quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Considerações sobre o Pai-Nosso

A importância do Pai-Nosso é indiscutível, pois trata-se da oração por excelência, que o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou, por isso devemos tê-la constantemente em nossos lábios e nosso coração.

O texto que passamos a transcrever sobre o Pai-Nosso era atribuído à grande Santa Teresa de Jesus, e para seu elogio basta esta informação.

Foi publicado no volume V das Obras de Santa Teresa de Jesus, traduzidas pelas Carmelitas Descalças do Convento de Santa Teresa do Rio de Janeiro (Editora Vozes, Petrópolis, 1951), no qual nos baseamos fazendo algumas adaptações.

Introdução

O nosso Criador conhece a sua criatura e sabe que nossa alma, tendo sede do infinito, pede cada dia novas coisas e não se aquieta com receber uma somente. Por isso, no capítulo VI do Levítico mandava o Criador que, para não se extinguir o fogo do altar, o sacerdote o cevasse todos os dias com nova lenha, significando figuradamente que, para que o calor da devoção não se esfrie e acabe, devemos cevá-lo todos os dias com vivas e novas considerações.

Ainda que isto possa parecer imperfeição, é providência divina para que, seguindo a alma sua condição, ande sempre investigando as infinitas perfeições de Deus e não se contente com menos, pois só Ele pode encher a sua capacidade.
Uma coisa, pois, é a que se pretende sustentar, que é o fogo do Amor de Deus. É necessária porém muita lenha, e deve-se renová-la todos os dias, porque o calor e eficácia da nossa vontade tudo consome; e tudo lhe parece pouco, até chegar a cevar-se no mesmo fogo, bem infinito, único que satisfaz e enche a nossa capacidade.

Sendo pois a oração do Pai-Nosso a mais adequada para sustentar este fogo divino, parece conforme à razão, a fim de evitar que da freqüente repetição dela resulte o entibiamento da vontade, procurar algum modo de, repetindo-a diariamente, reavivar nosso entendimento com uma nova consideração, capaz de sustentar também o fogo e o calor na vontade.

Isto se fará comodamente repartindo pelos sete dias da semana as sete petições contidas no Pai-Nosso. Para cada dia da semana toma-se uma petição vinculada a um título ou nome de Deus que lhe seja correspondente. A esse nome ou título referiremos tudo o que naquela petição pretendemos, e também tudo o que há em Deus que desejamos alcançar.

As petições já são conhecidas, e os títulos e nomes de Deus são estes: Pai, Rei, Esposo, Pastor, Redentor, Médico e Juiz. Assim sendo, faremos a seguinte distribuição:

Na segunda-feira se diz: Pai nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome.

Na terça-feira: Rei nosso, venha a nós o vosso reino.

Na quarta-feira: Esposo de minha alma, faça-se a vossa vontade.

Na quinta-feira: Pastor nosso, o pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Na sexta-feira: Redentor nosso, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

No sábado: Médico nosso, não nos deixeis cair em tentação.

No domingo: Juiz nosso, livrai-nos do mal.

Fonte: Catolicismo

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