quinta-feira, 31 de março de 2011

Por que acendemos velas?


Esperamos que o texto abaixo seja esclarecedor.Compartilhe-o com seus amigos através das redes sociais.

I – Simbologia da vela

O sentido da vela acesa é muito importante por corresponder a muitos significados. Muito adequadamente a vela representa o homem. O homem (a criatura humana) é um ser resultante da união substancial da alma racional (espiritual) com o corpo (matéria), formado por ela. De maneira que cada alma tem o seu corpo específico.

Portanto, seria impossível a alma de uma pessoa (José, por exemplo) unir-se ao corpo de outra pessoa (Joaquim, por exemplo). Se isso acontecesse a alma do “José” destruiria o corpo do “Joaquim” para alimentar-se dele e daí, por meio do processo digestivo, formaria o seu corpo. Seria uma antropofagia…

A vela, por sua fez, é formada da cera (“corpo”) e do fio (“alma”, elemento de coordenação). É o fio que recebe o fogo (a chama), mas a cera (“corpo”) o sustenta e o condiciona para que nele a chama (a “fé”) se desenvolva. Por outro lado, a cera tem também uma série de qualidades que servem de analogias. Uma delas é que ela é fruto da abelha, que é casta. Ora, quanto mais casta (pratica a castidade, segundo o estado) é uma alma, mais ela tem facilidade de admitir as verdades de fé. A impureza (imoralidade) leva as almas para a impiedade!

A chama (o fogo) está sempre tendendo para cima, para o mais alto, como se pode observar. Resiste aos ventos e, se não apagar, eleva-se de novo. O fogo acesso num terreno baixo imediatamente procura subir para o alto das montanhas. Igualmente a Fé. A Fé é a virtude que leva à adesão firme, inabalável, da nossa inteligência às verdades que Deus nos revelou. Por isso, a Fé (viva, operosa, não morta) está sempre elevando a pessoa para o “desejo dos bens celestes”. Ou seja, para aquilo que de mais alto podemos desejar!

Dessa forma, a vela acesa representa nosso culto, nossas orações e nosso ato de Fé a Deus Nosso Senhor, à Santíssima Virgem, aos Anjos e aos Santos.

Em qualquer cerimônia litúrgica, acendem-se velas no altar para simbolizar, de um lado, a consumação da criatura diante do Criador, o sacrifício de Cristo em substituição à humanidade; e de outro lado, porque é Cristo que está se sacrificando, ele que é a «Luz do mundo». A Igreja, a exemplo de seu fundador, que usou objetos materiais (pão, vinho, água, óleo) para significar realidades imateriais, usa também materiais para esse fim (velas, incenso, imagens, etc.); nossa natureza, que é uma composição de matéria e de espírito, o requer. Não sendo o homem “nem anjo nem simples animal” ele só consegue alcançar o espiritual e o sobrenatural por intermédio do sensível e do natural.

II – Símbolo de consumação

Deus é nosso Criador e nós, suas criaturas. Quer dizer que tudo o que somos e tudo o que temos nos foi dado de graça por Deus. Por conseguinte, seu poder sobre nós é absoluto e seus direitos ilimitados. Pode até exigir a nossa própria vida em sacrifício. Deus pediu a Abraão que lhe sacrificasse Isaac, seu filho único. Abraão obedeceu. No instante em que ia descer o cutelo para matar o filho em cima da fogueira, um Anjo reteve a sua mão. E substituiu Isaac por um carneiro (Gn 22). Deus mostrava, assim, que os sacrifícios humanos não são agradáveis a seus olhos; apenas quis pôr à prova a fidelidade e a obediência de seu servo. É o que acontece, muitas vezes, com cada um de nós.

Na história da humanidade houve um só sacrifício de seu próprio Filho feito homem, nosso Senhor Jesus Cristo, na cruz, para a salvação e a redenção do gênero humano. Esse sacrifício continua renovando-se misticamente, de modo incruento, na santa Missa.

Que relação pode haver entre um sacrifício e uma vela acesa?

A vela acesa substitui, diante de Deus, a pessoa que a acende: consome como se fosse um holocausto oferecido a Deus. O holocausto era, na Antiguidade e na lei mosaica, o sacrifício mais perfeito, porque por ele a vítima era oferecida a Deus e queimada por inteiro em reconhecimento a seu poder e direito absolutos sobre quem a oferecia. A vela acesa é um holocausto em miniatura. A pessoa adquire a vela, que passa a lhe pertencer. Acende-a para ser consumida, em seu lugar.

Uma vela acesa a Deus simboliza, portanto, a adoração e a submissão total de quem a acende ao Deus Todo Poderoso, Senhor e Criador de todos os seres. Uma vela acesa para Nossa Senhora ou para um santo tem o mesmo simbolismo, só que este sacrifício é oferecido a Deus por intermédio de Nossa Senhora e/ou daquele santo. Evidentemente não tem o mesmo valor do sacrifício eucarístico, cujo valor é infinito, visto que por ele é o próprio Homem-Deus que se oferece a seu Pai.

Vela acesa é, pois, símbolo de consumação.

III – Símbolo de Nosso Senhor Jesus Cristo, Luz do Mundo

A vela acesa tem também outro simbolismo. Irradiando luz, simboliza Cristo «Luz do mundo», conforme ele próprio se designou. Por isso, nos ofícios litúrgicos, usam-se freqüentemente velas acesas, sobretudo durante a semana santa e o tempo pascal. Mas o “dia da luz” é o sábado santo, na Vigília da Páscoa (muitas vezes também chamado de Sábado da Luz).

Nele procede-se à bênção solene da luz: o sacerdote benze, atrás do altar, uma vela acesa e, depois, de frente para os fiéis, convida-os a acender dessa vela benta, suas velas, dizendo: «A luz de Cristo ilumina a todos!… Bendito seja o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que ilumina e santifica nossas almas». E com as velas acesas faz-se uma procissão dentro da igreja, ao canto de Salmos.

No domingo da Páscoa, ao iniciar a cerimônia da entrada triunfal de Cristo, que precede a liturgia da ressurreição, o sacerdote, segurando o círio pascal aceso, convida os presentes a acender dele os seus círios, dizendo: “Vinde, tomai luz da Luz sem ocaso, e glorificai a Cristo que ressuscita dos mortos”. E todos saem da igreja em procissão com velas acesas, para o anúncio da ressurreição de Cristo, pela leitura do evangelho próprio e o canto do hino da ressurreição: «Cristo ressuscitou dos mortos; venceu a morte pela morte, e aos que estão nos túmulos Cristo deu a Vida».

Depois, o celebrante bate na porta fechada, exigindo sua abertura e entra primeiro, seguido dos fiéis, sempre com velas acesas, ao canto do Cânon da Ressurreição. Nesse caso Nosso Senhor Jesus Cristo, ressuscitado, representa a luz sem ocaso.

Esse simbolismo, encontramo-lo também no sacramento do batismo, chamado também sacramento da iluminação. Depois de batizar a criança – que passa, assim, das trevas do pecado para a luz da graça –, o sacerdote manda acender as velas que os presentes seguram na mão e proclama: «Bendito seja Deus que ilumina e santifica todo homem que vem a este mundo».

IV – Velas – Significados especiais

Cada vela contém três partes: a cera, o pavio e o fogo, simbolizando as três Pessoas da Santíssima Trindade. A cera simboliza o Pai; o pavio, o Filho; e o fogo, o Espírito Santo.

A vela sozinha, acesa, simboliza Cristo Nosso Senhor: a cera, a sua Carne; o fogo, a Divindade. As duas velas – recomendadas pelo ritual romano para a celebração da santa missa – têm sua origem no Antigo Testamento, quando o Rei Salomão fez dois castiçais de ouro e os pôs no altar do templo, um de cada lado (Êxodo, capítulo 25). Desde então foi prefigura para a Lei da Graça, porque Cristo, na noite da Santa Ceia, também dispôs as luzes para este sacrifício.

É tradição apostólica não celebrar sem o crucifixo. Coloca-se a cruz no meio do altar entre dois castiçais, porque significam o povo gentio e o povo judeu, dos quais Nosso Senhor foi mediador.

O fogo simboliza a Fé. Simboliza também a alegria dos povos no nascimento do Senhor. Também simboliza Cristo, que disse: “Eu sou a luz do mundo”. A Missa é para iluminar, e os ministros são iluminados. A luz dos castiçais simboliza a fé do povo. Foi o Papa Melquíades quem mandou usar dois castiçais. Ele governou a Igreja de 311 a 314. Muitas velas na Missa simbolizam a Fé dos assistentes.

