segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O sentido da bênção na Igreja


A Igreja Católica trouxe ao mundo uma outra forma de pensar. Sem ser racionalista (ter a razão como único critério de vida), o nosso ideário ficou essencialmente ligado à inteligência. Nem tudo nós conseguimos compreender, mas nada encontrou acolhida na nossa Teologia que fosse irracional.

Por isso, não existe nenhuma idéia absurda na nossa fé, nem contradição. O arcabouço do nosso Credo é lógico, harmonioso, cheio de bom senso. “Estai sempre prontos a dar as razões de vossa esperança” (1 Pd 3, 15).

Logo no início os católicos rejeitaram as práticas mágicas dos povos pagãos, e tomaram distância de superstições. Não abrigamos idéias, palavras ou gestos que, por meio de espíritos, pretendem produzir efeitos extraordinários, contrários às leis naturais. Não admitimos que fora de Deus existam forças ocultas que burlem o poder divino. A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo impede crer em atos mágicos, passes, adivinhações sobre o futuro, exatamente porque tudo isso supõe que o Onipotente se faria ausente da realidade. Se isso acontecesse, então a magia (certos gestos ou palavras) concederia essa força e poderes desconhecidos do próprio Deus, para manipulação da realidade. Por isso está dito: “Não adorarás nenhum outro Deus, além do Senhor” (Ex 34, 14).

Ora, por disposição divina, o próprio homem deve tomar em suas mãos a construção do futuro, e não esperar que tudo “venha do alto”. No entanto, sentimos nossas limitações. Por isso clamamos ao Senhor, para que nos ajude e não para que nos substitua.

Além da oração confiante, podemos lançar mão do pedido de bênção, que é atitude sumamente bíblica. Existem bênçãos de casas, de veículos, bênçãos para a saúde, e orações para alcançar a paz…

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