terça-feira, 21 de maio de 2013

Jornalista vai ser beatificado



Lolo, jornalista, vai ser beatificado
Foi reconhecido um milagre atribuído à intercessão de Manuel Lozano Garrido
Com a aprovação do decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão do jornalista Manuel Lozano Garrido, conhecido como “Lolo”, estão abertas as portas para a sua beatificação.
O milagre aconteceu em 1972 com um menino de dois anos que se encontrava em estado gravíssimo de saúde (septicemia por pseudomona, após duas cirurgias e com vómitos fecalóides). Actualmente é árbitro internacional de ténis.
Lolo nasceu em Linhares, no dia 9 de Agosto de 1920 e morreu na mesma cidade, no dia 3 de Novembro de 1971.
Membro da Acção Católica, quando ainda era adolescente, Lolo distribuía a Comunhão a pessoas que sofriam encarceramento na plena guerra civil espanhola. Ele próprio foi encarcerado.
Em 1942 começou a sofrer da doença que em apenas um ano o levaria à invalidez absoluta. Em 1962 ficou cego.
Desenvolveu o seu trabalho profissional como jornalista, no jornal “Ya”, nas revistas “Telva”, “Vida Nueva” e na agência “Prensa Associada”.
Apesar da sua doença, recebeu importantes reconhecimentos profissionais, como o “Prémio Bravo”.
Em 1956, fundou a revista “Sinai”, voltada para os doentes. Algumas das suas obras são “El sillón de ruedas” (primeiro livro, escrito em 1961); “Las estrellas se ven de noche” (obra póstuma) e “Cuentos en ‘la’ sostenido”.
No dia 17 de Dezembro de 2008, os restos mortais de Lolo foram levados a uma gruta da Virgem que existe numa horta do Mosteiro de Carmelitas de Linhares.
“Estava também ali aquele menino – agora homem – que ‘disponibilizou’ a sua grave doença a Deus para que resplandecesse o poder divino por intercessão de Lolo”.

domingo, 5 de maio de 2013

Mãe eu te amo!

domingo, 31 de março de 2013

RESSUSCITOU, ALÉLUIA!

sexta-feira, 29 de março de 2013

SEXTA FEIRA SANTA


A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário.
A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João comtemplamos o mistério do crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.
São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a comtemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto.
A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia.
Jesus é Rei.
O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte.
É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.
A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus.
E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.
Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda.
A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus.
Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe.
São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra:  
Eis aí o teu Filho.
Fonte: ascj

domingo, 17 de março de 2013

LEITURA II Filip 3, 8-14

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses
Irmãos: Considero todas as coisas como prejuízo, comparando-as com o bem supremo, que é conhecer Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo e n’Ele me encontrar, não com a minha justiça que vem da Lei, mas com a que se recebe pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus e se funda na fé. Assim poderei conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, configurando-me à sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos. Não que eu tenha já chegado à meta, ou já tenha atingido a perfeição. Mas continuo a correr, para ver se a alcanço, uma vez que também fui alcançado por Cristo Jesus. Não penso, irmãos, que já o tenha conseguido. Só penso numa coisa: esquecendo o que fica para trás, lançar-me para a frente, continuar a correr para a meta, em vista do prémio a que Deus, lá do alto, me chama em Cristo Jesus.

sábado, 16 de março de 2013

QUEM É O NOVO PAPA



Jorge Mario Bergoglio, 77 anos, nasceu no bairro de Flores na grande Buenos Aires, em 17 de Dezembro de 1936. Depois de estudar para técnico em química escolheu o sacerdócio e entrou na Companhia de Jesus.
Estudou filosofia e teologia na Faculdade do Colégio Máximo de São José. Foi mestre de noviços e professor universitário de teologia, provincial dos jesuítas no seu país e presidente da Conferência Episcopal de 2005-2011. No dia 13 de Dezembro de 1969 foi ordenado sacerdote. Concluiu pós-graduação na Universidade de Alcalá de Henares e em 1986 completou a tese de doutorado na Alemanha. João Paulo II nomeou-o Cardeal em 2001.
Tem uma forte experiência pastoral, é conhecido por dizer a verdade com clareza. A sua página no Facebook tem mais de 37.000 Likes, mesmo não sendo ele quem a administra. Geralmente utiliza os meios públicos de transporte.
Não dá entrevistas. Os jornalistas tiram as declarações das suas homilias. Enfrentou fortemente as autoridades locais em questões como o aborto, matrimónio homossexual e a liberalização das drogas.
O cardeal primaz da Argentina sempre teve uma posição próxima das classes menos favorecidas. Recentemente, criticou os sacerdotes que se recusam a baptizar bebés nascidos fora do casamento, de acordo com informações da imprensa local.
Aos religiosos pediu "para testemunhar e demonstrar interesse pelo irmão”, porque a cultura do encontro "faz-nos irmãos, faz-nos filhos, e não membros de uma ONG ou prosélitos a favor de uma multinacional”.
Em várias ocasiões criticou fortemente a corrupção e o tráfico de seres humanos: "Cuida-se melhor de um cão do que desses escravos nossos”. "A escravidão é a ordem do dia, há crianças nas ruas há anos, não sei se mais ou menos, mas são muitos”.
Lembrou que "algumas meninas deixam de brincar com bonecas para entrar na prostituição porque foram roubadas, vendidas ou são vítimas do tráfico". Criticou o “limitar ou eliminar o valor supremo da vida, ignorando os direitos do nascituro: “o aborto nunca é uma solução”. Foi contra a liberalização da droga e pediu para que os jovens não acreditassem nos "mercadores da morte".
Advertiu que o seu país "não se sedimentou com delírios de grandeza desafiantes”, e convidou a ir "além das diferenças". Criticou a falta de "humildade" dos governantes e a "inconstância" como sendo falta de valor "que carece de alguma proposta."
Foi sempre relutante em receber cargos de algum peso na Cúria Romana, mas foi nomeado consultor da Pontifícia Comissão para a América Latina, membro da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; do Clero; dos Institutos de Vida Consagrada, Conselho pós-sinodal, e presidente do Pontifício Conselho para a Família.
A força da Igreja, disse o purpurado no Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, está na comunhão, e a sua debilidade está na divisão e na contraposição.
++ O Papa Francisco é o 266º Vigário de Cristo.
É ele que detém o depósito da Fé que deve proteger e transmitir sem adulterações ao mundo de hoje. Falar de um Papa tradicionalista, conservador ou progressista não tem nenhum sentido. O Papa é Papa que, continuando na fidelidade à Tradição, deve apresentá-la numa linguagem acessível ao homem do século XXI. A única atitude que podemos ter, é respeitar, obedecer e rezar.

