quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dia de São Jerônimo, Confessor e Doutor da Igreja


(+ Palestina, 419)

Natural da Dalmácia, recebeu formação católica, mas só foi batizado aos 20 anos. Possuidor de uma cultura clássica das maiores do tempo, é considerado um dos mestres da língua latina. Aproveitou integralmente sua imensa cultura no serviço da Igreja, lutando contra as heresias e defendendo a Fé católica. Atraído pela vida isolada e recolhida, na oração e nas austeridades, nem por isso deixava de participar ativamente, desde os vários locais em que viveu como ermitão, das grandes controvérsias do mundo culto de então.

Foi secretário do Papa São Dâmaso, e recebeu deste o encargo de traduzir para o latim os Livros Sagrados, de modo a haver uma única versão oficial das Escrituras, para que não fossem estas deturpadas pelos hereges dos séculos futuros. Essa foi a origem da Vulgata . Na fase final de sua vida, permaneceu em Belém, na Palestina, onde dirigiu um mosteiro de monges e deu assistência a um mosteiro feminino

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

Com alegria, comemoramos a festa de três Arcanjos neste dia: Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra "Arcanjo" significa "Anjo principal". E a palavra "Anjo", por sua vez, significa "mensageiro".

São Miguel
O nome do Arcanjo Miguel possui um revelador significado em hebraico: "Quem como Deus". Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. No Antigo Testamento o profeta Daniel chama São Miguel de príncipe protetor dos judeus, enquanto que, no Novo Testamento ele é o protetor dos filhos de Deus e de sua Igreja, já que até a segunda vinda do Senhor estaremos em luta espiritual contra os vencidos, que querem nos fazer perdedores também. "Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu". (Apocalipse 12,7-8)

São Gabriel
O nome deste Arcanjo, citado duas vezes nas profecias de Daniel, significa "Força de Deus" ou "Deus é a minha proteção". É muito conhecido devido a sua singular missão de mensageiro, uma vez que foi ele quem anunciou o nascimento de João Batista e, principalmente, anunciou o maior fato histórico: "No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré... O anjo veio à presença de Maria e disse-lhe: 'Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus'..." a partir daí, São Lucas narra no primeiro capítulo do seu Evangelho como se deu a Encarnação.

São Rafael
Um dos sete espíritos que assistem ao Trono de Deus. Rafael aparece no Antigo Testamento no livro de Tobit. Este arcanjo de nome "Deus curou" ou "Medicina de Deus", restituiu à vista do piedoso Tobit e nos demonstra que a sua presença, bem como a de Miguel e Gabriel, é discreta, porém, amiga e importante. "Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar e conhecesse bem o caminho. Ao sair, encontrou o anjo Rafael, em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus" (Tob 5,4).

São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós!
In: Canção Nova

CHIARA LUCE - uma santa do século XXI



Beatificada por Bento XVI no dia 25 de Setembro de 2010.
Um exemplo para todos os jovens e não só, de amor e doação a Cristo da sua juventude. Beata CHIARA LUCE rogai por nós!

Chiara Luce, com todo o meu carinho e devoção.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Santa Faustina Kowalska


Desde criança, Santa Faustina Kowalska sabia que seu destino estava reservado a trabalhar pela restauração da espiritualidade e da fé católica em nossa época.

Nascida na Polônia, em 1905, ela era a terceira filha de uma família de poucos recursos financeiros. Todas as noites se reunia com seus pais e irmãos para rezar o terço e dar graças por aquilo que haviam conquistado.
o
convento em Plock, Polônia, onde ocorreu a primeira aparição de Jesus Misericordioso a Santa Faustina.Depois de passar por muitas provações físicas e morais, em 22 de fevereiro de 1931, Santa Faustina teve finalmente a comprovação de sua missão na terra.

Foi nesta data que Nosso Senhor fez a primeira aparição a Ela, revelando a importância de a humanidade praticar a devoção à Divina Misericórdia.

Todos os conselhos que Nosso Senhor deu à Santa Faustina estão registrados em um diário que Ela escreveu entre 1934 e 1938.

