quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Povo e Massa


Achei que deveria fazer esta postagem para tentar explicar a importância do contador de história. O contador de história, na conotação que dou, tem a pretensão de formar, de orientar, de instruir. Deus criou o homem para que governasse esse mundo, e no entanto os males do mundo escravizaram o homem e o diminuíram para um “mero número na massa”.

Nosso Senhor Jesus REINA sobre seu POVO, não sobre a MASSA.

E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo (Miq 5,2). (São Mateus 2,6)

No entanto o que é o ser humano de hoje? Já ouviram essas expressões: Televisão = meio de comunicação de Massas. Ônibus ou metrô = meio de transporte de Massas, etc...?

VEJAMOS O ENSINAMENTO DOS PAPAS:

Povo e massa, na descrição de Pio XII:

O contraste entre as duas concepções foi magnificamente exposto por Pio XII quando descreveu a diferença entre povo e massa:

O Estado não contém em si e não reúne mecanicamente num dado território uma aglomeração amorfa de indivíduos. Ele é, e na realidade deve ser, a unidade orgânica e organizadora de um verdadeiro povo.
Povo e multidão amorfa, ou, como se costuma dizer, “massa”, são dois conceitos diversos. O povo vive e se move por vida própria; a massa é de si inerte, e não pode ser movida senão por fora. O povo vive da plenitude da vida dos homens que o compõem, cada um dos quais – em seu próprio posto e a seu próprio modo – é uma pessoa consciente das próprias responsabilidades e das próprias convicções. A massa, ao invés, espera o impulso de fora, fácil joguete nas mãos de quem quer que desfrute seus instintos ou impressões, pronta a seguir, vez por vez, hoje esta, amanhã aquela bandeira. Da exuberância de vida de um verdadeiro povo a vida se difunde, abundante, rica, no Estado e em todos os seus órgãos, infundindo-lhes com vigor incessantemente renovado a consciência da própria responsabilidade, o verdadeiro senso do bem comum. Da força elementar da massa, habilmente manejada e utilizada, o Estado pode também servir-se: nas mãos ambiciosas de um só ou de vários que as tendências egoísticas tenham agrupado artificialmente, o mesmo Estado pode, com o apoio da massa, reduzida a não mais que uma simples máquina, impor seu arbítrio à parte do verdadeiro povo: em conseqüência, o interesse comum fica gravemente e por largo tempo atingido e a ferida é bem freqüentemente de cura difícil.

(Pio XII. Radiomensagem de Natal de 1944 – Discorsi e Radiomessaggi, vol. VI, págs. 238-239)
Fonte: Blog Almas Castelos (cortesia)

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