segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Salmos, 90


1. Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do Onipotente,
2. dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio.
3. É ele quem te livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa.
4. Ele te cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarás refúgio. Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
5. Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia,
6. nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia.
7. Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.
8. Porém verás com teus próprios olhos, contemplarás o castigo dos pecadores,
9. porque o Senhor é teu refúgio. Escolheste, por asilo, o Altíssimo.
10. Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda,
11. porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos.
12. Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.
13. Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão.
14. Pois que se uniu a mim, eu o livrarei; e o protegerei, pois conhece o meu nome.
15. Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
16. Será favorecido de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação.

Bíblia Ave Maria - Todos os direitos reservados.

fonte: facebook

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Palavra de um sábio


Tendo Chevreuil, célebre químico, pronunciado durante uma aula o nome de Deus, foi interpelado no momento por um de seus discípulos.

- Mestre - perguntou o jovem, petulante e audacioso - acreditas em Deus? Já o viste?

O sábio respondeu:

- Sim, meu caro amigo, já O vi, não em si mesmo, que Ele é puro espírito, mas em Suas obras. Vi Sua onipotência na grandeza e no rápido movimento dos astros; vi Sua inteligência e Sua infinita sabedoria na ordem do Universo; vi a Sua bondade infinita nos admiráveis benefícios que Ele me dispensou.

- E tu, meu jovem, não conseguiste ver nada disso? Não vês o pintor divino no estupendo quadro da criação? Não vês o mecânico celeste nesta bela máquina do mundo? Não vês o artífice em sua obra?

- Moço, lamento a tua ignorância: dela unicamente resulta a cegueira em que vives! Procura aprender para sempre a sublime verdade!

Deus é espírito. Por isso O não podemos perceber pelos nossos sentidos, porque não tem corpo, nem figura, nem cor, nem algum dos atributos que se reconhecem nas coisas materiais. Criador de todas as coisas, Deus não foi criado por nenhum outro ser. Não teve, pois, princípio, nem há de ter fim. É eterno, isto é, existiu sempre e sempre há de existir.

Superior a todos os entes criados por Ele, as Suas perfeições são infinitas. É onipotente, isto é, pode tudo; é imutável, isto é, não pode ter mudança nos Seus atributos; é criador de todas as coisas, e nenhuma das coisas criadas tem o poder de criar outros entes Seus subordinados; é infinitamente bom; é Senhor de tudo, tudo governa no mundo; a Sua misericordiosa providencia a tudo acode e tudo regula segundo as leis da Sua eterna e infinita sabedoria.

Pretender encerrar Deus nos limites de nossa compreensão é o mesmo que pretender encerrar todo o oceano dentro de um pequenino dedal.

Somente Deus - ensinava Santo Agostinho - sacia os nossos desejos, porque Ele é a imensidade. Sempre os saciará, porque Ele é a eternidade.

(“Lendas do Céu e da Terra”)
Fonte blog Almas Castelos (cortesia)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

QUE GRANDE É A TUA GLÓRIA


Muitos ainda Me não compreendem!

Depois da Sagrada Comunhão
Senti que Jesus uniu os seus divinos lábios aos meus, assim como unia também ao meu o seu divino Coração, abrindo-o de par em par para toda me receber, e dizia-me:
― “Minha filha, lábios com lábios, coração com coração, amor com amor para se abrasar num só fogo divino. Minha filha, tenho-te pedido toda a reparação, pedi-te por último a reparação da gula; não te pedirei mais nada. Sou tão ofendido! Roubam, calcam aos pés o alimento dos pobres. As ânsias que tens de te alimentares são as ânsias que os pecadores têm de satisfazere os seus apetites, as suas paixões. As saudades que sentes da alimentação são as saudades que eu tenho de possuir as almas. Tudo termina, mas não como meus breves. Que grande é a tua glória! O mundo não te compreende, alegra-te; também não me compreenderam a mim e ainda muitos não me compreendem.” (Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 30 de Setembro de 1942)

fonte: facebook

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Peçamos ao Senhor misericórdia: para nós mesmos e para todos os nossos irmãos


Senhor Misericordioso, como é grande o vosso amor por mim, pecador! Permitiste-me que vos conhecesse; deste-me a provar a vossa graça. «aboreai e vede como o Senhor é bom (Sl. 33,9). Deixaste que eu saboreasse a vossa bondade e a vossa misericórdia, e insaciavelmente, dia e noite, a minha alma é atraída por vós.

A alma não pode esquecer o seu Criador, porque o Espírito divino lhe dá forças para amar aquele que ela ama; Não pode saciar-se, mas deseja sem cessar o seu Pai celeste.

Feliz a alma que ama a humildade e as lágrimas e que odeia os maus pensamentos. Feliz a alma que ama o seu irmão, porque o nosso irmão é a nossa própria vida. Feliz a alma que ama o seu irmão; ela sente em si a presença do Espírito do Senhor; Ele dá-lhe paz e alegria e chora pelo mundo inteiro.

A minha alma recordou-se do amor do Senhor e o meu coração acalentou-se. A minha alma abandonou-se a uma profunda lamentação, porque ofendi tanto o Senhor, meu Criador bem amado. Mas Ele não se recordou dos meus pecados; então a minha alma abandonou-se a uma lamentação ainda mais profunda para que o Senhor tenha misericórdia de cada homem e o leve para o seu Reino celeste. A minha alma chora pelo mundo inteiro.

fonte: AASCJ

S. Sebastião de Aparício, leigo, confessor, +1600


Nascido na Espanha, em 1502, era filho de pobres lavradores e teve uma infância muito difícil. Quando vivia em Salamanca, onde tentou ganhar a vida, enviava constantemente dinheiro aos seus pais, os quais nunca esquecera.
Mas foi no México que sua vida mudou radicalmente. Tornou-se um rico comerciante e proprietário de terras. Sempre preocupado com sua vida espiritual, São Sebastião decidiu dedicar-se apenas à agricultura para não se corromper com as oportunidades do dinheiro fácil. Casou-se duas vezes e sempre deu exemplos de vida espiritual e ajuda aos pobres.
Por fim, aos 70 anos, renunciou a tudo e decidiu ingressar na ordem dos franciscanos, tornando-se irmão leigo. Morreu com 98 anos, em 1600, e foi canonizado em 1786 pelo papa Pio VI.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SINTO QUE O CÉU ESTÁ ABERTO


