sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MATERNIDADE ESPIRITUAL PARA OS SACERDOTES


A vocação de ser mãe espiritual para os sacerdotes é muito pouco conhecida, insuficientemente compreendida e portanto pouco vivida, apesar da sua vital e fundamental importância. Esta vocação muitas vezes está escondida, invisível ao olho humano, mas voltada a transmitir vida espiritual. Disto tinha a certeza o Papa João Paulo II: por isso ele quis no Vaticano um mosteiro de clausura onde fosse possível rezar pelas suas intenções como sumo Pontífice.

“O QUE ME TORNEI E COMO, O DEVO À MINHA MÃE!”, disse S. Agostinho

Independentemente da idade e do estado civil, todas as mulheres se podem tornar mãe espiritual de um sacerdote e não somente as mães de família. É possível também a uma mulher doente, a uma jovem solteira ou a uma viúva. Em particular isto vale para as missionárias e as religiosas que oferecem inteiramente a própria vida a Deus para a santificação da humanidade. João Paulo II agradeceu até mesmo a uma menina pela sua ajuda materna: “Exprimo a minha gratidão também à beata Jacinta de Fátima pelos sacrifícios e orações oferecidas pelo Santo Padre, que ela tinha visto em grande sofrimento” (13-5- 2000)

Cada sacerdote é precedido por uma mãe, que amiúde também é uma mãe de vida espiritual para os seus filhos. Giuseppe Sarto, o futuro Papa Pio X, logo após ser consagrado bispo foi visitar a sua mãe, na época com setenta anos de idade. Ela beijou respeitosamente o anel do filho e de repente, tornando-se pensativa, indicou o seu pobre anel nupcial de prata: “Sim, Peppo, mas tu agora não estarias a usar esse anel se eu antes não tivesse usado o meu anel nupcial”. S. Pio X, justamente, confirmava a partir da sua experiência: “Cada vocação sacerdotal vem do coração de Deus, mas passa através do coração de uma mãe!”.
Uma óptima prova disto é a vida de S. Mónica. Santo Agostinho, seu filho, que aos dezenove anos como estudante em Cartago havia perdido a fé, escreveu nas suas ‘Confissões’:
“... Tu estendeste a tua mão do alto e tiraste a minha alma destas densas trevas, pois a minha mãe, tua fiel, chorava por mim mais do que choram as mães pela morte física dos filhos
… e no entanto, aquela viúva casta, devota, das que são tuas predilectas, já mais animosa graças à esperança, mas nem por isso menos dada ao pranto, não cessava de chorar frente a ti, em todas as horas de oração”. Após a conversão ele disse com gratidão:
“A minha santa mãe, tua serva, nunca me abandonou. Ela deu-me à luz com a carne para a vida temporal e com o coração para a vida eterna. O que me tornei e como, o devo à minha Mãe!”.
Durante as suas discussões filosóficas, Santo Agostinho queria sempre que a sua mãe estivesse ao seu lado; ela escutava atentamente, às vezes intervinha com um parecer delicado ou, para assombro dos sábios presentes, dava respostas a questões abertas. Portanto não surpreende que Santo Agostinho se declarasse seu ‘discípulo em filosofia’!
Fonte: JAM

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