sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Estados Unidos: Bispos lançam comité para discutir liberdade religiosa no país


A liberdade religiosa está ameaçada nos Estados Unidos, ao ponto de justificar um novo comité ad hoc para enfrentar esta preocupação crescente, sustentam os bispos americanos. A Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB) anunciou a instituição do Comité Ad Hoc para a Liberdade Religiosa, presidido por D. William Lori, de Bridgeport (do Estado de Connecticut).

O apoio ao trabalho do comité incluirá a incorporação de dois membros, a tempo inteiro, à equipa da USCCB: um advogado especialista no direito relativo à liberdade religiosa e um representante de um grupo de pressão, que levantará as questões que têm a ver tanto com a liberdade religiosa e com o matrimónio.

Para D. Lori, de 60 anos, “este comité pretende enfrentar as crescentes ameaças à liberdade religiosa na nossa sociedade, de maneira que a missão da Igreja possa acontecer sem impedimentos e de forma também a que os direitos dos crentes qualquer religião, ou de nenhuma, possam ser respeitados”, acrescentou.

Na sua carta aos bispos, para anunciar a instituição do comité, D. Timothy Dolan, presidente da USCCB, afirmou que a liberdade religiosa, “para os cristãos e as pessoas de fé, está sempre sob ataque na América, de formas sem precedentes”. “Isso é sobretudo por um número cada vez maior de programas e de políticas do governo federal que violariam o direito de consciência das pessoas de fé ou prejudicariam o princípio de base da liberdade religiosa”, observou.

O arcebispo acrescentou que “a instituição de um comité ad hoc é um elemento que marcará um momento novo na história da nossa Conferência”. “Nunca antes havíamos enfrentado este tipo de desafio à nossa capacidade de comprometer-nos no âmbito público como pessoas de fé e prestadoras de serviços. Se não agirmos agora, as consequências serão graves.”

Departamento de Informação da Fundação AIS

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

38% dos europeus têm distúrbios mentais. Fruto do afastamento da religião?


38% da população da União Européia (EU) sofre de distúrbios mentais e doenças cerebrais, revelou um estudo do Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia (ENCP, em inglês), segundo noticiou “The Telegraph” de Londres.

“As desordens mentais se tornaram o maior desafio à saúde na Europa do século XXI”, dizem os autores.

Apenas um terço dos doentes recebe a terapia ou medicação necessária. Porém, as repercussões econômicas negativas dessas doenças são calculadas na ordem de centenas de bilhões de euros, pela incapacitação física e mental dos doentes.

Grandes laboratórios farmacêuticos desenvolvem caríssimos projetos financiados pelos governos para encontrar remédios que contenham o progresso dessas doenças.

“Precisamos fechar o abismo aberto pelas desordens mentais”, disse Hans Ulrich Wittchen, diretor do Instituto de Psicologia e Psicoterapia Clínica da Universidade de Dresden, Alemanha, e chefe do estudo dos pesquisadores europeus.

O estudo do ENCP analisou 30 países europeus – os 27 da UE, a Suíça, a Islândia e a Noruega – que somados atingem uma população de 514 milhões de pessoas.

A equipe do Dr. Wittchen considerou perto de 100 doenças que incluem a totalidade das maiores desordens psicológicas, desde a ansiedade e a depressão até a esquizofrenia, a epilepsia, Parkinson e esclerose múltipla.

A conclusão do ENCP é de que há um nível altamente excessivo de desordens mentais e doenças cerebrais nos países estudados.

As doenças mentais se tornaram a principal causa de morte, incapacitação e um dos maiores ônus econômicos para os serviços de saúde no mundo inteiro.

A Organização Mundial da Saúde prediz que por volta de 2020, a depressão será causa da segunda maior despesa em doença de todas as épocas. Mas, para a UE, segundo o Dr. Wittchen, o futuro chegou mais cedo.

As quatro doenças que mais inabilitam pessoas são a depressão, a demência, a dependência alcoólica e os AVCs.

