quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Salve Rainha, uma oração profunda, formosa e simples


Depois do Padre Nosso e da Ave Maria, não há oração tão profunda, formosa e simples como a Salve Rainha.

Desde os primeiros momentos de sua aparição, em fins do século X, foi recebida pela Igreja e adotada pela Cristandade, e se reza a cada dia em todos os lares e em todos os templos católicos, desde os mais suntuosos até os mais humildes.

Esta preciosa oração reúne as condições para ser perfeita, segundo a doutrina do Anjo das Escolas [São Tomás de Aquino]: pedir com instância uma graça determinada e estar ela ordenada à vida eterna (cfr. Suma Teológica, IIa IIae, q. 83, a. 17).

Por meio dela, sempre que nos sentimos angustiados pelas provas e amarguras da vida, recorremos ao trono celestial da Virgem, tesouro inesgotável de proteção e de consolo, saudando-a:

Primeiramente com aquelas invocações de Rainha e Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, que resumem todos os motivos que temos para acudir a ela com filial e ilimitada confiança; expondo-lhe depois nossa triste condição de desterrados neste vale de lágrimas, através do qual caminhamos dolorosamente, como Ela caminhou um dia;
Pedindo-lhe, por último, que nos proteja com o dulcíssimo olhar dos seus olhos misericordiosos, e no final de nossa peregrinação mostre-nos Jesus, que é a ressurreição e a vida eterna.
Tantas são, com efeito, as belezas desta oração, tão profundos seus pensamentos, tão felizes suas expressões, que historiadores da Idade Média, mais artistas que críticos, tais como João Eremita e Alberico de Trois Fontaines (aos quais mais tarde seguiram-se o grande canonista Alpizcueta e a Venerável Maria de Ágreda), acreditaram que tivesse origem angélica.

Até a hora presente não há mais que três escritores que podem aspirar à honra de terem composto a Salve Rainha: o germânico Hermann Contractus, o francês Aymar de Puy e o espanhol São Pedro de Mezonzo.

Oração da Salve Rainha

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,
vida, doçura, esperança nossa, salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e
chorando neste vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa, esses
vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
bendito fruto de vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria.

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Fonte: Pe. Dr. Javier Vales Failde, La Salve Explicada, Tipografia de “El Eco Franciscano”, Santiago de Compostela, 1923./ADF

terça-feira, 28 de junho de 2011

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


Na ilha de Creta havia um quadro da Virgem Maria muito venerado devido aos estupendos milagres que operava. Certo dia, porém, um rico negociante, pensando no bom preço que poderia obter por ele, roubou-o e levou-o para Roma. Durante a travessia do Mediterrâneo, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por terrível tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, sem saber da presença do quadro, recorreram à Virgem Maria. Logo a tormenta amainou, permitindo que a embarcação ancorasse, sendo salva num porto italiano. Algum tempo depois, o ladrão faleceu e a Santíssima Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava a pintura em sua casa, avisando que a imagem de Santa Maria do Perpétuo Socorro deveria ser colocada numa igreja. O milagroso quadro foi então solenemente entronizado na capela de São Mateus, em Roma, no ano de 1499, e aí permaneceu recebendo a homenagem dos fiéis durante três séculos, até que o templo foi criminosamente destruído. Os religiosos dispersaram-se e a imagem caiu no esquecimento. Finalmente em 1866 a milagrosa efígie foi conduzida triunfalmente ao seu actual santuário por ordem do Santo Padre, que recomendou aos filhos de Santo Afonso de Ligório: - "Fazei que todo o mundo conheça o Perpétuo Socorro".

Verdadeiro amor a Deus


Não me move, meu Deus, para querer-te
O céu que me hás um dia prometido:
E nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de ofender-te.

Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
Cravado nessa cruz e escarnecido.
Move-me no teu corpo tão ferido
Ver o suor de agonia que ele verte.

Moves-me ao teu amor de tal maneira,
Que a não haver o céu, ainda te amara
E a não haver o inferno te temera.

Nada me tens que dar porque te queira;
Que se o que ouso esperar não esperara,
O mesmo que te quero te quisera.

(Santa Tereza de Jesus)

Fonte: blog Almas Castelos (cortesia)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

ENCONTRO MARAVILHOSO


Um dia, levantei-me de manhã cedo para assistir o nascer do sol. A beleza da criação divina estava além de qualquer descrição. Enquanto eu assistia, louvei a Deus pelo Seu belo trabalho. Sentado lá, senti a presença de Deus comigo. Ele me perguntou: “Você me ama?”- Eu respondi: -“É claro, Deus! Você é meu Senhor e Salvador!”

Então, Ele perguntou: -“Se você tivesse alguma dificuldade física, ainda assim me amaria?

Eu, fiquei perplexo! Olhei para meus braços, pernas e para o resto do meu corpo e me perguntei quantas coisas eu não seria capaz de fazer, às coisas que eu dava por certas.

E, eu, respondi: - “Seria difícil, Senhor, mas eu ainda te amaria.”

Então o Senhor disse: - “Se você fosse cego, ainda amaria minha criação?”

Como eu poderia amar algo sem possibilidade de vê-lo? Então, pensei em todas as pessoas cegas no mundo, e quantos deles ainda amaram Deus e Sua criação!

Então, respondi: -“É difícil pensar nisto, mas, eu ainda Te amaria.”

O Senhor então, perguntou-me: - “Se você fosse surdo, ainda ouviria minha palavra?”

Como poderia ouvir algo, sendo eu surdo? Então, entendi. Ouvir a palavra de Deus, não é simplesmente usando os ouvidos., mas nossos corações.

Então, eu respondi: - “Seria difícil, mas eu ainda ouviria a Tua palavra.”

O Senhor, então perguntou-me: - “Se você fosse mudo, ainda louvaria Meu nome?”

Como poderia louvar sem uma voz?! Então me ocorreu; Deus quer que cantemos de toda nossa alma e todo nosso coração.. Não importa como possa parecer. E, louvar a Deus, não é sempre com uma canção, mas, quando somos oprimidos, nós louvamos a Deus com nossas palavras de gratidão.

Então, eu respondi: - “Embora eu não pudesse fisicamente cantar, eu ainda louvaria teu nome.”

E o Senhor perguntou: - “Você realmente Me ama?”

Com coragem e forte convicção, eu respondi, seguramente: - “Sim, Senhor! Eu Te amo. Tu és o único e verdadeiro Deus!!”

Eu pensei Ter respondido bem, mas... então, Deus perguntou-me: - “ENTÃO, PORQUE PECAS?”

Eu respondi: - “Porque sou apenas um humano, não sou perfeito.”

“ENTÃO, PORQUE EM TEMPOS DE PAZ, VOCÊ VAGUEIA AO LONGE? PORQUE SOMENTE EM TEMPOS DE PROBLEMAS, VOCÊ ORA COM FERVOR?”

Sem respostas, somente lágrimas...

E o Senhor continuou: -“Porque cantas somente nas confraternizações e nos retiros? Porque Me buscas somente nas horas de adoração? Porque Me perguntas coisas tão egoístas? Porque Me fazes perguntas tão sem fé?”

As lágrimas continuavam a rolar em minha face...

