que sim, ao afirmar que todo aquele que for prejudicado por causa dEle e do Santo Evangelho receberá o cêntuplo (cem vezes) mesmo nesta vida e, no século futuro, a vida eterna (cf. Mc. 10,30). E, depois:

“Que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? (…) No meio desta geração adúltera e pecadora, quem se envergonhar de mim e dos meus ensinamentos, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos (cf. Mc. 8,36-38).

Nosso Senhor Jesus Cristo coloca como porta para o Reino de Deus a humildade, dizendo que temos de ser como crianças, pois é delas o Reino dos Céus.

Evidentemente Nosso Senhor não mandou que tenhamos a idade de criança, mas sim a sua inocência, obtida por nossos esforços enquanto a criança a tem devida à idade, de maneira a sermos crianças quanto à malícia e não quanto à sabedoria (1 Cor 14). É como se Nosso Senhor dissesse: “Sejam como este menino, que os proponho como exemplo: não é obstinado à cólera, esquece o mal que se lhe tenha feito, não se deleita em ver uma mulher concupiscente, não é falso, pensando uma coisa e dizendo outra; deste modo, vós, se não tiverdes essa inocência e essa pureza de alma, não podereis entrar no Reino dos Céus.”

Nós somos orgulhosos e igualitários, e precisamos pedir muito a Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, a graça da humildade. Lúcifer se perdeu por causa do orgulho. Ele viu como era belo e quis ser como Deus. Então, tornou-se monstruoso, pois rompeu com a fonte que lhe dava toda a beleza. O demônio não tentou Eva primeiramente pela sexualidade, mas pela soberba, dizendo-lhe que, se comesse da fruta, ela se tornaria como Deus.

E Eva, por sua vez, induziu Adão também a comer. E o pecado entrou na humanidade por meio da soberba. Por isso foi pela humildade que Nosso Senhor e a Santíssima Virgem venceram o pecado. Deus a escolheu para sua mãe, pois ela era a mais humilde das mulheres: “Ele olhou para a humildade de sua serva”, diz o Magnificat. E Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo Deus, se rebaixou ao se fazer homem, aceitou se sujeitar ao frio e à fome. Aceitou a morte, e à morte de cruz, por obediência. Sofreu tudo isso para nos resgatar da soberba de Adão.

No capítulo 7, versículo 24, de São Mateus está escrito: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as observa, será semelhante ao homem sábio, que edificou a sua casa sobre rocha”. Ao contrário, a quem não deu crédito aos ensinamentos da Santa Igreja, não acreditou em Nosso Senhor, não deu ouvidos às advertências de Nossa Senhora ao longo dos tempos, “vai ter grande sua ruína”, pois edificou sua casa em acumular riquezas, correr atrás de prestígio mundano e de imoralidade.

“Grande ruína” é que começa a acontecer. E só há uma solução autêntica: “voltar à casa paterna”. Ou seja, ao modo de vida da civilização autenticamente cristã.

Fonte: Blog Canção Nova (com adaptações)/ADF

domingo, 9 de outubro de 2011

Beato John Henry Newman, cardeal, +1890


Beato John Henry Cardeal Newman

Nasceu em Londres, a 21 de Fevereiro de 1801 e morreu em Edgbaston a 11 de Agosto de 1890. Foi um sacerdote anglicano convertido ao catolicisno, posteriormente nomeado cardeal pelo Papa Leão XIII em 1879. Foi Beatificado no dia 19 de Setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI.

Estudou no Trinity College de Oxford (1816) e no Oriel College (1822) e foi ordenado sacerdote da Igreja Anglicana e um dos líderes do "Movimento de Oxford". Naquela época, ele considerava o anglicanismo de seu tempo excessivamente protestante e laicizado e o catolicismo parecia-lhe corrompido em relação às origens do cristianismo. Buscou uma "via media" entre os dois, e, pesquisando sobre os primórdios da Igreja Católica, acabou por converter-se.

