quinta-feira, 28 de abril de 2011

A mulher curiosa


Estava um religioso a cozinhar numa pousada suas magras viandas. Uma mulher, que morava na vizinhança, meteu os olhos pela janelinha que lhe ficava fronteira e pouco distante, e perguntou-lhe, em tom de gracejo, se lhe faltava alguma coisa.

- Sim, falta – respondeu o santo. Alguns ladrilhos e um pouco de barro para entaipar essa janela.

As palavras do santo envolviam claramente uma censura à curiosidade importuna de sua vizinha. Ensinam os teólogos que não devemos criticar o procedimento dos outros nas coisas que não nos dizem respeito. Temos muito que fazer em nós mesmos e em o nosso interior, sem que nos seja preciso importar-nos com o que respeita aos outros. É isto excelente remédio contra a maledicência.

Quando São Pedro teve a curiosidade de perguntar a Jesus o que acontecia a João, ouviu do Mestre esta resposta célebre:

Que te importa a ti? Segue-me! Por que perguntas coisas que não te dizem respeito?

Desfrutaríamos de muita paz se não nos ocupássemos de ações e palavras que não pertencem ao nosso cuidado. Como pode, por muito tempo, viver em paz quem se intromete nos negócios alheios, quem sai em busca de relações exteriores, e pouco ou raramente se recolhe em si mesmo?

Bem-aventurados os simples, porque gozarão de muita paz.

Blog Almas Castelos – (“Lendas do Céu e da Terra”)

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