quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Um Natal de luz para todos...


Luz fulgurante do Natal, vinda de Belém, irrompe sobre o nosso mundo, carente de vida e vida em plenitude, varrendo para longe dos corações o mal, as trevas e a morte e reavivando a esperança, pois, é tempo de “reavivar o pavio prestes a apagar-se” (Is 41, 3).
Luz fraterna do Natal, vinda de Belém, reúne ao redor da mesma mesa pais e filhos, irmãos e irmãs separados pela discórdia, pois, “felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9).
Luz trinitária do Natal, vinda de Belém, brilha na mente dos homens e mulheres, que sonham a utopia de um mundo renovado a partir da igualdade, da justiça e do respeito. “Assim, que a vossa Luz brilhe também diante dos homens, para que vejam as boas obras que fazeis e louvem o Pai que está nos céus” (Mt 5, 16).
Luz confortante do Natal, vinda de Belém, acalenta os corações sofridos, abandonados, solitários, doentes, magoados pelas cruzes e revezes de um caminho íngreme, de um calvário sem fim, pois, aguardam ansiosamente “um novo céu e uma nova terra...” (Ap 21, 4).
Luz pacífica do Natal, vinda de Belém, reconcilia os povos, as nações em conflitos intermináveis, ceifando vidas inocentes, aos milhares, pois, “o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e essa Luz brilhou para os que viviam na região escura da morte” (Mt 4, 16)
Luz terna no Natal, vinda de Belém, aconchega no teu regaço de calor e vida, tantas mães sem paz, com os filhos na droga, na prisão, no crime, na prostituição, na fome... pois, assim dizendo o Senhor: “Mesmo que os montes se retirem e as colinas vacilem, o meu amor nunca se vai afastar de ti, a minha aliança de paz não vacilará, diz o Senhor, que se compadece de todos” (Is 54, 10).
Luz abençoada do Natal, vinda de Belém, vem qual orvalho da manhã, sobre os aqueles de boa vontade, tornando-os firmes no seu caminho de promotores da vida, com iniciativas novas, fazendo acontecer no coração da humanidade o projecto do Pai. “Não tenha medo, pois eu estou contigo. Eu fortaleço, e ajudo e dou o sustento com a minha direita vitoriosa” (Is 41, 10).
Luz libertadora do Natal, vinda de Belém, enche de verdade a mente dos que têm nas mãos o destino de pessoas, grupos e nações, inspirando-lhes princípios de vida digna e respeito para todos, pois Deus, como Pastor, cuida do rebanho, e com o seu braço o reúne; leva os cordeirinhos no colo e guia mansamente as ovelhas que amamentam (Is 40, 11).

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

ÁGUA BENTA


"A água benta é um sacramental. Sempre que o sacerdote a benze, fá-lo em nome da Igreja e na qualidade de seu representante, cujas orações o nosso Divino Salvador aceita com benevolência.
Usada com fé, a água benta perdoa os pecados veniais de que estivermos arrependidos, aumenta em nós a Graça Santificante e atrai-nos a Bênção Divina, para a alma e o corpo, põe em fuga o demónio, ajuda-nos a vencer as tentações, e alivia o sofrimento das almas do Purgatório. Tudo isto como resultado da eficácia que lhe confere a bênção da Igreja, que lhe aplica os méritos do Divino Salvador. Santa Teresa tinha-lhe especial amor, como meio para pôr em fuga o demónio.
A Igreja aplica-a na bênção das casas, dos campos, dos objectos e até nas exéquias, aspergindo o cadáver na intenção de aplicar à alma ou a todas as almas que sofrem no Purgatório, à maneira de sufrágio, os benefícios da Redenção de Cristo. S. Teodato escreveu: "A Igreja serve-se da água benta nas exéquias, porque assim como a chuva suave refresca as flores ressequidas pelo calor, assim a água benta refresca as almas, flores celestes ressequidas no Purgatório".
O Venerável Padre Domingos de Jesus, segundo o costume da Ordem Carmelita, tinha uma caveira sobre a mesa de sua cela. Certo dia, ao aspergir esta caveira com água benta, a mesma começou a bradar, suplicante: "Mais, mais água benta, porque ela alivia o ardor de chamas horrivelmente dolorosas". Em vários cemitérios do norte da Europa é costume ter nas sepulturas um recipiente com água benta para as pessoas aspergirem os túmulos e rezarem um Pai-Nosso com o versículo: "Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso entre os resplendores da luz perpétua. Descanse em paz, Amém."
Tenhamos no nosso quarto e noutros aposentos da nossa casa, uma piazinha com água benta. Habituemo-nos a usá-la com frequência, ao acordar, ao deitar, e noutras circunstâncias.
Lancemos a água benta sobre o pavimento, na intenção de aspergir o Purgatório e de sufragar as almas que lá estão, dizendo: "Dai-lhes Senhor, o descanso eterno..." Usemo-la sobre nós com fé e arrependimento e até podermos usar na intenção de aspergir as pessoas que queremos auxiliar com as nossas orações e sobretudo com os méritos de Nosso Divino Salvador, que a Igreja por meio da água benta aplica como remédio e socorro para todos os males do corpo e da alma. A água benta usada com fé é uma autêntica oração, impregnada de humildade; é clamor amoroso de confiança em nossa Mãe e Santa Igreja."
Oração Água Benta:

Senhor Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda a vida, confiantes, implorar o perdão dos nossos pecados e alcançar a protecção da vossa graça contra toda a doença e cilada do inimigo.
Concedei, ó Deus, que, por vossa misericórdia, jorrem sempre para nós as águas da salvação para que nos possamos aproximar de Vós com o coração puro e evitar todo o perigo do corpo e da alma. Por Cristo Nosso Senhor. Amém