Nele estão descritas 83 revelações sobre o mistério e o culto da Divina Misericórdia.

(Reprodução das palavras de Nosso Senhor – trechos retirados do Diário de Santa Faustina Kowalska)

“Quanto maior o pecador, tanto maiores direitos tem à Minha misericórdia”.

“Minha filha, fala ao mundo da Minha Misericórdia, que toda a humanidade conheça a minha insondável misericórdia”.

“As almas que divulgam o culto da Minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende seu filhinho...e na hora da morte não serei Juiz para elas, mas sim o Salvador Misericordioso”.

"Consomem-Me as chamas da misericórdia; desejo derramá-las sobre as almas humanas. Ó! Que grande dor me causam, quando não querem aceitá-las! (...) Diz à humanidade sofredora que se aconchegue no Meu misericordioso Coração, e Eu a encherei de paz".

"A humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a Minha misericórdia”.

Assim como ficou registrado por Santa Faustina em seu diário, acredite: Nosso Senhor Jesus Cristo quer que você conheça e pratique essa devoção.

Fonte: BSCJ

Dia de São Venceslau, Mártir


(+ Boêmia, 929)
Era menino de 13 anos quando herdou o Ducado da Boêmia, por morte de seu pai Vratislau. Na Corte, duas influências opostas se defrontavam: de um lado, a piedosa Ludmila, mãe de Vratislau, que era católica fervorosa e educou no catolicismo o neto Venceslau; de outro lado, a duquesa Draomira, viúva de Vratislau, regente na menoridade de Venceslau.

Sendo pagã fanática e não conseguindo ter influência sobre o jovem duque, manifestava clara preferência pelo filho mais jovem, Boleslau, que também era pagão. Draomira mandou estrangular a sogra e passou a perseguir os católicos, mas não ousou tocar em São Venceslau. Este, impotente, tomou uma atitude prudentemente discreta até que, ao atingir os 18 anos, deu um golpe de força e destituiu a mãe, tomando posse do seu ducado e modificando radicalmente a situação.

Favoreceu o catolicismo, chamou de volta os missionários, mandou edificar igrejas, submeteu-se como vassalo do Sacro Império. Muito piedoso, fazia questão de preparar pessoalmente, com trigo de suas plantações e uvas de suas videiras, as hóstias e o vinho destinados ao Sacrifício da Missa. Fez um breve mas memorável governo e morreu aos 23 anos, assassinado por Boleslau, que, em conluio com a mãe, o atraíra para uma cilada.
Extraído do livro: “Cada dia tem seu santo …”/ADF

Santa Teresinha: “Vou passar o meu céu fazendo o bem na terra! “


Santa Teresinha do Menino Jesus é homenageada dia 1° de outubro. Em vida, passou desapercebida pelas freiras com quem vivia no convento em Lisieux, na França da Ordem das Carmelitas Descalças.

Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si. Parecia uma freira comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava, ouviu duas freiras comentarem entre si, do lado de fora de sua cela: “Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida… O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a notícia da sua morte?”

Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo. Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade.

A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre “Pequena Via”)

Faça a novena com fé e terás uma agradável surpresa! , foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja¹.

¹Extraído do livro: Cada dia tem seu santo…

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Como surgiu a oração do Santo Rosário


A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos aprenderam a rezar 150 Pai Nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

Posteriormente fez-se uma combinação dos saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo ou Maria Santíssima, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.

Rosa das rosas, Rainha das rainhas.
A palavra Rosário vem do latim Rosarium, que significa ‘Coroa de Rosas’.

Nossa Senhora é a Rosa Mística (como é invocada na Ladainha Lauretana), e em sua homenagem o nome Rosário, que vem de Rosas. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma Rosa espiritual, e por cada Rosário completo, lhe é entregue uma Coroa de Rosas.

A rosa é a rainha das flores, Rosa das rosas, como é a Rainha das rainhas. Sendo assim o Rosário é a “Rosa” de todas as devoções e, portanto, a mais importante.

O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de alegria, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é a oração mais poderosa, porque Maria Santíssima recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que Sua Mãe lhe pede. Em cada uma de suas Aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.