Acendem-se velas — diz Santo Agostinho em seus sermões — “para Cristo acender, em nossos corações, o fogo de sua ardente caridade e amor, porque, por amar-nos tanto, padeceu até morrer na cruz”.

(Fonte: Curso de Liturgia – Pe. Marciano Gonçalves Siqueira)

Digne-se conceder a salvação também a nós – por intermédio da Virgem Misericordiosa – Aquele que é bendito pelos séculos dos séculos. Amém.”

Fontes:- “Sermões de Santo Antonio” – Ed. Messaggero – Padova, 1979 – Volume III.

– “Teologia Orante na Liturgia do Oriente” – Editora Ave Maria -1998)

- “Curso de Liturgia” – Pe. João Batista Reus, S. J.

- “Formação da Missa através do tempos” – Padre Marciano Gonçalves Siqueira

quarta-feira, 30 de março de 2011

Um mártir de nossos tempos


De acordo com o site da Radio Vaticano, a Conferência Episcopal do Paquistão decidiu em reunião que se concluiu sexta-feira última (25), apresentar um pedido oficial à Santa Sé para proclamar “mártir da fé e protetor da liberdade religiosa” Shahbaz Bhatti, o ministro paquistanês para as Minorias religiosas assassinado no último dia 2 de março por causa de suas batalhas contra a leis da blasfêmia em vigor no país.

A agência Fides destaca que o pedido foi aprovado por unanimidade, e foi apresentado pelo Bispo de Multan e representante para o Diálogo Inter-religiso, Dom Andrew Francis, que recordou em particular o autêntico testemunho de fé do expoente político que chegou a dar a vida por sua missão.

Bhatti sempre foi um defensor da fé católica e chegou a afirmar que seu amor à causa de Nosso Senhor Jesus Cristo o acompanharia até a morte:

“Eu não busco a popularidade, não quero posições de poder. Eu só quero um lugar aos pés de Jesus. Eu quero que minha vida, meu caráter, minhas ações falem por mim e digam que eu estou tentando seguir a Jesus Cristo. Esse desejo é tão forte em mim que eu considerava um privilégio se – e em meu esforço nesta batalha é para ajudar os necessitados, os pobres, os cristãos perseguidos no Paquistão – Jesus aceitar o sacrifício da minha vida. Eu quero viver para Cristo e para Ele morrer”.

Precisamos rezar para que o Vaticano reconheça Bhatti como mártir da fé católica. Ele deu sua vida por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, defendendo até a morte os cristãos perseguidos no Paquistão
fonte: AASCJ

terça-feira, 29 de março de 2011

Salmos, 1


1. Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.
2. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.
3. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.
4. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.
5. Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.
6. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição.

Bíblia Ave Maria - Todos os direitos reservados.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Em cima do muro?


Não queiras agradar a todos, por que quem quer agradar a todo mundo acaba não agradando ninguém. Tem coisas na vida que tem que se tomar uma posição. Ninguém pode agradar a Deus e ao diabo ao mesmo tempo.

Eis o que meu grande amigo, Pe. Sávio, colocou no seu Blog Capelania Hospitalar de São Camilo:

Havia um grande muro separando dois grandes grupos. De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.

Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus.

E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.
O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:

- Ei, desce do muro agora… Vem pra cá!

Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada.
Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:

- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:

- É PORQUE O MURO É MEU.

Nunca se esqueça:
Não existe meio termo.
O muro já tem dono.

fonte ADF

domingo, 27 de março de 2011

Com Nosso Senhor Jesus Cristo não temos mais sede


Nesse tempo de quaresma temos a oportunidade, cada um de nós, de fazermos penitencia e melhorar nossa vida de piedade. Os três domingos iniciais são dedicamos a temas batismais: água, luz e vida. Assim, a liturgia nos dá oportunidade de estarmos em união com Deus e com as pessoas que praticam a fé em Cristo.

No livro do êxodo narra-se o Povo de Deus pedindo água a Moisés. Caminhavam pelo deserto, o que, para nós, significa período de dificuldade e de provação. O povo murmura e revolta-se contra Moisés, pedindo água: “Dá-nos água para beber…” E Deus, de modo maravilhoso, intervém, fazendo brotar milagrosamente água da rocha de Horeb.

Moisés, dando água ao povo sedento, é a prefigura de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos vai dar a “água viva”, que para nós é o Espírito Santo, que nos anima e nos dá a vida sobrenatural. Água é indispensável para todos os seres vivos na terra (cf. Ex 17,3-7). São Paulo reafirma que Deus sempre infunde seu Amor em nossos corações, como podemos constatar o episodio de Nosso Senhor com a Samaritana. (Rm 5,1-2.5-8)

Jesus estava cansado e com muita sede. No Poço de Jacó, Ele se senta, e uma mulher, samaritana, com o cântaro (balde) e o com o coração vazios, aproxima-se em busca d’água. Jesus faz algo extraordinário, contrariamente aos costumes da época com relação ao preconceito de raças. À mulher samaritana Ele pede água, dizendo: “Dá-me de beber”. A samaritana acha estranho um judeu dirigir-lhe a palavra. Os apóstolos estranham ainda mais essa atitude de Nosso Senhor, conversando com uma mulher samaritana.

Nosso Senhor começa a lhe manifestar quem é, revelando-lhe o próprio estado de alma dela: já tinha tido cinco maridos! Mas, ao mesmo tempo, diz que poderia dar-lhe “água viva” que a saciaria para sempre. Nunca mais teria sede. Ou seja, satisfaria plenamente sua sede de alma. No inicio ela ficou confusa, mas aos poucos foi se dando conta de que estava diante do Messias (que quer dizer o Cristo) que anunciaria todas as coisas.

Os cinco ex-“maridos” da samaritana simbolizam os nossos cinco sentidos corporais (visão, audição, paladar, olfato e tato). Nosso Senhor convidou-a para um sentido superior: para as verdades da Fé.

Antes de termos o uso da razão somos dirigidos por esses cinco sentidos da carne. Mas quando a alma se torna capaz de sentir, ela ou é dirigida pela sabedoria ou cai no erro.

Nosso Senhor Jesus Cristo é a Sabedoria encarnada. Por isso Ele disse à samaritana: “Deixe este adúltero que te corrompe (ou seja, a vida segundo os sentidos corporais, que só se preocupa os prazeres sensíveis e os bens temporais) e chame o teu autêntico esposo (a vida espiritual) para que me entendas”. Entender o quê? Que Ele era a Palavra da verdade que haveria de ressuscitar dos mortos e nos daria a vida eterna.

A samaritana, em face disso, teve fé e não mais indagou sobre alguma necessidade mundana ou relativa às coisas da terra – como saúde do corpo, dinheiro, abundância de bens materiais –, mas começou a tratar unicamente de doutrina e de assuntos relacionados à fé, como, por exemplo, qual o lugar para se prestar o verdadeiro culto a Deus. Ela compreendeu, antecipadamente, a recomendação de Nosso Senhor: “buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas”. (Luc, 12,29)

Felizmente hoje temos um lugar certo para conhecer, amar e servir a Deus. É a Santa Igreja Católica, Apostólica e Romana. Temos, ademais, a Santíssima Virgem Maria que é um caminho fácil, curto, perfeito e seguro para chegar àquele Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, capaz de satisfazer nossa alma da sede do Verdadeiro, do Bem e do Belo, definitivamente.

Fonte: Vocacionados Menores/AASCJ

sábado, 26 de março de 2011

Scraps
Recados animados

Hoje há mais bruxas que na Idade Média?

Harry Potter leva ao satanismo, diz ex-bruxa.
Na Inglaterra, segundo o censo oficial de 2001, 31.000 mulheres se declararam bruxas por profissão.

Mas, o número real hoje seria muito maior de acordo com o vaticanista de “La Stampa” Giaccomo Galeazzi, em virtude do impulso comunicado às artes diabólicas pela série de filmes e novelas do gênero Harry Potter.Elizabeth Dodd, ex-bruxa de Oxford convertida ao catolicismo, denunciou que o retorno do paganismo e da magia abre as portas a um mundo obscuro do ocultismo e do satanismo, por vezes ligado ao crime ritual.

A Catholic Truth Society de Londres publicou o livrinho “Wicca and Witchcraft, understanding the dangers”, alertando os pais de família para as ameaças contidas nessas práticas condenadas pela Igreja.
Parece que o mundo laicista acabou gerando mais bruxas e contatos com o inferno dos que havia na Idade Média.
Fonte: Glórias da Idade Média/AASCJ

sexta-feira, 25 de março de 2011

Estudo indica que religião pode acabar em 9 países ricos


De acordo com matéria que saiu na Folha.com, dados de censos colhidos desde o século 19 indicam que a religião pode ser extinta em nove nações ricas que foram analisadas em um estudo científico.