“Porque você está com vergonha de mim? Porque você não está espalhando as boas novas? Porque em tempos de opressão, você chora aos outros, quando eu ofereço Meu ombro para você chorar nele? Porque cria desculpas, quando lhe dou oportunidade de servir em Meu nome? Você é abençoado com vida. Eu não lhe fiz para que jogasse este presente fora. Eu lhe abençoei com talentos para Me servir, mas, você continua a se virar. Eu revelei Minha palavra a você, mas você não progride em conhecimentos. Eu falei com você, mas seus ouvidos estavam fechados. Eu mostrei minhas bênçãos, mas seus olhos se voltavam para outra direcção. Eu lhe mandei servos, mas você se sentou ociosamente, enquanto eles eram afastados. Eu ouvi suas orações e respondi todas elas.”

Eu tentei responder, mas, não havia resposta a ser dada…

Então o Senhor perguntou-me : - “Você verdadeiramente Me ama?”

Eu não pude responder… como eu poderia? Eu estava inacreditavelmente constrangido, eu não tinha desculpas. O que eu poderia dizer? Quando meu coração chorou e as lágrimas brotaram, eu disse: -“Por favor, perdoa-me Senhor! Eu não sou digno de ser seu filho.”

O Senhor respondeu: - “Esta é Minha graça, minha criança... Porque você é Minha criação. Você é Minha criança. Eu nunca te abandonarei. Quando você chorar, Eu terei compaixão e chorarei com você. Quando você estiver alegre, Eu vou rir com você. Quando você estiver desanimado, Eu te encorajarei. Quando você cair, Eu vou te levantar. Quando você estiver cansado, Eu te Carregarei. Eu estarei contigo até o final dos tempos, e Te amarei para sempre.”

Eu jamais chorara daquela maneira antes, como pude ter sido tão frio? Como pude ter magoado Deus como fiz? Então perguntei a Deus: - “Quanto me amas?”

Então, o Senhor esticou Seu braço e eu vi suas mãos com enormes buracos sangrentos. Logo, curvei-me aos pés de Jesus Cristo, Meu Salvador, e, pela primeira vez, eu orei verdadeiramente...

( Desconheço o autor)

domingo, 26 de junho de 2011

S. José Maria Escrivá, presbítero, fundador, +1975


Josemaría Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha) no dia 9 de Janeiro de 1902. Os pais chamavam-se José e Dolores que deram aos filhos uma profunda educação cristã.

Em 1915 faliu o negócio do pai, que era um industrial de tecidos, e ele teve de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro trabalho. Nessa cidade, Josemaría apercebe-se da sua vocação pela primeira vez: depois de ver na neve umas pegadas dos pés descalços de um frade, intui que Deus deseja qualquer coisa dele, embora não saiba exactamente o que é. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote e começa a preparar-se para tanto, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. Estuda Direito como aluno voluntário. O pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de Março de 1925 e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça.

Em 1927 muda-se para Madrid, com autorização do seu bispo, com o objectivo de se doutorar em Direito. Aí, no dia 2 de Outubro de 1928, no decorrer de um retiro espiritual, vê aquilo que Deus lhe pede e funda o Opus Dei. Desde então começa a trabalhar na fundação, ao mesmo tempo que continua exercendo o ministério sacerdotal, especialmente entre pobres e doentes. Além disso, estuda na Universidade de Madrid e dá aulas para manter a família.

Quando rebenta a guerra civil encontra-se em Madrid, e a perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diversos lugares. Exerce o ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid. Depois de ter atravessado os Pirenéus, fixa residência em Burgos.

Acabada a guerra, em 1939, regressa a Madrid e obtém o doutoramento em Direito. Nos anos que se seguem dirige numerosos retiros para leigos, para sacerdotes e para religiosos.

Em 1946 fixa residência em Roma. Faz o doutoramento em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário de Sua Santidade. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa - e em 1970 ao México -, a fim de impulsionar o estabelecimento e consolidação do Opus Dei nessas regiões. Com o mesmo objectivo, em 1974 e em 1975, realiza duas longas viagens pela América Central e do Sul, onde, além disso, tem reuniões de catequese com grupos numerosos de pessoas.

A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida interior. O sentido profundo da sua filiação divina, vivido numa contínua presença de Deus Uno e Trino, levava-o a procurar em tudo a mais completa identificação com Jesus Cristo, a uma devoção terna e forte a Nossa Senhora e a S. José, a um trato habitual e confiado com os Santos Anjos da Guarda e a ser um semeador de paz e de alegria por todos os caminhos da terra.

Mons. Escrivá oferecera a sua vida, repetidas vezes, pela Igreja e pelo Romano Pontífice. O Senhor acolheu esta oferta e Mons. Escrivá entregou santamente a alma a Deus, em Roma, no dia 26 de Junho de 1975, no seu quarto de trabalho.

sábado, 25 de junho de 2011

Os sete dons do Espírito Santo


Inspirada no Livro do Profeta Isaías (Is 11, 2-ss) a tradição da Igreja nos ensina que o Espírito Santo dá à humanidade 7 dons.

Para que servem os dons do Espírito Santo? Os dons do Espírito Santo servem para nos confirmar na Fé, na Esperança e na Caridade, e para nos tornar solícitos para os atos das virtudes necessárias para conseguir a perfeição da vida cristã.

São eles:

1) SABEDORIA - dom que nos faz perceber e conhecer os caminhos de Deus para nossa salvação e elevação de nossas mentes ao desejo das coisas eternas, isto é, a Verdade, que é Deus, no qual pomos nossa complacência.

2) ENTENDIMENTO – dom que nos faz entender as sublimes verdades da salvação e dos divinos mistérios, os quais não podemos alcançar com as luzes naturais da razão humana.

3) CONSELHO - dom que nos faz saber escolher, nos diversos passos da vida humana, a direção ou atitude que mais convém à glória de Deus, à nossa salvação e ao bem do próximo.

4) FORTALEZA - dom que nos incute energia e coragem para observar fielmente a santa Lei de Deus e da Igreja, vencendo todos os obstáculos e os assaltos dos nossos inimigos (o mundo, o demônio e a imoralidade).

5) CIÊNCIA - dom que nos possibilita conhecer e julgar rectamente das coisas criadas, o modo de bem usar delas e de as dirigir ao último fim, que é Deus.

6) PIEDADE - dom pelo qual veneramos e amamos a Deus, a Virgem Maria e aos Santos, e conservamos ânimo bondoso e benévolo para com o próximo, por amor de Deus.

7) TEMOR A DEUS - dom que nos incita à prática do bem e a nos afastar do mal, levando-nos a reverenciar a Deus e ter receio de ofender a sua Divina Majestade.

