sexta-feira, 24 de junho de 2011

O maior dos Mandamentos


Todos nós conhecemos o texto evangélico em que o doutor da lei, tendo sabido que Nosso Senhor reduzira ao silêncio os saduceus, tentando-o, perguntou-lhe: “Mestre, qual é o grande mandamento da lei?”

Nosso Senhor Jesus Cristo respondeu-lhe: “O maior mandamento é este: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito. Este é o máximo e o primeiro mandamento.” E continuou: “E o segundo é semelhante a este: amarás o teu próximo como a ti mesmo”. E concluiu: “Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas”. É a narração de São Mateus (Cf. 22,34-41) e São Marcos (Cf. 12, 28-34) com pequenas nuances.

São Lucas (Cf. 10,25-37), por sua vez, descreve a atitude desse doutor da lei. Tendo sido elogiado por Nosso Senhor pelo fato de ter respondido com acerto às perguntas que lhe foram feitas, o doutor da lei encheu-se de soberba e julgou que ninguém pudesse ser seu próximo, como se não houvesse ninguém que pudesse comparar com ele na justiça (ou seja, nas suas atitudes da vida). O doutor da lei caiu, nessa circunstância, em dois vícios alternadamente: depois da falácia com que havia perguntado para tentar Nosso Senhor, caiu na arrogância…

Segundo comenta São Cirilo, ao perguntar “Quem é o meu próximo” já se mostrava vazio do amor ao próximo. E, por conseqüência, mostrou-se também vazio do amor divino, porque não amando ao próximo, a quem vê, não pode amar a Deus, que não vê? Por outro lado, como o doutor da lei, antes, não quis ver Deus em Nosso Senhor Jesus Cristo, conseqüentemente não poderia também ver corretamente quem seria seu próximo.

Mas mesmo assim, Nosso Senhor, bondosamente, apresenta ao doutor da lei a parábola do bom samaritano: um homem que, numa viagem, foi assaltado, deixando-o os assaltantes quase morto à beira da estrada. Por ele passou muita gente (especificadamente um sacerdote e levita) e ninguém lhe deu atenção. Somente um samaritano teve a coragem e a ousadia de se inclinar sobre ele e dar-lhe todo o socorro.

Ora, igualmente muitas pessoas fazem a si mesmas essa pergunta: “quem é o meu próximo?”

Encontrar a resposta verdadeira virá como conseqüência para quem, em espírito e em verdade, procurar amar a Deus sobre todas as coisas. Ou seja, procurar obedecer a Santa Igreja, seguindo as suas leis, os seus ensinamentos transmitidos pelos autênticos doutores e exemplo dos santos.
fonte: AASCJ

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