quarta-feira, 30 de junho de 2010

NOSSA SENHORA SEMPRE !


a pequena vila de Nazaré, onde viviam São Joaquim e Sant’Ana, não se dá atenção à recém-chegada. Ela traz nas veias o sangue de David, mas sua família está destituída do antigo esplendor. Quem se ocupa dessa pobre gente?
Há mais. Ana e Joaquim haviam ficado muito tempo sem filhos. Deus Se deixara afinal tocar por suas orações. Eles viam em Maria um sinal de bondade celeste. Mas em nada suspeitavam dos tesouros com que o altíssimo cumulara a alma de sua filha: não conheciam as maravilhas da Imaculada conceição; não sabiam que embalavam nos braços a futura Mãe do Salvador.
Quanto aos judeus que viviam nessa época, estavam imersos no mais negro desalento. Tinham perdido a liberdade política, havia muito que se calara a voz dos profetas: julgavam-se abandonados pela Providência no exato momento em que começava a cumprir-se no meio deles a obra da infinita Misericórdia.
Que a obscuridade na qual nasce Nossa Senhora nos ensine a dar pouca importância às grandezas humanas. Saibamos considerar com olhar cristamente indiferente essas vaidades perecíveis, que Cristo desprezou para sua Mãe: se tivessem algum valor, Ele não Lhas teria recusado.
Aprendamos também, nesse grande acontecimento, a não desanimar nunca. A Imaculada vem ao mundo quando os judeus se desesperam e crêem tudo perdido. Aproveitemo-nos da lição. Invocamos o Céu em nosso socorro; se não somos atendidos de imediato, caímos na tristeza.
Deus espera às vezes que nos sintamos à beira do abismo para nos estender a mão.
Portanto, não abandonemos tão facilmente a oração; o Altíssimo intervirá no momento em que nos julgarmos definitivamente abandonados. Tenhamos confiança, uma confiança sem limites! Seremos então largamente recompensados.

Oferta do meu coração a Maria!
extraído do livro: A virgem Maria – Pe. Thomas de Saint-Laurent

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