Fonte: http://amaivos.uol.com.br/AASCJ

São Máximo, bispo de Turim, +séc. V


São Máximo, bispo de Turim, que nasceu mais ou menos nos meados do século IV no Piemonte e morreu entre 408 e 423, é considerado o fundador da diocese de Turim, erigida pela iniciativa de santo Ambrósio e de santo Eusébio de Vercelli, de quem o próprio São Máximo se declarava discípulo. Do seu grande empenho apostólico dão testemunho os numerosos sermões e homilias, escritos com estilo claro e persuasivo, nos quais se percebe um caráter manso e benévolo, que sabe todavia reprovar e advertir com firmeza e às vezes com sutil ironia. Ele exorta seus fiéis, amedrontados pela aproximação do exército dos bárbaros a empunhar as armas do “jejum, da oração e da misericórdia” e aos medrosos que se apressavam a fugir da cidade diz: “É injusto e ímpio o filho que abandona a mãe no perigo. A pátria é sempre uma doce mãe.” Quando tratava dos temas de catequese dogmática, a sua palavra iluminadora hauria plenamente das páginas da Sagrada Escrituras, que interpretava com perfeita ortodoxia.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Gênesis, 4


1. Adão conheceu Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz Caim, e disse: “Possuí um homem com a ajuda do Senhor.”
2. E deu em seguida à luz Abel, irmão de Caim. Abel tornou-se pastor e Caim lavrador.
3. Passado algum tempo, ofereceu Caim frutos da terra em oblação ao Senhor.
4. Abel, de seu lado, ofereceu dos primogênitos do seu rebanho e das gorduras dele; e o Senhor olhou com agrado para Abel e para sua oblação,
5. mas não olhou para Caim, nem para os seus dons. Caim ficou extremamente irritado com isso, e o seu semblante tornou-se abatido.
6. O Senhor disse-lhe: “Por que estás irado? E por que está abatido o teu semblante?
7. Se praticares o bem, sem dúvida alguma poderás reabilitar-te. Mas se precederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te; mas, tu deverás dominá-lo.”
8. Caim disse então a Abel, seu irmão: “Vamos ao campo.” Logo que chegaram ao campo, Caim atirou-se sobre seu irmão e matou-o.
9. O senhor disse a Caim: “Onde está seu irmão Abel?" – Caim respondeu: “Não sei! Sou porventura eu o guarda do meu irmão?”
10. O Senhor disse-lhe: “Que fizeste! Eis que a voz do sangue do teu irmão clama por mim desde a terra.
11. De ora em diante, serás maldito e expulso da terra, que abriu sua boca para beber de tua mão o sangue do teu irmão.
12. Quando a cultivares, ela te negará os seus frutos. E tu serás peregrino e errante sobre a terra.”
13. Caim disse ao Senhor: “Meu castigo é grande demais para que eu o possa suportar.
14. Eis que me expulsais agora deste lugar, e eu devo ocultar-me longe de vossa face, tornando-me um peregrino errante sobre a terra. O primeiro que me encontrar, matar-me-á.”
15. E o Senhor respondeu-lhe: “Não! Mas aquele que matar Caim será punido sete vezes.” O Senhor pôs em Caim um sinal, para que, se alguém o encontrasse, não o matasse.
16. Caim retirou-se da presença do Senhor, e foi habitar na região de Nod, ao oriente do Éden.
17. Caim conheceu sua mulher. Ela concebeu e deu à luz Henoc. E construiu uma cidade, à qual pôs o nome de seu filho Henoc.
18. Henoc gerou Irad, Irad gerou Maviael; Maviael gerou Matusael, Matusael gerou Lamec.
19. Lamec tomou duas mulheres, uma chamada Ada e outra Sela.
20. Ada deu à luz Jabel, que foi pai daqueles que moram em tendas, entre os rebanhos.
21. O nome de seu irmão era Jubal, que foi o pai de todos aqueles que tocam a cítara e os instrumentos de sopro.
22. Sela, de seu lado, deu à luz Tubal-Caim, o pai de todos que trabalham o cobre e o ferro. A irmã de Tubal-Caim era Noema.
23. Lamec disse às suas mulheres: "Ada e Sela, ouvi a minha voz: mulheres de Lamec, escutai as minhas palavras: Por uma ferida matei um homem, e por uma contusão um menino.
24. Se Caim será vingado sete vezes, Lamec o será setenta e sete vezes."
25. Adão conheceu outra vez sua mulher, e esta deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Set, dizendo: “Deus deu-me uma posteridade para substituir Abel, que Caim matou.”
26. Set teve também um filho, que chamou Enos. E o nome do Senhor começou a ser invocado a partir de então.

Bíblia Ave Maria - Todos os direitos reservados.

O maior dos Mandamentos


Todos nós conhecemos o texto evangélico em que o doutor da lei, tendo sabido que Nosso Senhor reduzira ao silêncio os saduceus, tentando-o, perguntou-lhe: “Mestre, qual é o grande mandamento da lei?”

Nosso Senhor Jesus Cristo respondeu-lhe: “O maior mandamento é este: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o máximo e o primeiro mandamento.” E continuou: “E o segundo é semelhante a este: amarás o teu próximo como a ti mesmo”. E concluiu: “Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas”. É a narração de São Mateus (Cf. 22,34-41) e São Marcos (Cf. 12, 28-34) com pequenas nuances.

São Lucas (Cf. 10,25-37), por sua vez, descreve a atitude desse doutor da lei. Tendo sido elogiado por Nosso Senhor pelo fato de ter respondido com acerto às perguntas que lhe foram feitas, o doutor da lei encheu-se de soberba e julgou que ninguém pudesse ser seu próximo, como se não houvesse ninguém que pudesse comparar com ele na justiça (ou seja, nas suas atitudes da vida). O doutor da lei caiu, nessa circunstância, em dois vícios alternadamente: depois da falácia com que havia perguntado para tentar Nosso Senhor, caiu na arrogância…

Segundo comenta São Cirilo, ao perguntar “Quem é o meu próximo” já se mostrava vazio do amor ao próximo. E, por conseqüência, mostrou-se também vazio do amor divino, porque não amando ao próximo, a quem vê, não pode amar a Deus, que não vê? Por outro lado, como o doutor da lei, antes, não quis ver Deus em Nosso Senhor Jesus Cristo, conseqüentemente não poderia também ver corretamente quem seria seu próximo.

Mas mesmo assim, Nosso Senhor, bondosamente, apresenta ao doutor da lei a parábola do bom samaritano: um homem que, numa viagem, foi assaltado, deixando-o os assaltantes quase morto à beira da estrada. Por ele passou muita gente (especificadamente um sacerdote e levita) e ninguém lhe deu atenção. Somente um samaritano teve a coragem e a ousadia de se inclinar sobre ele e dar-lhe todo o socorro.

Ora, igualmente muitas pessoas fazem a si mesmas essa pergunta: “quem é o meu próximo?”

Encontrar a resposta verdadeira virá como conseqüência para quem, em espírito e em verdade, procurar amar a Deus sobre todas as coisas. Ou seja, procurar obedecer a Santa Igreja, seguindo as suas leis, os seus ensinamentos transmitidos pelos autênticos doutores e exemplo dos santos.
fonte: AASCJ

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sudão: situação humanitária grave em Abyei


"Famílias inteiras continuam a caminhar sem rumo, sem assistência humanitária, e continuam os bombardeamentos por parte da aviação governamental”.

A revelação é da Irmã Carmen, uma missionária comboniana mexicana que trabalha na área dos Montes Nuba, que fazem parte do Kordofan do Sul, onde continuam os combates entre os exércitos do norte e sul do Sudão. À agência Fides disse que "estamos preocupados pelos novos confrontos, mas esperamos ainda que a comunidade internacional possa vir a o nosso socorro”.

O aumento das forças militares faz temer uma nova ofensiva por parte de Cartum. Na outra área disputada pelo norte e sul do Sudão, Abyei, não se verificam combates, mas também aqui a situação humanitária permanece grave. “A população está ainda deslocada de Abyei e recebe alguma ajuda esporádica. As chuvas continuam caindo incessantemente na área e os deslocados estão sem protecção”, explica D. Roko Taban Mousa, administrador apostólico de Malakal.

