quinta-feira, 3 de março de 2011

“Bela como a lua, brilhante como o sol”


Eis por que a Santa Igreja, conduzida pelo divino Espírito Santo, não tem dificuldade em aplicar a Maria textos de diversos livros da Escritura.

Assim, no Cântico dos Cânticos pergunta admirado o escritor sacro: “Quem é esta que sobe do deserto como uma leve coluna de fumo, composta de aromas de mirra e de incenso, e de toda sorte de aromas?” (3, 6). Pelo que Deus Pai, enlevado com a obra-prima de sua criação, exclama: “Toda és formosa, amiga minha, e em ti não há mácula” (4, 7). Aplicando a Maria as palavras dos judeus agradecidos a Judite, pode-se dizer com toda convicção: “Tu és a glória de Jerusalém, tu és a alegria de Israel, tu és a honra de nosso povo” (15, 10).

Várias das prerrogativas de Maria Santíssima encontram-se profeticamente previstas no livro do Eclesiástico, conforme a Igreja ensina:

“Estendi meus galhos como um terebinto, meus ramos são de honra e de graça. Cresci como a vinha de frutos de agradável odor, e minhas flores são frutos de glória e abundância. Sou a mãe do puro amor, do temor (de Deus), da ciência e da santa esperança, em mim se acha toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude. Vinde a mim todos os que me desejais com ardor, e enchei-vos de meus frutos; pois meu espírito é mais doce do que o mel, e minha posse mais suave que o favo de mel. A memória de meu nome durará por toda a série dos séculos. Aqueles que me comem terão ainda fome, e aqueles que me bebem terão ainda sede. Aquele que me ouve não será humilhado, e os que agem por mim não pecarão. Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna” (24, 26 a 31).

Segundo o livro do Gênesis, no quarto dia da criação do mundo Deus formou dois grandes luminares no céu: um, maior, para presidir o dia, que é o sol; outro menor, a lua, para presidir a noite. Isso é uma figura do que Ele devia realizar dando Jesus e Maria ao mundo:

- Jesus, como o soberano sol da Igreja, a primeira e mais fulgurante luz de nossas almas e o verdadeiro sol de justiça, do qual toda luz deriva.

- Maria Santíssima, a bela lua, porém incapaz de mudança ou de eclipse, benfazeja luz que reflete de uma maneira feliz sobre as almas os raios do sol divino.

Santa Catarina Labouré perguntou a Nossa Senhora das Graças por que de alguns dedos da imagem da Medalha Milagrosa não saíam raios, Ela respondeu que desejava conceder mais graças, porém os homens não Lhe pediam. Peça graças a Virgem Santíssima, Ela quer lhe conceder bençãos.
Por isso, admirado com o reflexo dessa alma cristalina, o salmista pergunta outra vez: “Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?” (Gn 6, 10). Foi também uma mulher vestida de sol que São João viu no Apocalipse: “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés, e na cabeça uma coroa de doze estrelas” (12, 1).

Para considerar Maria Santíssima vista na Escritura Santa, é preciso ver essa luz em toda a sua extensão, considerando-a na seqüência dos séculos que a precederam, nos quais Ela teve suas prefiguras e esboços; o que mostra como, por sua eleição, Ela já estava nos planos de Deus, já antes de receber uma vida mortal na Terra.

Fonte: Revista Catolicismo/ADF

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