Fonte: JAM

quarta-feira, 13 de março de 2013

AMENDOEIRAS EM FLOR PRENÚNCIO DE PRIMAVERA

Temeridade não é coragem

O dono de um sítio estava procurando um bom carroceiro para dirigir sua charrete. Vários candidatos se apresentaram. Antes quis submetê-los a um teste. Fez a mesma pergunta a todos:

- Vamos supor que tocando o animal, você percebesse um enorme buraco no meio da estrada. Até onde você chegaria com a charrete?

As respostas foram as mais diversas.

O primeiro respondeu:

- Eu teria coragem de chegar bem perto. Até uns dois metros.

- E eu chegaria mais perto ainda para verificar o tamanho do buraco – respondeu o segundo, pensando que o patrão queria testar a coragem deles.

O terceiro respondeu com muita modéstia:

- Não sei responder, porque nunca me coloquei numa situação tão perigosa. Mas penso que faria como sempre fiz: manter-me-ia o mais longe possível do perigo.

Este último agradou ao patrão. Nas mãos de um homem prudente sua vida e a do animal estariam mais seguras.

Temeridade não é coragem, mas imprudência.

Palavra de Deus: Quem ama o perigo, nele perecerá (Eclo 3,26)

Boletim do Padre Pelágio
Foto: Gustave Doree

sexta-feira, 8 de março de 2013


  • ‎08 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

    "A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do la...do para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada."
    (Maomé)

    "Mulher é mesmo interessante, mesmo brava é linda, mesmo alegre, chora, mesmo timida, comemora, mesmo apaixonada, ignora, mesmo fragil é poderosa!"
    (desconhecido)

    ORAÇÃO PELA MULHER

    "Obrigado SENHOR
    por teres criado no mundo a mulher
    E por tê-la enriquecido com preciosos dons:
    o carinho, a sensibilidade, a beleza,
    a ternura, a dedicação e o amor.
    Deste ao homem a graça de encontrar
    na mulher:uma amiga, irmã,
    companheira, esposa e mãe.
    Nela se processa o mistério da vida,
    sendo capaz de gerar,
    de trazer à luz filhos e filhas.
    Sem sua presença no mundo,
    o amor estaria fadado à extinção.
    E o mundo ficaria pobre e sem sentido.
    Perdoa-nos, SENHOR,
    por nem sempre sabermos reconhecer
    o verdadeiro valor da mulher,
    por muitas vezes a considerarmos objetos,
    sexo frágil e força de trabalho doméstico.
    Que também a mulher reconheça seu valor,
    sua dignidade e sua missão no mundo.
    Que ela não aceite ser instrumentalizada
    nem banalizada no seu corpo e nos seus
    sentimentos.
    Que no corpo e na alma de cada mulher,
    possamos continuar encontrando os sinais
    de MÃE que nela plantaste."
    (Frei Zeca)

    AMÉM!! AMÉM!!! AMÉM!!!

    FELIZ DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES!!!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Beato Francisco Marto, vidente de Fátima

Francisco, nascido numa povoação chamada Aljustrel, pertencente à paróquia de Fátima, em Portugal, no dia 11 de Junho de 1908, era filho de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus Marto, modestos agricultores e bons cristãos; no dia 20 do mesmo mês, recebido o baptismo, tornou-se membro do povo da nova aliança. 


De carácter dócil e condescendente, recebeu com fruto a boa educação que os pais lhe deram. Em casa, começou a conhecer e a amar a Deus, a rezar, a participar nas sagradas funções paroquiais, a ajudar o próximo necessitado, a ser sincero, justo, obediente e diligente. Viveu em paz com todos, quer adultos quer da mesma idade. Não se irritava quando o contrariavam e nos jogos não encontrava dificuldades em se adequar à vontade dos outros. Era sensível à beleza da natureza, que contemplava com sensibilidade e admiração; deleitava-se com a solidão dos montes e ficava extasiado perante o nascer e pôr do sol. Chamava ao sol «candeia de Nosso Senhor» e enchia-se de alegria ao aparecerem as estrelas que designava «candeias dos Anjos». Era de tal inocência que dizia que ao chegar ao céu havia de colocar azeite na candeia da Virgem Maria. 