"As crianças e os idosos são os primeiros atingidos por esta situação dramática: a malária e a diarreia continuam a semear vítimas. Não existem melhorias significativas das condições humanitárias. Em Abyei não estão a ocorrer combates nem bombardeamentos, mas a cidade foi ocupada pelo exército de Cartum e a população tem medo que os combates e bombardeamentos regressem”, concluiu o administrador apostólico.

Departamento de Informação da Fundação AIS

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Corpus Christi


O ciclo pascal é concluído liturgicamente com a festa de PENTECOSTES. O povo judeu celebrava pentecostes, inicialmente, a festa da colheita; depois celebrava a festa da chegada do Povo de Deus no Sinai, onde foi entregue, por Deus, os 10 mandamentos da aliança.

Com o envio do Espírito Santo, prometido por Jesus, sobre os apóstolos reunidos no cenáculo com Maria Santíssima, inicia-se a realização da MISSÃO da Igreja. Hoje a Igreja está espalhada pelo mundo inteiro transmitindo os ensinamentos e ministrando os Sacramentos de Cristo Nosso Senhor, que é o mesmo de ontem, de hoje e de sempre.

No livro dos Atos dos Apóstolos, São Lucas descreve o fato solene e extraordinário, acontecido na cidade de JERUSALÉM, na festa judaica de Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa dos Judeus. Mas agora tem a presença santificante de Nosso Senhor Jesus Cristo através do Espírito Santo que anima e fortalece cada fiel.

Todos são convidados a pertencer à Igreja. O Espírito Santo nos dá a alegria e a esperança do Reino que já se manifesta onde houver a verdadeira caridade, que é a prática do amor de Deus.

Com a vinda do Espírito Santo, o “homem velho”, decaído pelo pecado, renasce como “homem novo” pela ação da graça. Assim, todos nós temos a força Espírito Santo que veio até nós pelo Batismo. E, pelo Crisma, somos constituídos soldados de Cristo. Nós somos, pois, missionários do Senhor. Dessa forma, em todos os lugares onde estivermos, devemos evangelizar pela manifestação de nossa Fé e pelo exemplo de nossa vida, servindo de nossas habilidades, dos dons e carismas que o Espírito dá a cada um de nós.

Fonte: Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus

terça-feira, 21 de junho de 2011

Tire suas dúvidas sobre o 1º Dogma Mariano: Maternidade Divina


Maternidade Divina - ou seja, mãe de Deus.

Alguns ainda têm dúvidas sobre Nossa Senhora ser a mãe de Deus.

Claro que sim, Deus preparou-a como sua mãe. Jesus nunca foi meio homem e meio Deus, nem nunca foi duas pessoas ao mesmo tempo. Ele é verdadeiro homem e verdadeiro Deus(João 5, 20).

Então ela é mãe de Jesus, mãe de Deus, Deus pôde escolher sua mãe, pois Ele é todo poderoso. Se formos considerar como alguns falam que ela é mãe só da “carne” de Jesus, então podemos dizer que a carne de Jesus não morreu, pois ressuscitou. Então, Maria ainda é mãe do verbo encarnado, porque a carne existe, vivo está Jesus.

Nas palavras de Santa Isabel também é fato constatar a sua maternidade divina: “mãe de meu Senhor”(Lc 1, 43). Em uma de suas aparições famosíssimas, em Guadalupe (Mexico), Maria afirma ao índio que é mãe do Criador. Com isso, não há a menor dúvida quanto a veracidade de ser mãe de Deus, Deus a fez como sua mãe, as graças de Deus são derramadas por Maria, o Verbo se fez carne,através de Maria. Sacrário vivo de Jesus, Maria foi a primeira a receber o corpo de Cristo, em si mesma.

Os três reis magos também fizeram o seguinte comentário na manjedoura: “viemos adorar ao rei”(Mateus 2,2), portanto ela é mãe do rei dos reis, único adorado.

O fundador do protestantismo, Matinho Lutero, afirmou em uma de suas cartas: “o artigo que afirma que Maria é mãe de Deus está em vigor na igreja desde o começo,e o Concílio de Éfeso não o definiu como novo, porque é uma verdade já sustentada no Evangelho e na Sagrada Escritura”.

Estas palavras “Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó” e “Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei” (Lucas 1,32; Gálatas 4,4) sustentam com muita firmeza que Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus.

Se não acreditarmos que Maria é mãe de Deus, logo não acreditamos que Jesus é Deus filho.

Quando rezar Ave Maria então, reze com bastante convicção.

Santa Maria Mãe de Deus!

Este dogma foi declarado em 431 d.c.

Fonte: Blog Cotidiano Espiritual/ADF

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Por que rezar pelas almas do Purgatório?


Vamos entender um pouco mais sobre o Purgatório.

O purgatório é um lugar de sofrimentos em que as almas se purificam, solvendo suas dívidas, antes de serem admitidas no céu, onde só entrará quem for puro. Sua existência se baseia no testemunho da Sagrada Escritura e da Tradição. Vários Concílios o definiram como dogma; Santos Padres e Doutores da Igreja o atestam a uma voz. Há uma prisão da qual não se sairá senão quando tiver pago o último centavo. (Mal. 18).

A Igreja, querendo que não nos esqueçamos das almas do purgatório, consagrou um dia inteiro todos os anos à oração pelos finados. Determinou que em todas as missas houvesse uma recomendação e um momento especial pelos mortos. Ela aprova, sustenta e estimula a caridade pelos falecidos.

Como são esquecidos os mortos! Exclamava Santo Agostinho! E no entanto acrescenta S. Francisco de Sales, em vida eles nos amavam tanto. Nos funerais: lágrimas, soluços, flores. Depois, um túmulo e o esquecimento. Morreu… acabou-se!

Se cremos na vida eterna, cremos no purgatório. E se cremos no purgatório, oremos pelos mortos. O purgatório é terrível e bem longo para algumas almas, por isso devemos rezar muito pelas almas, socorrendo as almas, praticando a caridade em toda sua extensão. A devoção às almas do purgatório, diz São Francisco de Sales, encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural, nos há de merecer o céu.

A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do calvário, que salvou o gênero humano. A cada Missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. Depois da Missa…

A Comunhão. A Sagrada Eucaristia é um Sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. E o mesmo afirmam São Cirilo e São João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos. O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes. Temos também as indulgências que entregamos a Deus para solver as dívidas das almas. Recitemos pequenas jaculatórias indulgenciadas. É tão fácil repeti-las em toda hora.

Acenda velas para as almas que estão no Purgatório. É uma mina de ouro que está a nossa disposição. Nossas orações são um meio de ajudar a salvar almas do purgatório.

São João Damasceno diz que há muito testemunho encontrado na vida dos Santos que provou claramente as vantagens da oração que se fazem pelos defuntos. Nossos sofrimentos junto a prece tem uma eficácia extraordinária para obter de Deus todas as graças. Aliviemos as almas do purgatório’, com tudo que nos mortifica. A Via Sacra é uma prática das mais ricas de piedade. O Rosário é a rainha das devoções indulgenciadas.

Santa Gertrudes afirmava que uma palavra dita do fundo do coração e animada de sólida devoção tem mais eficácia que grande número de orações, feitas com pouco fervor.