Fonte: Derradeiras Graças

sábado, 25 de setembro de 2010

PATER NOSTER

Mineiros soterrados no Chile receberão uma Virgem dos 33


Acenda uma vela no Oratório para os mineiros soterrados no Chile. A Pastoral Juvenil do Uruguai enviou uma imagem da Virgem dos Trinta e Três ao grupo de 33 mineiros chilenos soterrados na jazida San José de Atacama, para dar-lhes esperança “nestes momentos difíceis”.

A imagem foi entregue à delegação da Pastoral Juvenil chilena que participou do 3° Congresso Latino-americano de Jovens celebrado na Venezuela.

Na mensagem que acompanha a imagem, os jovens uruguaios explicam aos mineiros que “ela nasceu acompanhando os trinta e três homens que lutaram pela libertação de nosso país. Rezamos por sua libertação e pedimos à Virgem que interceda ante seu filho e os dê ânimo e esperança para passar estes momentos difíceis”.

“Recebam nossa saudação e a segurança de nossa oração dos jovens uruguaios presentes no 3° Congresso Latino-americano de Pastoral Juvenil”, expressaram.

Fonte: ACI Digital

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

IGREJA MISSIONÁRIA


Jesus foi enviado por Deus para comunicar a todos os homens o seu amor e os convidar a partilhar a vida divina. Por isso, andava pelos caminhos, ia de aldeia em aldeia, de cidade em cidade, da Galileia para a Judeia. Recusava deixar-se condicionar pela popularidade que a sua mensagem e acção suscitava, como conta S. Marcos (1, 36-38): “Simão e os que estavam com Ele seguiram-no. E, tendo-o encontrado, disseram-lhe: «Todos te procuram.» Mas Ele respondeu-lhes: «Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim»”.

Aos seus discípulos, Jesus torna-os participantes da sua própria missão, dizendo-lhes: “Como o Pai me enviou também eu vos envio a vós” (Jo 20,21). Eles começaram então a transmitir a quem encontravam os mesmos bens divinos que haviam recebido do seu mestre. Assim se iam constituindo comunidades de fiéis em diferentes cidades e regiões, como se relata no livro dos Actos dos Apóstolos. Deste modo, desde o início, a Igreja tornou-se missionária, aberta a todos os homens e empenhada em torná-los participantes dos dons espirituais de que vive. Ser missionária significa que não pode ficar fechada sobre si mesma.
Ao longo da história, o Evangelho de Cristo, através de obras e palavras, foi levado sucessivamente a mais homens e povos, saltando do Médio Oriente para Roma e irradiando, em várias épocas, por toda a Europa. Entretanto também os outros continentes foram recebendo, pouco a pouco, a mensagem cristã, que chegou a todo o mundo, ainda que muitos homens e mulheres a não conheçam e outros a não tenham acolhido. A missão continua, portanto, também nos nossos dias. Hoje, fala-se da “missão exterior” e da “missão no interior”: a primeira refere-se à actividade de levar o Evangelho aos povos e países sem nenhuma ou com reduzida presença de cristãos; a segunda, ao empenho na “nova evangelização” dos países onde o cristianismo já foi florescente.

No nosso tempo, a Igreja compreendeu que toda ela é missionária. Levar o Evangelho a todos é a sua vocação, é dom e responsabilidade inerente à fé cristã. Por isso, deve envolver não apenas alguns mas todos os baptizados, sejam eles sacerdotes, bispos, religiosos e religiosas, fiéis leigos, casados ou solteiros. Nenhum cristão está fora do dinamismo da missão. O mandado de Cristo, “como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”, é dirigido a todos os membros da Igreja. E faz-se sentir em cada comunidade cristã e mesmo nas famílias. A missão é vocação de cada baptizado.