A pesquisa identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca –o país com o índice mais elevado, com 60%.

Usando um modelo de progressão matemática, o levantamento –divulgado durante um encontro da American Physical Society– mostra que as pessoas que seguem alguma religião vão praticamente deixar de existir nestes países.

Na Holanda, por exemplo, 70% dos holandeses não terão religião alguma até 2050. Hoje, esse grupo é de 40% da população.

“Em muitas democracias seculares modernas, há uma tendência maior de as pessoas se identificarem como sem uma religião”, afirma Richard Wiener, que trabalha em um centro de pesquisa em ciência avançada, subordinado ao departamento de física da Universidade do Arizona.

A pesquisa seguiu um modelo de dinâmica não-linear que leva em conta fatores sociais e a influência que exercem em uma pessoa a fazer parte de um grupo não-religioso.

Os parâmetros se mostraram semelhantes em vários países pesquisados, indicando que a religião está a caminho da extinção nessas nações.

Vamos rezar por estas nações, para que missionários católicos possam chegar até países onde seus habitantes se acham auto-suficientes e por isso, não precisam buscar Nosso Senhor por meio da religião.

Foi o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo quem ordenou a São Pedro que edificasse a Sua igreja na Terra. Religião vem do latim “religio”, que quer dizer “ligar novamente”. Os homens pensam que por si só podem chegar até Deus, mas estão equivocados e perdidos se continuarem com esta visão.

Acenda uma vela por cada país citado na matéria: Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca

fonte: ADF

A Têmpera


Um ferreiro, depois de uma juventude cheia de excessos, decidiu entregar sua alma a Deus. Passou então, a trabalhar com afinco, a praticar a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo em sua vida. Ao contrário, os problemas e as dívidas acumulavam-se cada vez mais.

Numa tarde, um velho amigo, que se compadecia de sua difícil situação, comentou com ele:
- É realmente estranho que, justamente depois de você se tornar um homem temente a Deus, sua vida tenha piorado. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de sua crença espiritual, nada tem melhorado na sua vida.

O ferreiro já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender, no entanto, o que acontecia em sua vida. Porém, acreditava numa coisa e procurou explicá-la amigo:

- Eu recebo nesta oficina, o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas.
Primeiro, eu aqueço a chapa de aço ao rubro. Em seguida, sem qualquer piedade, pego o martelo mais pesado e aplico vários golpes até que adquira a forma desejada. Depois, eu a mergulho numa tina de água fria e a oficina inteira se enche de vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita. Uma vez apenas, não é suficiente.

O ferreiro fez uma longa pausa e continuou:

- Às vezes, o aço que chega às minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. Eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada.
Então, simplesmente coloco-o no monte de ferro velho que você viu na entrada da ferraria.

Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:

- Sei que Deus está colocando-me no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas da vida e, às vezes, sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço.
Mas a única coisa que peço, é que Deus não desista até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim.
Que Ele tente da maneira que achar melhor, mas que jamais coloque-me no monte de ferro velho das almas.

Então amigo, agüenta mais umas marteladinhas... Deus quer você bem forjado e bonito... Siga, na Fé!
Autor:Desconhecido
fonte: facebook

quinta-feira, 24 de março de 2011

Santa Catarina da Suécia, virgem, religiosa, +1381


Santa Catarina da Suécia

Nasceu na Suécia, de família ligada aos reis. Sua mãe era Santa Brígida, que após o falecimento do esposo, se tornou uma peregrina até instalar-se em Roma.

Catarina foi formada na Abadia de Bisberg, permanecendo ali até casar-se. Não demorou muito tempo e seu esposo veio a falecer. Tinha um coração rendido a uma intimidade profunda com Deus, abriu-se a uma consagração total e foi viver junto de sua mãe em Roma, onde permaneceram por 23 anos.

Tornou-se Abadessa em Valdstena, onde permaneceu até a morte em 1381.

Fonte: facebook

Mediação de Nossa Senhora


São Luís Grignion de Montfort, no livro “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, desenvolve a doutrina de que Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo Ele ao mesmo tempo Deus e Homem, é o medianeiro universal por natureza.

E Nossa Senhora, a Santíssima Virgem, é a Medianeira Universal, não por natureza, mas por disposição da divina Providência. Deus quis começar e acabar suas maiores obras por meio da Santíssima Virgem e é de crer que não mudará de conduta pelos séculos dos séculos. Por isso, tudo que peçamos por meio dEla, nós obtemos. Todas as graças que Deus nos manda, manda por meio dEla.

A conseqüência é que Nossa Senhora, como nossa mãe, pede sobretudo graças para a salvação de nossas almas. Ela pede outras coisas: saúde para um, inteligência para outro, os mais diversos tipos de ajuda… Mas, sobretudo Ela pede virtude para a alma.

Ela é, assim, a Rainha das almas! Por causa disto, o destino do mundo, o destino da História, está nas mãos de Nossa Senhora. Ela é a Rainha de tudo quanto acontece. Se a pessoa pedir, obtém para si ou para os outros graças extraordinárias.

Se a pessoa é má e recusa, a culpa é dela, porque bastava pedir com sinceridade que Nossa Senhora dava uma solução. Até Judas, ao invés de fazer o que fez, tivesse procurado Nossa Senhora, depois de ter traído Nosso Senhor, Ela o teria recebido com bondade, com paciência, e teria reconciliado a ele com Nosso Senhor! E Ela poderá fazer isto com aqueles a quem queremos ajudar: parentes, colegas, irmãos, primos, pessoas que queiramos que fiquem melhor. Peça a Nossa Senhora, Rainha dos Corações, que Ela arranja a coisa, desde que a pessoa não feche o coração, como Judas Iscariotes, porque aí até Deus não força…

Nossa Senhora, Rainha dos Corações, rogai por nós!

fonte: ADF

quarta-feira, 23 de março de 2011

As Mãos de Minha Mãe


Minha mãe tem duas mãos.
Duas mãos para me lavar, duas mãos para me vestir, duas mãos para me dar o pão de cada dia.
Que mãos prestativas as de minha mãe !

Duas mãos tem a minha mãe.
Duas mãos para me consolar quando triste.
Duas mãos para me curar quando enfermo.
Duas mãos para me levantar quando caído.
Que mãos solícitas as de minha mãe !

Minha mãe tem duas mãos.
Duas mãos para me levar à escola.
Duas mãos para me ajudar nas lições.
Duas mãos para me aplaudir nos progressos.
Que mãos sábias as de minha mãe !

Duas mãos tem a minha mãe.
Duas mãos para sair comigo ao sol, às flores, aos pássaros, às montanhas, ao mar.
Duas mãos para me abrir caminho na direção dos outros, dos amigos, dos necessitados.
Duas mãos para me segurar nas brigas; para me advertir nos erros; para me perdoar no arrependimento.
Que mãos amigas as de minha mãe !

Minha mãe tem duas mãos.
Duas mãos para me conduzir à Igreja, Ao Cristo, ao Pai.
Duas mãos para entrelaçar as minhas em oração confiante.
Duas mãos para abrir as minhas na partilha aos irmãos.
Que sacrossantas as mãos de minha mãe !

Duas mãos tem a minha mãe.
Duas mãos puras, juvenis, resolutas, que um dia, comprometidas com as de meu pai, e unidas no êxtase da mais profunda comunhão, me chamaram à alegria do conviver, à aventura do eternizar-se em Deus.
Benditas sejam as mãos de minha mãe !

Oxalá ao meu lado estivessem as duas mãos de minha mãe a me fecharem os olhos para o sono derradeiro. Mas, Tanto, não lhe causaria dupla morte ?
Melhor, fora de dúvida, acordar para festa da vida, tendo as duas mãos de minha mãe estendidas na minha direção para o abraço da eternidade.
Anfitrioa da vida terrestre, anfitrioa da vida celeste !

Pe. Lauro Sigrist
fonte: blog Almas Castelos (cortesia)

EU SOU O AGRICULTOR DIVINO


.■“Conversa entre amigos...”
Jesus disse-me:

– Minha filha, quanto mais a alma se humilha, tanto mais eu a amo e desço até ela.

É nos pequenos, nas almas puras e humildes que eu encontro as minhas delícias.

Eu sou o Agricultor divino; trabalho, semeio nas almas as minhas graças, os tesouros infinitos do meu Coração.

