quarta-feira, 13 de outubro de 2010

JACINTA MARTO


Jacinta Marto, uma das três crianças beneficiada com as aparições de Nossa Senhora em Fátima, nasceu a 11 de Março de 1910 e veio a falecer, em Lisboa, a 20 de Fevereiro de 1920. Segundo a prima e amiga, Lúcia, ela “tinha um coração muito bem inclinado, e o bom Deus tinha-a dotado dum carácter doce e meigo, que a tornava, ao mesmo tempo, amável e atraente”. As graças recebidas do Céu com as Aparições despertaram nela um amor admirável, generoso e criativo.

O seu amor dirigia-se, acima de tudo, a Deus, a Jesus e à Virgem Maria. Manifestava-o em atitudes, gestos e palavras. Tinha uma convicção firme e uma percepção tão clara da presença divina no seu íntimo e na Eucaristia que exclamava: “É tão bom estar com Ele!”. Repetia muitas vezes a sua declaração de amor a Jesus e sentia inflamar-se no seu coração um fogo ardente, que a consolava e fortalecia. Muitos dos sacrifícios que sofria ou fazia por iniciativa própria oferecia-os por amor a Jesus e a Maria com grande generosidade, o que lhe dava grande coragem para suportar os sofrimentos e aceitar a morte.

A pequena Jacinta não amou apenas os pais, os irmãos, e os amigos, aos quais abraçava, dava beijos, oferecia flores e outros dons, ela amou também os pobres, os doentes, os pecadores, o Santo Padre, os sacerdotes… A uns conhecia e encontrou-se com eles e a outros não, mas a todos queria bem e por eles sacrificava-se e rezava, implorando de Deus o alívio de sofrimentos, a cura de doenças, a conversão a Deus e a salvação eterna. Às crianças pobres distribuiu a sua merenda e levou os companheiros a fazerem o mesmo, exprimindo desse modo um amor muito concreto que implicava o desprendimento do que era necessário para ela. Fazia-o “com tanta satisfação, como se não lhe fizesse falta”, testemunha a sua prima Lúcia.

Quando um sacerdote lhe falou do Santo Padre, que vivia em Roma, ela não terá compreendido muito quem ele era, mas entendeu o suficiente para o amar. Este amor foi reforçado, sem dúvida pela visão em que o via em sofrimento, insultado por muitos. Propõe-se então aliviá-lo mediante a oração e a oferta de sacrifícios. O seu amor suscitou nela o desejo de ver o Papa em Fátima, como tanta gente. Também os sacerdotes, sobretudo na fase em que ela já estava muito doente, foram envolvidos pelo amor da Jacinta. Apreciou um ao qual se confessou e dele recebeu o perdão divino. Exclamava: “Ai, mãe, que padre tão bom!”. Nesse tempo, rezava e recomendava a oração pelos sacerdotes, para que eles se ocupassem só das coisas da Igreja e fossem puros, muito puros.

O que levou uma criança como esta, com menos de 10 anos, a viver assim o amor, o interesse e o sacrifício pelos outros? Só pode ter sido a graça divina que recebeu do Céu por intermédio de Nossa Senhora. Tal graça levou-a muito para além das suas capacidades naturais, tornando-a admiravelmente bondosa e capaz de praticar o bem. Ao amor e aos dons divinos ela soube corresponder de forma desmedida e continuada. Por isso, cresceu na santidade e mereceu o reconhecimento por parte da Igreja que a declarou “beata”. Assim é modelo e exemplo para crianças e não menos para os adultos. Todos podemos aprender com ela a “arte de amar” os outros, sejam próximos ou distantes, com acções e orações, com gestos e palavras de consolação ou a oferta de sacrifícios. Um amor assim é uma ponte para a eternidade, não acaba nunca, conduz a Deus.

Para a Beata Jacinta com todo o meu carinho e prece.
P. Jorge Guarda/ Canção Nova

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