São múltiplas e variadas as formas de realizar a missão quer no “exterior” quer no “interior”. Há quem receba o chamamento para deixar tudo e partir por causa do evangelho, por tempo indeterminado. Assim acontece com os homens e mulheres que recebem uma vocação missionária. E o mesmo se pode dizer dos sacerdotes, dos religiosos e das religiosas: o chamamento que receberam e a entrega que fizeram de si mesmos torna-os missionários de Cristo e da Igreja. A sua vida é dedicada a irradiar e a alimentar a fé nos outros, mediante obras e palavras. Serão tanto mais missionários quanto mais souberem corresponder com todo o seu ser e a sua vida ao mandato de Cristo: “Também eu vos envio a vós”. É por Cristo que fazem o que fazem.

Felizmente, há hoje novas formas de realizar a missão cristã. Há jovens que partem, por tempo mais ou menos prolongado, para testemunhar a beleza da fé e servir generosamente o seu próximo. Acontece também haver famílias que sentem o chamamento à missão e deixam a sua terra para irem por causa do Evangelho para outras paragens. Aí partilham com quem encontram as graças divinas. A missão da Igreja não tem fronteiras: há quem vai e quem vem, de longe ou de perto, de qualquer idade ou vocação, por muito ou por pouco tempo… O importante é que ninguém morra de sede por não lhe ter sido oferecida a “água viva” do Evangelho, ou de frio por não ter encontrado quem o aquecesse com o fogo do amor divino, ou sozinho, por não haver quem fosse em nome de Deus sua companhia. A missão da Igreja vive-se em cada casa, aldeia, vila, cidade, país e continente, mas não se detém a nenhuma porta, barreira ou fronteira… Cristo não se pode reter nem se detém. Continua a dizer-nos: “Vamos para outra parte, para aí pregar também…”.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Nossa Senhora das Maravilhas


A história dessa milagrosa imagem é verdadeiramente extraordinária. Ela estava ameaçada de destruição em um pequeno povoado vizinho a Salamanca, ignorando-se completamente como lá havia chegado. E hoje é uma das mais formosas que se veneram na Espanha.

No final do século XVI, tal imagem contudo estava tão maltratada, com o rosto tão desfigurado, que o Juiz Eclesiástico ordenou fosse enterrada.

Quando sua disposição estava para ser cumprida, o tumulto que se formou no pórtico da igreja, onde ela se encontrava, assemelhava-se a um enxame de abelhas dispostas a abandonar sua colméia.

Eram os fiéis que, acostumados a rezar diante daquela imagem deteriorada, viam desaparecer, com dor, o sagrado objeto por tanto tempo cultuado.

Em vão o pároco do lugar tentou cumprir a ordem do Juiz Eclesiástico. Entre os que se lhe opunham com prantos e brados destacava-se João González e, muito particularmente, sua esposa, os quais pediam que a imagem lhes fosse entregue.

A solicitação foi-lhes recusada. Contudo, tantas e tão intensas foram as instâncias daquela mulher que, ao cabo de vinte e seis anos de perseverantes esforços, conseguiu ela que a autoridade eclesiástica satisfizesse seu desejo.

E assim, com o coração palpitante de alegria e com respeitoso amor por haver salvo a imagem, levou aquele inestimável tesouro até sua casa. Graças, pois, à sua piedosa devoção, evitou-se o desaparecimento da imagem, sem que se saiba ao certo por que, durante tanto tempo, ficou sem cumprimento a ordem do Juiz.

Em Madri, os milagres se multiplicam

Depois de passar por grandes vicissitudes, foi a imagem vendida em Madri a Ana Maria del Carpio, esposa de um escultor. Este, a seus rogos, retocou a imagem, apesar do estado lastimável em que encontrava.

Segundo a tradição, antes de a imagem passar ao seu poder, Ana Maria, em sonhos, viu-a rogando-lhe que não lhe recusasse um albergue em sua casa, porque assim convinha que fosse servida.

E abrindo-lhe as mãos, entre elas mostrava-lhe um Menino, que era seu Santíssimo Filho Jesus, a quem uma flor – a maravilha – servia de trono.

Três anos permaneceu a imagem na casa de Ana Maria. Os milagres que operou nesse período, porém, impeliram o Vigário Geral de Madri a intimar a esposa do escultor a depositá-la em algum convento ou igreja, para que recebesse o devido culto público e a veneração dos fiéis.