Com Jesus toda a amrgura é doce...
Triunfai em mim, meu Jesus. Sinto que se vai abrindo o caminho que tão amargamente tenho seguido e que só por vosso amor e pelas almas o tenho trilhado. Já quase posso entrar no Céu; à custa de muita dor vai passando a tempestade. Que aguaceiro tão forte. Que fúria, que fúria que tanto tem ferido o meu pobre coração. Bendito sejais vós, meu Amor, bendita seja a vossa mão santíssima que vai desviando do meu caminho tudo aquilo que me estorva de seguir.
Sinto que o Céu está aberto quase de par en par para me receber. Já posso entrar, meu Jesus? Não sei que estado é agora o da minha alma. Parece que me sinto entre o Purgatório e o Céu; na maior parte do tempo não sinto nem grande dor, nem grande gozo. Contudo, em alguns momentos, ai de mim, Jesus, vejo-me em cinza do abismo; sem nada ter que me sustente, lá vou a cair nele. E logo vindes vós livrar-me de tão grande horror, amparais-me, desviais-me dele. E eis-me de novo confiada só no amor do vosso santíssimo Coração, a viver da esperança. Não caio, Jesus ampara-me, Jesus sustenta-me. E, louquinha por vós, lanço-me para os vossos divinos braços e sinto que vós com todo o amor me estreitais e acolheis. Com Jesus, toda a amargura é doce, toda a dor se torna suave. Ah! Se todos conhecessem o amor de Jesus!... (Beata Alexandrina: Sentimentos da alma, 20 de Setembro de 1942)

O Que pedir a Nossa Senhora de Lourdes


(…) Como Nossa Senhora de Lourdes quis ser conhecida enquanto sumamente benfazeja, eu sugiro aqui – mas evidente que é uma mera sugestão que só deve seguir se se tem apetência – que se faça o seguinte: pensar de véspera numa grande graça para pedir a Nossa Senhora. Nas nossas orações nós devemos ser ousados.

Nós devemos pedir coisas arrojadas, não porém insensatas. É uma coisa profundamente diferente. Mas coisas sensatas e difíceis devemos pedir e, ao mesmo tempo, devemos pedir a Nossa Senhora com muita insistência. Quem sabe se cada um de nós estuda uma graça que queira, uma graça espiritual e uma graça temporal para o dia de amanhã. Uma graça que diga respeito à santificação e depois alguma coisa que queiramos de temporal e que peçamos que Nossa Senhora nos dê, se for para o bem de nossa alma.

Isso nos leva a refletir um pouco em nossa vida. Leva-nos a levantar um pouco o panorama de nossa vida espiritual; leva-nos, por essa forma, a ter uma visão de nós mesmos e de nossas atividades, de nossos rumos, mais precisa; e leva-nos a fazer uma oração grata a Nossa Senhora. De maneira que eu sugiro que se faça isso.

Eu gostaria de dizer uma outra coisa (eu volto a dizer, é um puro conselho, mas enfim é uma informação interessante): na Igreja do Sagrado Coração de Jesus [na cidade de São Paulo] há uma gruta com uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes. Essa não é uma imagem qualquer, como se encontram, aliás veneráveis, em várias outras igrejas. Mas essa imagem, segundo o documento que está lá, se não me engano, era a imagem que era venerada na gruta de Lourdes antes de estar a imagem atual. E foi portanto objeto de veneração lá e constitui um elo com Lourdes, um elo mais direto entre Lourdes e nós.



Por causa disso, a horas tantas da tarde – eu não me lembro mais qual é a hora, mas os jornais costumam dar na seção religiosa – há uma bênção dos doentes, e há uma ou outra pessoa até que se tem dito curada lá. Não se tem feito investigações mas até isto há.

Mas nós nunca devemos nos esquecer que as doenças do corpo, no Evangelho, são tratadas como sendo símbolos das doenças da alma. E que assim como alguns sofrem de paralisia do corpo, outros sofrem de paralisia da alma; uns sofrem de cegueira do corpo, outros da alma; surdez, mudez e outras coisas. Se nós temos defeitos da alma que nós gostaríamos de corrigir, seria o momento adequado para nós os levarmos lá aos pés dEla e pedirmos a Ela que nos cure. É um pedido que tem muita razão de ser, porque se Nossa Senhora quer tanto curar corpos perecíveis, mortais, quanto mais ela quererá curar almas imperecíveis e imortais. Nosso Senhor Jesus Cristo não veio à terra para salvar corpos, Ele veio à terra para salvar almas, e por isso nossos pedidos não podem deixar de ser muito gratos a Ela. Por nós ou por alguém por quem nós nos interessamos, por alguém por quem nós façamos apostolado; por uma alma cujas dificuldades nos amedrontam; por um amigo cujas aflições, ou cujas tentações, e cujos perigos, constituem para nós uma fonte de preocupação.

Irmos lá e fazermos esse pedido nessa hora ou na hora da Missa, na hora da bênção do Santíssimo Sacramento, por exemplo. Esta é, portanto, a sugestão que eu gostaria de dar.

Extratos do “Santo do Dia” - por Plinio Correa de Oliveira

fonte: ADF

O Significados da Medalha Milagrosa


A face principal da Medalha

A Santíssima Virgem de pé sobre o globo terrestre: isso significa que Ela, além de ser Nossa Mãe do Céu, é também a Rainha da Terra e de todo o Universo.

Ela esmaga sob seus pés uma serpente que representa o demônio, que tenta continuamente os homens com o intuito de levá-los para o inferno.

Nossa Senhora tem um poder incomparavelmente maior que o do demônio. Ela protege todos os filhos que Lhe pedem com confiança.

De Seus dedos saem raios de luz. Estes raios representam as graças que a Santíssima Virgem concede aos que se devotam a Ela.

Perguntada por Santa Catarina por que de alguns dedos não saíam raios, Ela respondeu que desejava conceder mais graças, porém os homens não Lhe pediam.

A data de 1830 marca o ano das aparições de Nossa Senhora nas quais Ela revelou a Medalha a Santa Catarina Labouré. Foi no final da tarde do dia 27 de novembro.