terça-feira, 27 de novembro de 2012


A Igreja Católica e as imagens


Erroneamente divulga-se que os católicos praticam a idolatria...
É verdade que algumas pessoas da Igreja Católica erraram nos quase dois mil anos da sua história. É de esperar também que uma Igreja com 1 bilião e 171 milhões de seguidores tenha mais erros do que uma com 1 milhão de membros. Na verdade, somos santos e pecadores. Santos enquanto instituição e, pecadores enquanto membros.
No entanto, há uma coisa que erradamente se divulga: é que os católicos praticam a idolatria. Idolatria, segundo o dicionário, quer dizer adorar ídolos.
A Igreja Católica Apostólica Romana sempre ensinou, com base Bíblica, que "Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás" (Dt 6,13). Não adoramos e nem devemos adorar qualquer coisa ou pessoa além do único e Supremo Deus Trino.
Se um médico erra não podemos culpar a medicina pelo seu erro. Da mesma forma, que se um advogado erra não é culpa da lei. Assim, se infelizmente muitos católicos, por ignorância, exageram no respeito às imagens a culpa não é da doutrina católica; que lembra que desde o Antigo Testamento o próprio Deus ordenou ou permitiu a instituição das imagens que conduziriam a salvação através do Verbo Encarnado, Jesus Cristo, como por exemplo a serpente de bronze (Nm 21,4-9; Sb 16,5-14; Jo3,14-15), a arca da Aliança e os querubins (Ex 25,10-22; 1Rs 6,23-28).
Os católicos sabem que imagens são simplesmente imagens, não têm poder em si mesmas, pois são somente sinais. Seria uma tolice ao ir para a praia ficar em frente à placa que diz "Praia a 10 km" como se tivesse chegado ao lugar desejado. Sabemos que semelhante a uma placa, as imagens somente indicam a verdadeira pessoa digna de admiração e louvor. Isto não quer dizer que as placas são desnecessárias porque apontam para o lugar certo.
Semelhante a isto é pegarmos numa foto de um ente querido e acharmos que esta foto é o próprio ente querido.
Se eu destruir a foto, evidentemente não destruo a pessoa da foto. Se eu pisar a foto, evidentemente não piso a pessoa representada na foto. Mas, como te sentirias se pegassem numa foto de um ente querido teu e na tua frente cuspissem nela, a destruísse ou a pisassem? Certamente não ficaríamos muito felizes.
Porque embora a foto não seja a pessoa, o gesto de a destruir fere gravemente a nossa dignidade.
Ora, a mesma escritura que em Deuteronómio capitulo 4 proíbe imagens, é a mesma escritura que mostra que Moisés, Salomão e outros cunharam ou talharam imagens. Teria Deus enlouquecido? Poderia a Bíblia contradizer-se?
Quando o povo no deserto foi picado por serpentes Deus manda Moisés cunhar um cajado de bronze (portanto uma imagem) com uma serpente e todo o que olhasse para este cajado seria curado. Então, foi o cajado que curou as pessoas? Não, o cajado da serpente representava Jesus Cristo elevado na Cruz. É Ele que cura as pessoas e não a imagem da serpente.
"Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida." (Nm 21,9)
Tanto é que o povo começa a adorar a imagem como se ela fosse a responsável pela cura e o Senhor manda Moisés destruí-la: "Destruiu os lugares altos, quebrou as estelas e cortou os símbolos de Achera. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés tinha feito, porque os israelitas tinham até então queimado incenso diante dela. Chamavam-na Neustan." (2 Rs 18,4)
Vemos então que o erro é a idolatria e não as imagens. Ou seja, o erro é o acto de idolatrar imagens e não fabricá-las!
"Guardai-vos, pois, de fabricar alguma imagem esculpida representando o que quer que seja, figura de homem ou de mulher, representação de algum animal que vive na terra ou de um pássaro que voa nos céus, ou de um réptil que se arrasta sobre a terra, ou de um peixe que vive nas águas, debaixo da terra. Quando levantares os olhos para o céu, e vires o sol, a lua, as estrelas, e todo o exército dos céus, guarda-te de te prostrar diante deles e de render um culto a esses astros, que o Senhor, teu Deus, deu como partilha a todos os povos que vivem debaixo do céu." (Dt 4,16-20)
Não esqueçamos que, na época, havia o politeísmo, ou seja, a crença em vários deuses. A proibição de Deus refere-se ao culto de adoração a alguma imagem que fosse tratada como o próprio Deus. Como, por exemplo, o povo que faz um bezerro de ouro para adorá-lo no deserto como se fosse o próprio Deus.
"Tiraram todos os brincos de ouro que tinham nas orelhas e trouxeram-nos a Aarão, o qual, tomando-os em suas mãos, pôs o ouro em um molde e fez dele um bezerro de metal fundido. Então exclamaram: 'Eis, ó Israel, o teu Deus que te tirou do Egipto'." (Ex 32, 3-4)
Salomão, o homem mais sábio que já existiu e existirá segundo o próprio Deus, também fez imagens de madeira:
"Fez no santuário dois querubins de pau de oliveira, que tinham dez côvados de altura. Cada uma das asas dos querubins tinha cinco côvados, o que fazia dez côvados da extremidade de uma asa à extremidade da outra. Revestiu também de ouro os querubins. Mandou esculpir em relevo em todas as paredes da casa, ao redor, no santuário como no templo, querubins, palmas e flores abertas. Nos dois batentes de pau de oliveira mandou esculpir querubins, palmas e flores desabrochadas, e cobriu-as de ouro; cobriu de ouro tanto os querubins como as palmas." (1 Rs 6,23-32)
Algumas coisas que a Igreja ensina sobre imagens:
"A imagem sacra, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova economia das imagens: 'Antigamente Deus, que não tem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus (...) Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor'". (São João Damasceno)
"O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento que proíbe ídolos. De facto 'a honra prestada a uma imagem é prestada na verdade a pessoa a ela representada'" (São Basílio).
"O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas considera-as em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem, enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é a imagem." (São Tomás de Aquino)

Fonte JAM

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Oração de Santa Teresinha do Menino Jesus pelos sacerdotes


Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai todos os vossos sacerdotes sob a protecção do vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder. Conservai ilibadas as suas mãos ungidas, que tocam todos os dias no vosso Corpo santíssimo.
Conservai puros os seus lábios, tintos pelo vosso Sangue preciosíssimo. Conservai puros e desapegados dos bens da terra, os seus corações que foram selados com o carácter sublime do vosso glorioso Sacerdócio. Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que têm de transubstanciar o pão e vinho no vosso Corpo e Sangue, o poder de transformar o coração dos homens. Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja.
Fonte: Jam

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

BEATO JOÃO PAULO II

Espero em Vós, confio em Vós, acredito na Vossa intercessão e no poder de Deus. Vós conheceis as minhas angústias, eu Vos venero, meu querido Papa João Paulo II.

O sofrimento reparador


As mensagens de Nosso Senhor Jesus Cristo são tão ricas que dão margem a várias reflexões, com as quais podemos mudar e melhorar a nossa vida. Muitas vezes, lastimamo-nos pelos nossos sofrimentos, quando deveríamos enfrentá-los, com coragem e paciência, na esperança de dias melhores. O pobre da parábola contada no Evangelho de São Lucas 16, 91-31 sofria, mas contentava-se com as migalhas que caíam da mesa do rico. No entanto, ao morrer, “foi levado pelos anjos ao seio de Abraão”.

O seu mérito não foi ser pobre, mas enfrentar a sua vida de sofrimentos com galhardia e paciência, sem revolta.
Ninguém gosta de sofrimento, mas ele acontece para todos. Jesus Cristo suou sangue ao pensar no sofrimento que O esperava, mas enfrentou-o com coragem, paciência e amor. A Ressurreição do Senhor é uma prova de que o sofrimento, aqui na terra, é efémero e o que importa é a abertura do nosso coração para Deus e Seus desígnios e para o nosso irmão, a fim de que possamos dar-lhe a mão e, juntos, vencer as dores, os sofrimentos e os obstáculos que surgem na nossa vida e na vida do outro.
A dor lava a nossa alma do pecado, assim como a pedra preciosa cintila cada vez mais bela quando é burilada e fica livre das impurezas. Conhecemos vários exemplos, na vida dos santos de Deus e até no nosso quotidiano, de que o sofrimento nos enobrece, nos torna mais fortes, firmes e seguros “como o cedro do Líbano”.
Jesus afirma que fazer das nossas dificuldades um muro de lamentações não melhora a situação nem nos mostra caminhos melhores. Devemos enfrentar as nossas dores como se elas fossem um trampolim para um amor maior; abraçar a nossa cruz com carinho e energia pode nos levar a dias de felicidade e à esperança da nossa ressurreição com Cristo Jesus.