Obrigada a obedecer à determinação da autoridade, resolveu Ana Maria ceder sua imagem ao convento – hoje das Maravilhas – da Igreja de Santo Antão, o qual era ocupado por freiras carmelitas.

Cumprindo-se a ordem do Vigário Geral, no dia 1º de fevereiro de 1627 a imagem foi transladada, em uma carruagem, da casa de Ana Maria del Carpio para o convento.

E, durante o cortejo, todas as pessoas do povo observaram que uma pomba seguia ininterruptamente a carruagem até chegar à porta da igreja, quando pousou uns instantes sobre o teto do coche.

Depois, alçando vôo rapidamente, tão-logo a imagem entrou no templo, a ave dirigiu-se ato contínuo ao coro das freiras, deixando-se pegar por elas.

A imagem e a resistência anti-napoleônica

A sagrada imagem da Virgem, que se venera neste convento, não somente emprestou seu nome ao templo em que foi colocada – a Igreja das Maravilhas – como também ao bairro em que o convento está situado.

É digno de menção que, a partir de uma praça de guerra, localizada nas imediações do convento, a coragem do povo espanhol tenha se manifestado de modo tão heróico, pois ali, em 1808, se lançou o primeiro grito de resistência contra as hostes revolucionárias napoleônicas.

Brado que, ecoando intensamente por toda a nação, ao cabo de seis anos foi responsável pela expulsão do solo espanhol das tropas de José Bonaparte, usurpador do trono dos Reis Católicos. Brado que também devolveu o cetro a seu legítimo monarca que o havia herdado de seus ancestrais.

Os gloriosos lances históricos acima descritos fizeram com que os habitantes do bairro das Maravilhas, entusiasmados com a defesa heróica da Religião e da Pátria que levaram a efeito naquela ocasião, conduzissem a imagem de sua Padroeira em procissão de ação de graças, numa data muito significativa: 30 de julho de 1808, dia em que José Bonaparte teve que evacuar a capital espanhola – não tendo durado sua permanência em Madri mais que dez dias -, em conseqüência da batalha de Bailén.
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Fonte de referência:
Conde de Fabraquer, Historia. Tradiciones y Leyendas de Ias imágenes de Ia Virgen. aparecidas en Espana. tomo III, lmprenta y Litografia de D. Juan José Martínez, Madrid, 1861, pp. 325 a 350.

Fonte: Páginas Marianas

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


“Uma Missa bem assistida em vida será mais útil à sua salvação do que tantas outras que mandarem celebrar por você após sua morte.” (Santo Padre Pio de Pietrelcina)

Você já parou para analisar como tem demonstrado sua fé?


O Santo Padre Pio de Pietrelcina declarou que: “Muitas vezes Deus não nos escuta para que não nos tornemos ainda mais ingratos.” Então nossas preces podem ser em vão? Ou a mensagem de Padre Pio não fora compreendida?

Onipresente, Nosso Senhor sempre ouve nossas súplicas e tem o discernimento que muitas vezes nos falta para compreender a melhor maneira de resolver nossos problemas e aflições no dia-a-dia.

São João da Cruz lembra: “Quem se queixa ou murmura não é cristão perfeito, nem mesmo um bom cristão.”

Em certas situações, falta-nos algo para alcançar as bênçãos que tanto pedimos e almejamos. É o caso de colocarmos em prática as palavras de Santa Teresa de Jesus: “Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandones nem as boas obras de oração, nem a penitência a que estás habituada. Antes, intensifica-as. E verás com que prontidão o Senhor te sustentará”.

Basta pensar em Nosso Senhor que Seus ouvidos se voltarão para nós. Ninguém deve duvidar disso. Ocorre que às vezes nossa provação ainda não chegou ao fim, o que nos causa a impressão ingrata de que Nosso Senhor não nos escuta.