Em volta da Medalha lê-se a frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. Nossa Senhora mandou colocar na Medalha esta curta oração para que ela fosse repetida com freqüência.

O verso da Medalha

O grande “M” tendo sobre si uma cruz, é a inicial do nome de Maria. A cruz é a Cruz de Jesus, que morreu por nós. Aos pés da Cruz encontra-se Maria que sofre e nos anima em união completa com Jesus.

Em volta da Medalha estão desenhadas doze estrelas: é a coroa da Santíssima Virgem. Como Rainha do Céu e da Terra, Nossa Senhora tem uma coroa de doze estrelas que representam seu poder sobre toda a Criação. Tudo o que Ela pede a Deus, Ela obtém.

Lado a lado, estão o Coração de Jesus e o Coração de Maria. Duas pequenas chamas indicam que eles queimam de amor por nós. À esquerda, o Coração de Jesus está envolto por uma coroa de espinhos e tem uma chaga aberta que sangra. São nossos pecados e nossas más ações que O fazem sofrer: para redimir nossos pecados Ele foi coroado de espinhos. Ele morreu na Cruz e Seu Coração foi transpassado por uma lança.

À direita, o Coração de Maria está atravessado por uma espada que representa toda a dor que Ela sentiu durante a Paixão de Seu Filho por nós. Ela ofereceu esses sofrimentos em união aos de Jesus para que nós nos salvemos e possamos ir ao Céu.
fonte: ADF

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

S. Policarpo, bispo, mártir, +155


"Quem não está por mim está contra mim, e quem não se junta a mim, dispersa" (Lc 11,23).

Hoje a Liturgia lembra São Policarpo. Ele pertence ao grupo dos chamados "Padres Apostólicos", quer dizer, discípulos dos primeiros Apóstolos, e foi Bispo e Mártir. São Policarpo - nome que significa: "muito fruto" - deve ter sido discípulo de São João, o autor do 4° Evangelho.
Por sua vez, teve ele um aluno, que até o superou, tornando-se até mais célebre. É Santo Irineu, apóstolo da França. Esse mesmo Irineu lembra que Policarpo enviava cartas às comunidades vizinhas e a alguns irmãos, em particular, para os ensinar e os admoestar. Conserva-se até hoje sua belíssima Carta aos Filipenses.
Também nos foi transmitida a narração do seu martírio, com as suas últimas palavras, proferidas com muita suavidade perante o juiz que o condenava. Dizia ele: Finges ignorar quem eu sou? Escuta-o com toda clareza: eu sou cristão". Foi então queimado vivo. Corria o ano de 155.
Ser cristão é uma graça, mas também, uma honra. Igualmente, um compromisso com o Evangelho

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Que haverá depois da morte?


A morte consiste na separação do corpo e da alma. Consequentemente, o corpo, feito cadáver, é lançado à terra, e a alma, sendo espiritual, sobrevive, pois é imortal, nem perde a lucidez.

Logo após a morte dá-se o juízo particular. O juízo particular consiste na iluminação de todos os atos da vida da pessoa, para que possamos ver, com objetividade absoluta, as virtudes e as faltas da nossa conduta terrestre. Assim iluminada a alma humana imediatamente colhe os frutos de seus atos virtuosos e de suas faltas, recebendo a justa sorte que lhe compete: ir para o Céu, imediatamente ou após purificação no Purgatório, ou ir para o Inferno, como vários textos da Bíblia nos relatam.(MT 12,31; 2MC 12,46; JO 5,28-29; MC3,29; MC 9,43-48) Após a morte, mesmo antes da ressurreição da carne, que se dará no fim dos tempos, a alma tem esses três destinos: CÉU, PURGATÓRIO ou INFERNO.

MAS, O QUE É O CÉU?

O céu é a visão de Deus face a face, de modo a ter a satisfação plena de todos os nossos anseios de felicidade, sem aborrecimento nem tédio. Deus será sempre a grande maravilha para os justos no céu. Na pátria celeste, os justos, vendo a DEUS, vêem também seus familiares e amigos plenamente identificáveis, embora ainda não ressuscitados corporalmente. No céu estaremos em comunhão com a Santíssima Virgem, com os Anjos e os Santos.

A glória celeste supera tudo quanto podemos imaginar aqui na terra. É a consumação da união com Deus pela visão imediata e pelo amor. Deus conservará eternamente nas almas dos justos o seu ser natural e o seu ser de graça, atraindo-as incessantemente a si. Deus está eternamente nelas e é ainda mais verdadeiro dizer-se que elas estarão eternamente nele.

No céu a visão de Deus ultrapassa de longe todo conhecimento abstrato, discursivo, analógico, que só a partir dos efeitos se chega até à divindade. Trata-se da intuição imediata da Realidade suprema. A alma vê Deus não apenas no espelho das criaturas, não pelo seu reflexo no mundo angélico, mas imediatamente, sem qualquer intermediário criado. Deus, sendo totalmente espiritual, estará intimamente presente na nossa inteligência, esclarecendo e fortalecendo para lhe comunicar a força necessária para o ver.

No céu, todos os bem-aventurados vêem a Deus, mas com penetração diferente, proporcionada aos seus méritos, e nunca tão profundamente como Deus se conhece a si mesmo, tanto quanto é cognoscível, em tudo o que é, em tudo o que pode, em tudo o que quer.

E O QUE É O PURGATÓRIO?

Para o purgatório vão as almas que falecem em estado de graça (amigas de Deus) mas precisam ser purificadas para a contemplação de Deus. Cada alma fica no purgatório, portanto, por um tempo determinada até se purificar e ir para o Céu. Deve-se dizer que a pena é tanto mais longa e mais intensa quanto maior expiação exigir. O rigor da pena corresponde à gravidade da falta e a duração será tanto maior quanto mais radicada no sujeito ela se encontrar. Pode ser que alguém fique lá mais tempo e seja menos atormentado que outrem que dele seja libertado mais depressa, depois de ter sofrido mais intensamente.