terça-feira, 4 de setembro de 2012

MÃEZINHA!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012


"Já viste um campo de trigo em época de colheita? Observa que certas espigas são altas e viçosas, outras curvam-se em direcção à terra. Experimenta colher as altas, mais vaidosas, e verás que são vazias. Se colheres as que se curvam, as mais humildes, verás que estão carregadas de grãos. Daí tu podes deduzir que a vaidade é vazia."
Padre Pio de Pietrelcina

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Como eu Vos agradeço Senhor, que multiplicais os pães e os peixes, que quando fechas uma porta abres uma janela maior! Como sois generoso meu Deus, mesmo para aqueles que às vezes desfalecem e desconfiam, como eu. Senhor ensina-me a ser humilde como Maria, ensina-me a confiar como Pedro quando andou sobre as águas para ir ter Convosco. Eu Vos Amo com toda a minha alma!

sábado, 25 de agosto de 2012


Paquistão: Menina com síndrome de Down é presa por queimar páginas do Corão


Acusada de basfémia, uma menina de 11 anos, que sofre de síndrome de Down, foi detida na capital paquistanesa, Islamabad, no passado fim-de-semana, por ter alegadamente queimado páginas do Corão, informou uma organização cristã do país.

Segundo a Christians in Paquistan, que denunciou o caso através do seu site, a menor, que pertence a uma família cristã, foi detida no bairro de Umara Jaffar. A prisão foi também noticiada pelo jornal Express Tribune, que entrou em contacto com a polícia local.

As autoridades confirmaram que a menina foi acusada do crime de blasfémia. A controversa lei, aprovada durante a ditadura militar de Mohammed Zia-ul-Haq (1977-88), contempla até a possibilidade da aplicação da pena de morte sempre que houver difamação contra o Islão ou o profeta Maomé.

A lei da blasfémia tem sido utilizada várias vezes pelas autoridades para atingir indivíduos de grupos religiosos minoritários, o que já levou a que activistas e defensores dos direitos humanos tenham denunciado abusos e pedem que a lei seja abolida.

Um dos casos mais polémicos e conhecidos em todo o mundo é o de Asia Bibi, acusada também de blasfémia a condenada à pena de morte em Novembro de 2010, que ainda não se concretizou apenas por se ter desencadeado uma enorme campanha internacional - que conta com a participação activa da Fundação AIS - para a sua libertação imediata.

Departamento de Informação da Fundação AIS - info@fundacao-ais.pt


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

sábado, 28 de julho de 2012


ONDE DEUS CHORA!


Se há país no mundo onde a Igreja sofre, é a China.
Apesar de todos os anos haver milhares de novas conversões, o número de católicos na China não deverá exceder os 12 milhões numa população total que ultrapassa já os 1, 31 biliões de habitantes. Mas as autoridades sempre olharam para os crentes em Cristo com desconfiança. A tal ponto que foi até criada uma Igreja “oficial”, a Associação Patriótica Católica, controlada por Pequim, para afastar os cristãos de Roma, que se mantém fiéis ao Papa e que pertencem à chamada “Igreja clandestina”.
Se há país no mundo onde a Igreja tem sido mártir, é a China.
Ao longo de décadas, milhares de cristãos têm sido presos, internados em campos de reeducação, torturados e mortos. É uma longa história de martírio. Basta olhar para os dias de hoje para se compreender como é dramática esta realidade.
Ignora-se, por exemplo, o paradeiro do Bispo D. James Su Zhimin, de 77 anos, da Diocese de Baoding, desaparecido desde 1996, assim como se desconhece o que terá acontecido a D. Cosmas Shi Enxiang, de 88 anos, da Diocese de Yixian, desaparecido desde 2001.
Se há país no mundo onde a Igreja continua a ser perseguida, é a China.
A Igreja Católica na China é clandestina. As autoridades chinesas não reconhecem o Vaticano e, por isso, perseguem e prendem os seus fiéis, sacerdotes e bispos.
Pelo facto dos padres e religiosas clandestinos na China serem vigiados de perto, a Fundação AIS não pode falar nunca em casos concretos de projectos que estão em curso na China, ou dizer sequer o nome dos padres ou das irmãs que nos pedem ajuda. Publicar o nome deles é condená-los, muito provavelmente, à prisão.
É uma questão de fidelidade, não apenas para os padres, mas também para as religiosas e os leigos!

A
«Fui baptizada em criança. durante a revolução Cultural, os católicos eram perseguidos. Espancaram-me e eu abandonei a fé. durante esses anos, não dei glória a Deus. Mas mesmo não tendo sido sempre fiel, acredito que Deus é o verdadeiro Deus.»«O meu baptizado realizou-se na Igreja patriótica. Mais tarde, descobri que existem duas Igrejas, a patriótica e a clandestina. Por isso, comecei a rezar, pedindo a Deus que me fizesse compreender qual delas é a verdadeira igreja.» «Leio a Bíblia com outras pessoas e converso com elas sobre a vida cristã. Faço visita a idosos e doentes. No Verão, dou aulas de catequese aos jovens, para ensinar os ensinamentos da Igreja. Em aldeias como estas, a maioria das pessoas não sabem nada sobre o Cristianismo, mas vêem como os católicos rezam com os doentes e isso ajuda-as a compreender que Deus nos ama.»
O "P. Pedro" não tem casa. Transporta consigo, dentro de um saco, todos os seus pertences.
O P. Pedro viaja na sua mota apenas com os seus parcos pertences dentro de um saco. O P. Pedro viaja na sua mota de aldeia em aldeia para visitar e celebrar a Santa Missa O P. Pedro faz o que milhares de sacerdotes da China fazem...e é ilegal. São padres da Igreja Clandestina!
Numa aldeia do Norte da China, as pessoas trabalham na agricultura. São pobres. A água é preciosa. As casas não possuem aquecimento nem infra-estrutruras sanitárias. O P. Pedro (nome fictício para sua protecção) passa a vida a viajar de aldeia em aldeia. Não tem casa. Em 23 aldeias, as famílias dão-lhe abrigo durante uma ou duas noites. Transporta consigo, dentro de um saco, todos os seus pertences.

“Todos os dias, celebro a Missa, ouço confissões e visito os doentes. Passo um ou dois dias em cada aldeia. Aos Domingos há três ou quatro Missas em locais seleccionados, de modo a que muitas pessoas possam assistir. Somos perseguidos. A liberdade da Igreja ainda está muito longínqua na China. Mas temos de ter fé. Porque Jesus disse-nos ‘Não tenhais medo’. A Igreja de Roma foi perseguida durante 300 anos e, no final, conseguiu a liberdade.” diz-nos sorrindo.
O P. Pedro é padre católico há 12 anos. As suas visitas são sempre aguardadas com uma enorme ansiedade e entusiasmo pelos habitantes… consideram-no já um membro da família.
O PADRE PEDRO FAZ O QUE MILHARES DE SACERDOTES DA CHINA FAZEM… E É ILEGAL.
SÃO PADRES DA IGREJA CLANDESTINA!