Logo que pôde, quando atingiu a idade de cerca de seis anos, foi-lhe confiada a guarda do rebanho, que diariamente pastoreava; segundo o costume, saía de manhã cedo com a sacola levando o alimento e a flauta, com a qual se divertia, e tornava a casa ao pôr do sol. Muitas vezes era acompanhado pela irmãzinha Jacinta e ambos se reuniam com a prima Lúcia de Jesus dos Santos, que guardava também as suas ovelhas. Estas crianças declararam ter visto três vezes um anjo no ano de 1916. Este acontecimento inesperado e imprevisto constitui para Francisco o início duma experiência espiritual mais generosa, mais eficaz e mais intensa de dia para dia. De repente começou a tornar-se mais piedoso e taciturno; recitava frequentemente a oração ensinada pelo anjo; estava disposto a oferecer sacrifícios pela salvação dos que não acreditam, não esperam e não amam. 

Do dia 13 de Maio até ao dia 13 de Outubro de 1917, algumas vezes, juntamente com a Jacinta e a Lúcia, foi-lhe concedido o privilégio de ver a Virgem Maria na Cova da Iria. A partir daí, inflamado cada vez mais no amor a Deus e às almas, tinha uma só aspiração: rezar e sofrer de acordo com o pedido da Virgem Maria. Se extraordinária foi a medida da benignidade divina para com ele, extraordinária foi também a maneira como ele quis corresponder à graça divina na alegria, no fervor, e na constância. Não se limitou apenas a ser como que um mensageiro do anúncio, da penitência e da oração, mas, mais do que isso, com todas as suas forças, conformou a sua vida com a mensagem que ele anunciou mais com a bondade das obras do que com palavras. 

Costumava dizer: «Que belo é Deus, que belo! Mas está triste por causa dos pecados dos homens. Eu quero consolá-lo, quero sofrer por seu amor». 
Manteve este propósito até ao fim. Durante as aparições suportou com espírito inalterável e com admirável fortaleza as más interpretações, as injúrias, as perseguições e mesmo alguns dias de prisão. Resistiu respeitosa e fortemente à autoridade local que tudo tentou para conhecer o «segredo» revelado pela Virgem Santíssima às três crianças, infundindo coragem simultaneamente à irmã e à prima. Todas as vezes que o ameaçavam com a morte respondia: «se nos matarem não importa: vamos para o céu». 
Já antes das aparições rezava, porém depois, movido por um espírito de fé mais vivo e amadurecido, tomou consciência de ser chamado e de se entregar zelosa e constantemente ao dever de rezar segundo as intenções da Virgem Maria. Procurava o silêncio e a solidão para mergulhar totalmente na contemplação e no diálogo com Deus. 
Participava na missa dos dias festivos e quando podia também nos feriais. Nutriu uma especial devoção à Eucaristia e passava muito tempo na igreja, adorando o Santíssimo Sacramento do altar a que chama «Jesus escondido». Recitava diariamente os quinze mistérios do Rosário e muitas vezes mais, a fim de satisfazer o desejo da Virgem; para isso gostava de juntar orações e jaculatórias, que tinha aprendido no catecismo e que o Anjo, a Virgem Santíssima e piedosos sacerdotes lhe tinham ensinado. Rezava para consolar a Deus, para honrar a Mãe do Senhor, que muito amava, para ser útil às almas que expiam as penas no fogo do purgatório, para auxiliar o Sumo Pontífice no seu importante múnus de pastor universal; rezava pelas necessidades do mundo transtornado pelo pecado; rezava pela Igreja e pela salvação eterna das almas. Rezava sozinho, com os familiares, com os peregrinos, manifestando um profundo recolhimento interior e uma confiança segura na bondade divina. 
Como tivesse sabido da Virgem Maria que a sua vida iria ser breve, passava os dias na ardente expectativa de entrar no céu. E de facto tal expectativa não foi longa. Com efeito, apesar de ser robusto e de gozar de boa saúde, em Outubro do ano de 1918 foi atingido pela grave epidemia bronco-pulmonar chamada «espanhola». Do leito em que caiu não chegou a levantar-se; pelo contrário, no ano de 1919, o seu estado de saúde agravou-se. Sofreu, com íntima alegria, a sua enfermidade e as suas enormes dores, em oblação a Deus. À Lúcia que lhe perguntava se sofria, respondeu: «Bastante, mas não me importa. Sofro para consolar Nosso Senhor e em breve irei para o céu». No dia 2 de Abril, recebeu santamente o sacramento da Penitência e no dia seguinte foi finalmente alimentado com o Corpo de Cristo, como Santo Viático. Ao despedir-se dos presentes prometeu rezar por eles no céu. 
Entrou piedosamente na vida eterna, que veementemente desejara, no dia 4 de Abril de 1919. Foi sepultado no cemitério de Fátima, mas depois as suas relíquias foram transladadas para o Santuário, que entretanto fora construído onde a Virgem aparecera.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Mulheres sacerdotisas


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Mulheres sacerdotisas, celibato e poder de Roma
O cardeal Mauro Piacenza, prefeito da Congregação para o Clero, em entrevista.


