segunda-feira, 23 de maio de 2011

Os santos intercedem mesmo por nós?


Os videntes do Sagrado Coração são interecessores eficazes
Quando São Paulo diz que “há um só mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo homem” (1Tm 2,5-6), ele quer dizer que Jesus é o único Salvador e não o único intercessor. Para confirmar, acrescenta, vs 6: “o qual se deu a si mesmo para redenção de todos”.

Na verdade, existem muitos intercessores. O Novo Testamento está repleto de passagens que nos exortam a interceder uns pelos outros, inclusive a que precede o versículo citado acima: “Recomendo-te, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, petições, ações de graças por todos os homens (…). Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador” (1Tm 2,1-3). “Orai uns pelos outros para serdes curados” (Tg 5,16b)

Logo, Jesus não pode ser o único intercessor. No entanto, todo e qualquer intercessor, sempre ora e obtém a graça em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, e não em seu próprio nome. Pois é somente através de Jesus Cristo que temos acesso ao Pai.

Quanto mais santo o intercessor, mais eficaz é a intercessão. Diz ainda a Sagrada Escritura que quanto mais santo o intercessor, maior a eficácia da oração: “A oração do justo tem grande eficácia.” (Tg 5,16c)

Ora, se a oração de um justo tem grande eficácia, não há dúvida que é melhor pedir a intercessão de um justo do que de um pecador. E, como não existem homens neste mundo mais santificados do que aqueles que já estão no Céu, obviamente, é melhor pedir a intercessão de um santo do Céu do que de um homem que ainda vive neste mundo. Argumentam alguns: “Mas como podem interceder se estão mortos e inconscientes?” Ora, os santos estão diante do Trono de Deus e o nosso Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, como também ensina a Sagrada Escritura: “Moisés chamou ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos porque, para ele, todos vivem.” (Lc 20, 37-38)

Portanto, Jesus nos diz que os santos falecidos (como Abraão, Isaac e Jacó) estão vivos na Presença de Deus, pois VIVEM para Ele. Não estão mortos, nem inconscientes! O livro do Apocalipse igualmente ensina que os santos falecidos não estão adormecidos, mas mesmo antes da ressurreição suas almas intercedem junto a Deus: “Vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus, e por causa do testemunho que tinham dado dele; e clamavam em voz alta dizendo: Até quando, Senhor, santo e verdadeiro, dilatas tu o fazer justiça, e vingar o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dados a cada um deles vestidos brancos; e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que haviam de padecer, como eles, a morte” (Apc 6,9-11)

Esta passagem mostra como as almas dos santos falecidos clamam a Deus para que apresse o Dia do Juízo Final. As almas deles não estão, portanto, adormecidas. Elas de onde estão “falam” com Deus. Elas clamam ansiosas pelo Dia do Juízo Final, que será também o dia da jubilosa ressurreição da carne. Deus lhes dá uma veste branca (símbolo da santidade) e ordena que aguardem mais um pouco. E, enquanto aguardam, o que fazem estas almas? Aguardam adormecidas ou vivas e acordadas?

Santa Teresinha do Menino Jesus intercede por nós no Céu. “Então um dos anciões, tomando a palavra, disse-me: Estes, que estão revestidos de túnicas brancas, quem são? e donde vieram? E eu disse-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele disse-me: Estes são aqueles que vieram da grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os embranqueceram no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo” .(Apc 7,13-15) Portanto, esta é a situação das almas enquanto aguardam pelo ansioso dia do Juízo Final e da ressurreição da carne.

Estas almas (os santos) intercedem diante do Trono de Deus: “E veio outro anjo, e parou diante do altar, tendo um turíbulo de ouro; e foram-lhe dados muitos perfumes a fim de que oferecesse as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono de Deus. E o incenso dos perfumes das orações dos santos subiu da mão do anjo até Deus”. (Apc 8,3-4) Esta passagem garante-nos a intercessão dos santos que agora estão diante do Trono de Deus. São oferecidas a Deus as orações de todos os santos. Se são de todos os santos, são tanto as orações dos santos da terra (católicos que levam uma vida santa) quanto dos santos do Céu (que estão vestidos de branco diante do Trono de Deus). Embora este trecho da abertura dos 7 selos esteja se referindo aos santos do Céu (no quinto, sexto e sétimo selos), podemos entender as orações que chegam a Deus, também vindas dos santos da terra, pois é afirmado ser as orações de todos os santos.

Um exemplo destas orações de santos falecidos, encontra-se no livro dos Macabeus. Nela, Judas Macabeu relata uma visão que teve de Onias e Jeremias, já falecidos, intercedendo pelo povo: “Onias (…) desde menino se tinha exercitado nas virtudes, estendendo as mãos, orava por todo o povo judaico; que, depois disto, lhe aparecera outro varão respeitável pela sua idade e pela sua glória e cercado de grande majestade (…): Este é Jeremias, profeta de Deus, que ora muito pelo povo e por toda a cidade santa” (2Mac 15,12-14)

E como os santos conhecem nossas preces? Eles desfrutam de profunda intimidade com Deus, de modo que através da onipresença de Deus, tomam conhecimento das preces que lhes são dirigidas. Os bem-aventurados têm conhecimento das preces que neste mundo lhes são dirigidas, pois Deus, que fez os homens solidários entre si, faz com que essa comunhão não seja dissolvida pela morte. Por isso pedimos aos santos que intercedam por nós no Céu, e Deus lhes dá a conhecer nossas orações para que, de fato, eles rezem por nós.

Nosso Senhor Jesus Cristo recomenda: “Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (Jo 16,24).
Deus conhece as nossas necessidades antes mesmo de formularmos nossos pedidos, tanto para nós como para outras pessoas, mas por várias razões nos faz essa recomendação. Somos seres inteligentes, dotados de vontade. Então é preciso que nossas faculdades se exerçam mesmo em relação a Ele, que é onisciente. O pedido é uma manifestação de humildade e também de confiança. Portanto, gera merecimentos. Ademais, interceder por outrem, por amor de Deus, é um ato de caridade, uma das três virtudes teologais, que permanece para sempre, inclusive no Céu.

Fonte: Baseado em Vocacionados Menores/AASCJ

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