Nas viagens da Fundação AIS à China, os sacerdotes repetem-nos como dependem dos Estipêndios de Missa. Alguns não possuem nenhum outro rendimento além das ofertas que os benfeitores da Fundação AIS lhes enviam para que celebrem uma Missa pelas suas intenções.

ONDE DEUS CHORA!

terça-feira, 17 de julho de 2012


Bem-aventurado Inácio de Azevedo e companheiros



Inácio de Azevedo nasceu em Portugal, no Porto, no ano de 1527, era filho de D. Emanuel e Dona Violante, descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres. Aos dezoito anos de idade, tornou-se administrador dos bens familiares.

Em 1548, após um retiro em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando ma Companhia de Jesus. Revelou-se excelente religioso, tendo sido nomeado reitor do Colégio Santo António em Lisboa, antes mesmo de terminar o curso de teologia, apenas com 26 anos de idade. Após o fim do seu curso, foi mandado a Braga, para assessorar o bispo da cidade na reforma da Diocese.

No ano de 1565, São Francisco Borja confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil, durando esta visita cerca de três anos. No seu relatório, Inácio pedia reforços e São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e Espanha elementos para o Brasil. Após cinco meses de intensos preparativos religiosos, no dia 5 de Junho de 1570, Inácio e mais 39 companheiros, partiram no navio mercante São Tiago enquanto outros trinta companheiros seguiam em barcos de guerra.

Jacques Sourie, que partiu de La Rochelle para capturar os jesuítas, alcançou-os e estes, após muita luta, foram dominados pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com excepção dos jesuítas; estes foram cruelmente degolados. O número de mártires chegou a 40, pois também foi degolado um postulante que havia sido recrutado durante a viagem.

Dos seus quarenta companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado pelo Papa Pio IX em 1854.


terça-feira, 10 de julho de 2012

DAR É MELHOR QUE RECEBER!

A mortalha de Saladino



Nota explicativa: Saladino foi um muçulmano curdo que se tornou sultão do Egito e da Síria e liderou a oposição islâmica aos cruzados europeus. Foi o responsável por reconquistar Jerusalém. Era adepto de islamismo sunita, tornando-se célebre entre os cronistas cristãos da época por sua conduta cavalheiresca, especialmente nos relatos sobre o sítio a Kerak em Moab, e apesar de combater os cruzados, conquistou o respeito de muitos deles, incluindo Ricardo Coração de Leão; longe de se tornar uma figura odiada na Europa, tornou-se um exemplo célebre dos princípios da cavalaria medieval. [...]

Saladino morreu no dia 4 de março de 1193, em Damasco, pouco depois da partida de Ricardo. Quando o tesouro de Saladino foi aberto não havia dinheiro suficiente para pagar por seu funeral; ele havia dado todo o seu imenso tesouro para caridade.

Vejamos o que nos conta Malba Tahan:

O sultão Saladino, apelidado o Grande, conseguiu dominar a Síria, a Arábia, a Pérsia e a Mesopotâmia. Foi o maior guerreiro e conquistador da sua época. O seu poder e a sua riqueza eram enormes. Estava, todavia, plenamente persuadido da completa inutilidade das riquezas. Ordenou, no seu testamento, que se distribuíssem somas consideráveis entre os pobres, a fim de que os beneficiados implorassem para ele a misericórdia de Deus.

Mandou que a camisa ou túnica que tivesse de vestir na ocasião de sua morte, fosse levada na ponta de uma lança através de todo o acampamento e à frente de seu exército, e que o soldado que a conduzisse parasse por intervalos e proclamasse em voz alta:

"Contemplai o que resta do sultão Saladino! De todos os Estados que conquistou, de todas as províncias que subjugou, dos tesouros imensos que acumulou, das riquezas reais que possui, só conservou, ao morrer, esta simples mortalha!

(D.)
1) Lendas do Céu e da Terra – Malba Tahan
2) http://pt.wikipedia.org/wiki/Saladino

O Bem-aventurado João Haroldo narra o acontecido com um homem que vivia continuamente em pecado mortal.
Sua mulher, pessoa de profunda piedade, não podendo conseguir que ele mudasse de vida, obteve, à força de pedidos e súplicas, que rezasse uma Ave-Maria cada vez que encontrasse na estrada uma imagem da Santíssima Virgem. Mais por agradar do que por devoção, aquele desgraçado prometeu e cumpriu sua promessa.
Um dia, quando ia para uma orgia, viu brilhar uma luz a pouca distância. Aproximou-se, como que impelido por mão invisível e misteriosa, e logo se lhe deparou uma estátua de Maria com Jesus nos braços.
Conforme havia prometido à sua esposa, rezou a Ave-Maria. Mas quando ia acabar, reparou que o Menino Jesus estava coberto de feridas, das quais o sangue corria abundantemente. Ele pensou:
— Ai de mim! São meus pecados que abriram estas chagas em meu divino Redentor.
Estas reflexões arrancaram-lhe lágrimas dos olhos. Mas o Menino Jesus desviou dele seu olhar. Então o pecador, com grande vergonha e confusão, dirigiu-se à Maria:
— Mãe de misericórdia, vosso Filho me rejeita. Intercedei por mim, pois vós sois meu único refúgio.
— Oh! Pecador ingrato! — respondeu-lhe Maria. Chamais-me de mãe de misericórdia e me tornais a mais miserável das mães, renovando a Paixão de meu Filho e as angústias que nela sofri.
Contudo, como Maria não pode despedir ninguém sem consolação, pôs-se a pedir a seu Filho por aquele pecador contrito. Jesus mostrava-se pouco inclinado a perdoar. Então a Virgem compassiva, depondo o Menino Jesus no chão e ajoelhando-se a seus pés, disse:
— Oh! Meu Filho! Não me levantarei enquanto não houver obtido o perdão para este infeliz.
— Minha Mãe, nada posso negar-vos. Que este pecador chegue-se mais perto e venha beijar minhas chagas.
O homem, arrebatado pela gratidão, aproximou-se do Divino Menino, cujas chagas se fechavam à medida que ele ia encostando nelas os lábios. Jesus dignou-se abraçá-lo, como sinal de reconciliação.
A conversão daquele pecador foi sincera e duradoura. Passou ele o resto da vida na prática de todas as virtudes cristãs e salientou-se por uma afetuosa gratidão para com Aquela que lhe restituíra, por um modo tão imprevisto, a amizade de seu Deus.
(Fonte: “Maria ensinada à mocidade” – Livraria Francisco Alves, Rio, 1915)
Extraído do blog: Orações e Milagres medievais

Observação: Esse fato mostra como é possível uma pessoa com autêntico amor de Deus fazer bem espiritual aos outros, não só mas antes de tudo, procurando levá-los a praticarem algum ato de piedade por intermédio da Santíssima Virgem Maria, a Medianeira de todas as Graças.

sábado, 30 de junho de 2012

São Pedro e São Paulo Apóstolos


Hoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados "os cabeças dos apóstolos" por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo.

Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.

Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Nascimento de S. João Baptista



S. João Baptista era filho de Zacarias e de Santa Isabel.
Chamava-se "Baptista" pelo facto de pregar um baptismo de penitência (cf. Lucas 3, 3).João, cujo nome significa "Deus é propício", veio à luz em idade avançada de seus pais (cf. Lucas 1, 36).
Parente de Jesus, foi o precursor do Messias.

É João Baptista que aponta Jesus, dizendo:"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: 'Depois de mim, vem um homem que passou adiante de mim, porque existia antes de mim'" (João 1, 29 ss.).De si mesmo deu este testemunho:"Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor..." (João 1, 22 ss.).
S. Lucas, no primeiro capítulo do seu Evangelho, narra a concepção, o nascimento e a pregação de João Baptista, marcando assim o advento do Reino de Deus no meio dos homens.
A Igreja celebra-o, desde os primeiros séculos do Cristianismo.

É o único Santo cujo nascimento (24 de Junho) e martírio são evocados em duas solenidades, pelo povo cristão.
O seu nascimento é celebrado pelo povo com grande júbilo: Cantos e danças folclóricas, fogueiras e quermesses, fazem da sua festa uma das mais populares e queridas da nossa gente (embora infelizmente mais no aspecto profano).



(Agência Ecclesia)

Fonte: blogue Nova Evangelização Católica

quinta-feira, 21 de junho de 2012

S. Luís Gonzaga, religioso, +1591


São Luís Gonzaga nasceu em Mântua, Itália, em 1568 e morreu com 23 anos de idade, em 1591. É o patrono da juventude, e o seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma. 


Recebeu educação esmerada e frequentou os ambientes mais sofisticados da alta nobreza italiana: Corte dos Médici, em Florença; Corte de Mântua; Corte de Habsburgos, em Madrid. Foi pajem do príncipe Diego, filho de Filipe II.

Para surpresa de todos, optou pela vida religiosa, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo pai. Finalmente conseguiu realizar o seu ideal: entrar para a Companhia de Jesus. Entretanto, viveu ali apenas seis anos. Morreu mártir da caridade ao serviço daqueles atacados pela peste, em Roma, a 21 de Junho de 1591. A 21 de Julho de 1604 a mãe pôde venerar como Beato a Luís, seu filho primogénito. Deixou a coroa de marquês, fez-lhe Deus presente a coroa dos Santos. Morreu aos 24 anos. Foi canonizado por Bento XIII em 1724 e pelo mesmo Papa dado como padroeiro à juventude que estuda.

segunda-feira, 18 de junho de 2012


O vidro e o espelho


Deus não condena as riquezas, mas o mau uso delas. Porém, é de se notar que o dinheiro, muitas vezes, torna-se um empecilho para a prática das virtudes. Sem dinheiro não se vive. Precisamos dele para sobreviver. Mas o apego excessivo aos bens materiais, nos cega. A caridade cristã ensina que, quem tem mais, deve sempre ajudar quem tem menos. Recebi um e-mail muito interessante sobre o assunto, e resolvi fazer esta postagem.

Um jovem muito rico foi ter com um rabi, e lhe pediu um conselho para orientar a vida. Este o conduziu até a janela e perguntou-lhe:

- O que vês através dos vidros?

- Vejo homens que vão e vêm, e um cego pedindo esmolas na rua.

Então o rabi mostrou-lhe um grande espelho e novamente o interrogou:

- Olha neste espelho e dize-me agora o que vês.

- Vejo-me a mim mesmo.

- E já não vês os outros! Repara que a janela e o espelho são ambos feitos da mesma matéria prima, o vidro; mas no espelho, porque há uma fina camada de prata colada ao vidro, não vês nele mais do que a tua pessoa. Deves comparar-te a estas duas espécies de vidro. Pobre, vias os outros e tinhas compaixão por eles. Coberto de prata – rico – vês apenas a ti mesmo. Só valerás alguma coisa, quando tiveres coragem de arrancar o revestimento de prata que tapa os olhos, para poderes de novo ver e amar aos outros.

(lenda da Tradição Judaica)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Santo António de Lisboa



Santo António nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa junto das portas da antiga cidade (Porta do Mar), que se pensa ter sido o local onde, mais tarde, se ergueu a Igreja em sua honra. 

Tendo então o nome de Fernando, fez na vizinha Sé os seus primeiros estudos, tomando mais tarde, em 1210 ou 1211, o hábito de Cónego Regrante de Santo Agostinho, em São Vicente de Fora, pela mão do Prior D. Estêvão.

Ali permaneceu até 1213 ou 1214, data em que se deslocou para o austero Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os seus estudos superiores em Direito Canónico, Ciências, Filosofia e Teologia.

Segundo a tradição, talvez um pouco lendária, o Santo tinha uma memória fora do comum, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas, como também a vida dos Santos Padres.

As relíquias dos Santos Mártires de Marrocos que chegaram a Coimbra em 1220, fizeram-no trocar de Ordem Religiosa, envergando o burel de Frade Franciscano e recolher-se como Eremita nos Olivais (em Coimbra). Foi nessa altura que mudou o seu nome para António e decidiu deslocar-se a Marrocos, onde uma grave doença o reteve todo o inverno na cama. Decidiram os superiores repatriá-lo como medida de convalescença.

Quando de barco regressava a Portugal, desencadeou-se uma enorme tempestade que o arrastou para as costas da Sicília, sendo precisamente na Itália que iria revelar-se como teólogo e grande pregador.

Em 19 de Março de 1222, em Forli, falou perante religiosos Franciscanos e Dominicanos recém ordenados sacerdotes e tão fluentemente o fez que o Provincial pensou dedicá-lo imediatamente ao apostolado.

Fixou-se em Bolonha onde se dedicou ao ensino de Teologia, bem como à sua leitura. Exercendo as funções de pregador, mostrou-se contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses. Seguiu depois para França com o objectivo de lutar contra os Albijenses e em 1225 prega em Tolosa. Na mesma época, foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e seria custódio da Província de Limoges, um cargo para que foi eleito pelos Frades da região. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha.

Assistiu à canonização de São Francisco em 1228 e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Esta actividade absorvia-o de tal maneira que a ela passou a dedicar-se exclusivamente. Em 1231, e após contactos com Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a Quaresma do ano seguinte marcada por uma série de sermões da sua autoria.

Instalou-se depois em casa do Conde de Tiso, seu amigo pessoal, onde morreu em 1231 no Oratório de Arcela.

O facto de ter sido canonizado um ano após a sua morte, mostra-nos bem qual a importância que teve como Homem, para lhe ter sido atribuída tal honra. Este acto foi realizado pelo Papa Gregório IX, que lhe chamou "Arca do Testamento".

Considerado Doutor da Igreja e alvo de algumas biografias, todos os autores destas obras são unânimes em considerá-lo como um homem superior. Daí os diversos atributos que lhe foram conferidos: "Martelo dos hereges, defensor da fé, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra das Espanhas, glória de Portugal, querubim eminentíssimo da religião seráfica, etc.".