O purgatório em si durará até ao juízo final, quando deixará de haver purgatório. Os últimos eleitos serão suficientemente purificados antes de morrer: (Mat. XXIV, 24) “Levantar-se-ão falsos Cristos e falsos profetas e farão grandes prodígios e coisas extraordinárias, para seduzirem, se fosse possível, os próprios eleitos”. No v. 22, diz: “Se estes dias não fossem abreviados, ninguém escaparia, mas serão abreviados em atenção aos escolhidos”.

QUE SERÁ O INFERNO?

A palavra inferno vem do latim infernus, que designa os lugares inferiores, subterrâneos e tenebrosos. No Novo Testamento, o inferno dos condenados, aparece muitas vezes denominado Geena, que designa, em hebraico, um rio ao sul de Jerusalém, onde se lançavam as imundícies de todos os gêneros e os cadáveres devorados pelos vermes. Havia lá fogueiras a arder quase perpetuamente para consumir a podridão. Por isso este lugar representa o verdadeiro inferno.

O inferno é para sempre, um verme que não morre, um fogo que não se apaga. É impossível a conversão ou arrependimento de um demônio ou de um condenado. O inferno é, pois, eterno.

Extraído do livro: “Católicos perguntam”. Estevão Tavares Bettencourt, OSB (com adaptações)/ADF

Por que os católicos rezam pelos mortos?


Porque a Sagrada Escritura ensina que é santo e salutar o pensamento e a prática de rezar pelos mortos. Por isso nos apresenta São Paulo recomendando essa salutar prática.

De fato, no 2º Livro dos Macabeus, capítulo 12, vers. 43 a 46, está dito: “(Judas Macabeu) tendo feito uma coleta mandou doze mil dracmas de prata a Jerusalém para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos, sentindo bem e religiosamente a ressurreição porque, se ele não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos; e porque ele considerava que aos que tinham falecido na piedade estava reservada uma grandíssima misericórdia. É, POIS, UM SANTO E SALUTAR PENSAMENTO ORAR PELOS MORTOS, para que sejam livres dos seus pecados”.

Este texto do Antigo Testamento tem confirmação em vários outros do Novo Testamento. Vejamos:

São Paulo, na 2ª Epístola a Timóteo, cap. 1, vers. 18, roga a Deus pelo amigo Onesíforo: “Que o Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia do Senhor naquele dia”.

Onesíforo já era morto, porque nestes textos (vers. 15 a 18 do cap. 1º, com o vers. 19 do cap. 4º desta mesma Epís), S. Paulo se refere nominalmente a outras pessoas, e quando seria o caso de nomear Onesíforo, seu grande amigo e benfeitor, ele não o faz, mas só se refere “à casa” e “à família de Onesíforo”. Daí se conclui que ele não era mais do número dos vivos. E S. Paulo reza por ele, pedindo ao Senhor misericórdia.

Portanto, nós, católicos, rezamos pelos mortos, porque, de acordo com a Sagrada Escritura e a Tradição – bem como ensinam os grandes teólogos – cremos na existência do Purgatório.

Que se entende por Purgatório?

Purgatório é o lugar de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “por intervenção do fogo”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará”. (Apocalipse 21,27) É, pois, o lugar em que as almas dos que morrem na amizade de Deus, isto é, em estado de graça – mas com alguma dívida por culpas leves, ou por culpas graves já perdoadas sem a devida expiação – se purificam inteiramente para entrar no Céu, a visão e posse de Deus. Ali gozarão para sempre da sua perfeita felicidade na glória celeste. Por enquanto, só a alma. E depois da ressurreição da carne, unida ao próprio corpo.

A Sagrada Escritura fala deste lugar de purificação? Sim:

1) Ela fala, na 1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios cap. 3, vers. 13 e 15, de um fogo misterioso que salva: “Manifestar-se-á a obra de cada um. O dia do (julgamento) demonstrá-lo-á. Será revelado pelo fogo, e o fogo provará o que vale o trabalho de cada um”. “Se a obra de alguém se extinguir, sofrerá a perda. Ele mesmo, porém, será salvo, mas passando de qualquer maneira através do fogo”.

2) Fala também de um perdão na outra vida. O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou, no Evangelho de São Mateus cap. 12 vers. 32: “Todo o que tiver falado contra o Filho do homem, será perdoado. Se porém, falar contra o Espírito Santo não alcançará perdão nem neste mundo, nem no que há de vir.”

Vê-se, pois, que Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina que há pecados que serão perdoados também no outro mundo, isto é, após a morte.

3) A Sagrada Escritura fala também de uma prisão temporária na “outra vida”. São Mateus cap. 5, vers.25-26, exorta a reconciliação com os irmãos nesta vida para que “não suceda que o adversário te entregue ao juiz e o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas posto em prisão. Em verdade te digo: dali não sairás antes de teres pago o último centavo.”

É evidente que esta prisão é temporária, um lugar de perdão na outra vida, através de um fogo que purifica e salva, e de onde se sairá depois de pagar o último ceitil. Não pode ser o Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27). E nem o inferno, “onde não há redenção” e onde o fogo é eterno. (Mt. 25,41)

Só resta concluir que esses textos se refiram a um lugar intermediário, transitório e de expiação, que a Igreja, com toda a propriedade, chama de Purgatório.

O Purgatório é, portanto, um lugar de purificação que Deus, em sua Sabedoria e Bondade infinitas, criou por um ato de sua misericórdia. Estão, pois, em erro os que só admitem a existência do Céu e do Inferno, e por isso não rezam pelos mortos.

Podemos e devemos, pois, fazer orações e oferecer sacrifícios pelos mortos em geral. Devemos rezar por todas as almas, porque não sabemos com certeza, quais estejam realmente precisando, e em condições de receber o mérito impetratório das nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Em qualquer hipótese, estas orações e sacrifícios, não ficarão sem efeito. Sobretudo as Santas Missas que fizermos celebrar por elas, pois Deus fará a sua aplicação às almas que mais estiverem precisando.

Fonte: Catequisar/ADF

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Hino a Santa Águeda


Hoje brilha o dia de Águeda, ilustre virgem;
Cristo une-a consigo e coroa-a com duplo diadema.

De ilustre prosápia, formosa e bela;
Mais ilustre, porém, pelas obras e pela fé,
Reconhece a vaidade da prosperidade terrena
E sujeita o coração aos divinos preceitos.