Eminência, com surpreendente periodicidade, há várias décadas, voltam a aparecer no debate público algumas questões eclesiais, sempre as mesmas. A que se deve este fenómeno?Cardeal Piacenza: Sempre, na história da Igreja, houve movimentos “centrífugos”, que tendem a “normalizar” a excepcionalidade do evento de Cristo e do seu Corpo vivente na história, que é a Igreja. Uma “Igreja normalizada” perderia toda a sua força profética, não diria mais nada ao homem e ao mundo e, de facto, trairia o seu Senhor.
A grande diferença da época contemporânea é doutrinal e midiática. Doutrinalmente, pretende-se justificar o pecado, não confiando na misericórdia, mas deixando-se levar por uma perigosa autonomia que tem o sabor do ateísmo prático; do ponto de vista midiático, nas últimas décadas, as fisiológicas “forças centrífugas” recebem a atenção e a inoportuna amplificação dos meios de comunicação que vivem, de certa maneira, de contrastes.
Deve-se considerar a ordenação sacerdotal das mulheres como uma “questão doutrinal”?Cardeal: Certamente, como todos sabem, a questão já foi tratada por Paulo VI e pelo Beato João Paulo II, e este, com a carta apostólica Ordinatio Sacerdotalis, de 1994, fechou definitivamente a questão.
De facto, afirmou: “Com o fim de afastar toda a dúvida sobre uma questão de grande importância, que diz respeito à própria constituição divina da Igreja, em virtude do meu ministério de confirmar na fé os irmãos, declaro que a Igreja não tem, de forma alguma, a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que este ditame deve ser considerado como definitivo por todos os fiéis da Igreja”. Alguns, justificando o injustificável, falaram de uma “definitividade relativa” da doutrina até esse momento, mas, francamente, esta tese é tão inusual que carece de qualquer fundamento.