Mais uma forma de ajudar as almas é dar esmola ao pobre em sufrágio das almas benditas. As lágrimas que vossas esmolas enxugarem, o alívio que tiverdes dado aos que padecem fome, sede e frio, serão o alívio no purgatório para as almas sofredoras. É uma dupla caridade, socorrer os pobres por amor das almas. É dar duas vezes. Socorre os vivos e os mortos.

Fonte: Últimas e derradeiras graças/ADF

sábado, 18 de junho de 2011

Intolerância religiosa


Muçulmanos incendeiam e saqueiam igrejas na Indonésia

Um grupo de muçulmanos indonésios incendiou e depredou igrejas católicas e enfrentou a polícia nesta terça-feira (08), durante uma onda de violência religiosa no maior país islâmico do mundo.

Sem o respeito a Deus e a Seu Filho Jesus Cristo, os vândalos entraram nas igrejas e destruíram tudo que viam.

A imagem abaixo é triste, porém precisamos rezar para que estas ofensas ao Imaculado Coração de Maria cessem.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Consagração das últimas horas de nossa vida à Santíssima Virgem


Prostrado a vossos pés, humilhado pelas muitas faltas que cometi, porém cheio de confiança em vós, ó Maria, suplico-vos que vos digneis atender à prece que meu coração vos dirige:

É para os meus últimos momentos que venho solicitar vossa proteção e vosso amor maternal, a fim de que, desse momento decisivo, possais fazer por mim tudo o que vossa afeição vos sugerir.

Consagro-vos, pois, as duas últimas horas de minha vida; assisti-me naqueles instantes, para receberdes o meu último suspiro; e, quando a morte cortar o fio de minha existência terrena, dizei a Jesus, apresentando-lhe minha alma: Eu a amo!

Essa única palavra bastará para me alcançar as bênçãos de Deus e a ventura de vos ver na eternidade.

Confio em vós, ó Maria, e estou certo de que a minha confiança não será vã.

Ó Maria, minha terna Mãe, rogai por este (a) vosso(a) filho (a).

Amém.

(Fonte: “Pelo Jardim dos Anjos” – Frei Ângelo Maria do Bom Conselho – 1939.)/ADF

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O inferno visto e descrito por Santa Francisca Romana – Parte 1


Santa Franscisca Romana
“Lembra-te dos teus novíssimos e não pecarás” (Ecl. 7,40) — recomenda a Sagrada Escritura. Os novíssimos do homem são as últimas coisas que a ele ocorrerão, ou seja, a morte, o juízo particular, o Céu, o inferno, o purgatório, o fim do mundo, a ressurreição dos mortos e o juízo final.

A 9 de março a Igreja comemora a festa de uma grande santa, cuja vida foi marcada por extraordinárias visões que teve do Céu, purgatório e inferno, bem como a ação dos anjos e dos demônios neste mundo. Trata-se de Santa Francisca Romana.

Nasceu ela em 1384, da nobre família dos Brussa. Com apenas 12 anos, levava já uma vida extraordinária. Sua intenção era de não se casar, mas seu confessor aconselhou-a a não resistir às instâncias de seus pais, tendo esposado então Lourenço de Poziani.

Logo que se casou, caiu gravemente doente, sendo curada milagrosamente por uma aparição de Santo Aleixo, mártir romano. No lar, o teor de sua vida era severo e admirável. Desde o seu restabelecimento, Francisca dedicou-se largamente às obras de caridade. Junto à cunhada Vanosa, pedia esmola de porta em porta, para dar aos pobres nas vias públicas, em zonas onde não era conhecida.

Deus abençoou seu matrimônio, concedendo-lhe seis filhos. O falecimento do filho João, ainda criança, constituiu uma das alegrias de sua existência. Teve ele uma morte extraordinária, e disse ao expirar: “Vejo Santo Antônio e Santo Onofre, que vêm buscar-me para me levarem ao Céu”.

Vários fatos de transcendência pública influenciaram sua vida: a tomada de Roma pelo Rei de Nápoles, que desencadeou uma série de catástrofes sobre sua família; o exílio do Papa Eugênio IV, em virtude da guerra entre florentinos e milaneses, etc.

Ainda em casa do esposo, congregou em torno de si muitas senhoras da melhor sociedade romana, com o fim de se animarem na prática da piedade e virtudes cristãs.

Formou-se a primeira organização de senhoras que, em 1431, recebeu uma regra própria, dando origem às Oblatas de Santa Francisca Romana, cujo pequeno convento tinha o pitoresco nome de Tor de ‘Spechi.

Santa Francisca Romana fazia caridade
Após a morte do marido, juntou-se a suas filhas espirituais, conduzindo-as aos hospitais e às casas dos pobres. Muitas vezes, em lugar de um remédio ou recurso insuficiente, foi uma cura súbita e miraculosa que Santa Francisca levou aos necessitados.

Deus a consolou com revelações e comunicações místicas sobre a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e Maria Santíssima.
Tornou-se célebre por seus milagres e dons de cura. Restituiu a vista aos cegos, a palavra aos mudos, a saúde aos doentes, e libertou muitos possessos do demônio.

Santa Francisca teve o pressentimento de sua morte e preveniu seus amigos. Pedia a Deus que a levasse desta vida, pois não queria ver as novas crises que já começavam a assaltar a Santa Igreja. Caiu enferma, vindo a falecer em 1440.

Na vida dessa mística italiana, as visões ocupam um lugar saliente. A propósito do que a Santa viu sobre o inferno, o célebre escritor católico francês Ernest Hello apresenta um apanhado sucinto e sugestivo em sua obra “Physionomie des Saints”.

Inúmeros suplícios, tão variados quanto os crimes, foram mostrados à Santa em detalhes. Por exemplo, viu ela o ouro e a prata serem derretidos e derramados na boca dos avarentos. A hierarquia dos demônios, suas funções, seus tormentos, os diversos crimes aos quais presidem, foram-lhe apresentados. Viu Lúcifer, chefe e general dos orgulhosos, rei de todos os demônios e precitos, rei muito mais infeliz do que os próprios súditos.

Continua amanhã…

A pastorinha coroada pela Mãe Santíssima


Conta o Padre Auriema que uma pastorinha de ovelhas tinha muito amor a Maria Santíssima. Todas as suas delícias eram ir a uma capela da Virgem, que estava no monte, e aí entreter-se sossegadamente com sua boa Mãe, enquanto pastavam as ovelhas.

E porque a pequena estátua da Mãe de Deus estava sem enfeite algum, pôs-se a fazer-lhe uma manto, com suas pobres mãozinhas. Um dia, colhendo do campo algumas singelas flores, delas compôs uma grinalda. Depois, subindo ao altar, a pôs na cabeça da imagem dizendo:

“Minha mãe, eu quisera pôr-vos na cabeça uma coroa de ouro, mas não posso porque sou pobre. Assim recebei de mim esta pobre coroa de flores; aceitai-a em sinal do amor que vos tenho”.

Com estes e semelhantes obséquios, buscava a piedosa pastorinha servir e honrar a sua amada Rainha. Ora, vejamos agora como a boa Mãe recompensou as visitas e afetos desta sua filha.

Caiu ela enferma e chegou a termos de morrer. Sucedeu que dois religiosos passando por aquele lugar, e cansados da viagem, se puseram a descansar debaixo de uma árvore. Uma dormia e o outro estava acordado. Mas ambos tiveram a mesma visão.