Ele pode colocar diante de nós um caminho que nos levará a graça alcançada. Um deles acontece por intermédio de Nossa Senhora das Graças: Ela prometeu conceder grandes graças a todos que usarem com confiança a Medalha Milagrosa, que mandou cunhar, em aparições à Santa Catarina Labouré.

domingo, 19 de setembro de 2010

sábado, 18 de setembro de 2010


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Santa Maria Goretti, virgem, mártir, +1902


Santa Maria Goretti, virgem, mártir, +1902

Santa Maria Goretti ou Marieta, como também era chamada, foi uma daquelas santas que morreram pelo facto de não quererem cometer pecado. Nascida na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália, Maria Goretti e sua família foram obrigados a mudar-se para o inóspito Agro Pontino, na localidade de Ferrieri di Conca, em busca de trabalho.

Seus pais trabalhavam na lavoura enquanto Maria cuidava dos seus quatro irmãos mais novos.

Poucoo tempo depois, quando a menina tinha dez anos, seu pai morreu de doença grave. Sua mãe, Assunta, trabalhava duramente no campo para ganhar o sustento da casa. Além de cuidar da casa e dos irmãos, Maria aproveitava o tempo que lhe restava para correr até à Igreja mais próxima e aprender o catecismo. Aos doze anos, num domingo de Maio, pôde fazer a primeira comunhão. Apesar de ter somente doze anos, Maria Goretti era muito crescida, o que chamou a atenção de um jovem garoto de 18 anos, Alexandre Serenelli. Um dia, aproveitando um momento em que Maria estava sozinha com sua irmã mais nova, Alexandre procurou seduzí-la. Diante da resistência da jovem menina, Alexandre apunhalou-a com vários golpes. A santa foi transportada ao hospital e antes de morrer perdoou ao assassino com as seguintes palavras: “Por amor a Jesus perdôo e quero que venha comigo para o paraíso”. Alexandre foi condenado a trabalhos forçados até os 27 anos, altura em que foi absolvido por boa conduta. Ele conta ter tido uma visão da pequena mártir, que o fez mudar de vida. Maria Goretti foi canonizada em 1950.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Benedictus


Bendito seja o Senhor,
Deus de Israel,
porque visitou e resgatou o seu povo,
e suscitou-nos um poderoso Salvador,
na casa de Davi,
seu servo (como havia anunciado, desde os primeiros tempos, mediante os seus santos profetas),
para nos livrar dos nossos inimigos,
e das mãos de todos os que nos odeiam.
Assim exerce a sua misericórdia com nossos pais,
e se recorda de sua santa aliança,
segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão:
de nos conceder que,
sem temor,
libertados de mãos inimigas,
possamos servi-lo em santidade e justiça,
em sua presença,
todos os dias da nossa vida.
E tu, menino,
serás chamado profeta do Altíssimo,
porque precederás o Senhor e lhe prepararás o caminho,
para dar ao seu povo conhecer a salvação,
pelo perdão dos pecados.
Graças à ternura e misericórdia de nosso Deus,
que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente,
que há de iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte
e dirigir os nossos passos nos caminhos da paz.

Fonte: Paroquia SCJ

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dia de Nossa Senhora das Dores


Trata-se de uma devoção muito antiga, na qual Nossa Senhora é venerada enquanto tendo sido traspassada, no alto do Calvário, por uma espada de dor, à vista da Paixão e Morte de seu Divino Filho. Ela Se uniu perfeitissimamente ao sacrifício do Redentor, pelo que mereceu ser chamada por muitos santos e teólogos Corredentora do gênero humano.

Extraído do livro: “Cada dia tem seu santo…”

A Santa Catarina de Alexandria, protetora dos estudantes


Santa Catarina de Alexandria, que tivestes uma inteligência abençoada por Deus, abre a minha inteligência, faze entrar na minha cabeça as matérias de aula, dá-me clareza e calma na hora dos exames, para que possa ser aprovado(a). Eu quero aprender sempre mais, não por vaidade, nem só para agradar aos meus familiares e professores, mas para ser útil a mim mesmo, a minha família, à sociedade e à minha Pátria. Santa Catarina de Alexandria, conto contigo. Conta também tu comigo. Eu quero ser um(a) bom(a) cristão(a) para merecer a tua proteção. Amém.