Bastante mais forte que os seus cruéis verdugos,
Expôs os membros aos açoites.
A fortaleza do seu coração mostra-a claramente o
Seu peito torturado.
Ao cárcere, que se converteu em delicioso paraíso,
Desde o pastor Pedro para confortar a sua ovelhinha.

Recobrando novo alento e acesa em novo zelo,
Alegre corre para os açoites.
A multidão pagã que foge amedrontada,
Diante do fogo do Etna,
Recebe as consolações de Águeda.

A todos os que recorrem fiéis a sua protecção
Extingue-lhes Águeda os ardores da concupiscência.
Agora que ela, como esposa, resplandece no céu,
Interceda perante o Senhor por nós miseráveis.

E queira, si, enquanto nós lhe celebramos a festa,
Ser-nos propicia a todos quantos deferimos as suas glórias.
fonte. facebook

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Fé provada na tempestade


Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse aos discípulos:

“Passemos para a outra margem!”.

Eles despediram as multidões e levaram Jesus, do jeito como estava, consigo no barco; e outros barcos o acompanhavam. Veio, então, uma ventania tão forte que as ondas se jogavam dentro do barco; e este se enchia de água. Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram-lhe:

“Mestre, não te importa que estejamos perecendo?”.

Ele se levantou e repreendeu o vento e o mar:

“Silêncio! Cala-te!”.

O vento parou, e fez-se uma grande calmaria. Jesus disse-lhes então:

“Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”.

Eles sentiram grande temor e comentavam uns com os outros:

“Quem é este, a quem obedecem até o vento e o mar?”.

Se você por estar cansado… cansado de rezar, cansado de esperar, abandona tudo… Você não fez a experiência de um Deus que às vezes “dorme”, que às vezes demora de agir. Mas está dentro do barco.

Sei que assim como eu, você tem muitas histórias pra contar.
Histórias de fortes ventanias, grandes ondas que vem querendo derrubar a sua juventude, a sua fé, esperança…

Acredite no Senhor, e espere Nele, somente Nele.

Se você ainda não fez essa experiência, permaneça no seu barco. Com certeza Ele te ouvirá e dará ordens ao vento e ao mar para que se acalmem, porque esse é um Deus que te ama! É um Deus que foi capaz de se doar por você!

Só Ele te conhece e sabe bem o melhor pra você. Entrega a tua história nas mãos Daquele que tudo pode !

Fonte: Almas Castelos/AASCJ

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Católicos de Coimbra recordam a Irmã Lúcia, a última vidente de Fátima


Irmã Lucia
O bispo de Coimbra, D. Albino Cleto presidiu no último domingo a uma celebração, no Carmelo de Santa Teresa, assinalando o sexto aniversário da morte da Irmã Lúcia, vidente de Fátima. D. Cleto afirmou que foram recolhidas «milhares de cartas» que integram os documentos do processo de beatificação da religiosa.

O prelado falou do processo de beatificação da religiosa portuguesa, iniciado em 2008, revelando que “foram recolhidas milhares de cartas que a Irmã Lúcia escreveu” e que “muitas já foram lidas”. No fim da celebração o bispo de Coimbra disse aos jornalistas que “não há nenhuma revelação de qualquer informação sigilosa”.

“As cartas são edificantes pelos conselhos que ela dá”, referiu o bispo.

Em breve, a diocese de Coimbra, vai começar a ouvir os depoimentos das pessoas que conviveram de perto com a Irmã Lúcia, sobretudo a comunidade carmelita, e pessoas que considerem ter recebido alguma graça ou milagre por intercessão da última vidente de Fátima, informou a Agência Ecclesia.

Perante mais de uma centena de pessoas, reunidas na casa religiosa onde Lúcia de Jesus faleceu em 2005, D. Albino Cleto afirmou fazer sentido celebrar neste lugar, “porque foi onde ela viveu e escolheu o seu caminho de felicidade, consagrando-se a Deus”.

Este responsável afirmou que “ninguém foi mais livre que os pastorinhos” ao seguirem os conselhos de Nossa Senhora de Fátima.

“A Irmã Lúcia, que aqui viveu, tinha sabedoria porque meditava e rezava”, acrescentou.

No fim da celebração, houve um pequeno concerto musical em homenagem à Irmã Lúcia.

Amanhã é a festa litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto. Acenda uma vela para cada um dos pastorinhos que pouco viveram, mas deram um grande testemunho de fé e devoção a Nossa Senhora.

Fonte: Arquidiocese de Campo Grande/AFJ

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vingança


Numa montanha do Egito, junto ao Mar Vermelho, viviam vários anacoretas sob a direção de Sison, homem bom e virtuoso.

Certa vez, um dos anacoretas, tendo tido séria divergência com outro, sentiu-se ofendido e foi procurar Sison a quem confessou estar resolvido a vingar-se de seu desafeto.

Sison tudo fez para demover o exaltado monge da resolução que havia tomado e procurou convencê-lo de que devia perdoar o ofensor. Vendo, afinal, que os seus conselhos eram infrutíferos, disse:

- Ao menos, meu irmão, façamos juntos uma prece antes de executardes os vossos desígnios vingativos.

Ajoelharam-se os dois diante do crucifixo e Sison iniciou a sua prece com as seguintes palavras:

- Não é mais necessário, meu Deus, para nós o amparo da Vossa assistência e da Vossa proteção, pois este irmão assegura que podemos e devemos vingar-nos por nossas próprias mãos!

Sensibilizado por essas profundas palavras, o anacoreta atirou-se aos pés de Sison e prometeu abjurar todo sentimento de animosidade e vingança. Assim procedem os que confiam em Deus.

Procura confiar em Deus, meu amigo! Procura estar com Jesus. Estar sem Jesus é insuportável inferno; estar com Jesus, é delicioso paraíso. Se Jesus estiver contigo, nenhum inimigo te poderá ofender. Quem acha Jesus, acha um bom tesouro; ou antes, um bem sobre todo o bem. E quem perde Jesus perde muito e muito, é mais do que se perdesse o mundo todo.

É paupérrimo o que vive sem Jesus, é riquíssimo o que está bem com Jesus.