Viram um grupo de belíssimas virgens, e entre elas estava uma que em beleza e majestade excedia a todas. A esta perguntou um dos religiosos: Quem sois vós, Senhora, e aonde ides?

“Eu – respondeu a Virgem – sou a Mãe de Deus e vou com estas santas virgens visitar aqui na aldeia uma pastorinha moribunda, que muitas vezes me visitou a mim”.Assim disse e desapareceu.

Disseram então aqueles bons servos de Deus: “Vamos nós também vê-la! Preparem-se”; e chegando à casa onde estava a pastorinha moribunda, entraram na pobre choupana e ali a viram deitada sobre um pouco de palha.

Saudaram-na; e ela fez o mesmo e lhes disse: “Irmãos, rogai a Deus que vos faça ver quem me está assistindo”. Logo ajoelharam-se eles e viram a Mãe de Deus que estava ao lado da pastorinha com uma coroa na mão, e a consolava.

Eis que as virgens começaram a cantar, e ao som daquele suave canto saiu do corpo a bendita alma da pastorinha. Maria colocou-a então a coroa na cabeça, tomou-lhe a alma e levou-a consigo no paraíso.

Extraído do livro: Glórias de Maria de S. Afonso de Ligório.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos: missão, vontade e poder


Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos é Nossa Senhora enquanto tendo a missão, a vontade e o poder de auxiliar os cristãos.

Cada um desses conceitos – missão, vontade e poder – merece, pois, um comentário.

Antes de tudo, a missão.

Nossa Senhora foi criada para ser mãe, de modo especial, de todos os cristãos. E, de modo geral, de todos os homens. Ela tem, portanto como mãe, essa missão que a Providência entregou a todas as mães: velar pelos seus filhos.

Agora, essa missão não deve ser vista, no caso, como a de uma mãe junto ao filho adulto. Por mais respeitável, por mais dileto que seja o papel da mãe em todas as idades do filho, é claro que há uma idade em que o homem carrega a responsabilidade de seu próprio destino, em que ele até mais protege a mãe do que é protegido por ela.

Nós devemos ver as nossas relações como Nossa Senhora não como a de pessoa adulta com a mãe, mas de uma criança em relação à mãe. Porque a missão dEla junto a nós é essa! Este é o melhor “suco” da piedade católica, nesse gênero de assunto.

Como se explica isso?

Cada pessoa está nessa terra num período de prova. É um período de luta, em que sua alma está se desenvolvendo para a maturidade plena que ela deve ter no momento da morte. De tal maneira que, visto do céu, ela é uma criança em formação. A nossa verdadeira idade adulta é a idade em que Deus colher a nossa alma. Porque, pelo menos se tivermos sido fiéis à graça, essa será a plenitude para qual fomos criados.

De maneira que, do ponto de vista do céu, a terra é um educandário. E a maturidade é a morte. Nossa Senhora nos vê, portanto, como crianças em formação.

Ainda mais na perspectiva do mundo de hoje, com todos os desastres, as desordens, os desregramentos morais, o caos que nele existe, é tal a precariedade, é tal o desatino humano, que visto do céu, o homem é como uma criança. E, a maior parte infelizmente, como uma criança mal encaminha!

Compreende-se, portanto, que Nossa Senhora tenha, para conosco, a missão que uma mãe tem para com um filho menor. E bem menor… Quer dizer, de dar uma assistência inteira, de estar presente a todas as horas, proteger de todos os modos. É o que Nossa Senhora faz. A todo momento Ela tem conhecimento, simultâneo e perfeito, da situação de todas as pessoas. E Ela ama a cada uma como nunca uma mãe terrena amou tanto seu filho.

Por exemplo, ama muito mais do que Santa Mônica amou Santo Agostinho. Podemos imaginar então todas as solicitudes de Nossa Senhora. E compreender a missão que Ela tem de acompanhar a cada um de nós, obter as graças e guiar a vida de cada um, de tal maneira como se aquela pessoa fosse a única a existir.

Este é um ponto que é preciso sublinhar. Muitas pessoas têm a impressão de que Nossa Senhora olha todos os homens como quem olha para uma multidão… Cada pessoa é, portanto, um “ponto” dentro dessa multidão que Ela mal discerne; quando, da parte de alguém há um brado muito angustiado, Ela pode prestar um pouco mais de atenção. Fora disso, aquilo se perde no tumulto da humanidade.

Essa concepção é completamente falsa. A realidade é inteiramente o contrário: Nossa Senhora conhece, vê e ama cada pessoa como se existisse apenas ela!

Imaginemos nossa reação se o Anjo da Guarda aparecesse e nos dissesse: “agora Nossa Senhora vai parar uma hora de atender as orações do mundo inteiro, para só olhar para você; no universo inteiro se fará um silêncio; apenas a súplica sua subirá à Nossa Senhora e as graças de Nossa Senhora descerão para você”. Em primeiro lugar, nós ficaríamos para lá de comovidos: que honra! não mereço!… Mas, de outro lado, que maravilha! Que gratidão!

Ora, a todo o momento isto se dá. Quando rezamos a Nossa Senhora, é como se cada um rezasse, sozinho, o universo inteiro tivesse parado, e Ela estivesse prestando atenção só naquele!

É indispensável pormos isso na cabeça, porque, do contrário, não há piedade marial verdadeiramente viva. Fica tudo limitado, sem vôo e nem consistência.

Esta é a realidade. Agora, de fato, se Nossa Senhora, durante um minuto, por assim dizer, abandonasse o universo para olhar só para um, o universo ruiria naquele momento, pelo fato de Ela ser a rainha do Universo e Medianeira de todas as graças para os homens. De tal maneira o papel dEla é central, e contínuo.

Agora, a vontade (o desejo, o prazer) de Nossa Senhora está em auxiliar os cristãos.

Nossa Senhora não é infinitamente perfeita. Ela é uma mera criatura. Mas é insondavelmente perfeita! Ora, uma pessoa perfeitíssima ama com amor perfeitíssimo sua própria missão, dada por Deus.

Por isso Nossa Senhora quer bem a cada um de nós, individualmente, como cada um é, conhecido daquele jeito que é, com aquela espécie de desinteresse do amor materno, em que a mãe quer o filho não por causa de suas eventuais qualidades, nem do auxílio, nem de nada, mas é porque é filho dela.

Tudo quanto uma mãe tem de bom, Nossa Senhora tem de um modo inimaginável por nós. Nossa Senhora gosta de nos olhar, de nos querer bem e de ser bem querida por nós, na medida em que formos conformes a Deus, ou possamos nos converter para Deus. Mas é assim que Ela nos quer.

De maneira que, quando um de nós se ajoelha diante de uma imagem de Nossa Senhora, ou está rezando mesmo longe de uma imagem, deve ter a idéia de que esse ato é verdadeiramente grato a Nossa Senhora. E isso ainda que esteja em estado de pecado, pelo desejo que tem Nossa Senhora de nos tirar do pecado.

Tudo isto pela vontade de Nossa Senhora em nos ajudar. Porque mãe é assim. Quando a mãe tem esse desejo em relação ao filho, ela quer ajudar de todo jeito, de todo modo, a todo momento.

Por fim, o poder. Nossa Senhora tem o poder de nos ajudar. Ela, a todo momento, nos ajuda. Ajuda sobretudo para a vida espiritual, para nos santificarmos, e também para servirmos a causa católica. Ajuda-nos em todas as nossas necessidades, inclusive pequenas.

