terça-feira, 26 de outubro de 2010

S. Lucas 6,39-42


Jesus disse-lhes ainda esta parábola: «Um cego pode guiar outro cego? Não
o discípulo bem formado será como o mestre. Porque reparas no
argueiro que está na vista do teu irmão, e não reparas na trave que
está na tua própria vista? Como podes dizer ao teu irmão: 'Irmão,
deixa-me tirar o argueiro da tua vista', tu que não vês a trave que
está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então,
verás para tirar o argueiro da vista do teu irmão.»

Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Explicação do Sermão da montanha, 19 (a partir da trad. DDB 1978, p.134)

Quando tivermos de censurar ou corrigir, façamos com escrupulosa
preocupação esta pergunta a nós próprios: será que nunca cometemos esse
erro? E ficámos curados dele? Mesmo se nunca o tivermos cometido,
lembremo-nos de que somos humanos e de que podíamos tê-lo cometido. Se
por outro lado o tivermos cometido no passado, lembremo-nos da nossa
fragilidade para que a benevolência e não o ódio nos dite reprovação ou
censura. Venha o culpado a tornar-se melhor ou pior com a nossa
censura benévola – pois o resultado é incerto –, ficaremos ao menos
seguros de que o nosso olhar se manteve puro. Mas se na introspecção
descobrirmos em nós o mesmo defeito que pretendemos repreender, em vez
de admoestar com reprimendas o culpado, choremos com ele; não lhe
peçamos que nos obedeça, mas que partilhe o nosso esforço...
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