Estudo análogo anterior apontou que em 2005 a percentagem deste tipo de doentes da UE atingia 27%, tendo aumentado até 38% em 2011.

A tentativa de construir uma super-organização em bases puramente materiais que ignoram – e até hostilizam – o lado espiritual e a religião do homem, não será uma das causas mais profundas desses desarranjos mentais?

Nesse sentido, atentar contra os fundamentos cristãos da civilização acaba sendo uma das maiores loucuras e um dos maiores fatores de enlouquecimento.

Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira/ADF

Beata Alexandrina Costa, virgem, +1955



Beata Alexandrina, rogai por nós!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MÃE


Mãe carinhosa, mãe dengosa
Mãe amiga, mãe irmã
Mãe sem ter gerado é a mãe de coração
Mãe solidão,
Mãe de muitos, mãe de poucos
Mãe de todos nós, Mãe das mães
Mãe dos filhos
Mãe-pai: duas vezes mãe
Mãe lutadora e companheira
Mãe educadora, mãe mestra
Mãe analfabeta, sábia mãe
Mãe dos simples e dos pobres
Mãe dos que nada têm e dos que tudo têm
Mãe do silêncio, mãe comunicação
Mãe dos doentes e dos sãos
Mães dos que plantam e dos que colhem
Mãe de quem nada fez e de quem compra feito
Mãe de quem magoou e de quem perdoou
Mãe rica, mãe pobre
Mãe dos que já foram, mãe dos que ficaram
Mãe dos guerreiros e dos guerreados
Mãe que sorri, mãe que chora
Mãe que abraça e afaga
Mãe presente, mãe ausente
Mãe do sagrado, mãe da luz
Mãe de Jesus e mãe nossa.

Mãe, simplesmente mãe.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Mercador de Sonhos


Entrei e no meio da sala, mal iluminada e forrada de tapetes amarelos, avistei um homem alto, pálido, de barbas grisalhas, que se dirigiu para mim vagarosamente. Ostentava largo turbante de seda branca, onde cintilava uma pedra que não pude classificar. No seu semblante havia cansaço e esse não sei quê de misterioso notado em todos quantos mercadejavam com a magia. Era o famoso feiticeiro hindu. Os marroquinos do bairro, com aquela precisão com que o vulgo geralmente apelida os tipos populares, haviam-no denominado “o mercador de sonhos”.

— Que desejais, ó jovem? — perguntou, fitando em mim os seus olhos negros e perspicazes.

— Afirmaram-me — respondi — que o senhor possui, graças a certos fluidos mágicos, o estranho poder oculto de fazer com que uma pessoa tenha o sonho que quiser. Sou curioso. Quero experimentar os encantos de sua magia, a força de seus fluidos maravilhosos. Quero sonhar.

— É verdade! É verdade — confirmou o mago indiano. — Tenho, realmente, esse dom raro e precioso de poder proporcionar às pessoas que me procuram todas as alegrias e todos os prazeres de um sonho desejado.

E, apontando para uma larga poltrona escura que estava a um canto, disse-me com gentileza:

— Senta-te e dize-me: com quem desejas sonhar? Que espécie de sonho mais te agrada, ó maometano?

Contei-lhe então o motivo único da minha visita àquele antro misterioso da magia-negra.

— Antes de tudo — comecei — devo dizer-lhe que sou um indivíduo excessivamente romântico e idealista. Sempre senti a forte atração das fantasias. Ultimamente, durante uma festa militar em Marraqueche, conheci certa jovem cristã, filha de um francês de alta linhagem, que exerce funções diplomáticas na corte do sultão. Apaixonei-me loucamente por ela, mas não sei ainda se sou correspondido. Não obstante, desejo sonhar uma vez ao menos com a minha amada, um sonho claro e perfeito! Nesse sentido já fiz o possível, mas os meus sonhos povoam-se de imagens quase sempre desconexas, em meio das quais nunca vislumbrei a dona dos meus enlevos, a inspiradora do meu grande amor!