Mas estas sementes germinam em bem poucos corações. Quase nenhum terreno dá a Jesus a colheita desejada…

Ó minha filha, eu quer ser amado e por ti sou-o.

Aqui posso semear; neste terreno é abundante a colheita; com este rendimento salvam-se as almas aos milhares, aos milhões.

– Ai, meu Jesus, como poderei fazer germinar a tua divina semente em todos os corações frios e distantes? Pobre de mim! Só o poderei com a tua graça.

– Vai semear, minha filha: semeia, cultiva, colhe para Mim. Eu quero as almas; nada mais posso fazer por elas.

– Meu Jesus, mas eu não sei semear nem colher! Não sei levar-Te o fruto da minha colheita.

– Trabalha, que Eu te ajudarei: porei nos teus lábios as minhas palavras, nos teus olhares os meus.

Farei que o teu trabalho seja fecundado e que por meio de ti o meu divino Amor seja dado aos corações e às almas.

Trabalha, minha missionária, missionária dos missionários. A tua dor é poderosa. Darás luz com a luz de Jesus.
2/6/1950

Para a Beata Alexandrina com devoção.
fonte: facebook

terça-feira, 22 de março de 2011

O rei e os peixinhos do lago


Nas vizinhanças do palácio do rei havia um pequeno lago onde viviam tranqüilos muitos peixinhos.
Um dia, ao regressar de um passeio, o rei chamou um de seus auxiliares e disse-lhe:

- Tenho muita pena desses peixinhos que vivem tão modestamente no lago. É preciso que tenham mais espaço para nadar e mais liberdade para viver. Determino, pois, que todos eles sejam, amanhã, muito cedo, transportados para o grande rio que banha a cidade.

A ordem do rei foi rigorosamente obedecida. Todos os peixinhos foram retirados do lago e levados para o rio caudaloso que passava ao longe.

- Agora sim - comentou, vaidoso, o rei - poderão viver perfeitamente felizes pois no grande rio, graças à minha bondosa providencia, os peixinhos terão mais recursos e mais liberdade.

- Muito se engana Vossa Majestade - observou o mais sábio dos ministros. - Estou certo de que a mudança de vida foi para os peixinhos do lago uma verdadeira desgraça. No lago eles viviam tranqüilos e seguros. No rio serão a todo momento perseguidos e talvez devorados impiedosamente pelos peixes vorazes. A corrente violenta os arrastará para o meio das pedras ou os levará para o meio do lodo.

E foi o que, afinal, aconteceu. Os peixinhos do lago perderam-se, para sempre, nas águas barrentas do grande rio.

É um erro julgar-se que a excessiva liberdade é um bem. Se os peixinhos do lago viviam felizes na sua modéstia e obscuridade, para quê foi o rei caprichoso levá-los para o tumulto e para a luta?

Não há liberdade senão quando só se faz o que é direito e justo.

A liberdade não é apenas um direito; é, também, uma séria responsabilidade. Não consiste a liberdade em fazer o que se quer, mas em fazer o que se deve. Todo aquele que ergue a voz contra a liberdade é porque encontra, ou espera encontrar, algum proveito na escravidão dos outros.

O direito sem o dever é anarquia; o dever sem o direito é escravidão. O direito e o dever, ligados indissoluvelmente um ao outro, são a liberdade.
A liberdade é mais vezes destruída pelos seus excessos do que pelos seus inimigos.

"A verdadeira liberdade é fazer tudo o que é justo, legítimo e conforme as leis de Deus".

(“Lendas do Céu e da Terra”)
fonte: blog por Almas Castelos (cortesia)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Mais uma aparição de Nossa Senhora aprovada pela Igreja


Por decreto de Mons. Ricken, bispo de Green Bay (EUA), são consideradas dignas de crédito as aparições da Santíssima Virgem à irmã Adele Brise em 1859

Muitos identificam os Estados Unidos com a tecnologia mais avançada do planeta. Palavras como internet, fax, raio laser, foguetes espaciais ou aviões invisíveis são normalmente relacionadas com aquele imenso país. Tudo quanto indique velocidade, rapidez, automatização, transmissão instantânea costuma estar associado à nação norte-americana. E foi justamente lá, onde a velocidade pareceria não ter limites, que em 8 de dezembro de 2010 se reconheceu como autêntica a primeira aparição mariana nos Estados Unidos… 151 anos depois do acontecimento.

Não será contraditório com o caráter da Igreja a morosidade dessa aprovação? Não é estranho que, logo no país onde tudo se faz rapidamente, a Igreja leve tanto tempo para determinar se foi autêntica ou não uma aparição? Não seria melhor não se pronunciar, devido ao risco de adversários da Igreja a qualificarem de arcaica, instituição de outros tempos, incapaz de se adaptar às velocidades contemporâneas?

Para horror dos adoradores da velocidade, podemos afirmar que a Igreja não tem pressa, porque ela possui a eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu. A um governo que dura cinco anos, ou a um homem que vive 80, cabe muito bem apressar-se em fazer o que deve. Mas a Igreja, com sua sabedoria de 2.000 anos, entende que cada obra tem seu tempo ideal para ser realizada, ou que chegou o momento de aprovar esta ou aquela aparição, trazendo à tona temas muito necessários aos dias atuais.

Voltas que dá uma vocação

Quando jovem, Adele Brise viveu na Bélgica, origem de sua família. Pertenceu a um grupo de fervorosas amigas, que tinham feito promessa de se tornarem religiosas. Mas em meados do século XIX seus pais decidiram emigrar da Bélgica rumo aos Estados Unidos, um país novo e meio desconhecido. Pior ainda, não iriam para uma cidade ou região já civilizada, mas se estabeleceriam no Wisconsin, então um local na fronteira entre a civilização e o desconhecido. Nem indícios de conventos havia por lá. Enquanto as amigas cumpriam a promessa, aos 24 anos ela obedeceu aos pais e partiu com seus familiares para o outro lado do mundo. Na região os imigrantes tendiam a ficar em fazendas muito distantes entre si; e devido à falta de igrejas, capelas ou escolas, iam perdendo a fé por falta de práticas religiosas.

Em outubro de 1859, Adele ia ao moinho levando um saco de grãos na cabeça, quando viu entre duas árvores uma Senhora vestida de branco. Assustada, não se moveu. A Senhora nada disse, e lentamente desapareceu, deixando uma nuvem branca no local. Adele terminou sua tarefa e retornou para casa, onde comentou com os pais o sucedido. Estes julgaram que talvez se tratasse de uma alma do Purgatório que necessitava de orações.
No domingo seguinte ela saiu para ir à missa, acompanhada de sua irmã e uma vizinha. A igreja ficava a 17 quilômetros de distância, e para lá chegar era necessário passar pelo mesmo local da aparição. Novamente Adele viu a Senhora de branco. Suas companheiras nada viram, mas ficaram impressionadas com o temor que notavam em Adele. Depois de algum tempo ela disse que a Senhora tinha desaparecido. Conversando sobre o assunto, concluíram novamente que seria uma alma do Purgatório.

Conselho do confessor

Soror Adele (círculo) com seus alunos
Após a missa, Adele se confessou com o Pe. Verhoef e narrou-lhe os dois episódios. O sacerdote disse-lhe para não ter medo, e que perguntasse à Senhora de branco o que desejava; se fosse uma mensageira de Deus, não lhe faria qualquer dano. No caminho de volta, no mesmo local, Adele viu novamente a Senhora, e desta vez notou que tinha uma fita amarela na cintura. Seguindo as indicações do confessor, perguntou: “Em nome de Deus, quem sois e o que desejais?”. E a Senhora lhe respondeu: “Sou a Rainha do Céu, que reza pela conversão dos pecadores, e desejo que faças o mesmo. Recebeste a Sagrada Comunhão hoje de manhã, e isso é bom. Mas tens que fazer mais ainda. Deves fazer uma confissão geral e oferecer a comunhão pela conversão dos pecadores. Se eles não se converterem e não fizerem penitência, meu Filho será obrigado a puni-los”.

Nesse momento as duas companheiras perguntaram a Adele com quem ela falava, pois não viam nada. Ela simplesmente lhes disse: “Ajoelhem-se, pois Ela diz ser a Rainha do Céu”. E as duas companheiras assim fizeram obedientemente, o que alegrou a Santíssima Virgem, pois disse: “Bem-aventurados os que acreditam sem ver”. E voltando-se para Adele, acrescentou: “Que fazes aqui parada, enquanto tuas companheiras trabalham na vinha de meu Filho?”. Era uma alusão direta ao fato de suas companheiras belgas terem cumprido a promessa de se tornarem religiosas, mas ela ainda permanecia como leiga. Ouvindo a reprovação de Nossa Senhora, ela se comoveu e perguntou:

— O que mais posso fazer, querida Senhora?