Com a sua vida, quase mítica, quase lendária, mas que foi passando de geração em geração, e com os milagres que lhe foram atribuídos em bom número, transformou-se num taumaturgo de importância especial.


segunda-feira, 11 de junho de 2012


A Virgem, a Salvação e a Igreja


Desde o princípio, Deus pensou na Virgem Maria em função do seu desígnio de salvar a humanidade, assumindo a nossa natureza em Jesus Cristo.

Quando o homem caiu, ele nos abriu uma esperança e nela já estava presente a Virgem Maria: “Porei inimizades entre ti e a mulher, e entre a tua posteridade e a posteridade dela. Ela te pisará a cabeça, e tu armarás traições ao seu calcanhar” (Gn 3,15).
Esta mulher é aquela a quem Nosso Senhor se refere como “mulher” em Caná e aos pés da cruz (cf. Jo 2,4; 19,26); é aquela de quem diz o Apóstolo: “Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, feito da mulher…” (Gl 4,4). Esta mulher fora prenunciada pelos profetas de Israel, sempre ligada à vinda do Messias, que traria a bênção da salvação:
“Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o seu nome será Emanuel” (Is 7,14); “És tu, Belém…, mas de ti é que me há de sair (o Messias) aquele que há de reinar em Israel,… Por isso Deus os abandonará até ao tempo em que der à aquela (Virgem) que há de dar à luz (o Dominador) , e então as relíquias dos seus irmãos se juntarão aos filhos de Israel” (Mq 5,1s).
O centro de nossa salvação e de nossa esperança é e sempre foi o Messias, o Cristo Salvador. Mas, no desígnio de Deus, aparece ao mesmo tempo a Virgem e Mãe. Ela não é o Centro, mas está no Centro, porque está em Nosso Senhor Jesus Cristo, em função dele e de sua missão redentora.
É assim que Nossa Senhora aparece no Evangelho. Escolhida em Cristo Jesus antes da fundação do mundo (cf. Ef 1,4s), ela foi por Deus preservada da contaminação do pecado que marca a nossa raça. Por isso o anjo, ao dirigir-se a ela, deu-lhe o nome com o qual Deus a conhece desde toda a eternidade: Cheia de Graça (Lc 1,27).
É assim que Gabriel a chamou, é este o nome da Virgem porque é isto que Deus fez nela: unicamente pela graça da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Virgem foi, por antecipação, preservada de todo o pecado.

Como diz a fé da Igreja: “Puríssima, na verdade, devia ser a Virgem que nos daria o Salvador, o Cordeiro sem mancha, que tira os nossos pecados”. Como diz ela própria, cheia de júbilo: “O Todo-Poderoso fez grandes coisas em mim!” (Lc 1,49). Foi assim que a Virgem concebeu e deu à luz o nosso Salvador.
Mas, no plano de Deus, esta maternidade da Virgem – sempre Virgem: Virgem concebeu e Virgem deu à luz (cf. Is 7,14) – não deveria ficar somente no plano biológico, mas também estender-se ao plano da graça. Por isso, Nosso Senhor foi elevando sua Mãe para que passasse, pouco a pouco, da maternidade segundo a carne para a maternidade segundo o Espírito: “O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito” (Jo 3,6).
Ela, que sempre esteve unida ao seu Filho, apareceu fidelíssima ao pé da cruz: “Entretanto estavam de pé junto à cruz de Jesus sua Mãe…” (cf. Jo 19,25); sofreu profundamente com o seu Unigênito e associou-se de coração maternal ao seu sacrifício, consentindo amorosamente na imolação da vítima que ela havia gerado. Nosso Senhor Jesus Cristo entrega seus discípulos e cada discípulo aos cuidados da Mulher: “Mulher, eis o teu filho” (Jo 19,26).
Ela deverá cuidar maternalmente de cada um dos filhos da Santa Igreja. Ela, que segundo a carne, dera à luz a Nosso Senhor, Cabeça da Igreja, agora vai dar à luz, segundo o Espírito que Jesus vai entregar na cruz (cf. Jo 19,30), ao Corpo, que é a Igreja. Depois, Jesus volta-se para o Discípulo – cada discípulo – e confia: “’Eis a tua Mãe!’ E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19,27). Nosso Senhor nos deu à sua Mãe, como filhos. A Virgem como Mãe da Igreja é Mãe de cada discípulo amado por Jesus, um dos frutos da Paixão de Cristo!
É esta mesma Virgem-Mãe que aparece em oração, nos Atos dos Apóstolos (cf. At 1,14), aparece como a Mulher plenamente gloriosa no céu, envolvida no combate à antiga serpente do Gênesis. Esta Mulher é ao mesmo tempo a Virgem Maria e a Santa Igreja, pois uma é imagem da outra, como já ensinavam os antigos doutores da Igreja.
Fonte: Blog Vocacionados Menores/ADF


quinta-feira, 7 de junho de 2012

CORPO DE DEUS

Graças e louvores se dêem a todo o momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

segunda-feira, 4 de junho de 2012


domingo, 3 de junho de 2012

Pensamentos


“As pessoas te pesam?
Não as carregue nos ombros.
Leva-as no coração.”

“Quando os problemas
se tornam absurdos, os
desafios se tornam
apaixonantes.”

“Feliz de quem entende
que é preciso mudar
muito para ser sempre
o mesmo.”

“ Mais que comum dos dias,
olhei o mais que pude os rostos
dos pobres, gastos pela fome,
esmagados pelas humilhações,
e neles descobri teu rosto,
Cristo Ressuscitado!”

“Para além, muito além
dos egoísmos individuais,
dos egoísmos de classe,
dos egoísmos nacionais,
é preciso abraçar, sorrir,
trabalhar”.

“Um dos meus anseios
de chegar ao infinito
é a esperança de que,
ao menos lá,
as paralelas se encontrem.”

“Esperança é crer na
aventura do amor, jogar
nos homens, pular no
escuro, confiando em Deus.”

“Que importa que eu seja
uma choupana, se mora
em meu barraco a
Santíssima Trindade?”

“Diante do colar belo
como um sonho admirei,
sobretudo o fio que unia
as pedras e se imolava
anônimo para que todos
fossem um.
“O segredo de ser jovem –
mesmo quando os anos
passam, deixando marcas
no corpo – é ter uma
causa a que dedicar
a vida.”

“Os homens gastam-se
tanto em palavras que
não conseguem entender
o silêncio de Deus.”

“Tem pena, Senhor
tem carinho especial
com as pessoas muito
lógicas, muito práticas,
muito realistas, que se
irritam com quem crê
no cavalinho azul.”