Uma pessoa verdadeiramente devota de Nossa Senhora pede a Ela tudo… Deve estar pedindo continuamente, tudo, desde que convenha para sua santificação e sua salvação. Pode até pedir o seguinte: “Minha Mãe, dai um jeito de tal coisa… convir à minha santificação, porque eu estou querendo muito ter tal coisa”. Porque podemos e devemos ter a “liberdade filial” com Nossa Senhora. Não deve haver nada de hirto dentro de nossa devoção para com Ela.

É real que às vezes Nossa Senhora não atende, porque a mãe que atende tudo o que o filho quer, não é boa. Mas aí Nossa Senhora nos dá uma outra coisa qualquer, melhor do que a que nós pedimos…

Hoje todo mundo vive no corre-corre, e com falta de tempo. O certo é que, se rezarmos mais, haverá mais tempo para tudo. Porque sai menos enguiço, menos encrenca, as coisas se arranjam melhor, dá tempo para tudo, porque Nossa Senhora nos sustenta até nas coisinhas. É questão de pedir, de pedir de todo jeito e pedir empenhadamente.

Uma última consideração:

Nossa Senhora, Auxílios dos Cristãos. O que faz aí a palavra “cristãos”?

É que Nossa Senhora é, antes de tudo, a Mãe dos cristãos. Por “cristãos” deve-se entender o católico. Não entra ecumenismo nisso. É o católico, apostólico, romano. Ela é Mãe também dos pagãos ou de outras religiões para os trazer à Igreja, ou para os salvar, porque alguns se salvam. Mas o melhor de seu amor materno é para os católicos.

Agora, se o melhor de seu amor é para os que têm verdadeira fé, o que dizer do amor dEla para com aqueles que dedicam a vida ao serviço da fé? Já não é uma prova de amor ter sido chamado para isso? Nós não merecemos de nenhum modo. Entretanto Ela nos chama para propagar a devoção a Ela.

Agora, somos chamados para a propagação da fé, em que época? Numa época de apostasia universal, inclusive dentro da Igreja. Vemos como um privilégio enorme São João Evangelista ter estado ao pé da cruz naquela hora. Sermos os filhos inteiramente fiéis dentro da Igreja, sem pacto nenhum com a impiedade ou a falsa piedade, reagir contra ela, ser perseguido por ela, é estar ao pé da cruz numa hora de abandono como nunca houve, desde que Nosso Senhor morreu, porque nunca a fé foi tão abandonada.

De maneira que, quando rezamos a Nossa Senhora, nos deveríamos considerar ao pé da cruz, com Nosso Senhor agonizante e Ela nos tendo chamado para aquela solidão e para a participação naquela dor.

Quanta coisa nós nos atreveríamos a pedir ao pé da cruz! Quanto perdão, quantas graças!

Como bem diz Santo Agostinho, o bom ladrão “roubou” o Céu. Foi o primeiro canonizado e provavelmente não será “cassado”. Como é que ele obteve isso? Teologicamente é certo: pela oração de Nossa Senhora. Porque é Ela Medianeira universal; só se obtém as coisas por meio dEla.

Se até o bom ladrão obteve perdão e se salvou, quanto mais nós obteremos graças para nós e também para os demais necessitados. Então, devemos rezar e muitas vezes fazer jaculatórias. Aí teremos correspondido, de algum modo, à solicitude de Deus nos dando Nossa Senhora como auxiliadora. E nossa alma encontrará a paz.
Fonte: ADF

terça-feira, 14 de junho de 2011

O Espírito Santo dá força à Igreja


O ciclo pascal é concluído liturgicamente com a festa de PENTECOSTES. O povo judeu celebrava pentecostes, inicialmente, a festa da colheita; depois celebrava a festa da chegada do Povo de Deus no Sinai, onde foi entregue, por Deus, os 10 mandamentos da aliança.

Com o envio do Espírito Santo, prometido por Jesus, sobre os apóstolos reunidos no cenáculo com Maria Santíssima, inicia-se a realização da MISSÃO da Igreja. Hoje a Igreja está espalhada pelo mundo inteiro transmitindo os ensinamentos e ministrando os Sacramentos de Cristo Nosso Senhor, que é o mesmo de ontem, de hoje e de sempre.

No livro dos Atos dos Apóstolos, São Lucas descreve o fato solene e extraordinário, acontecido na cidade de JERUSALÉM, na festa judaica de Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa dos Judeus. Mas agora tem a presença santificante de Nosso Senhor Jesus Cristo através do Espírito Santo que anima e fortalece cada fiel.

O espírito Santo estava presente no início da vida pública de Jesus e está presente na ação missionária da Igreja tanto daquele tempo e como do nosso. Aquele acontecimento transformou os apóstolos. Até então tíbios, de vistas curtas e cheios de medo, num instante se transformaram em almas ardentes de zelo pela glória de Deus. Agora todos os homens são convidados a pertencer ao Reino de Deus através do Batismo (cf. At 2,1-11). Todos são convidados a pertencer à Igreja. O Espírito Santo nos dá a alegria e a esperança do Reino que já se manifesta onde houver a verdadeira caridade, que é a prática do amor de Deus.

Com a vinda do Espírito Santo, o “homem velho”, decaído pelo pecado, renasce como “homem novo” pela ação da graça. Assim, todos nós temos a força Espírito Santo que veio até nós pelo Batismo. E, pelo Crisma, somos constituídos soldados de Cristo. Nós somos, pois, missionários do Senhor. Dessa forma, em todos os lugares onde estivermos, devemos evangelizar pela manifestação de nossa Fé e pelo exemplo de nossa vida, servindo de nossas habilidades, dos dons e carismas que o Espírito dá a cada um de nós.

Fonte: http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com/AASCJ

Amar os animais é um dever. O nosso amor não estará completo se não amarmos a natureza e tudo o que ela integra, pois é obra do Criador!

O cão morto


Uma fábula oriental descreve um ajuntamento de ociosos em pequeno mercado nos arredores de Jerusalém, em torno de um cão morto que ainda mostrava, amarrada ao pescoço, a corda com que o haviam arrastado pelo chão. Os que o cercavam, olhavam-no com repugnância.

- Empesta o ar - disse um, apertando o nariz com os dedos e trejeitando uma careta de nauseado.

- Reparem na sua pele rasgada que nem para correias de sandália serve - galhofava um outro.

Um egípcio corpulento aludiu às orelhas sujas e sangrentas do animal, e rematou com voz empastada:

- Foi, sem dúvida, enforcado por ladrão.

Desse grupo de homens aproximou-se um desconhecido que ouvira os diversos comentários. Em seu rosto resplandecia estranha luz e todo o seu porte indicava dignidade fora do comum. Pondo os olhos meigos no animal morto e vilipendiado, disse em seu belo e límpido arameu:

- As pérolas desmerecem diante da alvura dos seus dentes.

Todos os circunstantes voltaram-se para ele com assombro, e, vendo-o tão sereno e compadecido, indagavam, entredentes, uns aos outros, quem poderia ser aquele homem. E retiraram-se cabisbaixos, envergonhados, quando alguém alvitrou:

- “Deve ser Jesus, o rabi de Nazaré, que só Ele sabe encontrar qualquer coisa digna de piedade e aprovação, até mesmo num cão morto!”