— Reúne as crianças deste país e mostra-lhes o que deveriam saber para se salvarem.

— Mas como lhes ensinarei, se eu mesma sei tão pouco?

— Ensina-lhes o catecismo, como fazer o sinal da cruz e como se aproximarem dos sacramentos; isso é o que desejo que faças. Vai e não tenhas medo. Eu te ajudarei.

Após este breve diálogo a Senhora levantou as mãos, como implorando uma bênção sobre aquelas que estavam a seus pés, e desapareceu lentamente.

Estimulada pela aparição, Adele começou a reunir as crianças e ensinar-lhes os princípios da fé católica. Em meio a numerosas provações, conseguiu construir uma escola para a finalidade, assim como congregou outras jovens para ajudá-la. Realizou também muitas peregrinações apostólicas para conclamar os pecadores à conversão. Nessa missão, ela chegava a caminhar mais de 80 quilômetros no meio de florestas, passando por todo tipo de perigos.

Finalmente em 1896, com a idade de 66 anos, Adele faleceu no cumprimento de sua vocação e foi enterrada na capela construída no local das aparições.

Relembrar verdades eternas

Voltamos aqui à questão de estarmos num momento adequado para se aprovar essas aparições e chamar a atenção sobre verdades elementares, que o progressismo e a atual decadência moral desejariam ver silenciadas.

No fundo, o que recomendou a Santíssima Virgem? O mesmo que a Igreja sempre ensinou: Que Deus deseja a conversão dos pecadores; que devemos trabalhar por isto; que devemos rezar e oferecer comunhões e sacrifícios nestas intenções; que se eles não se converterem, serão punidos; e que, se nos esforçarmos e perdermos o medo de atuar, conseguiremos muitíssimo em favor de nossos irmãos, com a confiança de que sempre Nossa Senhora nos ajudará.

Numa época em que as pessoas se esquecem da salvação da própria alma e vivem em função do dinheiro e dos prazeres, temos o dever de lembrar a todos que o verdadeiramente importante é a vida eterna, e que os sacramentos nos são indispensáveis para lá chegarmos. Pode haver melhor momento para alertar as almas sobre isso? Relembrando a propósito do reconhecimento dessa aparição o que nos dias de hoje é tão esquecido, mas que Ela sempre ensinou, a Igreja continua a exercer majestosamente sua obra providencial.

Fonte: Revista Catolicismo/ADF

sábado, 19 de março de 2011

A tentação e o sinal da cruz


Santa Margarida, mártir, era uma donzela de rara beleza.

Aos dezessete anos de idade, dirigiu-se ao seu pai, que era pagão, e disse-lhe: “Meu pai, quero confiar-lhe um segredo. O senhor é sacerdote dos ídolos; eu, porém, sou batizada e creio em Jesus Cristo”. Imediatamente apoderou-se daquele homem um furor selvagem. Atirou-se sobre a filha, como uma fera e logo mandou metê-la no cárcere. Na prisão apareceu-lhe o demônio, murmurando-lhe ao ouvido: “Ora, vamos, não seja tola… Você é jovem e bela. Aí bem perto te espera um noivo pagão, rico e nobre: com ele você viverá dias felizes. Abandone a Jesus”

Quereis saber o que fez Margarida nessa terrível tentação, nesse perigo iminente de perder a sua alma? Devotamente, fez o sinal da cruz, e no mesmo instante o demônio desapareceu. Aproximou-se dela o Anjo da Guarda e consolou-a. Passados alguns dias foi Margarida conduzida ao lugar do martírio. Diante daquela juventude radiante, daquela formosura encantadora, o algoz ficou comovido e a espada vacilou em sua mão. Iria ele desistir de dar o golpe? Iria ela perder a palma do martírio? Margarida fez o sinal da cruz e disse: “Dê o golpe; a cruz é minha força!”

Inclinou a cabeça e colheu a palma do martírio.

A cruz deu-lhe a vitória!

(Tesouro de Exemplos – Vol. II – Pe. Francisco Alves, C.SS.R. – Ed. Vozes Ltda, Petrópolis, RJ – 2ª. edição, 1960, p. 35).

N. B. : Nas tentações, façamos nós também o sinal da cruz com devoção, e seremos vencedores, eis que o Anjo da Guarda nos socorrerá.

O Papa que morreu por causa do Evangelho


São Sotero foi o 12º papa da igreja cristã romana entre 166 e 174.

De origem grega, Sotero nasceu em Nápoles e sucedeu a Aniceto. Conhece-se muito pouco deste papa, a não ser que seu pontificado foi marcado por seu zelo pela doutrina e pelas obras sociais.

Tradicionalmente é lembrado pelos católicos por ter enviado esmolas para muitas igrejas em todas as cidades.

O pontificado de Sotero coincide com o governo romano de Marco Aurélio, o “imperador filósofo”, sob o qual foram cruelmente perseguidos os cristãos. Datam dessa época os martírios de Felicidade e Perpétua, de Justino, de Policarpo de Esmirna — todos estes canonizados pela Igreja — e de milhares de fiéis.

De uma carta de Dionísio, bispo de Corinto: “precisamos e apreciamos hoje a grande caridade do papa Sotero para com os perseguidos, seus cuidados paternais em época tão difícil”.

Também Sotero foi martirizado. Sepultado no Vaticano, foi seu corpo mais tarde transferido para a igreja de San Martino ai Monti.


Coliseu: arena de martírio dos cristãos
Em seu pontificado, opôs-se com rigor aos hereges montanistas*. Coibindo um abuso que, por influência herética, ia-se introduzindo nas comunidades, proibiu às que mulheres tocassem nos vasos e ornamentos sagrados e que oferecessem incenso durante as cerimônias.

Foi no dia 22 de abril do ano de 175, que São Sotero foi martirizado no circo romano, mais conhecido hoje como Coliseu.

* Montanismo é um movimento cristão do segundo século fundado por Montano. Os montanistas declaravam-se possuídos pelo Espírito Santo e, por isso, profetizavam. Segundo estas profecias, uma outra era cristã se iniciava com a chegada da nova revelação concedida a eles. Esta heresia, ou seja, esta doutrina ou linha de pensamento contrária, diferente e falsa da doutria Católica, foi amplamente combatida por São Sotero.

Fonte: Wikipedia

Como se faz para pedir corretamente a intercessão de Nossa Senhora?


A Ave-Maria é uma oração bíblica, conforme relata São Lucas em seu evangelho logo no capítulo primeiro. Outra forma de louvor a Nossa Senhora, que a Igreja aprovou, é a ladainha. São belíssimas invocações que nos recordam os diversos títulos de Maria Santíssima. São um reconhecimento do que a Graça de Deus pode fazer na vida de quem diz: “Eis-me aqui!”

Por que é chamada de Lauretana a Ladainha à Nossa Senhora?

Porque foi difundida universalmente a partir do Santuário de Loreto, na Itália, desde 1532. Provavelmente surgiu bem antes. Temos notícia de uma coletânea de invocações já no século XII, segundo um manuscrito conservado na Biblioteca Nacional de Paris. Existem outras ladainhas a Nossa Senhora, como a Veneziana e mesmo a de Mogúcia. A mais conhecida é, sem dúvida, a Ladainha Lauretana.

Quais as invocações da Ladainha que se referem aos dogmas de Nossa Senhora?

Os quatro dogmas marianos (Imaculada Conceição, Maternidade Divina, Virgindade e Assunção) estão claramente expressos em mais de uma invocação. A virgindade é atestada em várias invocações. Muitas delas também invocam Maria pelo título de “Mãe”, o que alude ao dogma da Mater Dei: Mãe de Deus. A Assunção mereceu uma invocação e a Imaculada é invocada duas vezes.

A Ladainha de Nossa Senhora tem fundamento na Sagrada Escritura?

Há uma seqüência de invocações que se referem a títulos marianos extraídos do Antigo e do Novo Testamento. Alguns são alegóricos, como “Torre de Marfim” e “Torre de Davi”, mas todos possuem significado teológico. O livro “Com Maria, louvamos o Senhor” explica a origem e o significado de cada uma das 50 invocações marianas da Ladainha Lauretana.

Qual seria a mensagem final aos devotos da Ave Maria?

A oração da ladainha é uma ótima catequese mariana. Na oração vocal, como é o caso da ladainha, falamos a Deus com a palavra, mas com a elevação piedosa da alma. Portanto, se procurarmos conhecer o significado das invocações, rezaremos com mais saber e constante atenção; rezaremos mais e melhor!