Então, não há lugar para as mulheres na Igreja?Cardeal P: Pelo contrário: as mulheres têm um papel importantíssimo no corpo eclesial e poderiam ter outro mais evidente ainda. A Igreja foi fundada por Cristo e não podemos determinar, nós, os homens, o seu perfil; portanto, a constituição hierárquica está ligada ao sacerdócio ministerial, que está reservado aos homens. Mas absolutamente nada impede de valorizar o génio feminino em papéis que não estão ligados estreitamente ao exercício da ordem sagrada. Quem impediria, por exemplo, que uma grande economista fosse chefe da Administração da Sé Apostólica, ou que uma jornalista competente se tornasse porta-voz da Sala de Imprensa da Santa Sé?
Os exemplos podem-se multiplicar em todos os desempenhos não vinculados à ordem sagrada. Há uma infinidade de tarefas em que o género feminino poderia realizar uma grande contribuição! Outra coisa é conceber o serviço como um poder e procurar, como o mundo faz, as “cotas” de tal poder. Considero, além disso, que o menosprezo do grande mistério da maternidade, que está a ser realizado nesta cultura dominante, tenha um papel muito importante na desorientação geral que existe com relação à mulher. A ideologia do lucro reduziu e instrumentalizou as mulheres, não reconhecendo a maior contribuição que estas, indiscutivelmente, podem dar à sociedade e ao mundo.
A Igreja, além disso, não é um governo político no qual é justo reivindicar uma representação adequada. A Igreja é outra coisa, a Igreja é o Corpo de Cristo e, nela, cada um é membro segundo o que Cristo estabeleceu. Por outro lado, a Igreja não é uma questão de papéis masculinos ou femininos, mas de papéis que implicam, por vontade divina, a ordenação ou não. Tudo o que um fiel leigo pode fazer, uma fiel leiga também pode fazer. O importante é ter a preparação específica e a idoneidade; ser homem ou mulher não é relevante.
Mas pode haver uma participação real na vida da Igreja, sem atribuições de poder efectivo e de responsabilidade?Cardeal: Quem disse que a participação na Igreja é uma questão de poder? Se fosse assim, cometeriam o grande erro de conceber a própria Igreja não como é, divino-humana, mas simplesmente como uma das muitas associações humanas, talvez a maior e mais nobre, pela sua história; e deveria ser “administrada” distribuindo-se o poder.
Nada mais longe da realidade! A hierarquia da Igreja, além de ser de directa instituição divina, deve ser entendida sempre como um serviço à comunhão. Somente um erro, derivado historicamente da experiência das ditaduras, poderia conceber a hierarquia eclesiástica como o exercício de um 'poder absoluto”. Que perguntem isso a quem está chamado a colaborar com a responsabilidade pessoal do Papa pela Igreja universal! São tais e tantas as mediações, consultas, expressões de colegialidade real, que praticamente nenhum acto de governo é fruto de uma vontade única, mas sempre o resultado de um longo caminho, em escuta do Espírito Santo e da preciosa contribuição de muitos.
A colegialidade não é um conceito sociopolítico, mas deriva da comum Eucaristia, do affectus que nasce do alimentar-se do único Pão e do viver da única fé, do estar unidos a Cristo, Caminho, Verdade e Vida. E Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre!
Não é muito o poder que Roma ostenta?Cardeal: Dizer “Roma” significa simplesmente dizer “catolicidade” e “colegialidade”. Roma é a cidade que a providência escolheu como lugar do martírio dos apóstolos Pedro e Paulo e o que a comunhão com esta Igreja significou sempre na história: comunhão com a Igreja universal, unidade, missão e certeza doutrinal. Roma está ao serviço de todas as Igrejas e muitas vezes protege as Igrejas que estão em dificuldade pelos poderes do mundo e por governos que nem sempre são plenamente respeitosos com o imprescindível direito humano e natural que é a liberdade religiosa.
A Igreja deve ser considerada a partir da constituição dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, incluída, obviamente, a nota prévia ao documento. Lá, está descrita a Igreja das origens, a Igreja dos Padres, a Igreja de todos os séculos, que é a nossa Igreja de hoje, sem descontinuidade, a Igreja de Cristo. Roma está chamada a presidir na caridade e na verdade, únicas fontes reais da autêntica paz cristã. A unidade da Igreja não é o compromisso com o mundo e sua mentalidade, mas o resultado, dado por Cristo, da nossa fidelidade à verdade e da caridade que seremos capazes de viver.
Parece-me significativo, a este respeito, o facto de que hoje só a Igreja, como ninguém, defende o homem e a sua razão, a sua capacidade de conhecer a realidade e entrar em relação com isto; em resumo, o homem na sua integridade. Roma está a pleno serviço da Igreja de Deus que está no mundo e que é uma “janela aberta” ao mundo, janela que dá voz a todos os que não a têm, que convida todos a uma contínua conversão e, por isso, contribui – muitas vezes no silêncio e com o sofrimento, pagando às vezes com a sua impopularidade – para a construção de um mundo melhor, para a civilização do amor.
Este papel de Roma não obstaculiza a unidade e o ecumenismo?Cardeal: O ecumenismo é uma prioridade na vida da Igreja e uma exigência absoluta que provém da própria oração do Senhor: “Ut unum sint”, que se converte, para todo o cristão, num “mandamento da unidade”. Na oração sincera e no espírito de contínua conversão interior, na fidelidade à própria identidade e na comum tensão da perfeita caridade dada por Deus, é necessário comprometer-se com convicção para que não haja contratempos no caminho do movimento ecuménico.
O mundo precisa da nossa unidade; portanto, é urgente continuar comprometendo-nos no diálogo da fé com todos os irmãos cristãos, para que Cristo seja o fermento da nossa sociedade. E também é urgente comprometer-se com os não-cristãos, isto é, no diálogo intercultural, para contribuir unidos para construir um mundo melhor, colaborando nas obras de bem e para que uma sociedade nova e mais humana seja possível. Roma, também nesta terra, tem um papel de propulsão único. Não há tempo para nos dividirmos: o tempo e as energias devem ser empregados para unir-nos.
Nesta Igreja, quem são e que papel têm os sacerdotes de hoje?Cardeal: Não são nem assistentes sociais nem funcionários de Deus! A crise de identidade é especialmente aguda nos contextos mais secularizados, nos quais parece que não há lugar para Deus. Os sacerdotes, no entanto, são os de sempre: são o que Cristo quis que fossem! A identidade sacerdotal é cristocêntrica e, portanto, eucarística.
Cristocêntrica porque, como o Santo Padre recordou tantas vezes, no sacerdócio ministerial, “Cristo atrai-nos dentro de Si”, envolvendo-se connosco e envolvendo-nos na sua própria existência. Tal atracção “real” acontece sacramentalmente – portanto, de maneira objectiva e insuperável –, na Eucaristia, da qual os sacerdotes são ministros, isto é, servos e instrumentos eficazes.