Extraído do livro: Novena para todas as necessidades

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pequeno catecismo da devoção ao Sagrado Coração de Jesus


Receba em sua casa a estampa do Sagrado Coração de Jesus Etimologicamente, deriva do latim “devovere”, que significa “consagrar à divindade”. Comumente, é tomada para designar um conjunto de orações e atos de piedade adotados pelos fiéis, com a aprovação da Igreja, para honrar uma pessoa ou uma coisa santa. Também é empregada para indicar fervor: “Rezar com muita devoção”.

De que espécie de atos se compõe uma devoção?

A devoção se compõe de duas espécies de atos: os atos interiores e os atos exteriores.

Os atos interiores são aqueles produzidos pela inteligência, vontade e memória, e permanecem ocultos às pessoas.

Os atos exteriores são os praticados com o concurso dos órgãos corporais (olhos, mãos, braços, etc.) e percebidos pelos sentidos.

Quais são os atos da inteligência?

Os atos da inteligência nos fazem conhecer a excelência da devoção e as razões para praticá-la. O primeiro cuidado para se ter uma grande devoção ao Sagrado coração é conhecê-Lo, o que se consegue especialmente pelo estudo, reflexão e meditação.

Quais são os atos da vontade?

São os atos próprios da devoção: adoração, submissão, amor, veneração.

E o papel da memória?

A memória auxilia a inteligência e a vontade. Reapresenta à inteligência dados que a impressionaram durante o estudo ou a meditação, fortalecendo assim a convicção.

Pela recordação freqüente das verdades conhecidas, a vontade se sente mais facilmente movida à adoração, ao desagravo, ao pedido de graças.

Que é mais importante: o culto interior ou o culto exterior?

Sem dúvida alguma, o mais importante é o culto interior. O culto exterior não é senão a irradiação da piedade interior. É na alma que se encontra o centro da verdadeira devoção. As manifestações sensíveis só têm valor religioso na medida em que são vivificadas pelo fervor interior.

Qual é o devoto autêntico do Sagrado Coração de Jesus?

O devoto autêntico do Sagrado Coração de Jesus é aquele que procura conhecer a fundo essa devoção, e tem uma disposição efetiva de amá-Lo e fazer tudo quanto corresponda à Sua vontade.

Segundo Santa Margarida Maria, qual é o fim principal da devoção ao Sagrado Coração?

“O fim principal desta vocação é converter as almas a seu amor”, diz Santa Margarida Maria. Em outras palavras, retribuir dignamente o amor que Nosso Senhor teve por nós.

Extraído do livro: “O estandarte da vitória”,

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dia de São João Crisóstomo, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja


(+ Ponto, Ásia Menor, 407)
Passou alguns anos como eremita solitário no deserto e depois foi sacerdote em Antioquia. Nomeado bispo e patriarca de Constantinopla, esforçou-se para moralizar o Clero, no qual havia desvios e escândalos, e chegou a depor bispos indignos. Denunciou também, corajosamente, abusos de autoridades civis. Despertou, por tudo isso, antipatias em pessoas poderosas, tanto na ordem espiritual quanto na temporal. Foi, em conseqüência, duas vezes desterrado e morreu no exílio. Era amigo íntimo e tinha sido colega de estudos de São Basílio Magno. Sua eloqüência extraordinária lhe valeu o título de Crisóstomo, que em grego significa “Boca de Ouro ” e a designação, pelo Papa São Pio X, como o patrono da eloqüência sagrada. É considerado um dos quatro grandes Doutores da Igreja Oriental e deixou uma produção intelectual abundante e variada, composta de aproximadamente 600 sermões e discursos.

Extraído do livro: “Cada dia tem seu santo… “

domingo, 12 de setembro de 2010

Hino "Veni Creator"


Vinde, Espírito Criador,
visitai as almas dos Vossos;
enchei de graça celestial
os corações que criastes!

Sois o Divino Consolador,
o dom do Deus Altíssimo,
fonte viva, o fogo, a caridade,
a unção dos espirituais.

Com os Vossos sete dons:
sois o dedo da direita de Deus,
Solene promessa do Pai
Inspirando nossas palavras.