FONTE: EDITORA AVE MARIA

sexta-feira, 18 de março de 2011

ORAÇÃO A JESUS CRISTO


Composta por S. Francisco Xavier

Senhor Jesus Cristo, amor do meu coração, suplico-Vos encarecidamente pelas cinco chagas que o Vosso amor para connosco Vos fez na cruz, socorrei os Vossos servos que remistes com o preço do Vosso sangue.
Eterno Deus, criador de todas as coisas, lembrai-Vos que só Vós criastes as alm...as dos infiéis e pecadores e as fizestes à Vossa imagem e semelhança.
Reparai, Senhor, como delas se vai enchendo o inferno e lembrai-Vos que o Vosso Filho Jesus Cristo por elas derramou o seu Sangue e tanto sofreu.
Não permitais que o Vosso Filho e Senhor nosso seja por mais tempo desprezado pelos infiéis e pecadores; mas antes, aplacado pelas orações dos escolhidos da Igreja, dilecta esposa do Vosso Benditíssimo Filho, movei-Vos à piedade e esquecendo a sua idolatria, infidelidade e malícia, fazei que também eles amem de coração a Jesus Cristo, o qual é a nossa vida e ressurreição, e, pelo qual temos a liberdade de lhe dedicar todo o louvor para sempre.
Assim seja.
fonte: facebook

quinta-feira, 17 de março de 2011

O MAIS JOVEM SANTO NÃO MÁRTIR DA IGREJA


Jovem salesiano, Santo 1842-1857
9 de Março
Falecendo com apenas 15 anos, aliou inocência e pureza angélicas à sabedoria de homem maduro, alcançando a heroicidade das virtudes
*****
O primeiro e mais abalizado biógrafo de São Domingos Sávio foi seu diretor espiritual e mestre, o grande São João Bosco. Dele extraímos os dados para este artigo.
Filho de Carlos Sávio e Brígida Agagliate, Domingos Sávio nasceu em Riva, vila de Castelnuovo de Asti, em 2 de abril de 1842.
Desde pequeno foi dotado “de uma índole doce e de um coração formado para a piedade, aprendeu com extraordinária facilidade as orações da manhã e da noite, que rezava já quando tinha apenas quatro anos de idade”.
Certo dia, durante um almoço em sua casa oferecido a um visitante, não tendo este rezado antes de começar a comer, Domingos pegou seu prato e retirou-se a um canto. Seu pai perguntou-lhe depois por que fizera isso. Ele respondeu: “Não me atrevo a pôr-me à mesa com uma pessoa que começa a comer como o fazem os bichos”.
Quando tinha cinco anos, ia à igreja com sua mãe; sua atitude devota chamava a atenção de todos. Se o templo estava ainda fechado, ajoelhava-se junto à porta, e aí ficava orando até que fosse aberto, não lhe importando se chovia ou nevava, se fazia calor ou frio.
Nessa idade, aprendeu a ajudar a Missa, o que fazia com muita devoção, apesar da dificuldade que tinha para transportar o enorme missal.
Seu programa de vida: “Antes morrer que pecar”
Chegado o tempo de aprender as primeiras letras, “como estava dotado de muito engenho, e era muito diligente no cumprimento de seus deveres, fez em breve tempo notáveis progressos nos estudos”.
Evitava todos os meninos arruaceiros e só estabelecia amizade com os de boa conduta.
Domingos confessava-se freqüentemente. Tão logo soube distinguir entre “o pão celestial e o terreno”, foi admitido à Primeira Comunhão, aos sete anos, quando na época a idade mínima para tal era 12 anos.
Pode-se perceber a maturidade do menino nos propósitos que deixou registrados nesse dia:
“Propósitos que eu, Domingos Sávio, me propus no ano de 1849, quando fiz a Primeira Comunhão, aos 7 anos de idade:
1o. Confessar-me-ei muito amiúde e receberei a Sagrada Comunhão sempre que o confessor me permita;
2o. Quero santificar os dias de festa;
3o. Meus amigos serão Jesus e Maria;
4o. Antes morrer que pecar.
Este último propósito, feito por um menino de tão tenra idade, mostra a que ponto haviam chegado sua precoce maturidade e sua virtude. Tornou-se ele seu programa de vida. Quantos meninos de 7 anos, hoje em dia, teriam semelhante propósito, sobretudo depois de terem sido massacrados por aulas da chamada “educação sexual”?
Calado, sofre injustiça por amor de Deus
Terminado o primário em Mondonio, para onde se havia mudado, Domingos tinha que ir até Castelnuovo duas vezes por dia, ida e volta, o que representava uma caminhada de quase 20 quilômetros diários. Para um menino de 10 anos, e franzino de compleição, era um esforço grande. Mas, movido pelo desejo de estudar para abraçar o sacerdócio, fazia alegremente o sacrifício.
Domingos, por sua inteligência e aplicação, obteve sempre o primeiro lugar na classe, além de outras distinções por seu bom comportamento e pelo cumprimento dos deveres.
Determinado dia, alguns colegas seus encheram de pedras a estufa da classe. Era uma grave falta de disciplina, que merecia como penalidade a expulsão dos infratores. Estes, porém, acusaram Domingos Sávio de ter sido o autor do ato. O mestre, um sacerdote, embora duvidando, teve que ceder ante as evidências que lhe apresentavam. Chamou Domingos, mandou-o ajoelhar-se na frente da classe, e diante de todos os seus colegas passou-lhe um pito, dizendo que só não o expulsava por ter sido sua primeira falta. Domingos abaixou a cabeça e nada disse.
No dia seguinte, descobriu-se a verdade. O sacerdote chamou então Domingos e perguntou-lhe por que não se havia justificado. Ele disse que queria imitar Nosso Senhor, que foi acusado injustamente e não se defendeu. Além do mais, sabia que sua defesa poderia ter causado a expulsão de outros alunos. Como seria sua primeira falta, sabia que seria perdoado.
Domingos Sávio: outro São Luís Gonzaga
Em 1854, Dom Bosco foi procurado por D. Cugliero, professor de Domingos, “para falar-me de um seu aluno, digno de particular atenção por seu engenho e piedade: — ‘Aqui nesta casa (o Oratório de Dom Bosco) é possível que tenhas jovens que o igualem, mas dificilmente haverá quem o supere em talento e virtude. Observa-o, e verás que é um São Luís’”.
Nessa ocasião Dom Bosco tomou conhecimento da existência de Domingos Sávio, que contava 12 anos. Ele assim o descreve: “Era Domingos algo débil e delicado de compleição, de aspecto grave e ao mesmo tempo doce, com um não sei quê de agradável seriedade. Era afável e de aprazível condição, de humor sempre igual. Guardava constantemente na classe e fora dela, na igreja e em todas partes, tal compostura, que o mestre sentia a mais agradável impressão somente com o vê-lo e falar-lhe”.
Conhecendo melhor o novo discípulo ao longo dos anos, afirmou ainda sobre ele Dom Bosco: “Todas as virtudes que vimos brotar e crescer nele, nas diversas etapas de sua vida, aumentaram sempre maravilhosamente e cresceram juntas, sem que uma o fizesse em detrimento de outra”. Era impressionante ver a seriedade com que cumpria com os menores deveres. “No ordinário, começou a fazer-se extraordinário. [...] Aqui teve começo aquela vida exemplaríssima, aquele contínuo progresso de virtude em virtude, e aquela exatidão no cumprimento de seus deveres, que dificilmente se pode avantajar”.
Declaração de guerra: morte ao pecado mortal
A devoção do pequeno Domingos para com Nossa Senhora era extrema. No dia 8 de dezembro de 1854, ano da proclamação do dogma da Imaculada Conceição pelo Bem-aventurado Papa Pio IX, ante o altar da Virgem, ele renovou seus propósitos da Primeira Comunhão e fez esta oração: “Maria, eu vos dou meu coração; fazei com que seja vosso. Jesus e Maria, sede sempre meus amigos; mas, por vosso amor, fazei com que eu morra mil vezes antes que tenha a desgraça de cometer um só pecado”.
Esse horror ao pecado era muito vivo em Domingos, que costumava dizer: “Quero declarar guerra de morte ao pecado mortal”.
Mas não era só ao pecado mortal. Dizia: “Quero pedir muito, muito, à Santíssima Virgem e ao Senhor que me mandem antes a morte que deixar-me cair em um pecado venial contra a modéstia”.
Isso não se obtém sem uma pureza angélica. Essa virtude terá sido obtida à custa de muita oração e vigilância? Ou, conforme declarou São João Rua, seu condiscípulo no Oratório, no processo de beatificação: “Tenho a convicção de que Domingos, por singular privilégio, não estava sujeito a tentações contra a castidade”.
Desejo intensíssimo de santidade
Seis meses após a entrada de Domingos Sávio no Oratório, Dom Bosco fez aos alunos uma preleção sobre o dever que todos têm de serem santos, e a facilidade que há nisso, caso se busque em todas as coisas a vontade de Deus com toda simplicidade. Isso inflamou beneficamente Domingos Sávio, que foi procurá-lo e disse: “Quero dizer-vos que sinto um desejo e uma necessidade de fazer-me santo. Nunca teria imaginado que alguém pode chegar a ser santo com tanta facilidade; mas agora que vi que alguém pode muito bem chegar a ser santo estando sempre alegre, quero absolutamente e tenho absoluta necessidade de ser santo”.
Procedendo como experimentado diretor espiritual, Dom Bosco relata: “A primeira coisa que lhe aconselhei, para chegar a ser santo, foi que trabalhasse em ganhar almas para Deus, pois não há coisa mais santa nesta vida do que cooperar com Deus na salvação das almas, pelas quais Jesus Cristo derramou até a última gota de seu preciosíssimo sangue”.
Domingos transformou esse conselho em programa de vida, tornou-se um batalhador. “Não deixava passar ocasião de dar bons conselhos e avisar a quem dissesse ou fizesse coisa contrária à santa lei de Deus”. Exclamava: “Quão feliz seria se pudesse ganhar para Deus todos os meus companheiros!”. Dizia também que gostaria muito de reunir as crianças para ensinar-lhes o catecismo. Tinha presente quantas crianças, ao chegar à idade da razão, corrompem-se moralmente e perdem suas almas. A esse propósito, observou: “Quantos pobres meninos se condenam talvez eternamente por não haver quem os instrua na fé!”
Zelo pela conversão da Inglaterra
Seu zelo ia muito além. Não se restringia à sua vida espiritual, seus horizontes eram largos. Várias vezes disse a D. Bosco: “Quantas almas esperam nossos auxílios na Inglaterra! Oh! Se eu tivesse forças e virtude, quisera ir agora mesmo, e com sermões e bom exemplo, convertê-las todas a Deus”. Ele teve mesmo uma visão a esse respeito, e pediu que Dom Bosco a comunicasse ao Papa, quando fosse a Roma.
Afirma São João Rua: “Era verdadeiramente admirável que em um jovenzinho de sua idade reinasse tanto zelo pela glória de Deus, até o ponto de sentir horror e mesmo sofrer fisicamente quando ouvia alguém blasfemar, ou via de qualquer modo ofender-se a majestade de Deus”.
Outro condiscípulo mostra seu amor combativo pela fé, contra as heresias: “Naqueles tempos, mais de uma vez encontrei emissários protestantes vindos expressamente ao Oratório para semear seus erros. E um dos mais solícitos para impedi-los nessa ação era o jovenzinho Domingos Sávio”.
“Sua oração predileta – afirma Dom Bosco – era a coroa ao Sagrado Coração de Jesus para reparar as injúrias que recebe dos hereges, infiéis e maus cristãos”.
Enfim, muita coisa poder-se-ia ainda dizer sobre São Domingos Sávio, que ultrapassaria os limites deste artigo. Ele faleceu santamente no dia 9 de março de 1857 aos 15 anos de idade. E Dom Bosco tinha tanta certeza de sua santidade e futura canonização, que, num epitáfio que lhe escreveu, diz: “[...] Os que, havendo experimentado os efeitos de sua celestial proteção, gratos e ansiosos, esperam a palavra do oráculo infalível de nossa Santa Mãe a Igreja”.
Plinio Maria Solimeo
Publicado por Alphonse Rocha às 00:27