É tão insuperável a lei sobre o celibato? Realmente não pode ser mudada?Cardeal: Não se trata de uma simples lei! A lei é consequência de uma realidade muito alta, que acontece somente na relação vital com Cristo. Jesus diz: “Quem tiver ouvidos, que ouça”. O sagrado celibato não se supera nunca, é sempre novo, no sentido de que, através disso, a vida dos sacerdotes se “renova”, porque se dá sempre numa fidelidade que tem em Deus a sua raiz e no florescer da liberdade humana, o próprio fruto.
O verdadeiro drama está na incapacidade contemporânea de realizar as escolhas definitivas, na dramática redução da liberdade humana, que se converteu em algo tão frágil, que não busca o bem nem sequer quando este é reconhecido e intuído como possibilidade para a própria existência. O celibato não é o problema; e as infidelidades e fraqueza dos sacerdotes não podem constituir um critério de juízo.
No demais, as estatísticas dizem que mais de 40% dos casamentos fracassam. Entre os sacerdotes, estamos em menos de 2%. Portanto, a solução não está, de forma alguma, na opcionalidade do sagrado celibato. Não será talvez questão de deixar de interpretar a liberdade como “ausência de vínculos” e de definitividade, e começar a redescobrir que, na definitividade do dom ao outro e a Deus consiste a verdadeira realização e felicidade humanas?
E as vocações? Não aumentariam, se abolissem o celibato?Cardeal: Não! As confissões cristãs nas quais, não existindo o sacerdócio ordenado, não existe a doutrina e a disciplina do celibato, encontram-se num estado de profunda crise com relação às “vocações” de guia da comunidade – da mesma maneira que há crises do sacramento do matrimónio uno e indissolúvel.
A crise da qual, na verdade, se está a sair lentamente, está ligada, fundamentalmente, à crise da fé no Ocidente. O que é preciso é comprometer-se a fazer a fé crescer. Este é o ponto. Nos mesmos ambientes, está em crise a santificação das festas, está em crise a confissão, está em crise o casamento, etc. O secularismo e a conseguinte perda do sentido do sagrado, da fé e da sua prática, determinaram e determinam também uma importante diminuição do número dos candidatos ao sacerdócio.
A estas razões teológicas e eclesiais acrescentam-se algumas de carácter sociológico: a primeira de todas é a notável diminuição da natalidade, com a conseguinte diminuição dos jovens e das jovens vocações. Também este é um factor que não pode ser ignorado. Tudo está relacionado. Às vezes, estabelecem-se premissas e depois não se quer aceitar as consequências, mas estas são inevitáveis.
O primeiro e irrenunciável remédio para a diminuição das vocações foi sugerido pelo próprio Jesus: “Orai, portanto, ao dono da messe, para que envie operários para a sua messe” (Mt 9, 38). Este é o realismo da pastoral das vocações. A oração pelas vocações – uma intensa, universal, dilatada rede de oração e de adoração eucarística, que envolva todas as pessoas – é a verdadeira e única resposta possível para a crise da resposta às vocações. Onde este comportamento orante é vivido de forma estabelecida, pode-se afirmar que se leva a cabo uma recuperação real.
É fundamental, além disso, prestar atenção à identidade e especificidade na vida eclesial, de sacerdotes, religiosos – estes na peculiaridade dos carismas fundacionais dos próprios institutos de pertença – e fiéis leigos, para que cada um possa, na verdade e na liberdade, compreender e acolher a vocação que Deus pensou para ele. Mas cada um deve ser autêntico e cada dia deve comprometer-se em tornar-se o que é.
Neste momento histórico, se o senhor tivesse que resumir a situação geral, o que diria?Cardeal: O nosso programa não pode ser influenciado por querer estar por cima a todo custo, de querer sentir-nos aplaudidos pela opinião pública: nós devemos somente servir, por amor e com amor, o nosso Deus no nosso próximo, seja ele quem for, conscientes de que o Salvador é somente Jesus. Devemos deixá-lo passar, deixá-lo agir através das nossas pobres pessoas e do nosso compromisso quotidiano. Devemos colocar o que é “nosso”, mas também o que é “seu”. Nós, diante das situações aparentemente mais desastrosas, não nos devemos assustar. O Senhor, na barca de Pedro, parecia dormir, parecia! Devemos agir com energia, como se tudo dependesse de nós, mas com a paz de quem sabe que tudo depende do Senhor.
Portanto, devemos recordar que o nome do amor, no tempo, é “fidelidade”! O crente sabe que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, e não é “um” caminho, “uma” verdade, “uma” vida. Portanto, a coragem da verdade, pagando o preço de receber insultos e desprezo, é a chave da missão na nossa sociedade; é esta coragem que se une ao amor, à caridade pastoral, que deve ser recuperada e que torna fascinante, hoje mais do que nunca, a vocação cristã. Cito o programa formulado sinteticamente em Stuttgart pelo Conselho da Igreja Evangélica em 1945: “Anunciar com mais coragem, rezar com mais confiança, crer com mais alegria, amar com mais paixão”.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Um Natal de luz para todos...


Luz fulgurante do Natal, vinda de Belém, irrompe sobre o nosso mundo, carente de vida e vida em plenitude, varrendo para longe dos corações o mal, as trevas e a morte e reavivando a esperança, pois, é tempo de “reavivar o pavio prestes a apagar-se” (Is 41, 3).
Luz fraterna do Natal, vinda de Belém, reúne ao redor da mesma mesa pais e filhos, irmãos e irmãs separados pela discórdia, pois, “felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9).
Luz trinitária do Natal, vinda de Belém, brilha na mente dos homens e mulheres, que sonham a utopia de um mundo renovado a partir da igualdade, da justiça e do respeito. “Assim, que a vossa Luz brilhe também diante dos homens, para que vejam as boas obras que fazeis e louvem o Pai que está nos céus” (Mt 5, 16).
Luz confortante do Natal, vinda de Belém, acalenta os corações sofridos, abandonados, solitários, doentes, magoados pelas cruzes e revezes de um caminho íngreme, de um calvário sem fim, pois, aguardam ansiosamente “um novo céu e uma nova terra...” (Ap 21, 4).
Luz pacífica do Natal, vinda de Belém, reconcilia os povos, as nações em conflitos intermináveis, ceifando vidas inocentes, aos milhares, pois, “o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e essa Luz brilhou para os que viviam na região escura da morte” (Mt 4, 16)
Luz terna no Natal, vinda de Belém, aconchega no teu regaço de calor e vida, tantas mães sem paz, com os filhos na droga, na prisão, no crime, na prostituição, na fome... pois, assim dizendo o Senhor: “Mesmo que os montes se retirem e as colinas vacilem, o meu amor nunca se vai afastar de ti, a minha aliança de paz não vacilará, diz o Senhor, que se compadece de todos” (Is 54, 10).
Luz abençoada do Natal, vinda de Belém, vem qual orvalho da manhã, sobre os aqueles de boa vontade, tornando-os firmes no seu caminho de promotores da vida, com iniciativas novas, fazendo acontecer no coração da humanidade o projecto do Pai. “Não tenha medo, pois eu estou contigo. Eu fortaleço, e ajudo e dou o sustento com a minha direita vitoriosa” (Is 41, 10).
Luz libertadora do Natal, vinda de Belém, enche de verdade a mente dos que têm nas mãos o destino de pessoas, grupos e nações, inspirando-lhes princípios de vida digna e respeito para todos, pois Deus, como Pastor, cuida do rebanho, e com o seu braço o reúne; leva os cordeirinhos no colo e guia mansamente as ovelhas que amamentam (Is 40, 11).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