(Lendas do bom rabi - Malba Tahan)/ blog Almas Castelos

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Santo António de Lisboa, presbítero, Doutor da Igreja, +1231


Santo António de Lisboa

Santo António nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa junto das portas da antiga cidade (Porta do Mar), que se pensa ter sido o local onde, mais tarde, se ergueu a Igreja em sua honra.

Tendo então o nome de Fernando, fez na vizinha Sé os seus primeiros estudos, tomando mais tarde, em 1210 ou 1211, o hábito de Cónego Regrante de Santo Agostinho, em São Vicente de Fora, pela mão do Prior D. Estêvão.

Ali permaneceu até 1213 ou 1214, data em que se deslocou para o austero Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os seus estudos superiores em Direito Canónico, Ciências, Filosofia e Teologia.

Segundo a tradição, talvez um pouco lendária, o Santo tinha uma memória fora do comum, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas, como também a vida dos Santos Padres.

As relíquias dos Santos Mártires de Marrocos que chegaram a Coimbra em 1220, fizeram-no trocar de Ordem Religiosa, envergando o burel de Frade Franciscano e recolher-se como Eremita nos Olivais (em Coimbra). Foi nessa altura que mudou o seu nome para António e decidiu deslocar-se a Marrocos, onde uma grave doença o reteve todo o inverno na cama. Decidiram os superiores repatriá-lo como medida de convalescença.

Quando de barco regressava a Portugal, desencadeou-se uma enorme tempestade que o arrastou para as costas da Sicília, sendo precisamente na Itália que iria revelar-se como teólogo e grande pregador.

Em 19 de Março de 1222, em Forli, falou perante religiosos Franciscanos e Dominicanos recém ordenados sacerdotes e tão fluentemente o fez que o Provincial pensou dedicá-lo imediatamente ao apostolado.

Fixou-se em Bolonha onde se dedicou ao ensino de Teologia, bem como à sua leitura. Exercendo as funções de pregador, mostrou-se contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses. Seguiu depois para França com o objectivo de lutar contra os Albijenses e em 1225 prega em Tolosa. Na mesma época, foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e seria custódio da Província de Limoges, um cargo para que foi eleito pelos Frades da região. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha.

Assistiu à canonização de São Francisco em 1228 e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Esta actividade absorvia-o de tal maneira que a ela passou a dedicar-se exclusivamente. Em 1231, e após contactos com Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a Quaresma do ano seguinte marcada por uma série de sermões da sua autoria.

Instalou-se depois em casa do Conde de Tiso, seu amigo pessoal, onde morreu em 1231 no Oratório de Arcela.

O facto de ter sido canonizado um ano após a sua morte, mostra-nos bem qual a importância que teve como Homem, para lhe ter sido atribuída tal honra. Este acto foi realizado pelo Papa Gregório IX, que lhe chamou "Arca do Testamento".

Considerado Doutor da Igreja e alvo de algumas biografias, todos os autores destas obras são unânimes em considerá-lo como um homem superior. Daí os diversos atributos que lhe foram conferidos: "Martelo dos hereges, defensor da fé, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra das Espanhas, glória de Portugal, querubim eminentíssimo da religião seráfica, etc.".

Com a sua vida, quase mítica, quase lendária, mas que foi passando de geração em geração, e com os milagres que lhe foram atribuídos em bom número, transformou-se num taumaturgo de importância especial.

fonte: evangelho quotidiano

domingo, 12 de junho de 2011

Nossa Senhora e o Santíssimo Sacramento


Nossa Senhora foi Quem trouxe Nosso Senhor à Terra.
Todas as graças que Nosso Senhor nos dispensa, dispensa-nos através de Nossa Senhora.
Do alto do Céu, Nossa Senhora está continuamente adorando as Sagradas Espécies.

Quando Elas são devidamente cultuadas, Ela lhes presta um culto jubiloso; quando elas são tratadas com indiferença e até com sacrilégio, Nossa Senhora lhes presta um culto de reparação.

Nossa Senhora é a única criatura que presta um culto verdadeiramente digno de Nosso Senhor. As outras criaturas sempre têm algum defeito que macula o alcance dessa devoção.

Por isso, devemos pedir a Nossa Senhora que trate a Nosso Senhor Jesus Cristo por mim e em mim e que Ela ponha em minha alma todas as disposições que Ela tinha quando, na vida terrena, lidava com as coisas dEle. De tal maneira que Ele seja bem tratado como eu quisera que realmente Ele fosse.

Pedir ainda mais: que pelo desdobramento do que dEla possa caber em mim, de fato visita a mim e seja como se Ela própria estivesse em mim. De maneira que cada disposição interna de minha alma, cada gesto meu, sejam como uma disposição e um gesto dela.

Fonte: ADF

sábado, 11 de junho de 2011


OLÁ!

Estaríamos sós no Universo Sideral?


Desde o momento em que o primeiro homem contemplou as estrelas, até hoje, a profusão delas tem sugerido muitas cogitações.

Dentre estas, em muitos espíritos aflorou a seguinte indagação: nós, seres racionais, estaremos sós no Universo Sideral?

Por um lado, nos imaginar sós, quando sabemos que as numerosíssimas estrelas visíveis a olho nu são apenas parcela ínfima das incontáveis galáxias com bilhões de estrelas.

Por outro lado, de quando em quando são difundidas novas descobertas que sugerem hipóteses sobre a existência de outros sistemas solares com planetas, se não com vida igual, ao menos semelhante à da Terra.

Não seria uma pretensão descabida nos imaginarmos os únicos habitantes vivos dotados de inteligência e vontade, no Universo Sideral?

Para ilustrar uma tendência generalizada em certos meios científicos atuais, tomemos a seguinte notícia: Planetas como a Terra podem ser comuns na galáxia (“O Estado de S. Paulo”, 21-2-01). Nela se afirma:

1. Astrônomos da Universidade de Toronto, em reunião da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em São Francisco (EUA), anunciaram que “mais da metade das 100 bilhões de estrelas da Via Láctea podem ser orbitadas por planetas de tamanho similar ao da Terra”.

2. Isso “favorece a tese de que pode haver vida abundante em outros sistemas planetários”. Porque, tendo os cientistas canadenses estudado a luz emitida por estrelas semelhantes ao Sol, “concluíram que pelo menos metade delas — e possivelmente até 90% — em toda a galáxia queimam grandes quantidades de ferro, um indício da presença de planetas rochosos como a Terra”.

Norman Murray, o coordenador do estudo acrescenta: “É mais uma indicação de que a vida pode ser comum na nossa galáxia”.

3. Um dado concreto pareceria confirmar essa tese: “A equipe analisou a luz de 640 estrelas e encontrou evidências de queima de ferro em 466 delas. Os resultados foram então extrapolados para abranger toda a galáxia”.

Como se sabe que para haver vida é necessário água, a notícia prossegue:

“Um outro grupo de cientistas anunciou ter encontrado moléculas de carbono e grandes quantidades de vapor d’água — dois dos principais ingredientes para a vida — próximo de regiões de formação de estrelas. ‘Isso fortalece bastante a possibilidade de existir vida além do nosso sistema’, disse o pesquisador Martin Kessler, da Agência Espacial Européia”.

O tema intriga e apaixona. Entretanto tem uma resposta límpida e tranquila na doutrina católica.

Por Rosário A. F. Mansur Guérios

Fonte: Blog ”Ciência confirma a Igreja”/ADF

sexta-feira, 10 de junho de 2011

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