— E qual é o nome dessa jovem ideal? — perguntou-me o feiticeiro.

— Susana de Plassy.

— Curioso — observou o famoso ocultista, passando vagarosamente a mão larga pela testa bronzeada — muito curioso! Ontem, ao cair da tarde, fui procurado por uma jovem cristã que aqui apareceu acompanhada por uma escrava moura: a minha formosa visitante pediu-me que a fizesse sonhar com um dos oficiais da guarda do sultão, Omar Ben-Riduan! Indaguei do seu nome e soube que a jovem se chamava Susana de Plassy!

Ao ouvir semelhante revelação, um frêmito me percorreu o corpo todo e levantei-me como se fosse impelido por alguma possante mola de aço.

— Omar Ben-Riduan? Omar Ben-Riduan é o meu nome! Omar Ben-Riduan sou eu! Se ela pediu que a fizesse sonhar comigo, é certo que me ama também.

— Felicito-o, ó jovem — replicou o indiano, batendo-me, carinhoso, no ombro. — É muito raro ver-se uma formosa cristã apaixonada por um muçulmano. Bem sabes o imenso abismo que separa os adeptos de Mafoma daqueles que professam a religião de Jesus!

Louco de alegria, atirei um punhado de ouro ao velho feiticeiro e corri para casa. Sentia-me alucinado como se estivesse sob a ação perturbadora de forte dose de haxixe.

Reuni alguns de meus mais íntimos, contei-lhes o que havia ocorrido e pedi-lhes que me ajudassem a encontrar uma solução para o meu caso sentimental.

El Hadj Ben Cherak, homem sensato e muito relacionado na alta-sociedade marroquina, disse-me, sem hesitar:

— Conheço muito bem o pai de tua apaixonada. É um cristão mau como um emir e mais orgulhoso do que um paxá. Detesta os árabes e jamais consentirá que sua filha se case com um muçulmano! Só vejo, portanto, uma solução: terás de raptar a jovem Susana! E isso só conseguirás com a sua cumplicidade!

Seguindo o conselho do prudente Ben-Cherak, fiz, naquela mesma tarde, os preparativos para a minha fuga.

Já tarde da noite, chegou à minha casa, de volta, o portador que eu enviara ao rico palacete do nobre francês. Fui então informado de que Susana oito dias antes havia partido para a Europa, a fim de lá se casar com um fidalgo escocês.

Percebi, no mesmo instante, que fora vítima de vergonhosa mistificação do indiano.

Revoltado e furioso por causa do papel ridículo que havia feito, voltei novamente ao antro do intrujão, resolvido a tirar tremenda desforra.

O velho hindu — depois de atender a vários clientes que o esperavam — recebeu-me calmo, cínico, o semblante plácido de quem nunca praticara ação censurável.

Gritei-lhe, ameaçando-o com o punho fechado:

— Miserável! Por que mentiu? Susana nunca veio aqui a este antro nojento!

— Vamos devagar, meu jovem amigo — replicou o charlatão, imperturbável, segurando-me pela mão que o ameaçava. — Não fiz senão o que tu me pediste. Vi, casualmente, o teu nome gravado no cabo do rico punhal que trazes à cinta. Jogando facilmente com o teu nome, pude proporcionar-te o encanto de uma ilusão efêmera. Menti para que pudesses não somente sonhar com um amor impossível como também acreditar nele!

E concluiu, sardônico, terrível:

— Afinal, o que vieste buscar aqui? Não foi um sonho? Não foi uma ilusão? Pois bem, eis, precisamente, o que te vendi: Um sonho... uma ilusão...

(Fonte: Minha Vida Querida – Os segredos da alma feminina nas lendas do Oriente – Malta Tahan.)

(Ilustrações de : Calmon Barreto, Solon Botelho e Renato Silva)
Nota: Blog Almas Castelos (cortesia)

HISTÓRIAS LINDAS!