Depois de sua conversão ao catolicismo, foi ordenado sacerdote da Igreja Católica em Roma, abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de S. Filipe Neri e foi ainda reitor da Universidade Católica da Irlanda.

sábado, 8 de outubro de 2011

Ensinamento de Lourdes: coragem, resolução, energia e compreensão do significado do sofrimento


Procissão das velas em Lourdes
Os acontecimentos de Lourdes são ricos em ensinamentos para nós, e um desses ensinamentos é a respeito do sofrimento.

De um lado, Nossa Senhora tem pena do sofrimento dos homens, atende os rogos deles e pratica milagres para livrá-los das dores.

Além do mais, Nossa Senhora que tem pena das almas, para provar que a Fé Católica é verdadeira, pratica milagres para operar conversões.

Nisso Nossa Senhora nos dá um grande ensinamento. Ela mostra, pela bondade d’Ela em Lourdes, que Ela é nossa Mãe, que Ela quer e pode praticar maravilhas por nós, e Ela as pratica. E, entretanto, a maior parte dos doentes que vão lá voltam sem terem sido curados.

Mas, há em Lourdes outro aspecto. São inúmeros doentes que vão a Lourdes, e voltam sem terem sido curados.

Por que razão Nossa Senhora opera a cura de uns e não opera a cura de outros? Qual é o mistério?

Eu creio que é um dos mais estupendos milagres de Lourdes.

Se a gente prestar bem atenção, passa-se o seguinte: para a grande maioria das almas o sofrimento é necessário para a santificação. Então, as doenças bem levadas são meios para a santificação.

Doentes em Lourdes
Por meio de doenças e provações espirituais a pessoa se santifica. E quem não compreende o papel do sofrimento e da dor para operar nas almas o desapego, o amor de Deus, e a regeneração, não compreende absolutamente nada.

São Francisco de Salles chegou a afirmar que o sofrimento é verdadeiramente o 8º sacramento, de tal maneira ele é indispensável.

O Cardeal Pedro Segura y Sáenz, com quem eu estive uma ocasião, me contou o diálogo que ele teve com o Papa Pio XI. S.S. Pio XI se gabava diante dele de nunca ter estado doente. O Cardeal Segura sorriu para ele e disse: “Então Vossa Santidade não tem o sinal de predestinado”.

Pio XI ficou assustado, e o Cardeal acrescentou: “Não há predestinado que não adoeça, e gravemente, sofra muito da saúde pelo menos em determinado período de sua vida. Se Vossa Santidade nunca teve nada de saúde, não é sinal de predestinado”.

Dias depois, Pio XI teve um enfarte de coração fortíssimo. E da cama ele escreveu um bilhetinho ao Cardeal Segura, que guardava o bilhete. Era assim: “Eminência, já tenho o sinal de predestinado”. E realmente a doença é, como o sofrimento de toda ordem, o sinal dos predestinados.

Ora, Nossa Senhora agiria contra o interesse da salvação das almas, se lhes tirasse as doenças.

Para certas almas convém tirar o sofrimento. Mas normalmente não convém. De maneira que essas pessoas vão a Lourdes e voltam sem terem sido curadas.

Prova de quanto Nossa Senhora, tão misericordiosa, acha indispensável o sofrimento para a salvação das almas.

Mas há uma coisa muito bonita: em Lourdes Nossa Senhora dá ao doente tal conformidade com a doença, que eu nunca ouvi contar o caso de uma pessoa que esteve em Lourdes e não sendo curada se revoltasse.

Pelo contrário, as pessoas voltam enormemente resignadas, satisfeitas de terem ido fazer sua visita a Lourdes, e verem outras que foram curadas.

Há até casos de pessoas que vêm da Índia, da América, sei lá de onde para serem curadas, e que vendo ao lado outras que têm mais necessidade de serem curadas, pedem a Nossa Senhora isto: que eu não seja curado contanto que aquele seja curado.

Quer dizer, uma pessoa que aceita a doença e o sofrimento em benefício do outro é um verdadeiro milagre de amor ao próximo por amor de Deus. Um milagre moral arrancado ao egoísmo humano, e que é milagre mais estupendo do que uma cura propriamente dita.

Extraído do blog Lourdes e suas aparições
(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, palestra proferida em 6/2/65. Sem revisão do autor).Fonte 2: ADF

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

LADAÍNHA DO AMOR DE DEUS

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