(“Lendas do Céu e da Terra”)
FONTE: BLOG ALMAS CASTELOS (cortesia)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O lugar para se compreender a Santa Escritura (bíblia)

Só na Igreja Católica Apostólica e Romana, a Santa Escritura (Bíblia) pode-se compreender plenamente, diz D. Ladaria Ferrer.

A Bíblia Sagrada é (junto com a Tradição) o guia seguro para o cristão caminhar firme na fé em Deus. Deus que revelar-Se a nós e nós, como filhos, abrimos nosso ouvido e nosso coração aos Seus ensinamentos e os colocamos em pratica. É na Igreja Católica, como mãe e mestra, que temos a segurança de ter a Palavra genuína de Deus.

A Bíblia Sagrada só na Igreja pode ser plenamente compreendida, disse hoje o secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, o arcebispo Luis Francisco Ladaria Ferrer. O prelado interveio no congresso “A Sagrada Escritura na Igreja”, realizado até 9 de fevereiro, no Palácio de Congressos de Madri, com uma conferência sobre a “Sagrada Escritura e Magistério da Igreja”. “A relação entre a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja é certamente complexa”, reconheceu o prelado jesuíta (www.zenit.org) .

“Por um lado, a importância da Palavra de Deus deve sempre ser claramente afirmada. É preciso afirmar também que a Escritura não pode jamais ser separada da vida da Igreja, que lhe deu origem e que, assistida pelo Espírito Santo, determinou, com decisões solenes, baseadas em uma longa tradição, que livros deveriam ser considerados inspirados pelo Espírito Santo e que entrariam, portanto, no cânon das Escrituras.” “A Igreja é o único âmbito apropriado para a interpretação da Escritura como palavra atual de Deus, porque é o âmbito privilegiado da ação do Espírito ” (www.zenit.org).

Neste âmbito, Dom Ladaria colocou a função própria do Magistério, “que, à escuta da Palavra, extrai o que propor a todos os fiéis como verdade revelada”. “Não podemos falar de Escritura sem a Tradição viva da Igreja, que a propõe a nós como tal, e sem o Magistério, que, com sua autoridade, determinou seus limites precisos e julga sobre sua interpretação”, indica o representante do Vaticano, quem mostrou como o cânon dos livros revelados já havia sido apresentado no século IV por Santo Atanásio (ano 367) e que chegou ao seu estabelecimento nos concílios de Florença e de Trento (www.zenit.org) .

“Por outro lado, a tradição da Igreja e seu Magistério vivo nos indicam a primazia da Sagrada Escritura, Palavra de Deus em um sentido totalmente singular, como aparece, sobretudo na liturgia da Igreja”, continuou explicando o prelado. O princípio “lex orandi, lex credendi”( “a lei da oração é a lei da fé”), concluiu o prelado, “aplica-se também aqui e nos mostra o lugar privilegiado que a Escritura tem na vida da Igreja e que, por conseguinte, deve ter na vida de todo fiel”.

Com as orientações seguras do Magistério e da Tradição da Igreja que tem o depósito da fé, podemos caminhar na certeza que estamos no rumo certo para a Patria definitiva que é o céu. Deus é fiel e Ele não falha nunca. Deus tem a primazia de tudo e por meio dos pastores fiéis nos guia a caminhos onde encontramos as verdades reveladas de Deus na Bíblia, na voz da Igreja e da Tradição que vem desde o início. O Santo Papa é o sinal visível de Cristo como único Pastor que cuida com zelo e carinho o seu povo.

Fone: Vocacionados Menores/AASCJ

Os três espelhos


Uma menina de bons sentimentos, mas um pouco vaidosa, do colégio, onde era educada, escreveu à mãe, pedindo-lhe que lhe mandasse um espelho. A mãe lhe respondeu que em vez de um, mandar-lhe-ia três. Chegaram de fato três embrulhos. A menina abre o primeiro, e ali encontra um verdadeiro espelho, com a inscrição:

- Eis o que és.

Abre o segundo e lhe aparece a figura de uma caveira, com as palavras: – Eis o que serás:

Abre o terceiro, e ali vê uma imagem de Maria Imaculada, e a advertência:

- Eis o que deves ser.

A mocinha compreendeu qual era o desejo da mãe: beijou aquele espelho e se propôs querer para o futuro imitar as virtudes de Maria Santíssima, pretendendo-a como modelo.

Assim deveríamos fazer nós: ter em tudo por modelo Maria Santíssima.

Então, sim, poderíamos dizer que possuímos a verdadeira devoção a ela: a devoção que nos salvará, pois é esta a sentença do Abade Guerrico (que é o eco das divinas Escrituras, do ensinamento da Igreja e das doutrinas dos Santos Padres): “Qui virgini farnulatur securus est de Paradiso: Quem serve à Virgem, a essa Rainha tão poderosa, a essa Mãe tão boa, está seguro do Paraíso.

(A PALAVRA DE DEUS EM EXEMPLOS – G. Mortarino J.C. – Edições Paulinas, SP – 1ª. edição, 1961, pp. 386 – 387).

N.B.: Se tivéssemos muitas mães como aquela do exemplo acima, o mundo seria certamente outro.

fonte: ADF

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

NÃO TENHO FORÇAS PARA ORAR...


Não tenho forças para orar.
Quando era pequenina orava tanto e amava tanto a oração! Passaram-se os anos, veio a doença e o amor à oração continuou. Não ficava satisfeita se algum dia tinha de deixar algumas orações por fazer.
A doença aumentou. Com a falta de forças tive que as resumir. Mas foi aumentando a minha união com Deus, mas não deixava de sofrer quando tinha de deixar de as fazer.
O que é agora a minha vida de oração? É quase só mental, mas posso dizer que é quase contínua. Digo a Jesus que me entrego em seus braços, é neles que quero orar, é neles que quero sofrer e viver até mesmo durante os meus ligeiros sonos. Quantas vezes as visitas falam junto de mim e a minha oração continua. Desligada da conversa se não me não interessa, fico unida a Jesus, embora que o não sinta, nem o veja com a escuridão das trevas. Mas Jesus sabe que estou com Ele e só quero o que Ele quer. (Beata Alexandrina: Sentimentos da alma de 19 de Julho de 1945).
Fonte: facebook

Beato José Allamano, presbítero, fundador, +1926


De nacionalidade italiana, nasceu em Castelnuovo, a 21 de Janeiro de 1851.