Era um dia quente de verão no sul da Flórida. Uma criança decidiu ir nadar, na piscina atrás de sua casa. O menino saiu pela porta das traseiras, saltou para dentro da piscina e pôs-se a nadar, com satisfação.
A sua mãe observava-o a partir de casa, pela janela, e viu imediatamente, com horror, o que lhe estava a acontecer.

Não perdeu tempo. Correu veloz para o seu filho gritando o mais alto que podia.
Ouvindo-a, a criança ficou alarmada e nadou em direcção à sua mãe, mas parecia ser tarde demais.
A mãe agarrou com força o menino pelos braços, ao mesmo tempo que um crocodilo agarrava as suas pernas. A mulher puxava o filho, determinada, com toda a determinação do seu coração.
O crocodilo era mais forte, mas aquela mãe era ainda mais determinada e o seu amor não ia permitir que desistisse da tentativa de salvar aquela criança indefesa.

Entretanto, um homem ouviu os gritos, correu para lá com uma arma e matou o crocodilo.
A criança foi salva e apesar das suas pernas terem ficado gravemente feridas, era capaz de andar novamente.

Quando saiu do hospital, um jornalista perguntou ao menino se ele lhe queria mostrar as cicatrizes nas suas pernas. O menino levantou o cobertor e mostrou-lhas.
Mas, logo em seguida, com muito orgulho, arregaçou as mangas e disse:
"Mas estas aqui são as que você deve realmente ver".
Eram as marcas das unhas da sua mãe, que o tinha agarrado e puxado com muita força.
"Eu tenho estas cicatrizes porque a minha mãe não me largou e salvou a minha vida."

***
Também nós temos as cicatrizes de um passado doloroso. Algumas são causadas pelos nossos pecados, mas muitas outras são as marcas, as “impressões digitais” de Deus, quando nos agarrou e defendeu com força para não nos deixar cair nas garras do mal.

Lembra-te que se, por vezes, a tua alma sofreu... é porque Deus te agarrou demasiado forte por forma a que não caísses!

Fonte: Facebook - Maria José Gusmão (cortesia)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

BRAÇOS NO AR - BANDA JOTA

Para entrar no Reino dos céus


Humildade: porta para o Reino de Deus

Quando Nosso Senhor Jesus Cristo começou a pregar, falou muito sobre o Reino de Deus. “Não andeis demasiadamente inquietos nem com o que vos é preciso para alimentar a vossa vida, nem com o que vestir o vosso corpo. Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem fazem provisão nos celeiros, e contudo vosso Pai celeste as sustenta. Porventura não sois vós muito mais do que elas?” (Mt 6,25-26). “Buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo” (Mt 6,33).

Às vezes, põe-se-nos a pergunta:
“Será que vale a pena trabalhar para o Reino de Deus, suportar críticas e perseguições?”

Nosso Senhor responde que sim, ao afirmar que todo aquele que for prejudicado por causa dEle e do Santo Evangelho receberá o cêntuplo (cem vezes) mesmo nesta vida e, no século futuro, a vida eterna (cf. Mc. 10,30). E, depois:

“Que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? (…) No meio desta geração adúltera e pecadora, quem se envergonhar de mim e dos meus ensinamentos, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos (cf. Mc. 8,36-38).

Nosso Senhor Jesus Cristo coloca como porta para o Reino de Deus a humildade, dizendo que temos de ser como crianças, pois é delas o Reino dos Céus.

Evidentemente Nosso Senhor não mandou que tenhamos a idade de criança, mas sim a sua inocência, obtida por nossos esforços enquanto a criança a tem devida à idade, de maneira a sermos crianças quanto à malícia e não quanto à sabedoria (1 Cor 14). É como se Nosso Senhor dissesse: “Sejam como este menino, que os proponho como exemplo: não é obstinado à cólera, esquece o mal que se lhe tenha feito, não se deleita em ver uma mulher concupiscente, não é falso, pensando uma coisa e dizendo outra; deste modo, vós, se não tiverdes essa inocência e essa pureza de alma, não podereis entrar no Reino dos Céus.”