D. Helder da Câmara

O Magnificat: o hino triunfal da grandeza de Deus


A festa da Visitação de Nossa Senhora está muito ligada ao Magnificat, que Nossa Senhora cantou nessa ocasião.
O Magnificat é uma obra-prima de raciocínio. Ele mostra bem qual é a estruturação lógica do espírito de Nossa Senhora. E mostra-nos também como no maior transporte de alegria e entusiasmo, Ela se mantém naquilo uma estrutura racional que verdadeiramente impressiona.
É interessante notar como, em Deus, Ela decidiu cantar sobretudo o poder e a grandeza. E os outros atributos de Deus em função de Seu poder e de sua grandeza.
Isto é muito pouco próprio daquilo que convencionalmente se costuma chamar de “piedade doce e aguada”, que, em vez de dar o devido realce ao que diz respeito à grandeza de Deus, apenas dá realce ao que diz respeito à misericórdia de Deus.
É claro que se deve cantar a misericórdia de Deus e se deve cantá-la eternamente; é claro que sem essa misericórdia, nós não seríamos nada. Mas também não se deve ser unilateral e encarar apenas a misericórdia, como também não se deve ter em vista somente sua grandeza. É preciso ter em vista uns e outros atributos de Deus.
É isso que se nota no Magnificat. Ela fala da grandeza, mas às horas tantas descreve a misericórdia como uma das manifestações da grandeza de Deus.
Então, convém-nos focalizar, no Magnificat, dois desses pontos:
– canto eminentemente racional e estruturado. É um cântico que é uma verdadeira tese. Contrário, portanto, da “piedade açucarada”, que é apenas emotiva.
– é, também, um canto onde a visão da grandeza de Deus domina, embora com uma referência, das mais ardentes, à misericórdia de Deus.
Vejam o caráter de tese que tem o Magnificat. Os dois primeiros versos são a tese:
“A minha alma engrandece o Senhor; e o meu espírito se alegrou em extremo em Deus, Meu Salvador.”
O resto são os motivos.
Primeiro motivo:
“Por Ele ter posto os olhos na baixeza de sua escrava, porque eis que de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.”
Ou seja, engrandece a Deus porque Ele fez tão grande obra, de uma escrava; de uma simples serva humilde, fez uma rainha que todas as gerações chamarão bem-aventurada. Aqui está uma manifestação do poder de Deus.
Outra razão: “Porque me fez grandes coisas O que é poderoso, e Santo é Seu Nome”.
Ele fez, nEla, grandes coisas, e essas grandes coisas manifestam a grandeza dEle. Ela então engrandece o Senhor.
Outra razão: “Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre os que O temem”.
Então, porque Ele fez isto, e porque Sua misericórdia se estende de geração em geração. É outra manifestação de Sua grandeza, de Sua enorme misericórdia, que se estende de geração em geração sobre os que O temem.
Notem que é só sobre aqueles que têm temor de Deus, que têm, portanto, o senso da grandeza de Deus e que diante dessa grandeza, sentem temor. Esse temor é o temor reverencial, o temor do reconhecimento da grandeza, da santidade e bondade de Deus.
O verso seguinte ainda é um argumento para cantar a grandeza de Deus: “Manifestou o poder de seu braço; dissipou os que no seu coração, formavam altivos pensamentos”.
Deus é grande, não em relação aos que O temem, mas em relação aos que não O temem. Em relação a esses, manifestou o poder de seu braço e dispersou os homens maus, no fundo do coração dos quais se formavam pensamentos de orgulho.
Deus é grande na sua capacidade de ferir aqueles que não O temem. Manifesta-se aqui a grandeza da cólera de Deus, depois de ser ter cantado a grandeza da misericórdia de Deus.
Vê-se facilmente como isso é equilibrado, como mostra Deus em todos os seus aspectos e sempre grande em tudo. Como isso é diverso das unilateralidades meladas de uma falsa piedade, que só vê a Deus num aspecto de misericórdia, condescendência, sem a manifestação de Sua grandeza.
Como tudo isto é raciocinado! É uma tese. E segue depois, ponto por ponto, os argumentos da tese.
Outra razão: “Ele depôs do trono os poderosos e elevou os humildes”.
Depor do trono os poderosos não é, evidentemente, tomar um homem que está no trono e tem poder, para tirá-lo do trono e depois colocar os humildes no trono. Seria uma ingenuidade, porque esses humildes se teriam tornado poderosos e seria preciso derrubá-los também. Se o sentido fosse esse, “Ele depôs do trono os poderosos e fez com que todos fossem iguais”, teria um mau sentido, mas teria um sentido. Mas essa forma de “roda gigante”, exaltando os humildes e depondo os poderosos, para depois ter que depor os humildes que ficaram poderosos, é absurda. É evidente que não é assim que isso deve ser entendido.
O que é o poderoso e o que é o humilde?
O humilde é o que fez o que Ela faz nessa canção. Isto é, aquele que atribui tudo a Deus, reconhece que Deus é a origem de todo o bem, a fonte de todo poder. Que, sem o concurso de Deus, nada podemos na ordem sobrenatural e também nada podemos de realmente bom na ordem natural. Ele é o centro de todas as coisas e o Senhor que manda em tudo.
Humildes, por exemplo, eram os poderosos de quem Ela descendia e de quem também descendia Nosso Senhor. Por exemplo, o rei Davi, foi um poderoso, morreu no seu poder, e era humilde porque reconhecia a preeminência e os direitos de Deus.
O poderoso, de que fala a Santíssima Virgem, é quem não reconhece a prevalência dos direitos de Deus (os Mandamentos) e pensa que tem poder independente do concurso divino.
Então, no “Deus depôs os poderosos e elevou os humildes” está a manifestação do poder de Deus “rindo” de todo poder humano. Dá poder a um humilde e este fica poderoso; tira todo o poder a um homem orgulhoso, que só confia em si e este fica sem nada. É a grandeza de Deus, perto da qual todas as grandezas humanas não são absolutamente nada.
E continua: “Encheu de bens os que tinham fome e despediu vazios os que eram ricos.”
Aos que são pobres de espírito, aqueles que têm fome e sede de justiça, encheu de bens. Os que não têm fome e sede de justiça, que são apegados aos bens da terra, esses, despediu empobrecidos. Quer dizer, os ricos, nesse sentido, nada são para Ele. Deus faz dos ricos-pobres, e dos pobres-ricos, conforme entende.
Mais uma manifestação da grandeza de Deus, a proteção que dá ao povo eleito: “Tomou debaixo de sua proteção Israel, assim como havia prometido a nosso pai Abraão, e à sua posteridade para sempre.”
Quer dizer, naquilo que promete, é grande, cumpre sua aliança até o fim. É uma tese, seguida de todos os argumentos até o final, e canta muito equilibradamente a grandeza e a misericórdia de Deus: a grandeza de Deus em sua misericórdia; a grandeza de Deus em sua justiça; o vácuo de todos os homens diante de Deus, e o domínio de Deus sobre todo o universo. É o hino triunfal da grandeza de Deus!
No momento em que Santa Izabel falou a Nossa Senhora, glorificando-A, Ela mostrou que se considerava nada diante dessa grandeza infinita de Deus, que Ela cantou de modo excelente com um ardor e um sentimento extraordinários. Mas, sobretudo, com equilíbrio, numa construção absolutamente racional, que poderia ser comparada a uma construção da Suma Teológica de Santo Tomás. O Magnificat é de tal maneira pensado a fundo e articulado. E Ela o compôs sob inspiração do Espírito Santo, na hora, quando foi saudada por Santa Izabel.
Nas poucas coisas que Nossa Senhora disse, que se registram no Evangelho, transparece esta nota racional. Por exemplo, quando Ela recebeu o anuncio de que deveria ser a Mãe do Salvador. Ela respondeu com uma objeção de caráter eminentemente racional: “Como pode ser isto, pois tenho um voto de virgindade?”
O anjo deu-lhe uma explicação, quase como um silogismo. Ela, tendo a resposta: “Eis aqui a escrava do Senhor, portanto, faça-se em mim segundo a sua palavra”. É uma atitude consequente. Ela dá um princípio e tira uma conclusão.
Outra manifestação é quando encontrou o menino Jesus no Templo. A pergunta é uma pergunta cheia de aflição, cheia de angústia, mas que pede uma explicação: “Meu Filho, por que fizeste isto conosco? Teu Pai e eu te procurávamos aflitos”. É, mais uma vez, um pedido de explicação.
Compreendemos assim como a verdadeira alma católica, sem ser absolutamente uma alma racionalista, é uma alma cheia de razão, cheia de pensamento, cheia de densidade em tudo que diz e faz.
Nossa Senhora, Sede da Sabedoria, representa então a nós, como o exemplo da razoabilidade, o exemplo da ponderação, e exemplo da medida em tudo que se pensa e se diz.
No Magnificat não há uma palavra que sobre, não há um pensamento que não esteja colocado no lugar. É uma joia perfeita, em que cada pedra está colocada em seu lugar próprio para dar uma ideia do conjunto.
Aí temos o espírito de Nossa Senhora, tão diferente da bobeira dos sentimentalismos fátuos, dos entusiasmos vazios próprios da piedade superficial e boba. É um produto da razão. Não nasce de uma exacerbação do sentimento, nem de uma irrefletida postura de alma.
Ser devoto de Nossa Senhora
Dessa forma podemos compreender, de um modo descritivo, como Nossa Senhora é a Sede da Sabedoria. E também como ser autêntico devoto de Maria Santíssima: procurando ter essa sabedoria, essa ponderação, essa grande estruturação de pensamentos, conforme o nível intelectual de cada um. Mas esforçando-se fazer tudo razoavelmente, com a razão dominada pela Fé e com o sentimento em consonância com a razão. De maneira que o sentimento se exerce quando a razão manda, e cessa sua ação quando a razão se opõe.
Então, temos no Magnificat uma escola de vida espiritual na imitação de Nossa Senhora.
A propósito da Visitação é bom lembrar um outro ponto: quando Nossa Senhora falou, São João Batista, no seio de Santa Isabel, ouviu a Sua voz e estremeceu de gáudio. Igualmente, quanta alegria santa sentimos quando estremecemos diante das inspirações de Nossa Senhora em nossos corações!
Vamos pedir a Nossa Senhora que, ao par das provações que Ela nos dá, dê-nos também por ocasião de suas festas, uma dessas “palavras interiores” em que a gente exulta de gáudio e tem ânimo para carregar, por Ela, todas as cruzes até chegar o fim da vida.