ÁGUA BENTA


"A água benta é um sacramental. Sempre que o sacerdote a benze, fá-lo em nome da Igreja e na qualidade de seu representante, cujas orações o nosso Divino Salvador aceita com benevolência.
Usada com fé, a água benta perdoa os pecados veniais de que estivermos arrependidos, aumenta em nós a Graça Santificante e atrai-nos a Bênção Divina, para a alma e o corpo, põe em fuga o demónio, ajuda-nos a vencer as tentações, e alivia o sofrimento das almas do Purgatório. Tudo isto como resultado da eficácia que lhe confere a bênção da Igreja, que lhe aplica os méritos do Divino Salvador. Santa Teresa tinha-lhe especial amor, como meio para pôr em fuga o demónio.
A Igreja aplica-a na bênção das casas, dos campos, dos objectos e até nas exéquias, aspergindo o cadáver na intenção de aplicar à alma ou a todas as almas que sofrem no Purgatório, à maneira de sufrágio, os benefícios da Redenção de Cristo. S. Teodato escreveu: "A Igreja serve-se da água benta nas exéquias, porque assim como a chuva suave refresca as flores ressequidas pelo calor, assim a água benta refresca as almas, flores celestes ressequidas no Purgatório".
O Venerável Padre Domingos de Jesus, segundo o costume da Ordem Carmelita, tinha uma caveira sobre a mesa de sua cela. Certo dia, ao aspergir esta caveira com água benta, a mesma começou a bradar, suplicante: "Mais, mais água benta, porque ela alivia o ardor de chamas horrivelmente dolorosas". Em vários cemitérios do norte da Europa é costume ter nas sepulturas um recipiente com água benta para as pessoas aspergirem os túmulos e rezarem um Pai-Nosso com o versículo: "Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso entre os resplendores da luz perpétua. Descanse em paz, Amém."
Tenhamos no nosso quarto e noutros aposentos da nossa casa, uma piazinha com água benta. Habituemo-nos a usá-la com frequência, ao acordar, ao deitar, e noutras circunstâncias.
Lancemos a água benta sobre o pavimento, na intenção de aspergir o Purgatório e de sufragar as almas que lá estão, dizendo: "Dai-lhes Senhor, o descanso eterno..." Usemo-la sobre nós com fé e arrependimento e até podermos usar na intenção de aspergir as pessoas que queremos auxiliar com as nossas orações e sobretudo com os méritos de Nosso Divino Salvador, que a Igreja por meio da água benta aplica como remédio e socorro para todos os males do corpo e da alma. A água benta usada com fé é uma autêntica oração, impregnada de humildade; é clamor amoroso de confiança em nossa Mãe e Santa Igreja."
Oração Água Benta:

Senhor Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda a vida, confiantes, implorar o perdão dos nossos pecados e alcançar a protecção da vossa graça contra toda a doença e cilada do inimigo.
Concedei, ó Deus, que, por vossa misericórdia, jorrem sempre para nós as águas da salvação para que nos possamos aproximar de Vós com o coração puro e evitar todo o perigo do corpo e da alma. Por Cristo Nosso Senhor. Amém