Nós somos orgulhosos e igualitários, e precisamos pedir muito a Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, a graça da humildade. Lúcifer se perdeu por causa do orgulho. Ele viu como era belo e quis ser como Deus. Então, tornou-se monstruoso, pois rompeu com a fonte que lhe dava toda a beleza. O demônio não tentou Eva primeiramente pela sexualidade, mas pela soberba, dizendo-lhe que, se comesse da fruta, ela se tornaria como Deus.

E Eva, por sua vez, induziu Adão também a comer. E o pecado entrou na humanidade por meio da soberba. Por isso foi pela humildade que Nosso Senhor e a Santíssima Virgem venceram o pecado. Deus a escolheu para sua mãe, pois ela era a mais humilde das mulheres: “Ele olhou para a humildade de sua serva”, diz o Magnificat. E Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo Deus, se rebaixou ao se fazer homem, aceitou se sujeitar ao frio e à fome. Aceitou a morte, e à morte de cruz, por obediência. Sofreu tudo isso para nos resgatar da soberba de Adão.

No capítulo 7, versículo 24, de São Mateus está escrito: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as observa, será semelhante ao homem sábio, que edificou a sua casa sobre rocha”. Ao contrário, a quem não deu crédito aos ensinamentos da Santa Igreja, não acreditou em Nosso Senhor, não deu ouvidos às advertências de Nossa Senhora ao longo dos tempos, “vai ter grande sua ruína”, pois edificou sua casa em acumular riquezas, correr atrás de prestígio mundano e de imoralidade.

“Grande ruína” é que começa a acontecer. E só há uma solução autêntica: “voltar à casa paterna”. Ou seja, ao modo de vida da civilização autenticamente cristã.

Fonte: Blog Canção Nova (com adaptações)/ADF

domingo, 9 de outubro de 2011

Beato John Henry Newman, cardeal, +1890


Beato John Henry Cardeal Newman

Nasceu em Londres, a 21 de Fevereiro de 1801 e morreu em Edgbaston a 11 de Agosto de 1890. Foi um sacerdote anglicano convertido ao catolicisno, posteriormente nomeado cardeal pelo Papa Leão XIII em 1879. Foi Beatificado no dia 19 de Setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI.

Estudou no Trinity College de Oxford (1816) e no Oriel College (1822) e foi ordenado sacerdote da Igreja Anglicana e um dos líderes do "Movimento de Oxford". Naquela época, ele considerava o anglicanismo de seu tempo excessivamente protestante e laicizado e o catolicismo parecia-lhe corrompido em relação às origens do cristianismo. Buscou uma "via media" entre os dois, e, pesquisando sobre os primórdios da Igreja Católica, acabou por converter-se.

Depois de sua conversão ao catolicismo, foi ordenado sacerdote da Igreja Católica em Roma, abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de S. Filipe Neri e foi ainda reitor da Universidade Católica da Irlanda.

sábado, 8 de outubro de 2011

Ensinamento de Lourdes: coragem, resolução, energia e compreensão do significado do sofrimento


Procissão das velas em Lourdes
Os acontecimentos de Lourdes são ricos em ensinamentos para nós, e um desses ensinamentos é a respeito do sofrimento.

De um lado, Nossa Senhora tem pena do sofrimento dos homens, atende os rogos deles e pratica milagres para livrá-los das dores.

Além do mais, Nossa Senhora que tem pena das almas, para provar que a Fé Católica é verdadeira, pratica milagres para operar conversões.

Nisso Nossa Senhora nos dá um grande ensinamento. Ela mostra, pela bondade d’Ela em Lourdes, que Ela é nossa Mãe, que Ela quer e pode praticar maravilhas por nós, e Ela as pratica. E, entretanto, a maior parte dos doentes que vão lá voltam sem terem sido curados.

Mas, há em Lourdes outro aspecto. São inúmeros doentes que vão a Lourdes, e voltam sem terem sido curados.