Desde jovem seminarista, distinguiu-se por ter uma visão ampla dos problemas do mundo e da Evangelização. Ordenado sacerdote, inteirou-se ainda mais dos desafios da sociedade e da Igreja do seu tempo e imediatamente pôs mãos à obra com coragem e até ousadia para aquela época...

Em 1887, em Roma, encontrou-se com o velho missionário, o cardeal Massaia, expulso definitivamente da Etiópia (África). Já naquela ocasião o Pe. Allamano manifestava seu ardente desejo de ser missionário. Infelizmente, sua saúde era muito frágil e isto não lhe permitiu chegar, em termos geográficos, onde seus anseios e ideais o teriam levado.

No segredo do seu coração e para alguns mais íntimos, o Pe. Allamano tinha um grande sonho: dar início a um Instituto que agregasse padres e irmãos, dispostos a darem a vida pela Evangelização, da África antes, e depois também dos outros continentes.

Superadas uma a uma as muitas dificuldades a respeito desse projecto, especialmente a mentalidade da época, chegou a hora da concretização do grande sonho. Dia 29 de Janeiro de 1901, era oficializado, o Instituto Missionário da Consolata, para padres e irmãos. Apenas dois anos mais tarde, ele já estava enviando os primeiros quatro missionários (2 padres e 2 irmãos) para as missões do Quénia, país do Sudeste da África.

O trabalho de Evangelização se expandia e as forças não eram suficientes. Bem cedo os missionários sentiram a necessidade da presença missionária feminina e pediram ao Fundador que enviasse religiosas para um trabalho complementar. Não era tão simples atender a este pedido, tendo em vista também, que as congregações femininas de então, não haviam despertado ainda para o carisma missionário além-fronteiras. Diante do impasse, o Pe. Allamano, indo para Roma, expôs a dificuldade ao Papa Pio X. Este logo lhe perguntou:

"Por que não funda você mesmo um instituto missionário feminino?"

"Eu não tenho vocação para isto, Santidade".

"Não a tem? Pois bem, eu lha dou. Vá e comece a pensar nisto".

Para o Pe. Allamano aquela ordem manifestava a Vontade de Deus e imediatamente começou a tomar as devidas providências. O novo projecto custou-lhe vários anos de trabalho árduo, muita reflexão, dificuldades e sacrifícios. Mas, os santos são assim. Diante do que sentem ser Vontade de Deus, nada os detém.

A 16 de Fevereiro de 1926, o Pe. Allamano foi chamado à Casa do Pai; mas sua obra, que tinha sólidos alicerces, foi continuando. Muitos outros caminhos foram se abrindo e o Instituto foi alargando suas fronteiras.

Considerações sobre o Pai-Nosso

A importância do Pai-Nosso é indiscutível, pois trata-se da oração por excelência, que o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou, por isso devemos tê-la constantemente em nossos lábios e nosso coração.

O texto que passamos a transcrever sobre o Pai-Nosso era atribuído à grande Santa Teresa de Jesus, e para seu elogio basta esta informação.

Foi publicado no volume V das Obras de Santa Teresa de Jesus, traduzidas pelas Carmelitas Descalças do Convento de Santa Teresa do Rio de Janeiro (Editora Vozes, Petrópolis, 1951), no qual nos baseamos fazendo algumas adaptações.

Introdução

O nosso Criador conhece a sua criatura e sabe que nossa alma, tendo sede do infinito, pede cada dia novas coisas e não se aquieta com receber uma somente. Por isso, no capítulo VI do Levítico mandava o Criador que, para não se extinguir o fogo do altar, o sacerdote o cevasse todos os dias com nova lenha, significando figuradamente que, para que o calor da devoção não se esfrie e acabe, devemos cevá-lo todos os dias com vivas e novas considerações.

Ainda que isto possa parecer imperfeição, é providência divina para que, seguindo a alma sua condição, ande sempre investigando as infinitas perfeições de Deus e não se contente com menos, pois só Ele pode encher a sua capacidade.
Uma coisa, pois, é a que se pretende sustentar, que é o fogo do Amor de Deus. É necessária porém muita lenha, e deve-se renová-la todos os dias, porque o calor e eficácia da nossa vontade tudo consome; e tudo lhe parece pouco, até chegar a cevar-se no mesmo fogo, bem infinito, único que satisfaz e enche a nossa capacidade.

Sendo pois a oração do Pai-Nosso a mais adequada para sustentar este fogo divino, parece conforme à razão, a fim de evitar que da freqüente repetição dela resulte o entibiamento da vontade, procurar algum modo de, repetindo-a diariamente, reavivar nosso entendimento com uma nova consideração, capaz de sustentar também o fogo e o calor na vontade.

Isto se fará comodamente repartindo pelos sete dias da semana as sete petições contidas no Pai-Nosso. Para cada dia da semana toma-se uma petição vinculada a um título ou nome de Deus que lhe seja correspondente. A esse nome ou título referiremos tudo o que naquela petição pretendemos, e também tudo o que há em Deus que desejamos alcançar.

As petições já são conhecidas, e os títulos e nomes de Deus são estes: Pai, Rei, Esposo, Pastor, Redentor, Médico e Juiz. Assim sendo, faremos a seguinte distribuição:

Na segunda-feira se diz: Pai nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome.

Na terça-feira: Rei nosso, venha a nós o vosso reino.

Na quarta-feira: Esposo de minha alma, faça-se a vossa vontade.

Na quinta-feira: Pastor nosso, o pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Na sexta-feira: Redentor nosso, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

No sábado: Médico nosso, não nos deixeis cair em tentação.

No domingo: Juiz nosso, livrai-nos do mal.

Fonte: Catolicismo

Hábito tradicional e disciplina atraem vocações


Ao contrário do que diziam os progressistas há alguns anos, o que atrai é a disciplina e a tradição.
Os conventos de religiosas que se modernizaram segundo o figurino da “Igreja nova” estão vazios, devido às desistências, apostasias e falta de vocações. Porém, conventos como o das dominicanas de Santa Cecília em Nashville, EUA, (foto ao lado) vivem repletos de noviças.