terça-feira, 27 de novembro de 2012


A Igreja Católica e as imagens


Erroneamente divulga-se que os católicos praticam a idolatria...
É verdade que algumas pessoas da Igreja Católica erraram nos quase dois mil anos da sua história. É de esperar também que uma Igreja com 1 bilião e 171 milhões de seguidores tenha mais erros do que uma com 1 milhão de membros. Na verdade, somos santos e pecadores. Santos enquanto instituição e, pecadores enquanto membros.
No entanto, há uma coisa que erradamente se divulga: é que os católicos praticam a idolatria. Idolatria, segundo o dicionário, quer dizer adorar ídolos.
A Igreja Católica Apostólica Romana sempre ensinou, com base Bíblica, que "Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás" (Dt 6,13). Não adoramos e nem devemos adorar qualquer coisa ou pessoa além do único e Supremo Deus Trino.
Se um médico erra não podemos culpar a medicina pelo seu erro. Da mesma forma, que se um advogado erra não é culpa da lei. Assim, se infelizmente muitos católicos, por ignorância, exageram no respeito às imagens a culpa não é da doutrina católica; que lembra que desde o Antigo Testamento o próprio Deus ordenou ou permitiu a instituição das imagens que conduziriam a salvação através do Verbo Encarnado, Jesus Cristo, como por exemplo a serpente de bronze (Nm 21,4-9; Sb 16,5-14; Jo3,14-15), a arca da Aliança e os querubins (Ex 25,10-22; 1Rs 6,23-28).
Os católicos sabem que imagens são simplesmente imagens, não têm poder em si mesmas, pois são somente sinais. Seria uma tolice ao ir para a praia ficar em frente à placa que diz "Praia a 10 km" como se tivesse chegado ao lugar desejado. Sabemos que semelhante a uma placa, as imagens somente indicam a verdadeira pessoa digna de admiração e louvor. Isto não quer dizer que as placas são desnecessárias porque apontam para o lugar certo.
Semelhante a isto é pegarmos numa foto de um ente querido e acharmos que esta foto é o próprio ente querido.
Se eu destruir a foto, evidentemente não destruo a pessoa da foto. Se eu pisar a foto, evidentemente não piso a pessoa representada na foto. Mas, como te sentirias se pegassem numa foto de um ente querido teu e na tua frente cuspissem nela, a destruísse ou a pisassem? Certamente não ficaríamos muito felizes.
Porque embora a foto não seja a pessoa, o gesto de a destruir fere gravemente a nossa dignidade.
Ora, a mesma escritura que em Deuteronómio capitulo 4 proíbe imagens, é a mesma escritura que mostra que Moisés, Salomão e outros cunharam ou talharam imagens. Teria Deus enlouquecido? Poderia a Bíblia contradizer-se?
Quando o povo no deserto foi picado por serpentes Deus manda Moisés cunhar um cajado de bronze (portanto uma imagem) com uma serpente e todo o que olhasse para este cajado seria curado. Então, foi o cajado que curou as pessoas? Não, o cajado da serpente representava Jesus Cristo elevado na Cruz. É Ele que cura as pessoas e não a imagem da serpente.
"Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida." (Nm 21,9)
Tanto é que o povo começa a adorar a imagem como se ela fosse a responsável pela cura e o Senhor manda Moisés destruí-la: "Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os símbolos de Achera. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela. Chamavam-na Neustan." (2 Rs 18,4)
Vemos então que o erro é a idolatria e não as imagens. Ou seja, o erro é o acto de idolatrar imagens e não fabricá-las!
"Guardai-vos, pois, de fabricar alguma imagem esculpida representando o que quer que seja, figura de homem ou de mulher, representação de algum animal que vive na terra ou de um pássaro que voa nos céus, ou de um réptil que se arrasta sobre a terra, ou de um peixe que vive nas águas, debaixo da terra. Quando levantares os olhos para o céu, e vires o sol, a lua, as estrelas, e todo o exército dos céus, guarda-te de te prostrar diante deles e de render um culto a esses astros, que o Senhor, teu Deus, deu como partilha a todos os povos que vivem debaixo do céu." (Dt 4,16-20)
Não esqueçamos que, na época, havia o politeísmo, ou seja, a crença em vários deuses. A proibição de Deus refere-se ao culto de adoração a alguma imagem que fosse tratada como o próprio Deus. Como, por exemplo, o povo que faz um bezerro de ouro para adorá-lo no deserto como se fosse o próprio Deus.
"Tiraram todos os brincos de ouro que tinham nas orelhas e trouxeram-nos a Aarão, o qual, tomando-os em suas mãos, pôs o ouro em um molde e fez dele um bezerro de metal fundido. Então exclamaram: 'Eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egipto'." (Ex 32, 3-4)
Salomão, o homem mais sábio que já existiu e existirá segundo o próprio Deus, também fez imagens de madeira:
"Fez no santuário dois querubins de pau de oliveira, que tinham dez côvados de altura. Cada uma das asas dos querubins tinha cinco côvados, o que fazia dez côvados da extremidade de uma asa à extremidade da outra. Revestiu também de ouro os querubins. Mandou esculpir em relevo em todas as paredes da casa, ao redor, no santuário como no templo, querubins, palmas e flores abertas. Nos dois batentes de pau de oliveira mandou esculpir querubins, palmas e flores desabrochadas, e cobriu-as de ouro; cobriu de ouro tanto os querubins como as palmas." (1 Rs 6,23-32)
Algumas coisas que a Igreja ensina sobre imagens:
"A imagem sacra, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova economia das imagens: 'Antigamente Deus, que não tem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus (...) Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor'". (São João Damasceno)
"O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento que proíbe ídolos. De facto 'a honra prestada a uma imagem é prestada na verdade a pessoa a ela representada'" (São Basílio).
"O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas considera-as em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem, enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é a imagem." (São Tomás de Aquino)

Fonte JAM

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Oração de Santa Teresinha do Menino Jesus pelos sacerdotes


Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai todos os vossos sacerdotes sob a protecção do vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder. Conservai ilibadas as suas mãos ungidas, que tocam todos os dias no vosso Corpo santíssimo.
Conservai puros os seus lábios, tintos pelo vosso Sangue preciosíssimo. Conservai puros e desapegados dos bens da terra, os seus corações que foram selados com o carácter sublime do vosso glorioso Sacerdócio. Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que têm de transubstanciar o pão e vinho no vosso Corpo e Sangue, o poder de transformar o coração dos homens. Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja.
Fonte: Jam

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