Fonte: Resumo de exposição feita pelo Prof. Plínio Corrêa de Oliveira, em 02/07/1963 /ADF



Beato João XXIII, papa, +1963

Nasceu em Sotto il Monte, Bérgamo, em 1881. Papa entre 1958 e 1963, Angelo Giuseppe Roncalli chegou ao episcopado em 1925 foi visitador apostólico da Bulgária e posteriormente delegado apostólico da Turquia e Grécia (1935). Pio XII enviou-o como núncio para Paris em 1944 e, em 1953, nomeou-o cardeal patriarca de Veneza. Neste último posto convocou um concílio e restaurou a Basílica de São Marcos. 

Quase imediatamente depois de ser elevado ao pontificado convocou um concílio em Roma, o Concílio Vaticano II, que se iniciou em 1962. Ampliou o colégio cardinalício e abriu o diálogo da Igreja Católica com o mundo, além de favorecer as relações com os cristãos das diversas confissões, para o que criou o Secretariado para a União dos Cristãos. O seu magistério teve a sua melhor expressão nas encíclicas "Mater et magistra" e "Pacem in terris".

sexta-feira, 1 de junho de 2012

FRASE DO DIA



- A finalidade de todas as nossas obras é o amor.
Este é o fim; é para alcançá-lo que corremos. Uma vez chegados, é nele que repousaremos.
Sto Agostinho

quarta-feira, 30 de maio de 2012

"Só Deus não morre" - Cristeros


O conhecido e estimado comerciante José Garcia, de 60 anos de idade, escrevera na vitrina de sua loja, em Puebla (México) “Viva Cristo Rei.”


Ninguém ousara molestá-lo por isso, até que, em julho de 1926, passando por ali o general callista Amaya, deu com a inscrição que ele detestava. Vê-la e saltar do cavalo foi um instante. Entrou na loja de revolver em punho e exigiu que aqueles dizeres fossem apagados imediatamente.


Nunca! – respondeu o comerciante. – Esta casa é minha e aqui posso expor o que eu quiser.


Preso no mesmo instante, pouco depois era sentenciado a morte sem processo algum. Conta-se que, antes de dar ao carrasco a ordem de matá-lo, o general Amaya voltou-se para José Garcia e, escarnecendo-o, disse:


- Veremos, agora como os católicos sabem morrer.


- Morremos assim – replicou Garcia – beijando o Crucifixo e apertando-o ao peito com ternura. Voltando para o general, acrescentou: – Eu vos perdôo.


Varado de balas, caiu de braços abertos, erguendo para o Céu o Crucifixo, que ainda segurava na mão direita. Na vitrina de sua casa podia-se ler: “Só Deus não morre, e jamais morrerá!”


(TESOURO DE EXEMPLOS – vol. 11 – Ed. Vozes Ltda., Petrópolis, RJ –Pe. Francisco Alves, C. SS. R – 2ª. edição – 1960, p. 194).


Fonte: AASCJ - Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus
Postado por Blog Almas Castelos às 07:56 (cortesia)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

sábado, 26 de maio de 2012

S. Filipe Néri, presbítero,fundador, +1595


Neste dia recordamos a santidade de vida do Santo da Alegria, que encantou a Igreja com seu jeito criativo e excêntrico de viver o Evangelho. Nascido em 1515, São Filipi Néri, foi morar com um tio negociante, que colocou diante de seus olhos a proposta de assumir os empreendimentos, mas acolheu as proposta do Senhor que eram bem outras.

Ao ir para Roma estudou Filosofia e Teologia, sem pensar no sacerdócio. Sendo um homem de caridade, vendeu toda a sua biblioteca e deu tudo aos pobres; visitava as catacumbas tinha devoção aos mártires e tudo fazia para ganhar os jovens para Deus, já que era afável, modesto e alegre, por isso fundou ainda como leigo, a irmandade da Santíssima Trindade.

São Filipe Néri que muito acolhia peregrinos em Roma, foi dócil em acolher o chamamento ao sacerdócio que o despertou para as missões nas Índias, porém, o seu Bispo esclareceu-lhe que a sua Índia era Roma. Como Santo da Jovialidade, simplicidade infantil e confiança na Divina Providência, Filipe fundou a Congregação do Oratório; foi vítima de calúnias; esquivou-se de ser cardeal, mas não da Salvação das Almas e do seu lema: Pecados e melancolia estejam longe de minha casa.

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