quarta-feira, 4 de maio de 2011

Maio, mês de Maria


“Neste mês de Maria,
Tão lindo mês de flores,
Queremos de Maria
Celebrar os louvores”

Assim cantavam as crianças, na sua pureza quase angelical, nas noites frias de maio, coroando a imagem da Virgem Maria, como a coroou seu Filho no Céu, na festa da Assunção.

Os tempos e os costumes mudaram e, com eles, também nós. Já não ouvimos ressoar aquela melodia, aquelas vozes e a coreografia que lembravam a corte celeste com seus anjos louvando e reverenciando a Mãe de Deus.

Passamos por um “desenvolvimento” científico e tecnológico em decorrência do qual as pessoas ficaram praticamente incapazes de acompanhar e, sobretudo, de analisar, contemplar e elevar as suas mentes ao desejo dos bens celestes.

A filosofia e a teologia se confundem no julgamento do que surge e que penetra profundamente em nossas vidas. Inquietos, questionadores e independentes buscamos, neste desenvolver natural da nossa condição humana, embora cheia de acidentes, encontrar satisfazer os desejos de felicidade.

Ora, a verdadeira e autêntica felicidade terrena só é possível ser alcançada se procurarmos, em primeiro lugar, que se realize já aqui na terra o Reino de Deus. Aí tudo o mais nos será dado, por acréscimo. E isto nos virá pelas mãos de Maria Santíssima, como é certo que, no mistério da redenção, quando o Pai Celeste quis dela o assentimento, o “sim”, pelo qual se tornou Co-Redentora –“Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim a tua vontade”, antecipando, em segundos, no tempo, o Filho de Deus que ao entrar no mundo disse: “eis que venho, ó Deus, para fazer a tua vontade.”

Em toda a história da Igreja, Nossa Senhora se faz presente. Presença delicada, discreta, como nas Bodas de Caná – “Meu Filho, eles não têm vinho” – como no segredo da encarnação do Verbo, como junto à cruz…

Na Grécia, como em Roma, quando a Igreja, saída das perseguições pagãs, teve de enfrentar novo perigo – o das heresias na formulação da fé –, no Concílio de Éfeso, São Cirilo de Alexandria, depois da definição dogmática, pôde saudá-la e invocar: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós!”

Nas ruas de Roma, invadida pelos bárbaros, nas esquinas, onde ainda se podem ver as imagens de Nossa Senhora, o povo a invocava como a ”Salvação do Povo Romano”, rezando como ainda o fazemos: “Sob vossa proteção nos refugiamos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis nossas súplicas em nossa necessidades, mas livrai-nos de todos os perigos, o Virgem gloriosa e bendita.”

Na Idade Média, as catedrais góticas atestam a devoção à Santíssima Virgem e a gratidão do povo, nas calamidades daquele tempo. São Domingos de Gusmão empunhava o rosário contra a heresia dos albigenses; São Simão Stoc colocava o escapulário do Carmo, presente de Nossa Senhora para aqueles que recorrem à sua proteção, inclusive para passarem do purgatório para o céu.

Nos dias de hoje, em Lourdes e em Fátima, Nossa Senhora nos lembra que devemos voltar a uma vida santa, para evitar um grande castigo e aguardar o seu advento glorioso.

Um verdadeiro devoto de Maria Santíssima não se perde, ensinam São Bernardo de Claraval e Santo Afonso, e nos orientam para, em todas os momentos, de alegria e de angústia, de dificuldade e de incerteza, olharmos a Estrela, clamar por Maria – Respice Stellam. Voca Mariam. Ela está diante de seu Filho a interceder por nós, para que sejamos dignos de herdar as suas promessas, de vermos a Deus face a face, na eternidade.

(Baseado em www.catequisar.com.br)/adf

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