Acendei a luz nos sentidos;
insuflai o amor nos corações,
amparai na constante virtude
a nossa carne enfraquecida.

Afastai para longe o inimigo;
Trazei-nos prontamente a paz
Assim guiados por Vós
Evitaremos todo o mal.

Por Vós explicar-se-á o Pai
E conheceremos o Filho;
Dai-nos crer sempre em Vós
Espírito do Pai e do Filho.

Glória ao Pai, Senhor,
Ao Filho que ressuscitou
Assim como ao Consolador.
Por todos os séculos. Amém

V/ Enviai, Senhor, o vosso espírito e tudo será criado
R/ E renovareis a face da terra

Ó Deus, que ilustrastes os corações dos fiéis com as luzes do Espírito Santo, dai-nos, pelo mesmo Espírito, procurar o que é recto, e nos alegrarmos sempre com a sua consolação. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém

sábado, 11 de setembro de 2010

Dia de São João-Gabriel Perboyre, Mártir


(+ China, 1840)

Nascido na França, de uma família modesta e piedosa, ingressou, juntamente com dois irmãos, na Congregação da Missão, fundada por São Vicente de Paulo. Duas irmãs suas entraram para a mesma família espiritual vicentina, como Irmãs de Caridade. Algum tempo depois de ordenado sacerdote, foi mandado como missionário para a China. Pedia sempre a Deus a graça de morrer mártir. Depois de quatro anos de pregação, foi preso pelas autoridades pagãs. Permaneceu um ano no cativeiro, sofrendo torturas cruéis, até ser crucificado.

Extraído do livro: “Cada dia tem seu santo"

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

S. Lourenço - Mártir


São Lourenço sofreu o martírio durante a perseguição de Valeriano, em 258. Era o primeiro dos sete diáconos da Igreja romana. A sua função era muito importante o que fazia com que, depois do Papa, fosse o primeiro responsável pelas coisas da Igreja. Como diácono, São Lourenço tinha o encargo de assistir o papa nas celebrações; administrava os bens da Igreja, dirigia a construção dos cemitérios, olhava pelos necessitados, pelos órfãos e viúvas. Foi executado quatro dias depois da morte de Sisto II e de seus companheiros.

O seu culto remonta ao século IV.

Preso, foi intimado a comparecer diante do prefeito Cornelius Saecularis, a fim de prestar contas dos bens e das riquezas que a Igreja possuía. Pediu, então, um prazo para fazê-lo, dizendo que tudo entregaria. Confessou que a Igreja era muito rica e que a sua riqueza ultrapassava a do imperador. Foram-lhe concedidos três dias. São Lourenço reuniu os cegos, os coxos, os aleijados, toda sorte de enfermos, crianças e velhos. Anotou-lhes os nomes ... Indignado, o governador concedeu-o a um suplício especialmente cruel: amarrado sobre uma grelha, foi assado vivo e lentamente. No meio dos tormentos mais atrozes, ele conservou o seu "bom humor cristão". Dizia ao carrasco: "Vira-me, que deste lado já está bem assado ... Agora está bom, está bem assado. Podes comer!..."

Roma cristã venera o hispano Lourenço com a mesma veneração e respeito com que honra os primeiros apóstolos. Depois de São Pedro e São Paulo, a festa de São Lourenço foi a maior da antiga liturgia romana. O que foi Santo Estêvão em Jerusalém, foi São Lourenço em Roma.


(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Santa Edviges


Santa Edviges, duquesa da Polônia, trazia sempre nos braços uma estatueta de Nossa Senhora. Quando morreu, não foi possível tirar-lhe

das mãos. Quarenta anos mais tarde abriram-lhe o túmulo; verificaram então que os três dedos que seguravam a imagem estavam incorruptos.

N.B.: É de se notar como na Idade Média e mesmo depois, proliferavam santos advindos da classe nobre e das elites; é justamente esta grandeza que fez desta classe a nobreza; ela arrastava o povo com seus magníficos exemplos de virtudes.

Fonte: ADF

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

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