Por que razão Nossa Senhora opera a cura de uns e não opera a cura de outros? Qual é o mistério?

Eu creio que é um dos mais estupendos milagres de Lourdes.

Se a gente prestar bem atenção, passa-se o seguinte: para a grande maioria das almas o sofrimento é necessário para a santificação. Então, as doenças bem levadas são meios para a santificação.

Doentes em Lourdes
Por meio de doenças e provações espirituais a pessoa se santifica. E quem não compreende o papel do sofrimento e da dor para operar nas almas o desapego, o amor de Deus, e a regeneração, não compreende absolutamente nada.

São Francisco de Salles chegou a afirmar que o sofrimento é verdadeiramente o 8º sacramento, de tal maneira ele é indispensável.

O Cardeal Pedro Segura y Sáenz, com quem eu estive uma ocasião, me contou o diálogo que ele teve com o Papa Pio XI. S.S. Pio XI se gabava diante dele de nunca ter estado doente. O Cardeal Segura sorriu para ele e disse: “Então Vossa Santidade não tem o sinal de predestinado”.

Pio XI ficou assustado, e o Cardeal acrescentou: “Não há predestinado que não adoeça, e gravemente, sofra muito da saúde pelo menos em determinado período de sua vida. Se Vossa Santidade nunca teve nada de saúde, não é sinal de predestinado”.

Dias depois, Pio XI teve um enfarte de coração fortíssimo. E da cama ele escreveu um bilhetinho ao Cardeal Segura, que guardava o bilhete. Era assim: “Eminência, já tenho o sinal de predestinado”. E realmente a doença é, como o sofrimento de toda ordem, o sinal dos predestinados.

Ora, Nossa Senhora agiria contra o interesse da salvação das almas, se lhes tirasse as doenças.

Para certas almas convém tirar o sofrimento. Mas normalmente não convém. De maneira que essas pessoas vão a Lourdes e voltam sem terem sido curadas.

Prova de quanto Nossa Senhora, tão misericordiosa, acha indispensável o sofrimento para a salvação das almas.

Mas há uma coisa muito bonita: em Lourdes Nossa Senhora dá ao doente tal conformidade com a doença, que eu nunca ouvi contar o caso de uma pessoa que esteve em Lourdes e não sendo curada se revoltasse.

Pelo contrário, as pessoas voltam enormemente resignadas, satisfeitas de terem ido fazer sua visita a Lourdes, e verem outras que foram curadas.

Há até casos de pessoas que vêm da Índia, da América, sei lá de onde para serem curadas, e que vendo ao lado outras que têm mais necessidade de serem curadas, pedem a Nossa Senhora isto: que eu não seja curado contanto que aquele seja curado.

Quer dizer, uma pessoa que aceita a doença e o sofrimento em benefício do outro é um verdadeiro milagre de amor ao próximo por amor de Deus. Um milagre moral arrancado ao egoísmo humano, e que é milagre mais estupendo do que uma cura propriamente dita.

Extraído do blog Lourdes e suas aparições
(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, palestra proferida em 6/2/65. Sem revisão do autor).Fonte 2: ADF

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

LADAÍNHA DO AMOR DE DEUS

Santa Faustina rogai por nós pecadores!

Oração a Nossa Senhora do Rosário


Nossa Senhora do Rosário,
dai a todos os cristãos a graça
de compreender a grandiosidade
da devoção do santo rosário,
na qual, à recitação da Ave Maria
se junta a profunda meditação
dos santos mistérios da vida,
morte e ressurreição de Jesus,
vosso Filho e nosso Redentor.

São Domingos, apóstolo do rosário,
acompanhai-nos com a vossa bênção,
na recitação do terço, para que,
por meio desta devoção a Maria,
cheguemos mais depressa a Jesus,
e como na batalha de Lepanto,
Nossa Senhora do Rosário nos leve a vitória
em todas as lutas da vida;
por seu Filho, Jesus Cristo,
na unidade do Pai e do Espírito Santo.
Amen

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