quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Jovem Modelo faz-se religiosa


Modelo deixa Milão após conhecer Medjugorje

Ania Goledzinowska era uma modelo para grandes empresas, uma apresentadora de TV e actriz em comédias italianas. Agora reza o Terço e vai para a Igreja enquanto não está a limpar os quartos, a descascar batatas e a cuidar das galinhas na sua nova vida com uma comunidade em Medjugorje. E não tem planos para voltar.
Ela tinha tudo o que o mundo tem a oferecer. Ania Goledzinowska mudou de uma infância pobre na Polónia para a vida da alta sociedade italiana. Conhecida como modelo, apresentadora de TV e actriz, apareceu na versão italiana da "Dança dos famosos". Também ganhou as manchetes por saltar para fora de um bolo na festa de aniversário do primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi em 2008.
Agora tudo isto pertence ao passado. Desde Junho de 2011, esta celebridade poloca-italiana, de 27 anos, tem vivido ao lado de padres e freiras numa comunidade mariana em Medjugorje. Com muito trabalho duro e oração, a sua nova vida parece-se à dos idosos no seu país natal, a Polónia mais do que o glamour italiano através do qual se tornou famosa.
Mas Ania Goledzinowska não quer a sua velha vida de volta. De facto, ela nunca foi tão feliz como agora, disse em entrevista ao jornal Catholic Herald.
"A primeira vez fui convidada por um amigo que também pagou a viagem. Eu tinha um tipo de alergia a padres e à Igreja. Mas esta primeira viagem mudou a minha vida, tanto que nos dois anos seguintes, não fui capaz de viver serenamente, porque compreendi que eu nunca tinha sido realmente feliz em toda a minha vida."
"O que eu estava a viver era uma ilusão, não a verdadeira felicidade", diz Ania Goledzinowska.
Uma cruz de madeira lisa substituiu o ouro e as jóias em torno do seu pescoço.
"Tornei-me deprimida. Eu tinha uma vida privilegiada de que eu não gostava. Pelo contrário, eu queria coisas simples e normais. Uma manhã acordei, liguei para um amigo e pedi-lhe para encontrar um lugar para eu ficar em Medjugorje - ou eu teria pulado pela janela. Eu deixei a Itália com dois sacos, sem falar com ninguém. E aqui estou eu."
"O meu primeiro pensamento foi vir aqui só por alguns dias, porque em 25 de Junho eu deveria começar um trabalho em Porto Calvo, na Sardenha (Itália) para o clube do bilionário Flavio Briatore. Mas 25 de Junho foi também o 30º aniversário das aparições em Medjugorje. Após cinco dias aqui eu cancelei o contracto e decidi permanecer."
"Acordo às cinco da manhã. Subimos a colina das aparições rezando o Terço, depois descemos, fazemos as nossas orações, vamos à Santa Missa. Trabalhamos até ao meio-dia. Limpo os quartos e banheiros, passo roupa ou descasco batatas. Também temos uma horta e galinhas. Depois rezo outro Terço. À tarde descansamos, e às 6 da tarde há outras orações."
"Muitos dos meus velhos amigos não compreendem o que eu estou a fazer. Eles não entendem como posso ser feliz fazendo o que talvez a minha faxineira fazia. Na verdade, eu acho que nunca estive tão feliz. Eu sinto-me como quando eu era uma criança, quando eu era pequena e vivia com a minha família pobre e simples."
"Tudo o que faço me faz sentir satisfeita. Sinto-me amada por Deus e por aqueles em torno de mim, sem ter que me disfarçar como alguém que eu nunca fui. Eu sei que as pessoas estão perto de mim pelo que eu realmente sou, não por interesse. Eu deixei tudo. Vesti-me com as "roupas da providência", que algumas vezes os peregrinos deixam aqui, porque as minhas roupas não se encaixam em Medjugorje. Eu não podia vir aqui usar sapatos da Chanel."
"Fiquei longe das drogas por cerca de seis anos. Eu não quero fugir do mundo, eu sei que a verdadeira batalha é na vida quotidiana. Mas primeiro tenho de curar a minha alma para ajudar os outros, para lutar no campo de batalha para o Rei único e verdadeiro, que é Deus."
"Depois de Medjugorje eu não faria muitas coisas, mas eu não me arrependo de nada. Eu tinha de viver as coisas boas e ruins do meu passado, a fim de dar testemunho hoje que tu podes mudar, que a vida real é outra coisa. Jesus veio e morreu pelos pecadores, não para os sãos. Eu sou a primeira das pecadoras. Eu não quero perder o privilégio de desfrutar da Misericórdia do Senhor."
"Amar, perdoar e não julgar. Assim como tu queres ser perdoado, também os outros têm direito a uma segunda chance. Perdoa, mas não faças isto somente pelos outros, faz por ti mesmo. Deves esvaziar-te do ódio e do ressentimento que manténs no teu coração. Só então é que Deus pode trabalhar em ti. Caso contrário, ele não tem onde colocar as graças que Ele tem reservado para ti."

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