S. Cirilo de Jerusalém, bispo, Doutor da Igreja, +386


São Cirilo nasceu em 315 e foi educado em Jerusalém. Em 345 foi ordenado sacerdote e, em 348, bispo de Jerusalém. Foi um ardoroso defensor da fé contra os ataques do arianismo. Por três vezes foi exilado pelos imperadores Constâncio e Valente. Participou oo II Concílio Ecuménico de Constantinopla.
O seu último exílio foi o mais duro e cruel, obrigando-o, durante onze anos, a vaguear pelas cidades da Ásia e outras regiões do Oriente. Dos 27 anos em que esteve à frente da Igreja de Jerusalém, 16 anos passou ele no exílio. Deixou escrito as Catequeses, em que expõe a verdadeira doutrina da fé e os ensinamentos da Sagrada Escritura, designadamente distinguindo os textos canónicos dos apócrifos.
Sobre a Eucaristia, ele afirmava: "Sob a forma de pão é o corpo que te é dado e, sob a forma de vinho, o sangue; de tal maneira que, ao receberes o corpo e sangue de Cristo, te transformas, com ele, num só corpo e num só sangue".
fonte: facebook

Judas Iscariotes, a vida de um traidor – I


Judas não se tornou Apóstolo por vontade própria, mas pela Vontade de Cristo:

“Não fui Eu que vos escolhi a vós doze? No entanto, um de vós é um demônio” (Jo 6, 70).

Caiu-me recentemente nas mãos um opúsculo intitulado Judas Iscariotes. O personagem é muito conhecido e dispensa apresentações.

Pode ser que o leitor já se tenha deparado com algum Judas pelo caminho, ainda que revestido de outro nome. O caráter do traidor, porém, é sempre o mesmo, e a descrição desse caráter é que torna atraente o opúsculo que li e que desejo pôr em comum com o leitor. O contraste com o Iscariotes põe em realce também o modo de agir infinitamente santo de Nosso Senhor Jesus Cristo, contendo mistérios insondáveis para nós, criaturas de inteligência limitada. Feitas essas rápidas considerações, passo diretamente às citações.

O início

A fé e o afeto de Judas por Cristo eram, no começo, nobres e dignos. Também Judas se sentiu, então, entusiasmado por Cristo. Muitos doentes e possessos foram curados por ele, e muitas aldeias da Galiléia e da Judéia receberam dele as primeiras noções sobre Jesus.

É possível até que o Mestre tenha colocado Judas acima de alguns dos Doze, pois, segundo o testemunho do Evangelho, confiou-lhe o importante cargo de administrador da bolsa comum (cfr. Jo 12, 6). É provável que, por essa razão, alguns dentre os Apóstolos se sentissem preteridos.

Se não era mau por ocasião da sua vocação, deve ter-se tornado mau — quem seria capaz de crê-lo! — na companhia de Jesus. E é isto o que mais nos assombra: que um homem tenha podido fazer-se um demônio junto do próprio Cristo! No momento em que decide trair Cristo e no momento em que leva a cabo a traição, em ambas as vezes os Evangelhos dizem que Satanás entrou nele (cfr. Lc 22, 3 e Jo 13, 27). Quem abandona as alturas, como o Iscariote, cai pelo seu próprio peso nos mais profundos abismos.

Judas, o egocêntrico

O poder das trevas aliou-se, portanto, a Judas e serviu-se desse infeliz para levar a cabo um objetivo que excede em vileza toda a miséria humana; porque há pecados que não podem ser cometidos a não ser sob o influxo do inferno.

Peçamos misericórdia a Nosso Senhor para nunca o trairmos com nossos atos.
Como explicar essa inaudita transformação? Ninguém se torna amigo fiel ou traidor de Cristo de uma hora para a outra. Judas perdeu-se por se ter encerrado obstinadamente no seu próprio eu. Nada estava acima dos seus próprios pensamentos egoístas, e semelhante atitude era já uma traição ao Senhor, muito antes de se concretizar naquela venda infame.

O Senhor [vendo que muitos se afastavam dEle, após ter anunciado a Eucaristia] quis também colocar os Doze perante o dilema: Quereis vós também retirar-vos? Pedro exclamou, respondendo com comovida confiança: Senhor, a quem iríamos? Só Tu tens palavras de vida eterna. Judas, pelo contrário, remoeu-se no seu íntimo, sem no entanto se atrever a recriminar Jesus por ter renunciado ao reino [temporal] e destruído com essas palavras todos os sonhos de poder e de glória que o Apóstolo havia forjado para si mesmo. Judas ficou desiludido.

Essa permanência mal-intencionada [junto a Jesus] foi o começo da sua traição. Durante todo um ano, equilibrou-se nessa atitude perigosa e cada vez mais instável, compreendendo com clareza crescente que o Senhor não corresponderia às suas ambições terrenas.