Elas usam hábitos tradicionais e obedecem a uma estrita disciplina de oração, ensino e silêncio. O hábito antigo “é maravilhoso, é uma lembrança contínua de sermos esposas de Cristo; e aos outros ele diz que existe uma realidade além deste mundo – o Céu. Nós todas estamos voltadas para o Céu” – diz a irmã Mara Rose McDonnell. A irmã Anna Joseph Van Acker explica: “Nossa geração está sedenta de ortodoxia”.

Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira/ADF

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Segunda-feira, dia 14 de Fevereiro de 2011



São Cirilo, bispo, +868, co-patrono da Europa

Cirilo era irmão de Metódio e nasceu na Macedónia em 826. Ainda jovem, foi levado a estudar em Constantinopla, capital do então Império Bizantino, onde se formou. Posteriormente leccionou filosofia e foi diplomata junto aos árabes. Como o irmão tornou-se monge e, em 861, foi igualmente enviado numa missão de conversão dos povos eslavos. Ambos souberam adaptar os rituais e ensinamentos cristãos à cultura e à língua eslavas, traduzindo para aquele idioma as Sagradas Escrituras e os textos litúrgicos e criando um alfabeto novo que ficou com o nome de alfabeto cirílico. Assim o povo podia rezar, cantar e ler tudo em sua própria língua. Na época, os textos sagrados só existiam em grego ou latim, não podiam ser traduzidos.

Tendo sido perseguidos, os dois irmãos foram chamados a Roma, onde conseguiram o apoio papal e a sua bênção para os livros que haviam traduzido. Cirilo seria sagrado bispo, mas chegou doente da missão, teve a doença agravada com a viagem e acabou por falecer, aos quarenta e dois anos de idade.

Com S. Metódio foi proclamado patronos da Europa, ao lado de São Bento, pelo Papa João Paulo II.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

EU QUERO SOFRER MUITO…


Se fosse possível eu sofrer todos os sofrimentos do mundo, contanto que Nosso Senhor fosse amado por todos, eu não me recusaria a isso. Digo isto muitas vezes a Jesus: "Quem me dera poder consolar-Vos, dizendo-Vos: Vós não sois mais ofendido, nem Vos vão mais almas para o Inferno, Vós sois amado e conhecido por todos."
Oh, sim! Eu quero sofrer muito para que o vosso sangue não seja derramado inutilmente, por nenhumas almas. (Beata Alexandrina: Carta ao Padre Mariano Pinho de 5 de Março de 1936).

Alexandrina rogai por nós pecadores, para que Jesus tenha piedade de nós!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Os três obreiros



Três operários preparavam pedras para a construção de um grande templo. Aproximei-me do primeiro e perguntei-lhe, fitando-o com simpatia:

- Que estais fazendo, meu amigo?

- Preparo pedras! - respondeu-me secamente. Encaminhei-me para o segundo, e interroguei-o do mesmo modo.

- Trabalho pelo meu salário! - foi a resposta.

Dirigi-me, então, ao terceiro e fiz a mesma pergunta com que já havia interpelado os outros dois:

- Que estais fazendo, meu amigo?

O operário, fitando-me cheio de alegria, respondeu com entusiasmo:

- Pois não vê? Estou construindo uma catedral.

Reparem, meus amigos, no modo tão diverso como cada operário cumpria o seu dever. O primeiro desobrigava-se de uma tarefa para ele material e grosseira; o segundo não visava senão ao dinheiro a receber pelo trabalho e o terceiro contemplava o ideal.

Escravos seremos se, à semelhança do primeiro operário, limitarmos a nossa vida à luta diária.
Entre os ambiciosos nos incluiremos se contemplarmos somente o lucro imediato de nossos esforços.
Felizes serão, porém, aqueles que vivem, lutam e sofrem por um ideal.

Lendas do Céu e da Terra - Malba Tahan
fonte: blog Almas Castelos (cortesia)

Santa Eulália de Barcelona, virgem e mártir, +304



Santa Eulália viveu em Barcelona no fim do século III numa família que a educou para o bem e para a fé em Jesus Cristo.

Quando pequena, Eulália gostava da companhia das amigas cristãs e, por outro lado, fugia do pecado e era inimiga da vaidade. Tinha apenas 14 anos quando chegou à Espanha a perseguição contra os cristãos por parte do terrível Diocleciano; Eulália soube dos factos e desejou alegremente o martírio, para assim glorificar e estar com Cristo.

Os pais resolveram partir a fim de se esconderem juntamente com a menina, mas Santa Eulália fugiu e foi diante do governador que escutou daquela jovem e bela moça duras verdades quanto à perseguição aos cristãos. De início, o governador admirado pela ousadia da Santa entregou-a para que apostatasse da fé, ou seja, que adorasse aos deuses, mas a sua resposta foi: "Eu sou Eulália, serva do meu Senhor Jesus Cristo, o Rei dos Reis e Senhor de todos os dominadores ".

Diante da fé e coragem da jovem Eulália, o governador mandou os algozes queimarem o seu corpo com ferros em brasa. A sua oração durante o sofrimentos era esta: "Agora, ó Jesus, vejo no meu corpo os traços da vossa sagrada paixão ".

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Oração à Nossa Senhora de Lourdes


Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes,
que vos dignastes aparecer a Bernadette,
no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar
que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala
e nós falamos com ele,
ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma
que nos ajudem a conservar-nos sempre unidos a Deus.
Nossa Senhora da gruta,
dai-me a graça que vos peço e tanto preciso
(pedido).
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.
Amém
fonte:facebook - cortesia de Glória Costa

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Santa Escolástica


Santa Escolástica amava a solidão e fugia da companhia de pessoas seculares. Causava-lhe prazer entreter conversa de fundo religioso. (Santa Escolástica)

Se amasses também a solidão, se tivesses mais amor a silêncio, não perderias tempo com visitas inúteis, que além de não trazerem proveito, muitas vezes são causa de pecados contra a caridade. (Santa Escolástica)

"Muita conversa raras vezes é feita sem que se peque" (Prov. 10, 19). Procura mais a Deus no silêncio e na oração, e mais paz terás em tua alma.
(Santa Escolástica)
fonte: facebook

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