Continua…

Fonte: Lepanto/AASCJ

quarta-feira, 16 de março de 2011

Santa Maria Goretti — Sagacidade e força


Na sua infinita sabedoria, Deus dotou a natureza com admirável perfeição: os mais fracos servem aos mais fortes e os inferiores aos superiores, resultando numa excelência que dá equilíbrio e grandeza à criação.

Sabe-se que os coelhos se reproduzem muito para servir de alimento a outros animais. Encanta-nos observar os pássaros. Quando um deles é atacado pelo predador, surgem seus congêneres para defendê-lo.

Quem nunca se maravilhou com o lado pitoresco de um cachorro puxando um pequeno trenó que desliza sobre a neve, ou — versão nacional de nosso interior — de um cabrito puxando uma carrocinha com crianças?

Ao cão, Deus lhe deu o faro aguçado, além de audição apuradíssima para perceber sons inaudíveis aos nossos ouvidos. O cachorro sente mais ele mesmo sob os cuidados do dono.

O gato gosta de agrado e sempre se manifesta de forma a cativar aqueles que habitam a residência onde ele vive. Ostenta-se de forma afetiva com o seu ronronar, com seus trejeitos no convívio da casa. Ele sempre se comporta bem dos embaraços que se lhe apresentam.

Se Deus assim favoreceu os animais irracionais, como Ele se esmerou quanto ao homem, criado à Sua imagem e semelhança, e, portanto, capaz de levar vida superior e excelente! Afinal, não somos todos beneficiados pela vida da graça, protegida e majorada pelos sacramentos?

Quem consegue analisar o olhar misterioso de um gato e saber o que ele planeja? Suas presas costumeiras tremem ao perceber seu olhar. Contudo, o gato e o cachorro não se suportam.

Basta uma brincadeira de mau gosto entre eles para despertar seus instintos. A grande arma do gato é a sua pata dianteira em riste próxima ao focinho do cachorro…

Tais considerações me ocorreram ao analisar a vida de Santa Maria Goretti [pintura no alto]. Ela reúne em seu espírito uma agilidade pouco comum. Ainda menininha, ajudava os pais nos afazeres da casa e do campo. E fazia tudo isso com alegria contagiante.

Rezava contemplando as estrelas e as maravilhas criadas por Deus. Assim, aos poucos forjou seu caráter até o momento de sua grande prova. Aos 12 anos, enfrentou um homem devorado pela luxúria e por outros vícios — um monstro —, de cujas mãos ela escapou vitoriosa.

Maria Goretti soube edificar sua casa sobre a rocha firme. Veio a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos que investiram contra aquela casa. Ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. (Mt VII, 25). Foi sábia, forte, destemida e altaneira. Soube vencer a mais furiosa tempestade, a do enlouquecido homem que queria arruinar a sua vida.

Ela não demonstrou medo ante o perigo de perder a vida, pois sabia que nada poderia contra sua alma. Seu único temor era ofender a Deus. Ela colocou em prática as palavras do Divino Mestre: seguir o seu exemplo e trilhar o seu caminho. Sua fé e ousadia não são inferiores às das virtudes praticadas pelas primeiras mártires lançadas nas arenas e devoradas por feras.

Em razão de sua fé e de sua vida temperante, soube ela encontrar energia e confiança em Deus, não cedendo ao ataque do monstro. Quem consegue penetrar no olhar de uma menina com aquela sagacidade e força? Nada há de mais belo que o olhar dela.

Quanta sabedoria, quanta contemplação, quanta visão da realidade! Diante do pecado sentiu-se cheia de força, preferindo morrer a se entregar.

Faz lembrar a leveza, o encanto e a sagacidade do gato — o faro, a coragem — e o ímpeto do cachorro. Guardou o que mais estimava: a inocência e a virgindade.

De onde lhe veio a força senão da Eucaristia e da Virgem Mãe, Rainha das virgens? Quando o punhal assassino penetrou desapiedadamente em seu corpo, a sua alma se elevou Àquela que é a Mãe de Deus.

Por Pe. David Francisquini – sacerdote da igreja do Imaculado Coração de Maria, Cardoso Moreira – RJ

Fonte: Blog Agência Boa Imprensa/AASCJ

Em tempos de aflições recorra a Divina Misericórdia de Nosso Senhor


“Ofereço aos homens um vaso, com o qual devem ir buscar graças na fonte da misericórdia. O vaso é a Imagem com a frase: ‘Jesus, eu confio em Vós’.” (Diário n.327)
“Por meio desta imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela.” (Diário n. 570)

“Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na terra, a vitória sobre seus inimigos e, especialmente, na hora da morte. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória.” (Diário, n. 48)

“Consomem-Me as chamas da misericórdia; desejo derramá-las sobre as almas humanas. Ó! Que grande dor me causam, quando não querem aceitá-las! (…) Diz à humanidade sofredora que se aconchegue no Meu misericordioso Coração, e Eu a encherei de paz.” (Diário, n. 1074)

“A humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a Minha misericórdia.” (Diário, n. 300)

“Minha filha, fala ao mundo da Minha Misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Água que jorram para eles.” (Diário, n. 848)

“Antes de vir como justo Juiz, abro de par em par as portas de Minha misericórdia. Quem não quiser passar pela porta da misericórdia terá que passar pela porta da Minha justiça…” (Diário, n. 1146)

terça-feira, 15 de março de 2011

Você sabe o valor de uma Missa?


Muitas vezes a Associação do SCJ oferece aos seus amigos uma Santa Missa rezada pelas suas intenções, por seus parentes e amigos.
Mas nem sempre as pessoas sabem a importância que esta Missa tem para sua fé e para todos os católicos.

São Leonardo de Porto Maurício descreveu estes benefícios no texto O Tremendo Valor da Santa Missa.

- Através da Santa Missa, sois preservados de muitos perigos e infortúnios, que de outra forma cairiam sobre vós. Vós encurtais vosso Purgatório a cada Missa.

- Deus vos perdoa todos os pecados veniais que estais determinados a evitar. Ele vos perdoa todos os vossos pecados desconhecidos que jamais confessareis. O poder de Satanás sobre vós é diminuído.

- Cada Missa irá convosco ao Julgamento e implorará por perdão para vós.

- Por cada Missa tendes diminuída a punição temporal devida a vossos pecados, mais ou menos, de acordo com vosso fervor.

- Assistindo devotamente à Santa Missa, rendeis a maior homenagem possível à Sagrada Humanidade de Nosso Senhor.

- Através do Santo Sacrifício, Nosso Senhor Jesus Cristo repara por muitas de vossas negligências e omissões.

- Ouvindo piedosamente a Santa Missa, ofereceis às Almas do Purgatório o maior alívio possível.

- Uma Santa Missa ouvida durante vossa vida será de maior benefício a vós do que muitas ouvidas por vós após vossa morte.

- Através da Santa Missa, sois preservados de muitos perigos e infortúnios, que de outra forma cairiam sobre vós. Vós encurtais vosso Purgatório a cada Missa.

- Durante a Santa Missa, vós ajoelhais entre uma multidão de santos Anjos, que estão presentes ao Adorável Sacrifício com reverente temor.

- Pela Santa Missa sois abençoados em vossos bens e empreendimentos temporais.

- Quando ouvis a Santa Missa devotamente, oferecendo-a ao Deus Todo

-Poderoso em honra de qualquer Santo ou Anjo em particular, agradecendo a Deus pelos favores dispensados nele, etc., etc., vós conseguis para aquele Santo ou Anjo um novo grau de honra, alegria e felicidade, e dirigis seu amor e proteção especiais para vós.

- Toda vez que assistis a Santa Missa, entre outras intenções, deveis oferecê-la em honra do Santo do dia.

(da obra O Tremendo Valor da Santa Missa, de São Leonardo de Porto Maurício – Imprimatur + Michael Augustine,Archbishop of New York, Jan 2, 1890)

FONTE: AASCJ

segunda-feira, 14 de março de 2011

Santa Teresinha: “Vou passar o meu céu fazendo o bem na terra! “


Santa Teresinha do Menino Jesus é homenageada dia 1° de outubro. Em vida, passou desapercebida pelas freiras com quem vivia no convento em Lisieux, na França da Ordem das Carmelitas Descalças.

Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si. Parecia uma freira comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava, ouviu duas freiras comentarem entre si, do lado de fora de sua cela: “Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida… O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a notícia da sua morte?”

Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo. Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade.

A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre “Pequena Via”), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja¹.

Faça a novena com fé e terás uma agradável surpresa!
fonte: AASCJ

Em louvor de Santa Teresinha

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